set 09

Nota Falecimento: Morre o professor Luiz Fernando Soares, criador do Ginga-NCL e cientista emérito

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Luiz FernandoFaleceu ontem, no Rio de Janeiro, o professor Luiz Fernando Gomes Soares, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). A notícia pegou todos de surpresa e ainda hoje, pela manhã, era intenso o movimento de amigos e colegas de trabalho no sentido de buscar informações sobre o ocorrido.

Segundo Alex Carvalho Alves, do Departamento de Informática da PUC-RJ, Luiz Fernando estava caminhando na praia, na Barra da Tijuca, no final da tarde, quando sentiu-se mal. Acompanhado da esposa, Iza Haro Martins, ele concordou em ir para o hospital Lourenço Jorge, nas imediações, mas recusou a sugestão de Iza para chamar uma ambulância, preferindo ir no carro da mulher. No caminho, o mal-estar piorou e Iza decidiu pedir a ajuda de uma viatura da polícia para liberar o tráfego, que era intenso. Mesmo com a ajuda da viatura policial, o percurso demorou mais do que o esperado e Luiz Fernando chegou ao hospital já sem sentidos. No Lourenço Jorge, os médicos tentaram reanimá-lo durante 40 minutos, sem sucesso. Luiz Fernando faleceu às 19h40, vítima de infarto fulminante.

Nome de destaque na comunidade científica brasileira, Luiz Fernando era professor titular do Departamento de Informática da PUC-RJ e considerado a maior autoridade sobre TV digital no país – assunto sobre o qual publicou vários livros e artigos no Brasil e no exterior. Com mais de 30 anos de trabalho dedicados à pesquisa, Luiz Fernando era um profissional incansável e extremamente dedicado. Foi o responsável pelo desenvolvimento do middleware Ginga-NCL do Sistema Brasileiro de TV Digital e dedicou-se, também, ao estudo dos sistemas multimídia, hipermídia e de redes de computadores.

Formado em Engenharia Elétrica-Eletrônica (1976) pela PUC-RJ, Luiz Fernando obteve o mestrado (1979) em Engenharia Elétrica pela mesma universidade, assim como o doutorado (1983) em Informática. No exterior, fez pós-doutorado (1985) em Ciência da Computação pela École Nationale Superieure des Télécommunications, de Paris, na França.

Luiz Fernando participou ativamente da criação do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital (Fórum SBTVD), em novembro de 2006, e foi membro do Conselho Deliberativo do Fórum SBTVD de 2007 a 2012. Atualmente era integrante do Módulo Técnico e coordenador do Grupo de Trabalho Middleware. Era também membro titular da Academia Nacional de Engenharia.

Membro da elite acadêmica do país, com o título de pesquisador 1-A do CNPq, Luiz Fernando publicou aproximadamente 200 artigos acadêmicos e orientou cerca de 90 alunos de Mestrado e Doutorado. Além de atuar no Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital, Luiz Fernando Gomes Soares fazia parte do Comitê Gestor da Internet no Brasil. Também fazia parte do Núcleo de Coordenação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e era Conselheiro da Sociedade Brasileira de Computação, onde chegou a ocupar os cargos de presidente e vice-presidente de 1999 a 2003.

O corpo do professor Luiz Fernando será velado hoje, 9 de setembro, às 16h30, no Memorial do Carmo, no Caju (Rio de Janeiro), e cremado amanhã, 10, às 18h, no mesmo local. Luiz Fernando Gomes Soares tinha 63 anos e deixa esposa, mãe e dois irmãos.

Repercussões:
Olímpio José Franco, Presidente da SET: “O Ginga não seria possível sem a participação do Luiz Fernando. Com seu falecimento, as comunidades acadêmicas brasileira e mundial perdem uma figura que contribuiu com avanços notáveis no campo da TV digital.”

José Munhoz, Diretor Executivo da SET: “É uma perda irreparável para a ciência brasileira. Ele teve uma importância substancial na estruturação do padrão brasileiro de TV digital, liderando a comunidade acadêmica nas discussões e no processo de decisão sobre este padrão. O resultado foi inovador e colocou o Brasil na vanguarda tecnológica em TV digital, com um sistema admirado no mundo todo”.

Roberto Franco, presidente do Fórum SBTVD: “Uma figura doce, ativo e sempre disponível, que se tornava combativo quando se tratava de defender a academia e o conhecimento brasileiro. Luiz Fernando além de um dos autores do Ginga, foi um dos seus principais disseminadores, levando uma criação brasileira a se tornar um padrão mundial. Tudo isso em código aberto, uma das suas grandes bandeiras. Sem dúvida será uma perda insubstituível ao Fórum Brasileiro de Televisão Digital e a Academia Brasileira, pois Luiz Fernando era de fato o que pode se chamar de mestre”.

Guido Lemos, professor da UFPB e membro do Conselho Deliberativo (Fórum SBTVD): “O Luiz Fernando era como um pai para mim, foi meu orientador, uma pessoa que viveu para trabalhar para os outros…”

Ana Eliza Faria e Silva, vice-coordenadora do Módulo de Mercado (Fórum SBTVD): “Fico triste com esse falecimento repentino. O Luiz Fernando era uma pessoa muito capaz, muito inteligente e estava supercomprometido com todo o processo de interatividade da TV digital. Era um profissional que se entregava ao trabalho, se comprometia e prestou uma enorme contribuição. ”

André Barbosa, membro do Conselho Deliberativo (Fórum SBTVD): “O Luiz Fernando era considerado um dos maiores nomes no estudo da TV digital no mundo, especialidade dele na questão do middleware. Era o principal nome na PUC do Rio no desenvolvimento de linguagens de computação no mundo. Principalmente na questão de inovação. Tinha um trabalho de oferecer a sociedade na luta contra a exploração. Trabalhou em vários projetos, todos de software livre. Criou várias comunidades Ginga. É uma perda irreparável para o Brasil, para a ciência da computação. É muito grande a falta que ele vai fazer. Algumas pessoas são insubstituíveis e o Luiz Fernando era uma delas. ”

Paulo Henrique Castro, coordenador do Módulo Técnico (Fórum SBTVD): “Uma perda irreparável para o Brasil e para a comunidade científica e acadêmica. O Luiz Fernando foi meu professor e incentivador, devo muito a ele. Foi autor de livros importantes na nossa área. Todos nós sentimos muito a sua perda. ”

Fonte: SET

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set 09

TV digital: começa campanha de desligamento do sinal analógico em Goiânia

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Desde esta quinta-feira, 03/09, os telespectadores de Goiânia e de mais 34 cidades próximas começarão a ser avisados do desligamento das transmissões analógicas da TV aberta terrestre, previsto para ocorrer em 28 de agosto de 2016. De acordo com a Portaria 3.205/2014 do Ministério das Comunicações, a campanha obrigatória deve começar 360 dias antes por meio da inserção, na tela, da logomarca da TV analógica e de uma tarja informativa.

Serão alertados os moradores de Abadia de Goiás, Abadiânia, Alexânia, Americano do Brasil, Anápolis, Anicuns, Aparecida de Goiânia, Araçu, Aragoiânia, Avelinópolis, Bela Vista de Goiás, Bonfinópolis, Brazabrantes, Caldazinha, Campestre de Goiás, Campo Limpo de Goiás, Caturaí, Cezarina, Goianápolis, Goiânia, Goianira, Guapó, Hidrolândia, Inhumas, Itauçu, Leopoldo de Bulhões, Nazário, Neropólis, Nova Veneza, Ouro Verde de Goiás, Santa Bárbara de Goiás, Santo Antônio de Goiás, Senador Canedo, Terezópolis de Goiás e Trindade.

Com o desligamento do sinal analógico no ano que vem, a programação da TV aberta estará disponível aos telespectadores da região de Goiás tão somente em formato digital, que oferece maior qualidade de som e imagem. A digitalização da TV aberta traz ainda outras vantagens, como suporte à recepção móvel, multiprogramação e interatividade.

Dois meses antes da data prevista para o desligamento, haverá também uma indicação fixa com a contagem regressiva para o desligamento no alto da tela. Se a televisão é antiga, daquelas grandes, de tubo, será preciso trocá-la por uma nova ou adquirir um conversor de TV Digital e, possivelmente, uma antena apropriada, preferencialmente externa, até a data de desligamento do sinal analógico para garantir a recepção da TV Digital.

Se a televisão é nova e contiver um conversor de TV Digital integrado, poderá ser preciso providenciar a antena adequada para a recepção neste formato, caso o domicílio ainda não tenha. A grande maioria dos modelos mais novos de TV, ditos de tela fina (plasma, LCD, LED etc.), já possui um conversor de TV digital integrado, mas é recomendável consultar o manual do produto para ter certeza.

Há um cronograma de desligamento do sinal analógico da TV aberta que vai até 2018, de modo que todo o País passará por este processo. O projeto-piloto de desligamento ocorrerá em Rio Verde, em novembro de 2015. Em 2016, o cronograma inclui Distrito Federal e cidades próximas (abril) e as regiões metropolitanas de São Paulo (maio), Belo Horizonte (junho), Goiânia (agosto) e Rio de Janeiro (novembro). Em Rio Verde e nas regiões do Distrito Federal, São Paulo e Belo Horizonte, a campanha obrigatória está em andamento.

Fonte: FNDC

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set 09

TV DIgital: Mais de 200 grandes cidades terão canais públicos na TV Digital aberta até 2019

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Acordo prevê transmissão de emissoras do Executivo já existentes e outras já criadas na TV aberta

Um acordo de cooperação assinado nesta terça-feira (1) prevê a implantação de todos os canais do Poder Executivo na TV digital aberta. A previsão é de que isso ocorra até 2019 nas cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes.

“O Brasil ainda deve um conjunto de TVs públicas para a população se enxergar e que isso signifique um acréscimo de valor cultural, educacional e de democratização da informação”, afirmou o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, na assinatura do acordo. O projeto envolve os Ministérios das Comunicações, da Educação e da Saúde, além da Secretaria de Comunicação Social, Fiocruz e EBC.

O acordo de cooperação reúne canais já existentes, como TV Escola e Canal Saúde, além daqueles já criados pelo decreto nº 5.820/06 e ainda inativos (demais faixas do Canal da Educação e Canal da Cultura). A EBC, com recursos originários dos órgãos que programam os canais, será a responsável pela aquisição de equipamentos, transmissão dos canais e manutenção da infraestrutura.

Na primeira fase do projeto, com previsão de duração até 2019, serão contemplados todos os 279 municípios com população acima de 100 mil habitantes, totalizando uma cobertura de mais de 120 milhões de pessoas. Inicialmente serão contemplados, ainda em 2015, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. A partir de 2016 serão atendidos municípios onde já existe viabilidade técnica, considerando a disponibilidade de frequências, sendo sucedidos por aqueles onde for realizado o desligamento da TV analógica.

“O ideal é chegar a todas as cidades. Mas esse passo inicial já permite uma estrutura que vai nos assegurar a capacidade técnica de levar essas informações a uma grande parte da população brasileira”, reforçou Berzoini. O valor total previsto para a aquisição de equipamentos, transmissão dos canais e manutenção da infraestrutura gira em torno de R$759 milhões até o fim da implantação dos canais.

Democratização

O objetivo do acordo de cooperação é garantir o estabelecido no artigo 223 da Constituição, que prevê a complementaridade dos sistemas privado, público e estatal de radiodifusão. O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, ressaltou que o projeto representa a oportunidade de democratizar a produção de conteúdo no Brasil. “Estamos diante de um momento que é um marco, onde iremos sinalizar para a sociedade um novo modelo de comunicação, com produção de conteúdo de qualidade e alcançando os objetivos da comunicação pública.”

Para o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, o projeto busca cumprir o papel da comunicação, que é o de orientar, educar e informar a população. “A partir dos canais, que vão estar com uma qualidade melhor de transmissão, a cargo dos diferentes ministérios, nós vamos ter condições de avançar muito no aprimoramento das condições de vida do nosso povo. É isso o que importa.”

TV digital

A transição do sistema de TV analógico para o digital no Brasil começa em 2016 e deve se estender até 2018, de forma escalonada. Antes de dar início ao chamado switch off, termo em inglês que designa o desligamento do sistema analógico, será realizado um teste na cidade de Rio Verde, em Goiás, programado para novembro deste ano.

O sistema de TV digital proporciona maior qualidade da imagem e do som, possibilita a interatividade com o telespectador e acesso por dispositivos móveis, como celulares, tablets e aparelhos GPS. No fim deste processo, os canais utilizados para transmissão analógica serão devolvidos à União e utilizados na expansão do serviço te telefonia 4G.

Fonte: FNDC

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set 09

TV Digital: pouca informação ameaça cronograma de desligamento

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Se os números da primeira pesquisa de preparação para a TV Digital já são preocupantes – o Ibope não soube dizer se metade ou dois terços da população de Rio Verde-GO está preparada para o desligamento analógico – mais ainda é a conclusão de que os brasileiros estão muito pouco informados sobre a transição tecnológica que já está em andamento.

“As surpresas são preocupantes. O brasileiro desconhece, não tem informação.Tem que criar a consciência na população de que o processo está acontecendo e, mais importante, vai ter que conseguir convencer as pessoas”, destacou o diretor de planejamento e uso do espectro da Abert, Paulo Ricardo Balduíno, ao debater a transição para a TV Digital durante o Painel Telebrasil 2015, em Brasília.

“E ainda estamos em um dos piores momentos para isso, em meio a uma crise econômica. Ainda assim, tem que se convencer que é bom para ele comprar e instalar uma antena antes do desligamento. Essa é uma grande preocupação nossa”, emendou Balduíno, ao sustentar a necessidade de uma presença mais clara do governo nas campanhas de informação.

“A campanha de transição tem que ter um pai ou mãe, um patrocínio para dar credibilidade”, insistiu o diretor da Abert. Há uma tentativa nesse sentido, mas em estágio relativamente inicial. O Gired, grupo que reúne operadoras móveis, emissoras de TV, Anatel e Ministério das Comunicações, abriu conversas com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

Enquanto isso, a EAD, responsável por operacionalizar a transição digital, iniciou uma campanha publicitária que vai ao ar desde a semana passada na goiana Rio Verde, a primeira cidade a ter os sinais analógicos de televisão desligados, o que é previsto para o dia 29 de novembro próximo. Haverá banners, outdoors e até propaganda em sacos de pão . Mas o apelo ainda é pequeno.

“Temos uma notícia difícil para passar para a população e com incentivos de difícil percepção. A qualidade pode não ser muito bem percebida em telas menores. A programação ainda é restrita e a interatividade não existe. O último incentivo é a perda do serviço, que é o que vai fazer as pessoas se moverem dentro do prazo”, acredita o presidente da EAD, Antônio Martelleto.

Plano B

O Ibope apresentou ao Gired a primeira pesquisa feita em Rio Verde. Faltando menos de 90 dias para o desligamento, o instituto não consegue medir com alguma precisão o estágio de preparação da cidade de 200 mil habitantes. Segundo a pesquisa, algo entre 24% e 53% dos domicílios estão aptos a receber os sinais digitais. Não por menos, a própria metodologia está sendo revista.

“Estamos tentando desenvolver aprendizado. Diferente de outros países, a metodologia também é diferente. Optamos por um modelo do PNAD, de pesquisa domiciliar”, justificou o presidente da EAD, por meio de quem é feita a contratação da pesquisa. Sem entrar nas residências, a pesquisa faz várias perguntas na tentativa de cruzar informações e descobrir se há recursos de recepção disponíveis (como ter TV por assinatura, por exemplo).

Até aqui não há ‘plano B’ para o caso de não ser atingido o percentual definido de 93% de domicílios aptos a receberem os sinais digitais antes do desligamento. “Essa é uma possibilidade remota. Neste momento o quantitativo não é grande de pessoas aptas, mas vai ganhar força chegando mais próximo do desligamento”, disse o gerente de espectro da Anatel, Agostinho Linhares.

“Se não chegar nos 93% vai ter que ter um plano B”, admitiu Linhares – embora não haja ainda uma definição nem de quantos dias antes da data limite deva ser feito o aviso de que o desligamento não ocorrerá. A ideia de adiar é rejeitada por ferir a confiança no cronograma. “O mais importante para o processo é desenvolver credibilidade e isso começa em Rio Verde. Se postergar lá, a credibilidade fica comprometida”, disse Martelleto.

Fonte: FNDC

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set 09

TV Digital: Radiodifusor quer governo na campanha Da TV Digital

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Segundo o presidente da EAD, pelo menos 4 milhões de famílias terão que comprar um conversor ou um novo aparelho de TV para receber o sinal de TV digital no próximo ano. O conversor será distribuído para 1,5 milhão de famílias em 2016.

“A campanha de desligamento da TV analógica tem que ter dono, com pai e mãe, para ter credibilidade”, defendeu hoje, 31, no Painel Telebrasil, Paulo Ricardo Balduino, diretor de Planejamento de espectro da Abert, durante o Painel Telebrasil 2015.

Para ele, o governo deve assinar a campanha, pois ela é fruto de uma política pública , assim como são as campanhas de vacinação, do imposto de renda, etc. As emissoras de TV já começaram a lançar no ar vinhetas alertando para a chegada do sinal digital, e já detectaram, em algumas pesquisas, a reação negativa de parte da população, que  acha que isto é “coisa da Globo” para forçá-la a que trocar de equipamento. E por isto a preocupação para que o governo assuma a campanha.

O problema, contudo, é que a entidade responsável pela  comunicação sobre o desligamento do sinal de TV analógico é a EAD – empresa formada pelas operadoras de celular que compraram frequência de 700 MHz-, uma instituição privada, e o governo não assina campanhas de comunicação em conjunto com empresas privadas.

Aparelho de Tubo

Segundo  Antonio Carlos Martellto, presidente da EAD, pesquisa da PNAD de 2013 apontou que 53% das 60 milhões de residências brasileiras só têm aparelhos de TV em tubo, o que significa, obrigatoriamente, que recebem o sinal de TV analógico.

Desse total, no próximo ano 15 milhões de domicílios serão afetados com a troca da TV analógica e 11% deles integram o grupo do Bolsa Família, que receberá  o conversor digital e a antena externa da EAD. “Mas existem 4 milhões de domicílios que precisarão comprar a TV em 2016 para receber o sinal de TV digital. Essas famílias deverão comprar o conversor e não a TV,  por causa do preço”, afirmou o executivo.

Fonte: Tele Síntese

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set 09

TV Digital: Só metade dos domicílios de Rio Verde tem TV Digital

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A três meses do desligamento dos sinais analógicos em Rio Verde, cidade goiana que é a primeira no cronograma de transição para a TV Digital, é imensa a distância da meta de 93% dos domicílios aptos a receberem os sinais digitais. Pior do que isso, a incerteza é tão grande sobre quão grande ela é que a própria forma de medir a preparação da cidade terá que ser repensada.

Contratado para fazer as pesquisas, o Ibope foi à campo desde o fim de julho e respondeu que entre 24% e 53% dos cerca de 55 mil lares da cidade de 200 mil habitantes tem condições de continuar assistindo televisão aberta depois do desligamento, previsto para 29 de novembro.

Na prática, a margem de erro é tão grande que será impossível atestar na véspera daquela data que 93% dos domicílios estão preparados. Afinal, qualquer erro acima de sete pontos percentuais já inviabiliza a segurança de prosseguir com o desligamento dos sinais analógicos.

A discrepância está diretamente ligada à incerteza sobre essa preparação. Até aqui a metodologia evitou que os entrevistadores entrem na casa das pessoas e tenta compensar isso com questionamentos cruzados: Tem TV paga? Tem essa ou aquela operadora? Quando assiste a novela aparece o A de Analógico? Etc.

Como resultado, o questionário é grande e leva mais de dez minutos para ser respondido. Apesar disso, por não entrarem nas residências para verificar se efetivamente há sinal digital disponível e os meios para captá-los, as dúvidas permanecem em boa parte das respostas. Por isso a decisão por repensar o questionário.

Fonte: Convergência Digital

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