jun 10

TV Digital: ‘Não queremos que ninguém fique sem a sua novela’, diz ministro, sobre troca do sistema de sinal da TV Paulo Bernardo diz que governo garantirá financiamento para compra do aparelho ou do conversor para o sinal digital

entrevista Comentários desativados em TV Digital: ‘Não queremos que ninguém fique sem a sua novela’, diz ministro, sobre troca do sistema de sinal da TV Paulo Bernardo diz que governo garantirá financiamento para compra do aparelho ou do conversor para o sinal digital

No gabinete do oitavo andar do Ministério das Comunicações, Paulo Bernardo guarda o plano de transição que vai mudar a forma como o Brasil vê televisão. Com a troca do sinal analógico para o digital programada para junho de 2016, o governo federal elabora ações para reduzir problemas. Em três anos, o sinal de TV aberta chegará só para quem tiver um aparelho digital, ou então para aqueles que adquirirem um conversor.

O ministro pretende desligar o atual sistema de forma gradual, de 2015 a 2018. Ainda prevê subsídios e financiamentos com juros mais baixos para a compra dos novos televisores. As duas ações constam no cronograma, apresentado à presidente Dilma Rousseff na quinta-feira. No mesmo dia, Bernardo recebeu Zero Hora e adiantou com exclusividade algumas ações. Confira trechos da entrevista.

Teste de desligamento

O cronograma de transição da TV digital inclui a escolha de cidades que passarão pelo “teste do desligamento prévio”, para identificar problemas que possam surgir. Santa Cruz do Sul está na lista de possibilidades do Ministério das Comunicações.

ZH – Com o encerramento das transmissões analógicas em 2016, a população corre o risco de ficar sem a TV aberta?
Paulo Bernardo – A TV digital hoje convive com a TV analógica. Os dois sinais estão sendo transmitidos. No entanto, a previsão é que no dia 30 de junho de 2016 o sinal analógico seja desligado. Ou seja, vai parar de transmitir o analógico e vai ter só TV digital. Então, quem não tiver aparelho digital não vai receber (sinal de) televisão.

ZH – O que será feito até lá?
Bernardo – Até lá, precisamos resolver duas coisas. Uma é acabar de completar a transmissão de televisão digital. E, depois disso, promover que as pessoas tenham TV digital em casa ou um conversor que receba o sinal digital e passe para uma TV analógica. O governo vai garantir financiamento com juros adequados. A pessoa vai ter tempo para trocar a televisão. Aí alguém poderá dizer “Ah, mas eu tô sem dinheiro!”. Mas nós faremos o juro diferenciado. Ou seja, o consumidor vai pagar com boas condições.

ZH – A lei prevê hoje que o encerramento do sinal analógico ocorra em única data em junho de 2016. O senhor pensa em mudar isso?
Bernardo – Sim. Em vez de fazer tudo em uma data, vamos começar em 2015 e ir promovendo o desligamento, a partir das capitais para o Interior, até 2018. Com isso, não geramos um estresse numa data única, e evita pressão sobre as empresas e sobre o telespectador por fazer tudo de uma vez só.

ZH – Então não há motivos para se preocupar?
Bernardo – Não queremos que ninguém fique sem a sua novela (risos). A ideia é fazer acordos com indústria e comércio. O governo garantirá financiamento para compra do aparelho ou do conversor. É para garantir que ninguém fique sem o aparelho, até porque televisão é a maior diversão do brasileiro. Se você desligar (o sinal analógico) e deixar parcela significativa da população fora é claro que vai ser ruim.

ZH – O senhor tem acompanhado as dificuldades para instalação de antenas de telefonia móvel em diversas cidades. Ao mesmo tempo, crescem as reclamações sobre o sinal de telefone. Como resolver isso?
Bernardo – O problema é que o celular é cada vez mais um item essencial para as pessoas. E agora elas querem telefone com internet. Então, nós precisamos ter serviço de qualidade, o que exige antenas. As cidades rejeitam as antenas por dois motivos: a poluição visual e porque tem gente que acha que a radiação faz mal.

ZH – A radiação não faz mal?
Bernardo – Há uns 12, 13 anos, havia muito essa discussão sobre prejuízos da radiação do celular para a saúde. Mas, depois disso, foram divulgados estudos, principalmente da OMS (Organização Mundial da Saúde), mostrando que a radiação do celular é muitas vezes menor do que a de um aparelho elétrico, um transformador, por exemplo. No site da Anatel há um sistema que permite digitar um endereço qualquer e saber quanto de radiação está sendo emitido pelos celulares ou pelas antenas na região.

ZH – E quanto à poluição visual?
Bernardo – Hoje, há antenas menores, com dimensões menores, e possibilidades tecnológicas que dão conta de resolver isso. Aqui em Brasília tem até antena disfarçada de coqueiro. São soluções que permitem melhorar a infraestrutura na cidade, sem agredir o visual. É claro que ninguém vai chegar lá na Usina do Gasômetro e espetar um monte de antenas porque a cidade não vai se conformar com isso. Ninguém quer acabar com a paisagem.

ZH – O senhor já disse que Porto Alegre tem uma das legislações mais restritivas à instalação de antenas. É preciso modificar a lei?
Bernardo – Com certeza. Já falei inclusive com o prefeito José Fortunati. Eu o conheço há muito tempo. Ponderei com ele que a legislação de Porto Alegre é difícil. Com a burocracia, leva-se de sete meses a um ano para conseguir decidir pela instalação de uma antena. Ou seja, por um lado, nós temos milhões de pessoas querendo tecnologia boa, com qualidade e com velocidade. E por outro, há uma resistência na lei. Precisamos compatibilizar.

ZH – Há projeto no Congresso para tornar mais clara a legislação sobre instalação de antenas. O senhor acredita que isto facilitará?
Bernardo – Tudo que é responsabilidade federal está pacificado, resolvido. A ressalva é que o município tem a prerrogativa de decidir sobre o uso do solo, de acordo com o plano diretor. Isso vai continuar sendo prerrogativa do município. Então, a saída para os municípios é o diálogo. Eu conversei com o prefeito do Rio, Eduardo Paes, que já mudou a legislação. Podemos, por meio do diálogo, achar uma boa saída para a cidade e para a implantação das antenas, que nós precisamos.

Tagged with:
jun 10

Mobile: Radiodifusores querem incentivo também para recepção de TV

celulares Comentários desativados em Mobile: Radiodifusores querem incentivo também para recepção de TV

Empresas devem se reunir com o ministro Paulo Bernardo para pedir formalmente para que o governo reveja a política de desoneração de smartphones.

As empresas de radiodifusão devem se reunir na próxima semana com o ministro Paulo Bernardo para pedir formalmente para que o governo reveja a política de desoneração de smartphones e estímulo à produção de celulares no Brasil de modo a incluir medidas que garantam a recepção dos serviços de radiodifusão, tanto TV digital quanto a recepção de rádio AM e FM.

Segundo fontes do mercado de radiodifusão ouvidas por este noticiário, o governo falha em não fomentar a recepção aberta e gratuita do padrão de TV digital brasileiro, o SBTVD, que prevê a mobilidade. Uma vez que uma das características previstas em decreto do SBTVD é a mobilidade, o governo deveria trabalhar junto aos fabricantes de telefones móveis para assegurar esse serviço à população.

Em relação à recepção dos sinais das emissoras de rádio, os radiodifusores enxergam um caminho até mais curto: entendem que boa parte dos dispositivos (não só smartphones) vendidos no Brasil já teriam essa capacidade, mas as empresas fabricantes de handsets simplesmente não ativam a função. A solicitação dos radiodifusores irá também nesse sentido.

Vale lembrar que a Portaria Interministerial MCT/MDIC 245 de 2011 já prevê a inclusão da capacidade de recepção da TV digital em 5% dos telefones produzidos no Brasil dentro do Processo Produtivo Básico a partir de 2013.

Mas os radiodifusores entendem que os fabricantes estão, por meio de brechas nessa portaria, contornando a obrigação. Também avaliam que é muito pequeno o percentual, considerando-se que é interesse do governo fomentar a adoção da TV digital, até para que o espectro de 700 MHz possa ser liberado.

Fonte: FNDC

Tagged with:
jun 10

Mobile: Menos de 1% dos modelos de smartphones no Brasil têm TV digital

celulares Comentários desativados em Mobile: Menos de 1% dos modelos de smartphones no Brasil têm TV digital

A reclamação que os radiodifusores brasileiros levarão ao ministro das comunicações, Paulo Bernardo, na semana que vem procede: são poucos os smartphones no Brasil dotados de receptor de TV digital. Em um levantamento realizado por MOBILE TIME nos sites de quatro dos maiores fabricantes em atividade no País (LG, Motorola, Nokia e Samsung) foram encontrados apenas dois modelos de smartphones com a funcionalidade, de um total de 122 disponibilizados nas páginas das empresas. Ou seja: menos de 1%. Cabe lembrar que foram analisados apenas produtos classificados pelas próprias empresas como smartphones em seus websites. Não foram computados, portanto, feature phones ou celulares mais básicos. Os dois únicos modelos de smartphone com TV digital encontrados foram: Samsung Galaxy Y TV e Motorola Razr D1.

Em compensação, há uma oferta vasta de smartphones com receptor de rádio FM. Dos 122 produtos analisados, 77 possuem a funcionalidade, ou seja, mais da metade.

Os radiodifusores querem convencer o governo federal a incluir as antenas de TV digital e rádios FM e AM entre as especificações obrigatórias nos smartphones produzidos no Brasil que contarão com desoneração tributária.

Segue a lista completa, separada por fabricante, levantada por este noticiário:

Fabricante Total de modelos smartphones apresentados no site Quantidade com TV digital Quantidade com rádio FM Lista com rádio FM
LG 28 0 23 LG Optimus L7 II Dual P716, LG Optimes L7 II P714, Optimus L5 II Dual E455, Optimus L5 II E450,  LG Optimus L3 II Dual E435, Optimus L3 II E425, Optimus 4X HD P880, Optimus L5 E612, Optimus L5 Dual E615, Prada Phone by LG P940, Optimus 3D MAX P720, Optimus L7 P705, Optimus L3 Dual E405, Optimus L3 E400, Optimus 2X P990, P970, Optimus Hub E510, P698, C660, P350, C570, P500, GT540
Motorola 17 1 (Razr D1) 4 Motorola Iron Rock, Moto Smart,Motorola Defy Mini, Motorola Milestone 3
Nokia 31 0 26 Lumia 925, Asha 501 Dual Sim, Nokia Asha 310, Nokia Asha 311, Asha 308, Asha 305, Asha 302, Asha 303, Asha 205, Nokia 808 Pure View, Nokia Lumia 900, Nokia Lumia 800, Lumia 710, Asha 200, Nokia 500, Nokia N8-00, Nokia E5-00, Nokia X2-01, nokia E6-00, Nokia 701, Nokia C2-01, Nokia E72, Nokia E7-00, Nokia C6-00, Nokia C5-03, Nokia C7-00
Samsung 44 1 (Galaxy Y TV) 24 Galaxy Pocket Plus Duos, Galaxy Pocket Plus, Galaxy Ch@t, Galaxy Pocket Duos, Galaxy Pocket, Galaxy S II Lite, Galaxy Y Duos, Galaxy Note, Wave Y, Samsung Omnia W, Galaxy W, Galaxy Y Pro, Galaxy Y, Galaxy Pro, Galaxy Mini, Galaxy 551, Galaxy 5, Galaxy 3, Wave 723,Wave 533, Omnia Pro 652, Omnia Lite, Omnia Pro, Galaxy Y TV.

Fonte: Tela Viva

Tagged with:
preload preload preload