maio 22

Interatividade: Sob pressão, governo aposta em celular sem Ginga para empurrar TV Digital

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Quase dez anos depois de o país ter escolhido o padrão japonês de TV Digital, o governo ainda tateia o melhor caminho para fazer essa novidade deslanchar. Nos televisores domésticos, a aposta atual é na distribuição de equipamentos aos mais pobres. Nos celulares, a política pública vai tentar um novo caminho: sai a utilização do sistema de interatividade desenvolvido no país em troca de uma meta mais agressiva de aparelhos com recepção de TV.

A nova política começou a se materializar na semana passada, quando foi aberta uma consulta pública sobre o sistema de incentivos fiscais aos celulares na qual fica removida a obrigatoriedade de implantação do brasileiro Ginga, o sistema operacional de interatividade do padrão nacional de TV Digital.

A obrigatoriedade envolve não mais de 5% dos aparelhos fabricados – quer dizer, montados – no país e que recebem isenções fiscais. Ouvidos ministérios, Anatel, operadoras, fabricantes e tevês, a avaliação comum é de que a regra de inclusão do Ginga atrapalha a disseminação da TV Digital.

A resistência maior seria das operadoras, que fazem grandes encomendas e são elas mesmas vendedoras de celulares. “Os fabricantes se queixam que as operadoras querem pagar o mesmo, ainda que os aparelhos recebam TV Digital”, diz o diretor de indústria e C&T do Ministério das Comunicações, José Gontijo.

“As empresas de telecom não querem pagar qualquer valor a mais, nada. E os fabricantes têm margens apertadas, até porque é uma plataforma de fabricação global”, faz coro o diretor do departamento de indústria de base tecnológica do Ministério do Desenvolvimento, Alexandre Cabral.

Foi a partir do GT-PPB, coordenado por Cabral, que se construiu a mudança de abordagem. A briga pelos custos seria apenas um aspecto – até porque, nas contas do MDIC, a inclusão do Ginga nos celulares tem impacto relativo, entre R$ 5 a R$ 10. Também teria pesado a curta vida útil dos aparelhos.

“Na televisão, a política faz sentido pela resiliência. Um televisor no Brasil dura 15, 20 anos. Da sala vai para o quarto, depois para a cozinha, para a churrasqueira. Celular dura um ano e vai para a gaveta ou para o lixo. Depois, celular já tem interatividade. E o Ginga nunca foi uma unanimidade”, pontua Cabral.

O resultado é que o governo topou sumir com o Ginga dos celulares, mas vai impor uma nova exigência que, na prática, aumenta o número de equipamentos capazes de receber sinais de TV Digital para quatro em cada dez aparelhos a partir de 2016 (em 2015 o percentual será 10%).

O que melhor explica a mudança na política é uma confluência de interesses, ainda que não tenham sido combinados. Mais do que o preço do Ginga em si, pelo menos parte da indústria tem interesse em adotar suas próprias plataformas de interatividade – e, portanto, específicos modelos de negócio.

Por outro lado, os radiodifusores passaram a pressionar pela multiplicação de aparelhos capazes de receber a TV Digital “pelo ar”. Cabral, do MDIC, resume o movimento ao dizer que “o broadcast acordou tarde”. Para quem lembra como a turma ‘embarreirou’ a interatividade na TV Digital, faz sentido.

Há mais do que isso. Com a tendência natural de que os portáteis tenham gradativamente cada vez bandas mais largas, a TV aberta, ainda que de qualidade digital, enxerga o risco de ser atropelada por netflixes, serviços de vídeo das próprias operadoras ou tudo o que uma Internet rápida à mão pode oferecer.

Fonte: Convergência Digital

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maio 21

TV Digital: interatividade pode deixar de ser obrigatória nos celulares

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As manifestações deverão ser encaminhadas no prazo máximo de 15 (quinze) dias, a contar da data de publicação desta Consulta no Diário Oficial da União, a todos os seguintes e-mails: cgel.ppb@mdic.gov.br, mcti.ppb@mct.gov.br e cgapi@suframa.gov.br.

O recurso de interatividade continua, ainda hoje, o patinho feio da TV Digital, de futuro indefinido.

Neste exato momento, enquanto alguns técnicos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior estudam tornar o Ginga-NCL opcional na cota obrigatória de celulares fabricados no país com recepção de TV Digital, o pessoal da Anatel e do Ministério das Comunicações tenta garantir um espaço no espectro de frequências para a interatividade, principalmente no chamado Canal da Cidadania, para atendimento aos programas sociais do governo.

Parece um contrassenso… Mas é fato.

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A proposta de alteração do processo produtivo básico dos celulares, colocada em consulta pública pelo MDIC no último dia 15 de maio com o objetivo de aumentar a quantidade modelos de celulares com recepção de TV digital no país, altera o parágrafo 1º do artigo 4º das portarias interministeriais 306 e 307, do MDIC/MCTI, retirando a citação ao Ginga entre as características técnicas obrigatórias.

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O temor da indústria de software que ainda investe na interatividade da TV Digital aberta é o de que a não obrigatoriedade do Ginga nos celulares acabe abrindo um precedente para que grandes fabricantes de TV, como Samsung e LG, possam pleitear também a retirada da obrigatoriedade da interatividade nos recpetores produzidos no país.

Um dos motivos pelos quais elas mal conseguiram comemorar, nesta segunda-feira, a possibilidade de que a massificação da interatividade acabe acontecendo em função do investimento em conversores digitais que o governo terá que fazer no processo de desligamento da TV analógica.

Embora o edital do leilão da frequência de 700MHz para operadoras de telefonia móvel não cite explicitamente a inclusão do Ginga entre os planos para mitigação da interferência do celular 4G no televisor – que incluem a distribuição de conversores com filtro para famílias listadas no Cadastro Único para programas sociais do governo federal, especialmente para aquelas cadastradas no Programa Bolsa Família, e a transformação do aparelho de televisão digital em plataforma multimídia – Jarbas Valente, conselheiro da Anatel, chegou a afirmar que esses aparelhos deverão possibilitar o uso das aplicações interativas em testes hoje pela EBC no projeto Brasil 4D.

Para quem nunca ouviu falar, o projeto Brasil 4D – indicado este ano ao prêmio Frida – é uma iniciativa da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em parceria com o Banco Mundial, 10 empresas e 3 universidades (UFPB, UFSC, UCB), que promove experiências de interatividade no canal da TV pública brasileira dirigidas ao público de baixa renda.

Em outras palavras, a EBC usa a TV Digital interativa e o controle remoto para oferecer conteúdos audiovisuais e serviços públicos sobre direitos da mulher, saúde, emprego, cursos em tempo real e até aplicações financeiras.

Em sua primeira versão, o Brasil 4D levou os benefícios da TV digital para 100 famílias de João Pessoa. Agora atende 300 famílias atendidas pelo Programa Bolsa Família no Distrito Federal. Elas têm acesso a 12 aplicações que permitem, entre outras coisas, consultar vagas de emprego e oportunidades de capacitação profissional, além de acessar o calendário de vacinação e serviços bancários e de aposentadoria.

Acontece que as aplicações que permitiram aos telespectadores interagirem com o Canal de Serviços da EBC foram desenvolvidas usando os perfis B+ e C do Ginga, desenvolvidos pela Totvs, que ainda não são normas da ABNT, mas que são de interesse de algumas das empresas participantes do projeto Brasil 4D.

A ideia é a de que o conversor a ser distribuído pela EAD (Entidade Administradora do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV, que cuidará de diversos aspectos relacionados ao desligamento da TV analógica) tenha as mesmas características dos 10 mil produzidos pela D-Link para o Brasil 4D. A pedido do governo, devem ser incluídos no conversor o filtro para mitigação da interferência entre os sinais da TV e do celular 4G e também uma porta USB a mais, para conexão de uma Smart TV.

Também a pedido do governo, André Barbosa, coordenador-geral do projeto Brasil 4D e superintendente de suporte da EBC, já começou a conversar com diversos fornecedores e fabricantes para verificar a viabilidade de produção desses conversores interativos em larga escala, ao custo aproximado de R$ 100. Hoje, cada conversor comprado pela EBC para o projeto custou R$ 148. Incluindo antena e canal de retorno (modem ou chip 3G) o desembolso é de carca de R$ 180. “Valor que cai fácil para R$ 100 se considerarmos larga escala”, afirma André Barbosa.

“Para a experiência em Brasília fizemos algumas mudanças no firmware do conversor, que agora nos permite não só atualizar o HTML pelo ar, como também os conteúdo em vídeo”, comenta André Barbosa. “Fizemos uma interface gráfica para que todos os conteúdos tenham o mesmo template, que pode ser memorizado pelo usuário. E incluímos criptografia, para garantir a segurança de aplicações do Bolsa Família que envolvam transações bancárias, como pagamentos de conta, ou a marcação de consultas no INSS”.

A EBC está trabalhando também na ampliação da quantidade de aplicativos disponíveis. A intenção, segundo André Barbosa, é chegar a 30. A eles deverão se somar as aplicações de banda larga 0800 oferecidas pelas operadoras de telefonia móvel.

A migração da TV Digital, portanto, é uma bela oportunidade de levar a interatividade 14 milhões de lares – um em cada cinco domicílios do país. O custo do conversor será pago pelo leilão de 700MHz _ parte do preço mínimo será retirado para custear iniciativas como esta.

E esse número pode crescer ainda mais se os tais televisores multimídia tiverem obrigação de incluir também o perfil C do Ginga. Atualmente, os modelos de Smart TV com Ginga disponíveis no mercado usam o perfil A, que não atende ao Projeto Brasil 4D.

Portanto, tirar a obrigatoriedade da interatividade dos televisores parece um contrassenso tão grande quanto retirar o Ginga-NCL dos celulares.

Vale lembrar que a interatividade sempre foi vendida pelo governo como um dos grandes diferenciais competitivos do Sistema Brasileiro de TV Digital.

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Fonte: IDG Now
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maio 19

TV digital: TV digital deve chegar a 65% da população neste ano

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A expectativa do governo é de que 65% da população brasileira tenha acesso à TV digital até o fim de 2014. De acordo com a secretária de Serviços de Comunicações Eletrônicas do Ministério das Comunicações, Patrícia Ávila, o foco são cidades com mais de 100 mil habitantes. Além disso, a meta é ter em todas as capitais ou regiões metropolitanas ao menos quatro emissoras operando em tecnologia digital ainda neste ano.

Segundo a secretária, o investimento ainda necessário é estimado em R$ 3,5 bilhões.
tualmente, 60% da população brasileira está coberta por esse serviço digital. A estimativa é de que, ao longo de 2014, metade das estações de TV e retransmissão esteja instalada em novos canais. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deve definir até junho o canal digital destinado às estações de mais baixa potência.

O processo de desligamento da TV analógica prevê que as redes serão remanejadas entre os canais 14 e 51. Inicialmente, o desligamento ocorreria de uma só vez, em 2016, mas o governo decidiu fazer isso de forma gradual. O prazo de outorgas pelo Ministério das Comunicações vai até 2017. As emissoras de televisão terão um ano para entrar no ar, o que deve ocorrer até 2018.

O cronograma de desligamento da TV analógica ainda depende de algumas definições. Segundo Patrícia Ávila, a Anatel concluiu em abril o levantamento das cidades que serão afetadas, mas ainda é preciso definir a hierarquia da lista e entender as consequências do desligamento do sistema de uma cidade para aquelas no seu entorno.

O consultor de assuntos regulatórios da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel), André Felipe Seixas Trindade, destacou desafios ao apagão analógico, como a manutenção pela TV digital do nível de penetração da TV analógica, que hoje chega a 96%, e o grande número de prefeituras com retransmissoras de TV. “Muitas retransmissoras pegam sinal por satélite, fazem difusão em suas cidades e não comunicam a suas respectivas geradoras. Como digitalizá-las?. Por mais que o governo diga que o apagão analógico vai se encerrar em 31 de dezembro de 2018, achamos que isso será difícil”, disse.

A transição é fundamental para o leilão 4G na faixa de 700 MHz, hoje ocupada pelos canais de televisão analógicos. Os canais serão realocados para uma frequência mais baixa com a entrada em vigor exclusivamente da TV digital. Uma vez liberada, essa faixa será licitada para operadoras que prestam serviço de transmissão de dados de quarta geração.

Recepção. De acordo com dados apresentados pela secretária do Ministério das Comunicações, hoje 80% dos lares brasileiros já têm televisores de tela fina. Nos últimos três anos, 69% dos consumidores brasileiros trocaram de aparelho de TV, porcentual que deve crescer com a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

O governo brasileiro deverá realizar um programa que subsidiará a aquisição de filtros contra interferência e conversores (set top box), que permitirão receber o sinal digital e convertê-lo para um formato de vídeo e áudio disponível em seu receptor de TV. O programa deve abranger cerca de 30 milhões de famílias de baixa renda. No entanto, isso ainda será discutido após o leilão.

Para o consultor da Abratel, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MIDC) deveria criar uma política de estímulo para aparelhos de televisão, considerados caros, apesar da produção local de 18 milhões de televisores por ano. “Mesmo com financiamentos de longo prazo, boa parte da população tem dificuldade de adquirir uma televisão”, afirmou Trindade.

Fonte: Forum SBTVD

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maio 19

Faixa 700MHz: Eventualmente, usuário terá que escolher entre usar 4G ou TV

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Embora insista que “a grande maioria” dos problemas de convivência entre 4G e TV Digital serão superados, a Anatel acabou por admitir nesta segunda-feira, 19/5, que as interferências acabarão por forçar uma escolha: assistir televisão ou usar o celular 4G.“

Para uplink em antena interna com booster é um problema. Eventualmente, o telespectador vai ter que escolher: ou vai usar celular, ou vai usar a televisão. Nesse ponto teria uma tela preta, ou uma tela azul, dependendo da televisão”, afirmou Agostinho Linhares, um dos coordenadores dos testes de interferência feitos pela Anatel. Seria um caso extremo, segundo ele. Mas o problema é real.

A agência resiste em atrelar os problemas com antena interna ao 4G por entender que a recepção da TV Digital por esses equipamentos já é problemática per se. Mas como reiteram os engenheiros ligados às emissoras de televisão, as antenas internas são efetivamente uma forma muito disseminada no país de recepção do sinais.

De fato, indicadores de pesquisas feitas pelo Ibope indicam que o uso das antenas internas varia bastante. Cerca de um cada quatro domicílios em São Paulo se vale exclusivamente dessas antenas para sintonizar os canais. Mas o percentual pode ser bem maior e chega a 84% nas casas de Caruaru, em Pernambuco.

‘Uplink’ em antenas com ‘booster’ significa o envio de dados pelo smartphone em uma sala onde a antena interna já vem com amplificador – o que é muito comum no país. Longe de ser uma questão trivial, o problema de interferência é especialmente significativo diante dos novos hábitos de consumo dos telespectadores.

Uma pesquisa divulgada pelo Google no ano passado indica que mais de um terço dos internautas brasileiros divide a atenção entre as telas da televisão, dos tablets, smartphones e computadores – comportamento descrito como “multitelas”. Particularmente, mediu que 68% usam TV e smartphones ao mesmo tempo. Seja para tuitar o gol ou comentar no Facebook o beijo da novela.

Fonte: Convergência Digital

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maio 17

O Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio (MDIC) lançou para consulta pública uma proposta que altera o Processo Produtivo Básico (PPB) dos smartphones para retirar a obrigatoriedade desses aparelhos serem produzidos com o middleware Ginga de interatividade na TV digital.

Por outro lado, a proposta aumenta a exigência de produção de aparelhos compatíveis com o Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD). Pela norma vigente, os fabricantes com PPB devem destinar 5% da produção a este tipo de aparelho a partir de 1º de janeiro de 2013. O MDIC propõe que a exigência de 5% vigore até dezembro de 2014; depois disso, seria de 10% até dezembro de 2015 e de 40% até dezembro de 2016.

Outra novidade é a possibilidade de o fabricante “trocar” a produção de cinco modelos de smartphones com capacidade para receber o SBTVD por um modelo de tablet. As alterações ficam em consulta pública pelo prazo de 15 dias, a contar da última quinta, 15, quando a consulta foi publicada no Diário Oficial da União.

Fonte: Tela Viva

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maio 15

TV DIgital: Acesso à TV digital deve chegar a 65% dos brasileiros ainda neste ano

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De acordo com uma matéria publicada no jornal “O Estado de São Paulo”, o governo pretende disponibilizar o acesso à TV digital para 65% da população até o final deste ano. O investimento necessário para a conclusão do projeto é estimado em R$ 3,5 bilhões.

O objetivo inicial do Ministério das Comunicações é levar o sinal às cidades com mais de 100 mil habitantes. Além disso, todas as capitais ou regiões metropolitanas devem ter no mínimo quatro emissoras atuando com a tecnologia digital.

O desligamento da TV analógica será feito de maneira gradativa, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ainda deve definir o canal digital destinado às estações de baixa potência. O prazo dado pelo Ministério das Comunicações vai até 2017 e as emissoras de televisão terão até 2018 para entrar no ar.

A transição é indispensável para o leilão 4G na faixa de 700 MHz, hoje, ocupada pelos canais de televisão analógicos.

Fonte: FNDC

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abr 09

TV Digital: Governo define PPB para transmissores de sinal de TV Digital

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Por meio de duas portarias publicada nesta quinta-feira, 03/04, no Diário Oficial da União, os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação; e do desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, definiram o processo produtivo básico (PPB) para equipamentos de transmissão de sinal de TV Digital.
O PPB para os fabricantes fora do Polo Industrial de Manaus será o seguinte:
I – montagem e soldagem de todos os componentes nas placas de circuito impresso;
II – montagem das partes elétricas e mecânicas, totalmente desagregadas, em nível básico de componentes; e
III – integração das placas de circuito impresso e das demais partes elétricas e mecânicas na formação do produto final, montadas de acordo com os incisos I e II acima.
Apenas o inciso terceiro (integração de placas de circuito impresso) fica proíbida a terceirização da produção. E no inciso primeiro fica dispensada na produção local, para um percentual máximo de 15%, a montagem dos componentes e circuitos impressos, de todas as placas utilizadas nos equipamentos de transmissão de sinais de TV Digital produzidos no ano calendário.
A portaria também dispensa temporariamente a produção local ( montagem) dos seguintes módulos ou subconjuntos:
1. Fonte de alimentação chaveada com “hot swap” / redundância N+1, saída de 48 VDC, potência superior a 1.000 W e controle de monitoramento;
2. Placa utilizada como módulo de conversão de corrente contínua/contínua (CC/CC)
As mesmas regras se aplicam à indústria instalada no Polo industrial de Manaus.

Fonte: Convergência Digital

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fev 07

Tv Digital: Brasil teve 14 milhões de TVs digitais com alta definição fabricadas em 2013

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A transmissão de TV digital em alta definição no Brasil completou seis anos no dia 2 de dezembro. São 118 milhões de pessoas com a cobertura da nova tecnologia, segundo o Ministério das Comunicações, que tem feito um esforço grande relativo à TV digital em alta definição. Em 2011, somente 250 emissoras tinham direito a usar canais digitais. Em 2013, já existem cerca de 4 mil canais de TV disponíveis para a transmissão de TV digital por geradoras e retransmissoras de televisão.

Neste ano, foram fabricados 14 milhões de aparelhos de televisão com a tecnologia de alta definição. “Eu acho que todo mundo está procurando digital. Estão descobrindo e ficando encantados. É o ano da Copa e no Brasil. Então, provavelmente, chegaremos a 16 milhões de produtos”, diz Lourival Kiçula, presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros).

Entenda a TV digital no Brasil
O que é? O conteúdo é transmitido em formato de dados, como no computador. Chega às residências do jeito que foi transmitido pela emissora.A TV analógica é transmitida de maneira contínua, o que torna o sinal sujeito a interferências geográficas. Com isso, a imagem e o som podem sofrer com ruídos e perda de qualidade.
Principais funções Permite sintonizar imagens em alta definição (HD), mais nítidas e detalhadas e no formato 16:9, padrão no cinema.O áudio habilita a transmissão em 5.1 canais, o chamado som “surround”.O telespectador pode acessar menus de programação ou ver aplicativos relacionados a um programa específico. No Brasil, o sistema de interatividade se chama Ginga.

É possível assistir em smartphones, GPS e tablets.

Do que eu preciso? Pode ser sintonizada de dois modos: usando um conversor, ou “set-top-box”, conectado ao seu televisor; ou por meio de um televisor que já tenha um receptor digital embutido.Nos dois casos, é preciso ainda de uma antena UHF.
Operação Inicialmente previsto para junho de 2016, o desligamento do sinal analógico foi adiado para dezembro de 2018.

“Estamos fechando 2013 com 60% da população, ou seja, quase 120 milhões de habitantes já têm acesso a esse conteúdo, chegando a 68% na realização da Copa”, comenta Daniel Pimentel Slaviero, presidene de Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). “Teremos quase 150 milhões de pessoas aptas a receber. O sinal HD traz inúmeros beneficios para a população. Primeiro, uma melhora significativa na qualidade de áudio e vídeo”, completa Slaviero.

A TV digital com imagens em alta definição substituirá o sinal analógico, que começa a ser desligado gradualmente a partir de 1º de janeiro de 2015, de acordo com decreto publicado em outubro passado pelo ministério. O ano de 2018 foi fixado como o prazo final do processo.

O sinal digital de televisão não tem chuviscos na imagem ou ruídos no som. Além da resolução em alta definição (HD), as transmissões digitais têm som “surround”. A transmissão pode ser recebida em casa de duas formas. A primeira é um conversor externo, ou “set-top-box”, que é conectado ao seu televisor de tubo ou de tela plana. A outra é um televisor que já tenha um receptor de TV digital embutido. Basta uma pequena antena interna ou externa para que a imagem seja exibida com alta definição.

Até a Copa do Mundo, em junho de 2014, a previsão é de que a cobertura de sinal digital possa atingir até 70% do público. A estimativa da Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletrônicos) é de que durante o ano de 2013 a indústria venderá para o varejo cerca 13,3 milhões de unidades de televisores, entre LCD e plasma. Quando esses aparelhos chegarem às residências, totalizarão uma base instalada de mais de 50 milhões de unidades de televisores digitais.

Alguns modelos de smartphones também contam com um receptor de TV digital. Isso porque a tecnologia contempla mobilidade e permite que os usuários assistam à TV fora de casa. A expansão do sinal digital de TV também aumenta a interatividade do usuário com a programação. No Brasil, o sistema de TV interativa é o Ginga, um “middleware” (software de intermediação para aplicações) que permite a emissoras ou institutos de pesquisa criarem ferramentas próprias que relacionem transmissões de partidas esportivas, séries e documentários, por exemplo, com a intervenção dos telespectadores. Já existem alguns laboratórios espalhados pelo país focados em testar conteúdos e aplicações criadas para a TV digital brasileira. Dois deles ficam na Fundação Universidade do Tocantins (Unitins), em Palmas, e no Parque Tecnológico da Bahia, em Salvador.

Em 2014, a consolidação da TV digital terá um ano chave, já que conexões de banda larga 4G receberam aprovação para o uso da frequência de 700 MHz, atualmente ocupada por canais de TV em UHF. Com isso, a sintonia da TV digital pode sofrer interferência, , o que significa congelamentos nas imagens ou telas pretas. O custo para evitar esses problemas deverá ser arcado pelas operadoras de celular que arrematarem a frequência, segundo determinação da Anatel do fim de outubro.

Para o Ministério das Comunicações, no entanto, leilão da faixa de 700 MHz não é visto como um problema, mas sim como uma forma de acelerar ainda mais a difusão do sinal de TV digital no Brasil. Inclusive, o governo dispõe do programa “Minha casa melhor”, que oferece crédito subsidiado de até R$ 1,4 mil para a compra de um televisor com receptor digital pelas populações de baixa renda. Para saber mais sobre TV digital e tirar dúvidas sobre o assunto, acesse o site TV Globo Digital aqui.

A cobertura da TV Globo, que investe na transmissão digital desde 2007, atualmente distribui o seu sinal por 73 emissoras em todos os estados do Brasil. Em dezembro, todo o conteúdo jornalístico do canal passou a ser transmitido em alta definição, totalizando 90% da programação da Globo em HD.

Fonte: G1

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jan 13

Interatividade: Distrito Federal terá piloto do projeto Brasil 4D

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A partir de 15 de fevereiro, 300 famílias atendidas pelo Programa Bolsa Família no Distrito Federal vão usar a televisão para acessar benefícios e serviços dos governos federal e distrital. Poderão fazer consultas a vagas de emprego, oportunidades de capacitação profissional; ter acesso ao calendário de vacinação, além de acessar conteúdos e serviços bancários e de aposentadoria. Tudo pelo controle remoto da TV.

As famílias farão um teste do Projeto Brasil 4D, coordenado pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A expectativa é que em dez anos o projeto alcance as mais de 13 milhões de famílias beneficiárias do programa. O teste será acompanhado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que irá fazer uma pesquisa de campo e divulgar um documentário sobre o projeto.

Os testes começaram no ano passado em João Pessoa, onde 100 famílias tiveram acesso à plataforma Ginga, criada e desenvolvida no Brasil. Por meio de um conversor, na tela da TV, os moradores tiveram acesso a oferta de empregos, a cursos de capacitação e a orientações para obtenção de documentos, além de informações sobre serviços e benefícios do governo federal, como aposentadoria, campanhas de saúde e os programas Bolsa Família e Brasil Carinhoso, entre outros.

Segundo o coordenador e idealizador do Projeto Brasil 4D, o superintendente de Suporte da EBC, André Barbosa, na cidade, foi constatada economia de R$ 12 mensais por família. “As famílias economizaram por não ter que pegar ônibus e ir até os lugares para procurar emprego ou capacitação, conseguir informações. Fizeram tudo pela TV”, explica. Ele calcula que, quando o projeto estiver em vigor, a economia possa chegar, em dez anos, a um total de R$ 7 bilhões.

A intenção é levar os benefícios da internet a famílias de baixa renda que ainda não têm acesso à banda larga, explica Barbosa. O projeto funciona em parceria com empresas de telefonia, pela tecnologia 3G, usada em telefones móveis. Tudo deve ser custeado pelo governo.

O Projeto Brasil 4D deve ser testado na cidade de São Paulo em abril e maio. Os temas oferecidos serão saúde e educação. Os usuários poderão agendar consultas no Sistema Único de Saúde (SUS). Participarão do teste 2,5 mil famílias no primeiro semestre e mais 2,5 mil no segundo semestre. Entre os parceiros no projeto estão o Banco do Brasil, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a Caixa Econômica Federal, o DataSUS, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Totvs, HMATV, Oi, a Telebras e o governo do Distrito Federal.

Fonte: Convergência Digital

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jan 11

Interatividade: TV Globo lança aplicativo de segunda tela no primeiro bimestre

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A TV globo lançará um aplicativo de segunda tela ainda no primeiro bimestre do ano. Segundo Erick Brêtas, diretor de Mídias Digitais da Globo, a ideia não é ter uma app para cada conteúdo da emissora. Ao contrário, o lançamento será uma aplicativo único, sincronizado com o que está na grade linear do canal. Os primeiros testes acontecerão no Campeonato Carioca de Futebol e, na sequência, no Campeonato Paulista

Fonte: Tela Viva

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