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TV Digital: Emissoras públicas pressionam governo na distribuição da faixa de 700 MHz

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Um dos principais desafios do governo na liberação da faixa de 700 MHz para a banda larga móvel virá das emissoras de TV do campo público. Há algumas semanas, este noticiário já manifestou o descontentamento da TV Câmara com as perspectivas de realojamento no espectro do VHF. Nesta terça, 26, a TV Senado também teria uma conversa com o Ministério das Comunicações sobre o assunto. Agora, este noticiário recebe a informação de que também a EBC, estatal responsável pela TV Brasil, manifestou ao governo (o que inclui não apenas o Ministério das Comunicações mas também a Secretaria de Comunicação da Presidência, a quem a EBC está vinculada, e à própria Presidência da República) suas preocupações com o desenrolar do processo. O documento traz ao governo uma série de considerações para a tomada de decisão, sobretudo as dificuldades técnicas de uma migração de serviços para a faixa de VHF. A EBC também alerta para a responsabilidade Constitucional que o governo tem de manter a complementariedade entre a radiodifusão pública, estatal e a radiodifusão comercial.

Por trás da manifestação da EBC está a preocupação de que, na falta de espaço para abrigar toda a radiodifusão comercial no espectro de UHF restante depois que a faixa de 700 MHz for destinada à banda larga, alguns canais públicos previstos no Decreto 5820/2006 e outros canais públicos, como TV Câmara e TV Justiça, acabem desalojados para uma faixa nunca antes testada para a TV digital e onde existem ainda desafios técnicos a serem vencidos, que é a faixa do VHF alto, onde supostamente sobraria espaço depois do switch off analógico, ou seja, o fim das transmissões analógicas.

Existe a preocupação no campo público de que hoje em pelo menos 96 cidades não haveria espaço para esses canais, que estão previstos em decreto e que refletem um equilíbrio determinado constitucionalmente. Também há a preocupação de que a radiodifusão pública se torne uma prerrogativa de assinantes de TV por assinatura, já que ali sim existe a exigência legal de que todos os canais sejam carregados.

A EBC, por exemplo, já teria feito um pedido formal ao Ministério das Comunicações para ter canais consignados em todas as cidades com mais de 100 mil habitantes, mas a liberação desses canais, evidentemente, depende da análise que está sendo feita pela Anatel.

Outro argumento recorrente é que a escolha do padrão japonês para a TV digital tinha como premissa, justamente, a possibilidade de contemplar no espectro de UHF tanto a radiodifusão comercial quanto a radiodifusão pública, sem a necessidade de recorrer a recursos de espectro das empresas de telecomunicações. Além disso, o padrão japonês era importante para garantir mobilidade e um padrão de interatividade (o Ginga) nacional.

Também se questiona se existe racionalidade na decisão de alocar toda a faixa de 700 MHz para a banda larga móvel. Há quem avalie que o governo não precisa assegurar espectro para todas as quatro operadoras móveis dominantes, mas apenas para um número razoável de competidores. Recorde-se que o próprio ministro Paulo Bernardo já manifestou que se não houver espaço para contemplar a radiodifusão comercial, será leiloado um pedaço menor do espectro de 700 MHz para a banda larga. As emissoras do campo público gostariam de ver as mesmas garantias de tratamento isonômico em relação a elas.

Contrapartidas

Não existe ainda um movimento articulado entre as emissoras do campo público em relação ao processo de liberação da faixa de 700 MHz para a banda larga móvel, mas existem alguns movimentos que sinalizam o que virá pela frente. E provavelmente haverá algumas reivindicações às teles, na forma de contrapartida. A primeira, e mais evidente, é a questão do Fistel para a EBC. Hoje, a Lei 11.652/08, que criou a estatal de comunicação, exige que parte dos recursos que seriam recolhidos pelas teles a título de taxa de fiscalização das telecomunicações (Fistel) seja revertida na Contribuição para Fomento da Radiodifusão Pública. As teles questionaram a cobrança na Justiça e passaram a recolher os valores em juízo, o que já totaliza mais de R$ 1,25 bilhão acumulados desde então. Na semana passada, a EBC conseguiu suspender a liminar que impedia o pagamento, mas a disputa deve continuar em instâncias superiores.

Outro ponto que deve entrar na mesa de negociações é a possibilidade de que as empresas de telecomunicações banquem o projeto do operador nacional de rede para as emissoras públicas. Há vários anos as emissoras do campo público têm um projeto de construir uma rede única de radiodifusão, num projeto que consumiria, em mais de uma década, alguns bilhões em investimentos. Esse projeto está parado mas há propostas para que ele seja colocado como contrapartida para as operadoras de telecomunicações que levem a faixa de 700 MHz.

As emissoras do campo público entendem que muitas delas podem operar na forma de multiprogramação, incluindo mais de um canal HD por faixa de 6 MHz, mas ainda assim o governo precisa garantir alguns canais na faixa de UHF, inclusive nas cidades mais congestionadas.

Fonte: Tela Viva

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fev 24

Interatividade: Lavid instala equipamentos de transmissão digital em casas do Bolsa Família

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Equipamentos foram instalados em 100 residências do Cristo, Colinas do Sul e Mandacaru. Objetivo é testar a transmissão digital e o potencial da interatividade junto a famílias de baixa renda. Projeto vem sendo realizado pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), TV UFPB, Núcleo Lavid/UFPB, Universidades Católica de Brasília e Federal de Santa Catarina e outros parceiros.

O Núcleo Lavid (Laboratório de Aplicações de Vídeo Digital) da UFPB já concluiu a instalação de equipamentos de transmissão digital (set-top boxes) em 100 casas de beneficiários do Programa Bolsa Família de João Pessoa. Agora, as famílias contempladas estão assistindo TV com qualidade digital e tendo, pela primeira vez, a oportunidade de fazer escolhas em uma programação interativa, que está sendo exibida exclusivamente para esses cidadãos, através da TV Câmara de João Pessoa, canal 61, com transmissão aberta.

A atividade faz parte do Projeto Piloto da Rede Nacional de Radiodifusão Pública Digital Interativa, que está sendo coordenado pela EBC (Empresa Brasil de Comunicação) e tem parceria com o Núcleo Lavid/UFPB, TV UFPB, Universidades Católica de Brasília (UCB) e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Banco do Brasil, Secretaria de Desenvolvimento Social de João Pessoa, Câmara Municipal de João Pessoa e empresas como a D-link, Totvs, EiTV, Harris e Dynavideo.

O projeto está sendo coordenado pelo superintendente de Suporte da EBC, André Barbosa. Na UFPB, a coordenação é da jornalista e mestre em TV digital, Madrilena Feitosa. No âmbito do Núcleo Lavid, o desenvolvimento das aplicações interativas esteve sob a coordenação do professor e coordenador do Núcleo, Guido Lemos, e da jornalista e mestre em TV digital, Kellyanne Alves. Na UFSC, o projeto esteve sob a coordenação do professor Fernando Crocomo, e na UCB, do professor Alexandre Kieling.

Cada um dos 100 beneficiários do Bolsa Família, dos bairros de Cristo, Colinas do Sul e Mandacaru, recebeu em casa um set-top box, uma antena de recepção digital e um controle remoto. Com esses equipamentos, as famílias estão assistindo, em casa, uma programação interativa, desenvolvida exclusivamente para elas, que oferece informações sobre onde obter vagas de cursos gratuitos, vagas de emprego, como tirar documentos, além de informações sobre aposentadoria, aleitamento materno, farmácia popular e outros programas do Governo Federal.

Em vez de sair de casa para procurar onde há vagas de emprego e cursos gratuitos, cidadãos do Bolsa Família de João Pessoa têm, agora, rápido e fácil acesso a essas informações, sendo necessário apenas apertar botões do controle remoto para escolher que tipo de informação desejam obter. A interatividade é muito simples e os vídeos interativos são audiodescritivos, ou seja, há informações em áudio que descrevem os conteúdos exibidos na forma de textos, visando atender aqueles que têm dificuldade de leitura.

Os vídeos interativos foram desenvolvidos pela TV UFPB e Núcleo Lavid/UFPB e pelas Universidades Católica de Brasília e Federal de Santa Catarina, além do Banco do Brasil. A programação é exibida pela TV Câmara de João Pessoa, através de um canal de serviços criado pela EBC, uma espécie de canal extra, através do qual os conteúdos interativos são veiculados. Trata-se de um projeto, de nível nacional, que pretende ampliar e fortalecer o sistema público de comunicação e radiodifusão do Brasil para universalizar o acesso da população a uma programação diferenciada e interativa.

Durante a execução do projeto, os parceiros envolvidos vão testar o potencial que essas famílias têm de interagir com os novos recursos proporcionados pela tecnologia digital, avaliando também aspectos da transmissão digital e outras funcionalidades do sistema.

A Secretaria de Desenvolvimento Social da Prefeitura de João Pessoa tem sido uma forte parceira nesse projeto, pois vem mobilizando sua equipe de psicólogas e assistentes sociais para apoiarem a viabilização do projeto na capital.

Fonte: Agência de Notícias da UFPB

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fev 24

TV Digital: Transição da TV digital aberta pode impactar regras de cotas para TV paga

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O debate promovido com a Ancine durante o Seminário Políticas de (Tele)Comunicações trouxe à luz um problema decorrente da antecipação do desligamento da TV analógica aberta, que pode ter grande impacto no setor de TV por assinatura e no mercado de programação. O consultor legislativo do Senado e pesquisador da Universidade de Brasília (UnB), Marcus Martins, chamou a atenção para o fato de que a Lei 12.485/2011 deixou aberta a possibilidade de que os canais das emissoras de TV passem a ser contados para fins de cumprimento de cota no momento em que o carregamento deixe de ser obrigatório por parte das operadoras do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC). “Hoje a lei prevê que os canais obrigatórios não contem para as cotas, mas isso vale só para os canais analógicos. Após o switch-off, as emissoras de TV poderão vender seus conteúdos às operadoras do SeAC, e aí os canais passam a contar para as cotas”, alertou, sem ser contestado por Manoel Rangel, presidente da Ancine, que se mostrou preocupado com o problema, mas confessou que não é algo no radar imediato da agência. “Teremos que analisar a fundo essa leitura e essa posição”. O desligamento da TV analógica está programado para acontecer em junho de 2016, mas o Ministério das Comunicações já anunciou que deve antecipar isso em cerca de um ano em alguns casos.

Se os canais das emissoras abertas passarem a ser negociados para as operadoras de SeAC, como prevê a Lei 12.485/11, isso impactará no número de canais qualificados de cada operadora e nas cotas especificamente de canais brasileiros.

Fonte: FNDC

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fev 24

TV Analógica: Desligamento da TV analógica vai variar de 2015 a 2018, diz Minicom

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Ao contrário do que demostrou um estudo da SET (Sociedade de Engenharia de Televisão) sobre a digitalização da radiodifusão em regiões de grande ocupação do espectro, o Ministério das Comunicações está confiante de que há espaço para todos os canais digitais e para a banda larga. “O estudo da SET é muito bom, mas acreditamos que em relação a algumas premissas vamos precisar dar uma apertadinha”, afirmou o secretário de Comunicação Eletrônica do Minicom, Genildo Lins, durante sua apresentação no Seminário Política de (Tele)Comunicações realizado em Brasília nesta quarta, 20.

O secretário garantiu que o ministério tem plena convicção de que haverá espaço para todas as emissoras, mesmo nas regiões onde o espetro está mais congestionado. “A coisa mais importante que o governo tem a dizer nesse momento é: vamos garantir espaço para todo o mundo, cobertura para todos os operadores e garantir que não haverá interferência”, declarou.

As palavras do secretário, contudo, não foram capazes de tranquilizar os radiodifusores. O presidente da Abert, Daniel Slaviero, não escondeu o seu descontentamento com a forma com que o governo vem tratando a questão.

“Não tivemos nenhum acesso a estudos que comprovam isso. Por outro lado entregamos um estudo dizendo que em 4,5 mil (cidades) a tendência é que não haja problema, mas nos grandes centros onde há concentração econômica existe, sim, problema. E de lá para cá nós não tivemos acesso a nenhum estudo contraditório da agência ou do ministério, e isso tem trazido uma certa intranquilidade”, disse Slaviero.

Segundo os dados do ministério, há 885 municípios em que é necessário desligar a transmissão analógica para liberar a faixa para a banda larga. Nesses municípios o cronograma de desligamento (originalmente previsto para 2016) será antecipado para a partir de março de 2015. Nos demais municípios em que a faixa não é ocupada (4,8 mil, segundo o Minicom) ou os canais poderiam ser migrados para a faixa de UHF sem desligamento do sinal analógico, o cronograma do switch-off será amplicado de 2016, como revisto hoje, para até 2018, diz Genildo Lins. “Isso acontecerá de forma escalonada”.

Está agendada para a próxima quinta, 21, uma reunião do Minicom e da Anatel com a radiodifusão com o objetivo de mostrar para o setor os estudos do governo. Segundo Genildo Lins, será demostrado que mesmo nas regiões mais congestionadas a desocupação é possível. “O governo está seguro disso. Nós temos convicção do que estamos fazendo”, garantiu.

Fonte: Tela Viva

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fev 24

TV Digital: SET questiona viabilidade técnica da migração da TV digital em SP, RJ e BH

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Com a movimentação do governo no sentido de acelerar a migração da TV analógica para digital e destinar a faixa de 700 MHz para a banda larga móvel, entidades que representam o setor de TV têm se manifestado preocupados com a viabilidade técnica da troca. Na sexta-feira (15), a Sociedade de Engenharia de Televisão (SET) divulgou nota informando que aguarda “ansiosamente” a divulgação dos estudo de viabilidade técnica da migração realizados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e que, segundo levantamento próprio, em algumas regiões a migração poderia comprometer a qualidade do sinal de TV.

“Os estudos da SET indicam regiões em que, num cenário pós-transição, exclusivamente digital, já é enorme a complexidade para a acomodação das estações existentes, complexidade esta que será maior ainda se consideradas as estações públicas em fase de implantação. Esse cenário é especialmente crítico nas áreas metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte e no centro-leste do Estado de São Paulo, mas também se estende ao interior do estado de São Paulo em geral e a outras capitais do país”, informa a nota.

A entidade teme que “os estudos do governo tenham sido realizados com reuso demasiado de frequências, o que poderá comprometer tanto a qualidade das imagens oferecidas ao público, como a cobertura das estações digitais, que ficará reduzida relativamente às atuais coberturas analógicas” e informa que constituiu um grupo de trabalho para iniciar de imediato os testes de interferências mútuas entre as duas tecnologias de TV Digital e LTE/4G.

Lei a nota da SET na íntegra:

Conforme tem sido largamente divulgado, o Ministério das Comunicações e a Anatel pretendem transferir para sistemas de banda larga digital 108 MHz da faixa de 700 MHz atualmente atribuídos à televisão aberta.

Esse processo foi oficialmente iniciado com a publicação da Portaria MC nº 14, de 6.2.2013, que estabelece as diretrizes para a aceleração do acesso à TV digital e para a ampliação da disponibilidade de espectro para atendimento ao Programa Nacional de Banda Larga – PNBL.

A portaria condiciona a alteração de atribuição da faixa à garantia de:

a) preservação, na transmissão digital, das atuais coberturas das estações geradoras e retransmissoras de televisão analógicas;
b) proteção da recepção dos sinais de geradoras e retransmissoras de televisão contra eventuais interferências geradas pelo uso da Faixa de 698 MHz a 806 MHz para atendimento dos objetivos do PNBL pela adoção de tecnologias de banda larga móvel de quarta geração.

A publicação ocorreu logo após a realização de uma reunião, na segunda-feira, 4 de fevereiro, em que representantes do Ministério das Comunicações e da Anatel informaram à SET que estudos internos aos dois órgãos, ainda não divulgados, concluíram ser possível e facilmente obtida a acomodação de todas as estações de televisão na faixa restante de UHF. Informaram que também será facilmente estabelecida a convivência entre sistemas de banda larga sem fio (LTE/4G) e TV digital, livre de interferências mútuas prejudiciais a qualquer dos serviços, mas que pretendem fazer um teste-piloto para verificar possíveis interferências. A SET aguarda ansiosa os resultados dos estudos e testes já realizados pelo governo, para poder avaliar o que está sendo proposto.

Transmissão de TV Digital
A SET entendendo a importância da TV Digital, reconhece que a canalização corretamente planejada é muito importante para a população receber sinais com segurança, qualidade e robustez em todas as localidades do país.

Os estudos da SET indicam regiões em que, num cenário pós-transição, exclusivamente digital, já é enorme a complexidade para a acomodação das estações existentes, complexidade esta que será maior ainda se consideradas as estações públicas em fase de implantação. Esse cenário é especialmente crítico nas áreas metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte e no centro-leste do Estado de São Paulo, mas também se estende ao interior do estado de São Paulo em geral e a outras capitais do país.

A SET teme que os estudos do governo tenham sido realizados com reuso demasiado de frequências, o que poderá comprometer tanto a qualidade das imagens oferecidas ao público, como a cobertura das estações digitais, que ficará reduzida relativamente às atuais coberturas analógicas.

A SET vê como premente a necessidade de iniciar-se de imediato o replanejamento dos canais digitais específico para a fase pós-transição, com a tentativa de otimização de uso do espectro e de acomodação dos canais dentro da faixa estipulada pela Portaria nº 14, pois somente o desenvolvimento desse trabalho poderá apontar, com clareza, a suficiência ou não de espectro para a efetiva implantação da TV digital.

Interferências mútuas entre LTE/4G e a recepção da TV Digital
A importância da implantação de LTE/4G para os serviços de banda larga é grande , mas a questão da interferência sobre a recepção de TV Digital também é muito séria. A interferência em TV digital significa TELA PRETA e todos os estudos até o momento indicam que não há solução perfeita para o problema, mas apenas medidas de mitigação, que precisam ser simultâneas e incluem a instalação de filtros em cada residência – portanto, medidas de difícil operacionalização. Os relatos que a SET tem recebido do Japão e da Europa apontam que os serviços de LTE/4G e TV Digital causam interferências mútuas.

Por isso, a SET entendendo a importância do tema, resolveu constituir um grupo de trabalho para iniciar de imediato os testes de interferências mútuas entre as duas tecnologias de TV Digital e LTE/4G, tendo como base os parâmetros do Brasil. E, como sempre tem ocorrido, a SET está certa do apoio do Ministério das Comunicações e da Anatel. Para tanto, firmará convênio com centro de pesquisa, emissoras de TV e associações do setor, e estar totalmente aberta à participação de fabricantes de televisores e operadoras de telecomunicações.

A SET disponibilizará os resultados desses testes, seus potenciais problemas e as soluções para minimizá-los, tal qual foi feito no passado nos estudos comparativos dos padrões de TV Digital existentes na época. Vê, também, a oportunidade de colocar a comunidade técnico cientifica brasileira em destaque no conhecimento dessas tecnologias.

Conclusão :
A SET, preocupada com o sucesso da implantação da TV digital no país, que está em pleno curso, e também com o seu desenvolvimento, chama a atenção sobre a gravidade de decisões precipitadas, que podem colocar em risco o acesso de milhões de brasileiros ao entretenimento e informação proporcionados gratuitamente pela televisão aberta.

Fonte: FNDC

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fev 24

TV Digital: Faixa alta do espectro de VHF será usada para a TV digital

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O Ministério das Comunicações reconhece que, dentro do plano de destinação da faixa de 700 MHz para a banda larga, não será possível abrigar no espectro de UHF e em todas as cidades, todas as emissoras públicas previstas no Decreto de TV Digital (Decreto 5.820/2006), incluindo o Canal da Cidadania, regulamentado pelo Minicom no final de 2012. Também haveria dificuldade, em algumas cidades, para abrigar os canais previstos para o Ministério da Educação e Ministério da Cultura. “Vamos conseguir remanejar todo mundo que está no ar hoje, mas demandas futuras podem ser mais complicadas”, diz Genildo Lins, secretário de Comunicação Eletrônica.

Mas o Ministério das Comunicações trabalha com um trunfo: a ocupação da faixa de VHF alta (canais 7 a 14) também para a TV digital. Isso será possível depois do desligamento analógico, previsto para 2016. “Essa faixa poderá abrigar justamente essas demandas futuras. Estamos trabalhando na forma como isso será feito”, diz o secretário. Para ele, essa solução abre mais espaço para a radiodifusão digital e não apresenta grandes problemas técnicos. “A dificuldade maior que teremos será para manter as transmissões móveis na faixa, mas isso também já está sendo trabalhado”, diz Genildo Lins, lembrando que o 1-SEG, segmento móvel das transmissões digitais, não funciona bem na faixa de VHF. “Esses canais serão usados como coringas no futuro, mas lembro que eles não são necessários para o plano de realocação para a desocupação da faixa de 700 MHz. É um benefício a mais”, diz o secretário.

Fonte: Tela Viva

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jan 30

TV DIgital: ATSC prepara versão 2.0 do padrão

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O ATSC, padrão de TV digital dos Estados Unidos, está trabalhando no desenvolvimento de dois novos padrões. Segundo o Advanced Television Systems Committee, foram criados times de implantação para o ATSC 2.0 e para o M-EAS, sistema de alerta de emergência para dispositivos móveis.

Compostos por representantes de empresas que trabalham no desenvolvimento de melhorias para os padrões de radiodifusão, os times devem atuar fazendo estudos de mercado, desenvolvimento de protótipos, simulações, demonstrações, testes de interoperabilidade, testes de campo, certificação e divulgação e promoção dos padrões.

O padrão ATSC 2.0 será retro compatível com o padrão atual, trazendo novas possibilidade como recursos relacionados à Internet, codificação de vídeo, acesso condicional e guias para serviços avançados para os radiodifusores. Além disso, incluirá o recém-aprovado padrão ATSC A/103 “Non-Real-Time” (NRT), que permite que os radiodifusores distribuam conteúdos baseados em arquivos, incluindo programas e clipes para dispositivos móveis e fixos. Com isso, será possível enviar programas para serem assistidos de forma não linear.

O M-EAS permitirá enviar alertas para os receptores móveis de TV digital em casos de desastres, como furacões.

Fonte: Tela Viva

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jan 14

TV Digital: Governo estuda universalizar Televisão Digital

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O governo ferderal vai universalizar a televisão digital, nem que tenha de pagar por isso. Está em análise a possibilidade de se concederem subsídios para que as famílias possam adquirir aparelhos digitais ou conversores (set-top box), e assim permitir que as transmissões pelo sistema antigo, o analógico, deixem de ocorrer. “Precisamos acelerar a digitalização, e se não houver uma ação forte do governo, a meta de 2016 vai atrasar”, disse o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

O estímulo para que famílias modernizem seus equipamentos de TV não é inédito. Nos Estados Unidos, por exemplo, o governo chegou a distribuir aparelhos quando decidiu utilizar apenas a TV digital. “E lá, a TV aberta nem é tão importante quanto no Brasil”, observou o ministro. O Brasil estuda medidas de incentivo para que as emissoras acelerem a digitalização. “Vamos precisar de medidas fortes”, comentou Bernardo, sem antecipar o que será feito. O problema reside nos cerca de 500 municípios que utilizam a frequência de 700 megahertz (MHz) e que concentram perto de 80% da população brasileira. O governo quer que eles transmitam apenas sinais digitais, o que abriria espaço para licitar a faixa para a banda larga móvel de quarta geração (4G).

Essa é apenas uma das mudanças tecnológicas em curso que, na visão do ministro, ajudarão a elevar os investimentos do setor em 2013. Em um momento em que despertar o “espírito animal” do empresariado é prioridade da presidente Dilma Rousseff, Bernardo avalia que o setor de telecomunicações deu uma contribuição importante.

As empresas investiram de 12% a 13% mais em 2012 do que no ano passado, e é possível que o volume chegue perto de R$ 25 bilhões. Se confirmada essa cifra, será batido o recorde de 2001, ano de privatizações, quando os investimentos chegaram a R$ 24,2 bilhões. Outro setor que vai “bombar” investimentos no ano que vem é o que utiliza comunicação máquina a máquina. São serviços como monitoramento de veículos e câmeras de segurança por chip, que deverão decolar porque o Congresso Nacional aprovou recentemente a desoneração tributária das ligações entre chip e central. Falta a edição de um decreto, que deverá ficar pronto no primeiro trimestre de 2013.

Haverá investimentos fortes também na construção da infraestrutura para a telefonia 4G. A meta é que o serviço seja oferecido no ano que vem nas seis cidades-sede da Copa das Confederações, mas a expectativa é de que ele chegue a sete ou oito capitais, inclusive São Paulo.

O serviço 4G exigirá a instalação de um grande número de antenas, cujo custo é elevado. Ao contrário do que acontece atualmente, a infraestrutura será compartilhada entre as operadoras. O governo quer obrigar as empresas de telecomunicação a repartir a infraestrutura também nos demais serviços. O assunto é polêmico, e há empresas “rangendo os dentes”, comentou.

O decreto vai abrir espaço para mais concorrência. Hoje, uma distribuidora de energia, por exemplo, pode vender para as empresas de telecomunicações a possibilidade de utilizar seus postes para passar fios. Mas, como não há parâmetro, o custo varia de R$ 1,50 a R$ 12,00 por poste.

Essa flexibilidade de preços permite inibir a entrada de novos operadores. “Não é difícil para a empresa que já está lá fazer uma conversa e pedir para não deixar entrar mais ninguém”, exemplificou Bernardo. “Nós vamos disciplinar isso, exigir um tratamento isonômico.” O decreto deverá também prever que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) deixe de cobrar direito de passagem para a instalação de fios e cabos nas margens da rodovia. Hoje, isso rende uma receita da ordem de R$ 200 milhões ao ano. “Estamos propondo que o Dnit não cobre mais, porque isso aumenta o custo.” O Ministério dos Transportes já concordou, segundo informou o ministro.

Fonte: FNDC

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dez 16

Interatividade: João Pessoa é a primeira capital a testar interatividade com público do Bolsa Família

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João Pessoa foi a Capital escolhida para ser protagonista da primeira experiência de testes de conteúdos interativos com famílias de baixa renda. Vídeos interativos com informações sobre serviços do Governo Federal serão transmitidos, pela primeira vez, para famílias do Programa Bolsa Família de João Pessoa. O lançamento acontece nesta sexta-feira, às 16h, na Rua Industrial João Ursulo, nº 500, comunidade Bela Vista, no bairro do Cristo Redentor. Os conteúdos foram produzidos pela TV UFPB, Núcleo Lavid/UFPB, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Católica de Brasília (UCB) e Banco do Brasil.

A transmissão dos vídeos interativos, com informações sobre cursos e empregos, saúde e outros benefícios de programas do Governo Federal, será através do sinal digital da TV Câmara de João Pessoa, que inaugura a transmissão do sinal digital nesta sexta-feira, às 14h, no Plenário Senador Humberto Lucena da Câmara Municipal da Capital.

A iniciativa dos testes de interatividade é coordenada pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), através do projeto de Rede Nacional de Radiodifusão Pública Digital Interativa. O projeto conta ainda o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Social da Prefeitura de João Pessoa, TV Câmara Federal e a sua afiliada local, além da TV UFPB, Núcleo Lavid.

O superintendente de Suporte da EBC, André Barbosa, coordena este projeto piloto de interatividade. Na TV UFPB, a produção foi coordenada pela jornalista e mestre em TV digital, Madrilena Feitosa, com a supervisão da diretora do Núcleo de Produção, Comunicação e Artes, Sandra Moura. No âmbito do Núcleo Lavid, o desenvolvimento das aplicações interativas esteve sob a coordenação do professor e coordenador do Núcleo, Guido Lemos, e da jornalista e mestre em TV digital, Kellyanne Alves. Na UFSC, o projeto esteve sob a coordenação do professor Fernando Crocomo, e na UCB, do professor Alexandre Kieling. Os testes das aplicações interativas foram realizados pela empresa TOTVS.

Fonte: Núcleo Lavid/UFPB

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dez 07

TV digital: Governo cria programa de estímulo para o Ginga Brasil

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Em meio à discussão sobre a migração e a liberação de frequência com a digitalização da TV no Brasil, o ministério das Comunicações decidiu criar um programa para fomentar a difusão de conteúdos e aplicações interativas desenvolvidas com o middleware nacional. Também há a expectativa de formação de mão-de-obra qualificada.

Medidas entram em vigor imediatamente, mas no Decreto, publicado no Diário Oficial da União, nesta sexta-feira, 07/12, não fica claro quanto e de onde virão os recursos para sustentar a iniciativa. O fomento ao Ginga é uma das ações previstas pelo governo para fazer ‘decolar’ a TV digital no Brasil.

Em setembro, durante o Rio Info 2012, realizado no Rio de Janeiro, especialistas da área foram taxativos ao afirmar que se a projeção feita pelo governo de alcançar a marca de 54 milhões de TVs com Ginga em 2016 vier a se confirmar, o crescimento da base será similar ao previsto para os smartphones, a TV será, sim, uma plataforma para a oferta de serviços públicos gratuitos para o cidadão brasileiro.

Medida também confirma a decisão – colocada em entrevista ao Convergência Digital pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo – de recuperar o tempo perdido em 2013. Na entrevista, Paulo Bernardo deixou claro que se for preciso irá, sim, ‘enquadrar’ os fabricantes da TV digital, considerados o grande pólo de resistência à evolução do uso do Ginga.

O Convergência Digital disponibiliza os termos da nova medida em prol do Ginga, publicada pelo governo, no Diário Oficial da União, nesta sexta-feira, 07/12.

O MINISTRO DE ESTADO DAS COMUNICAÇÕES, INTERINO, no uso de suas atribuições, considerando o disposto no art. 218 da Constituição Federal, bem como o que estabelece o Decreto no 5.820, de 28 de junho de 2006, resolve:

Art. 1o Fica criado o Programa de Estímulo ao Desenvolvimento do Padrão Nacional de Interatividade da Televisão Digital Brasileira – Ginga Brasil, que tem por finalidade contribuir para a produção e o desenvolvimento de conteúdos e aplicações baseados na interatividade prevista no Sistema Brasileiro de Televisão Digital – Terrestre (SBTVD-T).

Art. 2o São objetivos do Ginga Brasil:
I – fomentar a criação e a difusão de conteúdos e aplicações interativas transmitidas por emissoras de televisão digital, com ênfase na produção independente;

II – promover a capacitação de profissionais e estudantes das áreas do audiovisual, design, tecnologia da informação, engenharia, dentre outras correlatas;

III – disponibilizar aos cidadãos brasileiros conteúdos e aplicações que proporcionem experiências de interatividade em atendimento às finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas da televisão digital brasileira; e

IV – implementar e manter repositórios digitais públicos, destinados a abrigar conteúdos e aplicações multiplataforma.

Art. 3o Os recursos para a implementação das ações oriundas do Programa Ginga Brasil correrão por conta dos créditos orçamentários do Ministério das Comunicações e de outros órgãos da administração pública federal, conforme legislação orçamentária vigente, bem como de aportes de patrocínio e investimentos de empresas e organizações da sociedade civil, realizados na forma da lei.

Art. 4o Compete à Secretaria-Executiva, que coordenará o Programa, e às Secretarias de Serviços de Comunicação Eletrônica e de Telecomunicações, no âmbito de suas respectivas esferas de atuação, a implementação, execução, acompanhamento, fiscalização e análise de prestação de contas das ações e projetos do Programa Ginga Brasil.

Parágrafo único. A Secretaria-Executiva poderá expedir atos complementares ao disposto nesta Portaria.

Art. 5o As parcerias que visem à implementação e execução do Programa serão formalizadas mediante a celebração de instrumento específico, conforme o caso e de acordo com os requisitos fixados na legislação vigente.

Art. 6o Os direitos de autor e direitos conexos incidentes sobre aplicativos, obras audiovisuais e publicações resultantes dos projetos e ações financiados pelo Programa Ginga Brasil não poderão ser cedidos a terceiros, ainda que parcialmente, e suas licenças de uso deverão ser públicas, observado o disposto na legislação em vigor e as especificações constantes do instrumento de que trata o art. 5o.

Art. 7o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

Fonte? COnvergência Digital

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