nov 06

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O Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital – que reúne emissoras, fabricantes de aparelhos e de softwares e pesquisadores – em aparente alerta diante do duvidoso cronograma da digitalização lembra que é imenso o legado de televisores incapazes de receber os sinais digitais.

“O grande problema para a realização do desligamento do sinal analógico é que em 54,5% dos domicílios brasileiros só existem televisores de tubo, conforme mostra estudo divulgado pelo IBGE este ano. Significa que dezenas de milhões de aparelhos de tubo não estão preparados para receber o sinal digital. Para que eles continuem funcionando, só existe uma solução: instalar um conversor”, diz nota divulgada pelo Fórum, nesta sexta-feira, 06/11.

Segundo a entidade, há diferentes modelos certificados pelo Fórum SBTVD disponíveis no mercado brasileiro. Conforme alguns dos produtos indicados, os preços variam de R$ 120 a R$ 150. O Fórum também alerta que nem todos os produtos disponíveis têm garantia ou assistência técnica, ou mesmo peças de reposição no país.

Pelo cronograma, em três semanas a cidade de Rio Verde, em Goiás, deve ser a primeira do país a ter os sinais analógicos desligados. Ou seja, a partir de 29 de novembro, apenas os televisores capazes de receber os sinais digitais, ou conectados a conversores, estarão aptos a continuar transmitindo a programação.

É grande, no entanto, a chance de que isso não aconteça. Pelas regras da transição digital, os sinais analógicos só podem ser desligados caso 93% dos domicílios estejam aptos a receber os sinais digitais. Mesmo com mudanças na metodologia que ajudam a elevar a proporção de lares prontos, os números medidos pelo Ibope indicam que eles são apenas 49%.

Emissoras de TV, teles móveis que compraram a faixa de 700 MHz, governo e Anatel voltam a se reunir na próxima semana para acordar o plano para o que acontece depois do dia 29. A pressão é para que seja ampliado o desconforto com a transmissão analógica – pelo uso de tarjas sobre a imagem, por exemplo. Depois disso, haverá uma reunião em 27/11, onde o Ibope apresentará novos números. É quando será dada a palavra final sobre o desligamento na cidade.

Fonte: Convergência Digital

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nov 06

TV Digital: Gired joga para final de novembro decisão sobre mudança no calendário de liberação da faixa de 700 MHz

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O Gired – grupo de implementação da digitalização da TV – deve decidir até o final de novembro sobre a antecipação da entrega da faixa de 700 MHz para as teles nos quase cinco mil municípios onde há espaço para acomodar as emissoras entre os canais 14 e 51 rapidamente, sem a necessidade de desligar as transmissões analógicas. A proposta dos radiodifusores está sendo analisada separadamente pelos dois setores interessados, mas precisa de uma definição antes que comecem as campanhas do desligamento em Brasília e São Paulo, previstas para dezembro.

Isto porque a proposta dos radiodifusores pressupõe a postergação do cronograma de desligamento nos grandes centros, como Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, onde há necessidade do switch-off para acomodar todas as emissoras, como informou o presidente do Gired, Rodrigo Zerbone, nesta quinta-feira, 5. Ele acredita que a proposta é viável, mas depende de muitas providências que precisam ser tomadas logo, além da alteração do cronograma.

Uma delas é o remanejamento de canais analógicos de muitas dessas cinco mil cidades, que deverá resultar em custos extras para as teles. “Talvez haja a necessidade de ressarcir outros radiodifusores, não previstos no edital de licitação”, ponderou Zerbone.

Por outro lado, o presidente do Gired acredita que grandes capitais, como o Rio de Janeiro, possam ser digitalizadas e a faixa entregue às teles antes do prazo previsto no cronograma. “É possível fazer o switch-off numa região metropolitana como um cluster, sem interferir nas demais cidades”, explica.

Na reunião da próxima semana, o Gired, entretanto, tratará apenas as questões referentes ao desligamento do sinal analógico no município goiano de Rio Verde, marcado para o dia 29 deste mês. Somente no dia 27 serão conhecidos os números da última pesquisa para aferição da capacidade de captação do sinal digital nos lares do município. Pelo norma estabelecida, 93% dos domicílios precisam estar aptos a receber o sinal para realizar o switch-off.

Fonte: Tela Viva

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nov 06

TV Analógica: REMANEJAMENTO E NÃO DESLIGAMENTO DE CANAIS, NA NEGOCIAÇÃO DA TV DIGITAL

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Há interesse de antecipar a entrada da banda larga nas cidades médias, mas para isso, canais de TV teriam que ser remanejados, e o custo desse remanejamento não foi computado.

O complexo processo de migração dos canais de TV analógicos para digitais, cujo dia D sequer ainda está garantido – que seria o primeiro teste-piloto, na cidade de Rio Verde, no dia 29 de novembro – tem, agora, novos ingredientes, que poderão ser a solução para a disputa que se cristalizou entre operadores e radiodifusores.

As operadoras de celular têm dito que, para elas, o desligamento dos sinais analógicos de TV não é a peça fundamental do processo e que, sim, podem conviver com os dois tipos de canais, se assim desejarem o governo, o público, e as emissoras. O que não abrem mão é do calendário para a ocupação de seu naco de espectro pelo qual pagaram a “bagatela” de quase R$ 10 bilhões. “Ninguém, em sã consciência, poderá dar sinais contrários aos investidores, de que o que foi pago, acertado e assinado, não será cumprido”, assinala um executivo.

Se para os que pagaram pelo espectro não há hipótese de no ano de 2018 a frequência de 700 MHz não estar ocupada com o serviço de banda larga móvel, eles admitem que há uma ampla margem para a negociação do processo.

E nesta negociação pode estar a proposta formulada pelos radiodifusores, de ocupação do espectro nas cinco mil cidades onde não é necessário o desligamento do sinal de TV, porque há frequência sobrando.

Para as operadoras, esta oferta tem um lado capcioso e uma proposta interessante, que pode fazer avançar o acordo. O lado capcioso é que, entendem as operadoras, nas cidades pequenas, onde não tem mercado e que ninguém quer estar presente, o próprio edital já diz que, a qualquer momento, o celular pode ficar liberado para entrar e não seria uma “generosidade” da radiodifusão.

Mas há muitas cidades médias, que, de fato, haveria o interesse de as operadoras acelerarem a oferta da banda larga na faixa de 700 MHz. O problema, contudo, é que nessas cidades teria que haver o remanejamento dos canais de TV analógica, para o ingresso da banda larga. “E aí é preciso combinar com os donos das emissoras”, alerta um executivo.

Para a Anatel, no entanto, o problema é mesmo de preço. Isto porque, os R$ 3 bilhões calculados no edital para a limpeza da faixa só levaram em consideração o desligamento dos canais, e não o remanejamento de outros canais. Esse novo custo deveria ser arcado pelos operadores de celular. E isto está sendo estudado, afirma técnico da Anatel.

Em troca de desembolsar mais alguns milhões, as operadoras de celular poderiam antecipar o ingresso em cidades médias, fronteiriças às grandes capitais, o que pode ser uma importante moeda de troca.

Dia 12

Mas esta discussão, se deverá ser concluída até o final de novembro, prazo máximo para se definir o novo calendário, não afetará a decisão derradeira do próximo dia 12, quando o Gired (grupo de condução do processo) terá que bater o martelo sobre o que fazer com a cidade de Rio Verde.

O mais importante será ver a posição do Ministério quanto ao dia seguinte. Como ficará a programação analógica. Se com um grande bloqueio, para forçar a mudança do aparelho, ou não.

Fonte: Tele Síntese

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