fev 02

TV digital: Ginga é a Tecnologia brasileira que deu certo e não pode ser abandonada

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Num movimento para garantir o desenvolvimento do Ginga, plataforma brasileira de interatividade, os pesquisadores brasileiros envolvidos com o midleware decidiram unir forças e criar o Instituto Ginga. A iniciativa, que é uma homenagem ao professor Luiz Fernando Soares, considerado o ‘pai’ do Ginga e que morreu em setembro do ano passado, envolve cerca de 20 laboratórios distribuídos pelo Brasil e que estão voltados ao desenvolvimento do Ginga.

“O Instituto Ginga é um avanço para garantirmos a sustentabilidade da Tecnologia, que é a única nacional na nossa área com um reconhecimento formal internacional, uma vez que virou padrão mundial para o IPTV na União Internacional de Telecomunicações. Não podemos deixar que, agora, na TV digital, para a qual o Ginga foi formulado, ele não alcance o seu papel”, diz o professor Sérgio Colcher, coordenador do evento e professor do Laboratório TeleMídia, ligado ao Departamento de Informática do CTC/PUC-Rio.

“A morte prematura do professor Luiz Fernando e o momento da TV digital no Brasil permitiram essa união de forças. Especialistas de todo o país estão trabalhando para manter o Ginga mais vivo do que nunca. O professor Luiz Fernando queria a Tecnologia efetivamente voltada para atender a sociedade. E o Ginga faz isso. É o meio de levar serviços públicos e privados para as camadas mais pobres. O canal de retorno é importante, mas não é crucial para disseminar conhecimento nas camadas onde a TV é o único meio de comunicação efetivo”, explica Colcher, em entrevista ao portal Convergência Digital.

O movimento é importante, uma vez que há a intenção de reduzir a presença do Ginga nos conversores que serão distribuídos às classes D e E por conta da migração do sinal analógico para o digital. “Não podemos deixar o Zapper ser o conversor para essa camada da população. O Ginga não é caro. Quem diz que ele encarece o custo do conversor está faltando com a verdade. O Ginga é desenvolvido em plataforma de software livre e tem vários perfis distintos”, afirma o professor Sérgio Colcher.

Segundo ainda o coordenador do Laboratório TeleMídia da PUC/Rio de Janeiro, o Ginga pode ser embutido e usado para a oferta de serviços cobrados para quem pode pagar. “É software livre. Todo mundo pode desenvolver com o Ginga. Foi, aliás, esse diferencial que fez a UIT reconhecer a tecnologia como padrão mundial para o IPTV”, reforça.

Com a estruturação nacional, a próxima reunião do Instituto Ginga está agendada para o dia 19 de fevereiro. A ideia é ter voz ativa na decisão do GIRED, grupo de implementação da TV digital para garantir a presença do Ginga nos conversores para aproximadamente 14 milhões de pessoas na primeira etapa da digitalização. “O adiamento do cronograma nos permite trabalhar. Mostrar que a Academia está próxima do Governo e que o Ginga é um meio de política social. É a Tecnologia fazendo algo concreto para a sociedade que precisa”, finaliza Colcher.

Fonte: FNDC

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Ginga: Decisão do governo pode criar dois tipos de usuários da TV digital

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Entidades em defesa da democratização da comunicação alertam para riscos de privar usuários da interatividade oferecida pela TV digital

Entidades que defendem a democratização dos meios de comunicação fizeram manifesto dirigido à presidenta Dilma Rousseff, demonstrando preocupação com a possibilidade de se criar dois tipos de usuários de TV, com níveis diferentes de acesso às novas possibilidades de interatividade oferecida pela transmissão digital.

Com o desligamento do sistema analógico, o governo federal pretende distribuir 14 milhões de kits com conversor e antena para que os beneficiários do Bolsa Família possam captar o novo sinal. Esse conversor virá equipado com o software Ginga C, que permitirá acessar aplicativos e informativos dos serviços públicos, como marcação de consultas médicas, vagas de emprego, extrato do Bolsa Família e serviços bancários, por exemplo. O problema é que outros 13 milhões de famílias do Cadastro Único para Programas Sociais, que identifica famílias de baixa renda para inclusão em demais programas, receberão conversor que não contará com o Ginga.

“As entidades decidiram se posicionar, fazendo uma crítica a essa possibilidade e chamando a atenção do governo, que o governo não poderia criar dois tipos de usuários”, relata a secretária-geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Renata Mielli, em entrevista ao repórter Jô Miyagui, para o Seu Jornal, da TVT.

O presidente da TVT, Valter Sanches também demonstra preocupação: “O problema todo é esse, se deturpa um pouco os objetivos de inclusão social, que estavam presentes na lei da TV digital, que era, justamente, a partir da TV digital, promover inclusão e acesso aos serviços públicos e a informações e, sobretudo, a interatividade com a TV para pessoas de baixa renda, que não tem acesso à internet. Isso vai alijar uma série de pessoas desse acesso a esses tipos de serviço.”

Renata afirma que as possibilidades oferecidas pelo Ginga vão contra o interesse comercial de muitas empresas de telecomunicações e, por isso, existe um boicote ao desenvolvimento dessa tecnologia, que se apresenta como concorrente daquelas desenvolvidas pelas próprias operadoras.

“Do jeito que está, está ótimo para os líderes de audiência. Então, para quê mudar? Então, quanto mais se prorroga e posterga, vai se mantendo uma vantagem e eles vão se preparando de outras maneiras para enfrentar um novo cenário de concorrência que poderá vir com essa digitalização”, diz Renata Mielli.

Fonte: FNDC

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Entrevista: André Barbosa fala sobre Impactos, na sociedade, da transição da televisão para o sistema digital

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André Barbosa Filho fala sobre as consequências sociais da transição da televisão brasileira para o sistema digital. Ele é conselheiro da Associação Brasileira de Emissoras Públicas no Grupo de Implantação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (Gired). Publicado na internet em 29/01/2016

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700MHz: Com atraso no cronograma da TV digital, Anatel autoriza adiamento dos repasses para limpeza dos 700 MHz

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A Anatel acatou o pedido da Claro, Telefônica, Tim e Algar, vencedoras do leilão da faixa de 700 MHz, de prorrogar por um ano o pagamento da segunda parcela dos recursos destinados à limpeza da frequência. O pagamento, que deveria ser feito até o dia 31 de janeiro deste ano, será aceito até o dia 31 de janeiro de 2017, sem juros ou correção.

A agência concordou com o argumento das operadoras de que a alteração do cronograma de desligamento do sinal analógico, realizado pelo Ministério das Comunicações, prejudica o equilíbrio econômico e financeiro dos contratos. Além disso, a Entidade Administradora da Digitalização (EAD) apresentou relatório comprovando que os recursos em caixa (R$ 1,1 bilhão) são suficientes para atender as exigências previstas no novo cronograma, que prevê o switch-off em 2016 da cidade de Rio Verde (GO), Brasília e cidades do entorno.

Na avaliação da Anatel, o pagamento da segunda parcela em janeiro do ano que vem traria prejuízos para as operadoras, que terão acesso à faixa em prazo diferente do combinado em contrato. Além disso, obrigaria as empresas a gastos desnecessários em um período de crise do País, quando o acesso ao crédito está mais caro. Também entende que o adiamento atende ao interesse público, uma vez que libera recursos para eventuais investimentos em expansão de cobertura e melhoria da cobertura e da qualidade dos serviços prestados.

Com isso, a decisão do relator da matéria em circuito deliberativo, conselheiro Otávio Luiz Rodrigues, foi pela prorrogação do prazo, por meio de assinatura de termo aditivo. Porém, recomendou que, antes disso, as operadoras comprovem a suas regularidades jurídicas e de idoneidade fiscal, conforme determina a legislação. Os demais conselheiros acompanharam o voto.

O contrato com as operadoras previa o pagamento em 31 de janeiro deste ano, 30% do valor total dos recursos para a limpeza da faixa, de R$ 3,6 bilhões. Ou seja, seriam desembolsados até domingo passado pelas empresas um total de R$ 1,1 bilhão. Esses recursos são destinados à EAD basicamente para ressarcimento dos radiodifusores e para a compra das caixinhas que serão distribuídas para os beneficiários do programa Bolsa Família.

Fonte: Tela Viva

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