mar 24

A ABNT e as normas para TV Digital

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Em 29 de junho de 2006, foi criado, por meio do Decreto 5.820, o Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre. Entre outras atribuições, cabe a este Fórum considerar os aspectos técnicos referentes à geração, distribuição e recepção dos sistemas de TV digital referentes a alta definição (HDTV), definição padrão (SDTV), mobilidade, portabilidade, serviços de dados e interatividade.

Para atender as questões técnicas determinadas, em 02 de abril de 2007, a ABNT instalou a Comissão de Estudo Especial de TV Digital (ABNT/CEE-00:001.85). Em uma corrida contra o tempo, uma vez que a TV Digital foi implementada em 02 de dezembro de 2007, esta Comissão elaborou 13 normas, que estão disponíveis para download nos links abaixo.Para mais informações a respeito do processo de elaboração das normas de TV Digital, envie um e-mail para gprsp@abnt.org.br.

ABNT NBR 15601:2007 – Televisão digital terrestre – Sistema de transmissão

ABNT NBR 15602-1:2007 – Televisão digital terrestre – Codificação de vídeo, áudio e multiplexação – Parte 1: Codificação de vídeo

ABNT NBR 15602-2:2007 – Televisão digital terrestre – Codificação de vídeo, áudio e multiplexação – Parte 2: Codificação de áudio

ABNT NBR 15602-3:2007 – Televisão digital terrestre – Codificação de vídeo, áudio e multiplexação – Parte 3: Sistemas de multiplexação de sinais

ABNT NBR 15603-1:2007 – Televisão digital terrestre – Multiplexação e serviços de informação (SI) – Parte 1: Serviços de informação do sistema de radiodifusão

ABNT NBR 15603-2:2007 – Televisão digital terrestre – Multiplexação e serviços de informação (SI) – Parte 2: Sintaxes e definições da informação básica de SI

ABNT NBR 15603-3:2007 – Televisão digital terrestre – Multiplexação e serviços de informação (SI) – Parte 3: Sintaxe e definição de informação estendida do SI

ABNT NBR 15604:2007 – Televisão digital terrestre – Receptores

ABNT NBR 15606-1:2007 – Televisão digital terrestre – Codificação de dados e especificações de transmissão para radiodifusão digital – Parte 1: Codificação de dados

ABNT NBR 15606-2:2007 – Televisão digital terrestre – Codificação de dados e especificações de transmissão para radiodifusão digital – Parte 2: Ginga-NCL para receptores fixos e móveis – Linguagem de aplicação XML para codificação de aplicações

ABNT NBR 15606-3:2007- Televisão digital terrestre – Codificação de dados e especificações de transmissão para radiodifusão digital – Parte 3: Especificação de transmissão de dados

ABNT NBR 15606-5:2008 – Televisão digital terrestre – Codificação de dados e especificações de transmissão para radiodifusão digital – Parte 5: Ginga-NCL para receptores de transmissão para receptores portáteis – Linguagem XML para codificação de aplicações

ABNT NBR 15607-1:2008 – Televisão digital terrestre – Canal de interatividade – Parte 1: Protocolos, interfaces físicas e interfaces de software

Link: https://www.abnt.org.br/m3.asp?cod_pagina=1249

Fonte: ABNT (20/03/2008)

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mar 17

Alunos da rede municipal de São Paulo são os primeiros a testar interatividade da TV Digital

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São Paulo – Os alunos da rede municipal de ensino público do interior de São Paulo foram os primeiros a testar as possibilidades que oferece a TV Digital com interatividade via Wi-Max.

As aulas foram ministradas com exibição de programas pedagógicos audiovisuais, como filmes, documentários e material multimídia. Parte desse conteúdo é feito pelos próprios professores e alunos, e a outra parte vem do acervo do Ministério das Comunicações, explica Juliano Castilho Dall’Antonia, diretor de inclusão e TV Digital do CPQD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações).

O aparelho serve de apoio e complemento para reforçar as lições que foram mostradas durante a aula na Escola Municipal Janilde Flores Gaby do Vale (localizada em Hortolândia, interior de São Paulo). “Esta experiência mostra que a TV Digital não transmite somente o sinal, mas permite também a interatividade. A proposta do governo, desde o início das discussões, era incluir obrigatoriamente a educação no projeto da TV Digital”, destaca Hélio Costa.

O projeto de interatividade na TV Digital com foco em educação é financiado pelo Ministério das Comunicações e foi batizado de Sapsa (Serviço de Apoio ao Professor em Sala de Aula). Os recursos vêm do Funtell (Fundo para o Desenvolvimetno Tecnológico das Telecomunicações). A responsabilidade pelo desenvolvimento é do CPqD.

Fonte: WNews (14/03/2008)

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fev 25

O dilema da TV digital

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Inclusão de dispositivo nos conversores contra pirataria de programas deve voltar ao debate nesta semana

A TV digital ainda engatinha no Brasil, mas já está no meio de uma disputa. De um lado, emissoras pedem a inclusão, nos conversores do sinal digital, de um bloqueador contra cópias para impedir a pirataria. Do outro, há uma preocupação de que o preço dos equipamentos aumente pelo uso dessa tecnologia.

Nesta semana, uma reunião em Brasília poderá decidir sobre o uso de dispositivo contra gravações nos conversores de TV digital. Um comitê formado por ministros de várias áreas autorizou que os fabricantes incluam o bloqueador – mas essa instalação não é obrigatória. No caso de inclusão, isso não significa que há autorização para habilitar o equipamento.

– Decidimos liberar a instalação para não impedir a indústria de produzir. Mas o uso disso ainda não está autorizado. Ninguém vai mandar funcionar o dispositivo de bloqueio porque isso é que vai ser decidido na frente – afirmou o ministro das Comunicações, Hélio Costa.

Ele explicou que, como o assunto ainda provoca divergências entre os ministros que compõem o comitê, o governo resolveu decidir por etapas. Conforme um dos participantes de reunião ocorrida na semana passada, a não-obrigatoriedade no uso do bloqueador foi acertada para evitar que o preço do adaptador se torne inviável para a maioria da população.

Procurada por Zero Hora, a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos não revelou sua posição. Por meio da assessoria de comunicação, a entidade limitou-se a informar que o tema está sendo debatido no âmbito do Fórum da TV Digital.

No governo, a avaliação é de que, com adaptador a R$ 500, dificilmente a TV digital vá se popularizar. Na última quarta-feira, porém, Costa recebeu no ministério um grupo de empresários da Zona Franca de Manaus (AM), da indústria Proview, que prometeu colocar no mercado, em 60 dias, conversores de TV digital a R$ 180.

Um consenso no comitê de TV digital é de que, se for autorizado o bloqueio de programação, será possível fazer uma gravação para uso caseiro. A Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abert), que defende o bloqueio, confirma a idéia de permitir que seja feita uma cópia para uso pessoal.

– A cópia da cópia é que não pode. Na TV analógica, com a cópia se perdia qualidade. Na alta definição, a qualidade da cópia é idêntica à original, o que facilita a pirataria – diz o presidente da entidade, Daniel Pimentel Slaviero.

Além disso, a Abert argumenta que há casos em que estúdios estrangeiros ou fornecedores de conteúdo esportivo exigem em contrato garantia de que não haverá pirataria.

– Os contratos das Olimpíadas e da Fórmula-1 já prevêem isso. As emissoras correm o risco de não poder oferecer o conteúdo – diz Slaviero.

Tire suas dúvidas
Entenda como funciona o sistema de transmissão digital de TV:

O que é a TV digital?
São as transmissões de TV aberta realizadas com a tecnologia digital, que proporciona imagens sem interferência e em alta definição – seis vezes mais nítidas do que a televisão analógica atual. Além disso, a TV digital poderá ser assistida em dispositivos móveis e portáteis, além de permitir interatividade com a programação.

O que é o conversor?
É responsável por “ler” o código binário enviado no sinal digital e transformá-lo em imagens e sons. Para uma televisão atual captar os sinais de TV digital, será preciso instalar um conversor externo, chamado de set-top box. Com o início das transmissões digitais, em 2007, os fabricantes começaram a produzir televisores com o conversor embutido.

O que é o bloqueio anticópia?
É um jeito de impedir que o conteúdo transmitido na TV digital seja copiado. Há duas formas de fazer o bloqueio. Em uma delas, as emissoras incluem um código de computador junto ao sinal enviado, que permite fazer apenas uma gravação do programa. Em outra, um dispositivo de bloqueio é embutido diretamente em conversores e TVs, impedindo também que se faça mais de uma cópia.

Por que se pede o bloqueador?
Como a qualidade de imagem e som dos programas digitais é muito superior à atual, a idéia é evitar que esse conteúdo seja gravado e pirateado em DVDs, por exemplo. Em contratos de transmissão de alguns eventos, como as Olimpíadas, os organizadores já exigem que as emissoras garantam essa proteção.

O bloqueador também funciona na TV por assinatura?
O sistema em discussão se refere à TV digital, que transmite só os canais abertos e gratuitos. A TV por assinatura, seja a cabo ou via satélite, utiliza seu próprio conversor, e não o set-top box da TV digital.

Fonte: FNDC

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jan 16

Capes prorroga a inscrição de projetos para TV digital

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A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) prorrogou até 21 de janeiro de 2008 as inscrições para grupos de pesquisa apresentarem projetos interdisciplinares de formação de recursos humanos para o Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD).

Os projetos podem ser apresentados por programas de pós-graduação scricto sensu (cursos de mestrado e doutorado) com áreas ou linhas de concentração em engenharia de software, ciências da computação, engenharia elétrica, gestão, produção, veiculação, interatividade e educação a distancia na TV digital.

Além disso, podem participar grupos de pesquisa de cursos das áreas de microeletrônica e telecomunicações. O edital admite a participação de instituições que não tenham pós-graduação scricto sensu, desde que formem parcerias com instituições de ensino superior que ofereçam tais cursos.

Por meio do edital, terão apoio financeiro missões de estudos para os participantes dos projetos no país ou no exterior. Serão concedidas bolsas de mestrado e doutorado no país e, para o exterior, de doutorado-sanduíche (doutorado em colaboração com instituição de pesquisa do exterior), auxílio-moradia e passagens aéreas. Cada projeto selecionado, que receberá por ano R$ 420 mil, terá duração máxima de quatro anos para execução orçamentária.

Estimular a criação de linhas de pesquisas sobre TV digital é outro objetivo. Diante disso, pesquisadores e professores poderão realizar atividades com a concessão de diárias e passagens aéreas, conforme prevê o edital.

TV Digital — A projeção digital deve alcançar, até 2009, 34 mil estações implantadas em todo o Brasil. Segundo o presidente da Capes, Jorge Guimarães, o país abriu espaço para competir com inovação. “O crescimento é garantido, com mão-de-obra gerenciada e capacitação na área de engenharias”, afirmou.

Fontes:
MEC
https://portal.softwarelivre.org/news/10640

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