jun 26

TV Digital: CCE defende incentivo para troca de TV, não para compra de conversor

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O CTO e diretor de Relações Governamentais da CCE Brasil, Rogério Fleury, disse que a estratégia do governo para acelerar a digitalização da TV não deve passar pelo subsídio para a compra de conversores, mas, sim, pela aquisição de novas TVs, já com o Ginga embarcado. A CCE, empresa que foi comprada pela Lenovo, projeta que, hoje, exista cerca de 80 milhões de TVs de tubo no país. “O conversor não resolverá questões de redução de consumo de energia, tampouco facilitará a massificação do ginga e dos aplicativos de interatividade”, sinalizou.

Ao Convergência Digital, Fleury lembrou que a CCE investiu na manufatura dos conversores para TV digital – em 2007 – e assume que o negócio não trouxe o resultado esperado. “As pessoas querem uma TV nova. O Ginga ( sistema de interatividade do SBTVD) terá de estar em 100% das TVs a partir de janeiro. Teremos uma Copa do Mundo em junho. Por que não incentivar a migração do parque de TVs?”, sugere o executivo da CCE.

Segundo ele, a migração dos cerca de 80 milhões de tvs de tubo para TVs LCDs traria também uma redução no consumo de energia. “O governo já adotou politica semelhante na questão das geladeiras. Não vejo razão para incentivar conversor. Mesmo pensando nos mercados que também adotam o SBTVD. Todos terão de passar pelo switch off(desligamento) do analógico para o digital”, sustentou Fleury. Nesta terça-feira, 25/06, a CCE apresentou suas linhas de tablets e smarpthones para atender as classes B, C e D no país.

O fim das transmissões analógicas de televisão chegará primeiro a Brasília, em março de 2015. A seguir virá São Paulo, em abril, e o Rio de Janeiro, em maio do mesmo ano. O novo cronograma de adoção da TV Digital será mesmo escalonado e terá as capitais como foco inicial. Segundo dados do Ministério das Comunicações já foram vendidos entre 30 milhões e 40 milhões de televisores digitais. Governo,inclusive, já trabalha num financiamento popular para a aquisição de TVs nas classes mais pobres, mas não há ainda nenhum programa oficial.

Fonte: Convergência Digital

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jun 14

Call for papers: Grupo de Pesquisa ComTec–Comunicação e Tecnologias Digitais

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Grupo de Pesquisa ComTec–Comunicação e Tecnologias Digitais
Call for papers

O “estado da arte” da TV Digital brasileira tendo o ano 2013 como referência

Organizadores Valdecir Becker e S.Squirra

É sabido da decisão do governo em implantar a TV Digital interativa, na intenção implícita, como fazem outras nações, da migração plena para este suporte digital. Engenheiros, economistas, sociólogos, estudiosos de todas as formações apresentaram reflexões sobre as possibilidades de sucesso ou inadequação do modelo, centrados em suas tecnologias, modelo econômico, legislação, papel do estado, adesão da audiência etc. Os pesquisadores da comunicação também ofereceram contribuições em tais posições em momentos específicos.
No presente momento de indefinições amplas, o Grupo de Pesquisa ComTec (do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Umesp) conclama os pesquisadores para a produção de relatos de investigações focados em tal recorte do audiovisual. Pretende-se reunir relatos/reflexões de pesquisadores experientes e titulados (sobretudo do território das Comunicações), visando oferecer obra impressa em formato de livro (também em eBook) a ser publicado em novembro do corrente ano.

O ComTec pauta-se pelo esforço da produção de uma obra anual, tendo publicado os livros Cibercom-Tecnologias ubíquas, mídias pervasivas (2012), Cibermídias-Extensões comunicativas, expansões humanas (2012), TV Digital.Br (2009) e pela realização de eventos científicos anuais com entidades parceiras.

Questões centrais/ Angulações possíveis 

Em qualquer prumada, quando o assunto é a TV digital brasileira, constata-se que as dúvidas imperam e as inseguranças se avolumam. Dessa forma, reconhece-se que a situação requer reflexões e adensamentos científicos que façam aflorar as razões e limitações iluminando tal situação. Assim, a partir do entendimento de que a comunidade deve oferecer contribuição acadêmica bem estruturada, que mostre/evidencie/exemplifique o impasse que se instalou (presente), revelando as contradições (políticas, tecnológicas, de mercado etc.), podendo expor as inadequações nos variados níveis em que tal assunto se insere. Enfim que façamos uma prospecção que resgate a compreensão do tema na atualidade.

Assim, e tendo como foco a TV Digital brasileira em 2013 (HD e interativa), os temas podem ser:
a) o presente e o futuro, tendo em vista os eventos internacionais de 2014 e 2016,
b) os problemas que surgiram a partir de enfoques tecnológicos, de consumo de produtos audiovisuais, de reorganização das emissoras, quanto aos novos costumes audiovisuais, novos modelos de negócios (do lado das emissoras e da indústria),
c) o que acontece ou vai acontecer com a proposta original,
d) as mídias digitais que alteram os modelos de difusão audiovisual,
e) a velocidade das mudanças e a sedução dos displays,
f) as tendências dos aparatos conectados, e móveis,
g) como ficaram as políticas do Governo Federal? Afinal, o Decreto visava a educação e inclusão digital, entre outras possibilidades,
h) o modelo tecnológico a ser implantado não deu certo, a interatividade não se consolidou e o Ginga não deslanchou. Afinal, o que aconteceu com o Ginga e as propostas de interatividade? O modelo tecnológico era falho, foi sucateado pela revolução e velocidade das tecnologias? O que aconteceu realmente? Quais as tendências?,
i) a 3D se apresentou e também parece não consolidar tendência sólida de consumo; Resta perguntar:o que está acontecendo com o mercado, quando nem a 3D emplaca? Qual a razão disto?,
j) nos últimos anos, as multitelas conquistaram mercado e corações e a TV virou conectada, via web.Vale perguntar: As multitelas são a tendência inquestionável? Quais são os novos players nisto? ,
k) o mercado está em transição forte, adotando outras formas para o consumo de produtos televisivos. Quais são as novas tecnologias que estão impedindo a evolução da TVD como era prevista? São fortes? Serão adotadas amplamente?
l) qual é a posição das emissoras “tradicionais” nisto? Estão mudando seus modelos de negócios?
m) Qual a posição da indústria de equipamentos? O que acontece no mundo e que vai refletir aqui?
n) quais as inovações que de fato estão acompanhando a implantação da TV Digital? ou estamos apenas vivenciando uma simples troca de tecnologias?
o) qual o impacto das tecnologias digitais, especialmente as mídias sociais, na audiência, consumo e fruição dos conteúdos audiovisuais?

entre outras.

Condições para submissão:

Os textos deverão ser inéditos e recortar objetivamente o tema proposto. Autores com título de doutor podem submeter textos individualmente. Autores detentores de outras titulações devem produzir reflexões com pesquisadores doutores. As propostas devem observar o cronograma abaixo. Os autores deverão indicar direção de CV Lattes e anexar CV resumido com até 10 linhas, descrevendo email de contato.

Datas para submissão:

a) envio de proposta com resumo, título e bibliografia básica: 31 de julho de 2012
b) texto final: 31 de agosto de 2013

Formatação do texto:

Texto em Times News Roman, corpo 12, com tamanho final variando de 35 mil a 42 mil caracteres (com espaços, notas de rodapé, bibliografia (10 obras principais) etc. incluídos). O texto deve conter Resumo (10 a 12 linhas, em português e inglês), três palavras-chave (em português e inglês). A bibliografia deverá conter as 10 obras mais importantes e as referências citadas no texto.

Dúvidas: ssquirra@gmail.com e valdecirbecker@gmail.com

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jun 14

Ginga: Ginga.ar 2.1 y una nueva versión de la Test Suite están disponibles

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gingaar

Foi publicado oficialmente a versão 2.1 do Ginga.ar.

Mais informações podem ser encontradas downloads

Acompanhando esta versão foi liberado a versão 2.1 do Test Suite

Além disso também está disponível Wari, player de TV Digital Terrestre, codigo fonte do Wari, o player de TV DIgital Terrestre criado no LIFIA – Laboratorio de Investigación y Formación en Informática Avanzada. Este reprodutor permite a busca de canais, sintonizar, mudar de volume e mostrar closed caption.

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jun 14

Curso TV Digital: Inscrições abertas para o Curso de Pós-Graduação em TV Digital da UCB

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Logo UCB

Curso de Pós-Graduação em TV Digital

Período de Inscrições:
de 05 de junho de 2013 a 31 de julho de 2013

Vagas limitadas!

Data para a Entrega de Documentos:
De 10 de junho de 2013 a 01 de agosto de 2013

Local e Horário de atendimento:
Campus I – Taguatinga bloco S sala 113 1º andar, no período das 13h:00 às 21h:30, de Segunda à Sexta-feira.
Telefones – 3356-9663 / 3556-9054

Campus II – SGAN Quadra 916 Norte, Módulo B Av. W5 Asa Norte – Térreo Sala A20, no período das 09h:00 às 21h:30m, de Segunda à Sexta-feira.
Telefone: 3448-7256 / 3448-7140

Mais informações https://www.ucb.br/textos/2/1011/Inscricoes/?slT=8

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jun 14

TV Digital: Ministério calcula que 8 milhões de domicílios devem ser alvo de subsídio

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Diante da antecipação do cronograma de desligamento do sinal analógico, o Ministério das Comunicações procura estimar a quantidade de lares que não estariam preparados para captar o sinal de TV digital.

De acordo com o secretário de Comunicação Eletrônica do Minicom, Genildo Lins, a indústria informa que já foram vendidos entre 30 milhões e 40 milhões de TVs digitais – o número de conversores é ínfimo, segundo ele. Considerando casos de dois televisores ou mais em cada domicílio, para o Minicom aproximadamente 20 milhões de residências ainda não têm o equipamento.

Segundo Genildo, a indústria estima que vai vender 12 milhões de TVs digitais até a Copa do Mundo, por isso “teríamos que nos preocupar com 8 milhões de domicílios, no máximo”. Essa conta, vale dizer, considera o País todo, mas o desligamento não será mais efetuado de uma vez só em 2016. O Minicom já acertou com a presidenta Dilma Rousseff a flexibilização do calendário para começar o switch-off em 2015 e terminar em 2018.

O cronograma em si será publicado em portaria do Minicom, assim que sair o decreto que altera o Decreto 5820/2006 que instituiu o Sistema Brasileiro de TV Digital e estabeleceu o fim do sistema analógico para dez anos depois. Conforme antecipado por este noticiário, o desligamento será iniciado por Brasília em março de 2015, depois São Paulo em abril e Rio de Janeiro em maio. O desligamento de todas as capitais será feito em 2015, informa o secretário.

Financiamento

O governo estuda formas de financiamento dos aparelhos para a população de baixa renda. Um dos caminhos é incluir a TV digital entre os produtos que podem ser adquiridos no Financiamento “Caixa Móveis” para os beneficiários do Bolsa Família. Um produto que custa R$ 800, segundo Genildo Lins, teria uma prestação entre R$ 24 e R$ 26 em 48 meses.

Fonte: Tela Viva

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jun 11

Switch-off TV Digital: BSB, São Paulo e Rio serão as primeiras capitais a migrar para TV Digital

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Será que até lá já teremos a torre funcionando para o seu devido fim?

A torre deveria ter sido entregue em abril de 2010, já passamos da metade de 2013 e até agora a torre só serve para visitação de turistas, ainda assim sem estrutura nenhuma para esse público!!!!!

Um ano e meio acho que é até um prazo razoável para entregarem as antenas de transmissão digital!!!

Noticia relacionada https://www.gingadf.com.br/blogGinga/?p=1601

O fim das transmissões analógicas de televisão chegará primeiro a Brasília, em março de 2015. A seguir virá São Paulo, em abril, e o Rio de Janeiro, em maio do mesmo ano. O novo cronograma de adoção da TV Digital será mesmo escalonado e terá as capitais como foco inicial.

“Tive uma conversa demorada com a presidenta Dilma sobre TV Digital, na quinta-feira [9/6] e ela concordou com a proposta que nós fizemos para flexibilizar o calendário de desligamento do sinal analógico. Vamos publicar o Decreto em poucos dias”, afirmou nesta terça-feira, 11/6, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

Depois de Brasília, São Paulo e Rio, deverá ser a vez de Belo Horizonte – a partir das maiores cidades, o cronograma vai contar com mais de uma capital onde o sinal analógico será desligado a cada mês. “Em todas as capitais esse processo estará concluído até o fim de 2015”, afirma o secretario de Comunicação Eletrônica do Minicom, Genildo Lins.

Uma nova publicação oficial é necessária para substituir o previsto no Decreto 5820, que foi editado em 29 de junho de 2006 e diz expressamente que “o período de transição do sistema de transmissão analógica para o SBTVD-T será de dez anos, contados a partir da publicação deste Decreto”.

A decisão do Minicom de começar pelas maiores cidades – o que significa iniciar a mudança nos centros onde é mais problemática a limpeza do espectro – está relacionada à disponibilização da faixa de 700 MHz para a oferta da banda larga móvel. “Vamos começar nos grandes centros para priorizar a liberação da faixa”, admite Bernardo. “Em mais de 4 mil cidades não há problema, nem pressa”, complementa.

Um ponto crítico para o projeto é a disponibilidade de receptores ou de TVs com o conversor. A conta é de que já tenham sido vendidos entre 30 milhões e 40 milhões de televisores digitais. Como existem cerca de 62 milhões de domicílios no país, e o cenário é de que, com alguma concentração, como dois televisores digitais por domicílio até aqui, faltariam aproximadamente 20 milhões de aparelhos.

“A indústria estima que vai vender 12 milhões de televisores digitais até a Copa do Mundo. Restariam 8 milhões, que poderíamos incentivar com mecanismos já existentes”, explica Genildo Lins. A ideia é adaptar uma linha da Caixa Econômica Federal que tem juros de 1% para a compra de eletrodomésticos – no caso, da linha branca.

“Fizemos simulações e um televisor de 32 polegadas, por R$ 800, poderia ser adquirido, nesse sistema, em 48 prestações entre R$ 24 e R$ 26”, diz o secretário de Comunicação Eletrônica do Minicom. “Estamos estudando alguma forma de subsídio direto ou indireto, via taxa de juros de financiamentos”, completa Genildo Lins.

Fonte: Convergênia Digital

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jun 10

TV Digital: ‘Não queremos que ninguém fique sem a sua novela’, diz ministro, sobre troca do sistema de sinal da TV Paulo Bernardo diz que governo garantirá financiamento para compra do aparelho ou do conversor para o sinal digital

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No gabinete do oitavo andar do Ministério das Comunicações, Paulo Bernardo guarda o plano de transição que vai mudar a forma como o Brasil vê televisão. Com a troca do sinal analógico para o digital programada para junho de 2016, o governo federal elabora ações para reduzir problemas. Em três anos, o sinal de TV aberta chegará só para quem tiver um aparelho digital, ou então para aqueles que adquirirem um conversor.

O ministro pretende desligar o atual sistema de forma gradual, de 2015 a 2018. Ainda prevê subsídios e financiamentos com juros mais baixos para a compra dos novos televisores. As duas ações constam no cronograma, apresentado à presidente Dilma Rousseff na quinta-feira. No mesmo dia, Bernardo recebeu Zero Hora e adiantou com exclusividade algumas ações. Confira trechos da entrevista.

Teste de desligamento

O cronograma de transição da TV digital inclui a escolha de cidades que passarão pelo “teste do desligamento prévio”, para identificar problemas que possam surgir. Santa Cruz do Sul está na lista de possibilidades do Ministério das Comunicações.

ZH – Com o encerramento das transmissões analógicas em 2016, a população corre o risco de ficar sem a TV aberta?
Paulo Bernardo – A TV digital hoje convive com a TV analógica. Os dois sinais estão sendo transmitidos. No entanto, a previsão é que no dia 30 de junho de 2016 o sinal analógico seja desligado. Ou seja, vai parar de transmitir o analógico e vai ter só TV digital. Então, quem não tiver aparelho digital não vai receber (sinal de) televisão.

ZH – O que será feito até lá?
Bernardo – Até lá, precisamos resolver duas coisas. Uma é acabar de completar a transmissão de televisão digital. E, depois disso, promover que as pessoas tenham TV digital em casa ou um conversor que receba o sinal digital e passe para uma TV analógica. O governo vai garantir financiamento com juros adequados. A pessoa vai ter tempo para trocar a televisão. Aí alguém poderá dizer “Ah, mas eu tô sem dinheiro!”. Mas nós faremos o juro diferenciado. Ou seja, o consumidor vai pagar com boas condições.

ZH – A lei prevê hoje que o encerramento do sinal analógico ocorra em única data em junho de 2016. O senhor pensa em mudar isso?
Bernardo – Sim. Em vez de fazer tudo em uma data, vamos começar em 2015 e ir promovendo o desligamento, a partir das capitais para o Interior, até 2018. Com isso, não geramos um estresse numa data única, e evita pressão sobre as empresas e sobre o telespectador por fazer tudo de uma vez só.

ZH – Então não há motivos para se preocupar?
Bernardo – Não queremos que ninguém fique sem a sua novela (risos). A ideia é fazer acordos com indústria e comércio. O governo garantirá financiamento para compra do aparelho ou do conversor. É para garantir que ninguém fique sem o aparelho, até porque televisão é a maior diversão do brasileiro. Se você desligar (o sinal analógico) e deixar parcela significativa da população fora é claro que vai ser ruim.

ZH – O senhor tem acompanhado as dificuldades para instalação de antenas de telefonia móvel em diversas cidades. Ao mesmo tempo, crescem as reclamações sobre o sinal de telefone. Como resolver isso?
Bernardo – O problema é que o celular é cada vez mais um item essencial para as pessoas. E agora elas querem telefone com internet. Então, nós precisamos ter serviço de qualidade, o que exige antenas. As cidades rejeitam as antenas por dois motivos: a poluição visual e porque tem gente que acha que a radiação faz mal.

ZH – A radiação não faz mal?
Bernardo – Há uns 12, 13 anos, havia muito essa discussão sobre prejuízos da radiação do celular para a saúde. Mas, depois disso, foram divulgados estudos, principalmente da OMS (Organização Mundial da Saúde), mostrando que a radiação do celular é muitas vezes menor do que a de um aparelho elétrico, um transformador, por exemplo. No site da Anatel há um sistema que permite digitar um endereço qualquer e saber quanto de radiação está sendo emitido pelos celulares ou pelas antenas na região.

ZH – E quanto à poluição visual?
Bernardo – Hoje, há antenas menores, com dimensões menores, e possibilidades tecnológicas que dão conta de resolver isso. Aqui em Brasília tem até antena disfarçada de coqueiro. São soluções que permitem melhorar a infraestrutura na cidade, sem agredir o visual. É claro que ninguém vai chegar lá na Usina do Gasômetro e espetar um monte de antenas porque a cidade não vai se conformar com isso. Ninguém quer acabar com a paisagem.

ZH – O senhor já disse que Porto Alegre tem uma das legislações mais restritivas à instalação de antenas. É preciso modificar a lei?
Bernardo – Com certeza. Já falei inclusive com o prefeito José Fortunati. Eu o conheço há muito tempo. Ponderei com ele que a legislação de Porto Alegre é difícil. Com a burocracia, leva-se de sete meses a um ano para conseguir decidir pela instalação de uma antena. Ou seja, por um lado, nós temos milhões de pessoas querendo tecnologia boa, com qualidade e com velocidade. E por outro, há uma resistência na lei. Precisamos compatibilizar.

ZH – Há projeto no Congresso para tornar mais clara a legislação sobre instalação de antenas. O senhor acredita que isto facilitará?
Bernardo – Tudo que é responsabilidade federal está pacificado, resolvido. A ressalva é que o município tem a prerrogativa de decidir sobre o uso do solo, de acordo com o plano diretor. Isso vai continuar sendo prerrogativa do município. Então, a saída para os municípios é o diálogo. Eu conversei com o prefeito do Rio, Eduardo Paes, que já mudou a legislação. Podemos, por meio do diálogo, achar uma boa saída para a cidade e para a implantação das antenas, que nós precisamos.

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jun 10

Mobile: Radiodifusores querem incentivo também para recepção de TV

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Empresas devem se reunir com o ministro Paulo Bernardo para pedir formalmente para que o governo reveja a política de desoneração de smartphones.

As empresas de radiodifusão devem se reunir na próxima semana com o ministro Paulo Bernardo para pedir formalmente para que o governo reveja a política de desoneração de smartphones e estímulo à produção de celulares no Brasil de modo a incluir medidas que garantam a recepção dos serviços de radiodifusão, tanto TV digital quanto a recepção de rádio AM e FM.

Segundo fontes do mercado de radiodifusão ouvidas por este noticiário, o governo falha em não fomentar a recepção aberta e gratuita do padrão de TV digital brasileiro, o SBTVD, que prevê a mobilidade. Uma vez que uma das características previstas em decreto do SBTVD é a mobilidade, o governo deveria trabalhar junto aos fabricantes de telefones móveis para assegurar esse serviço à população.

Em relação à recepção dos sinais das emissoras de rádio, os radiodifusores enxergam um caminho até mais curto: entendem que boa parte dos dispositivos (não só smartphones) vendidos no Brasil já teriam essa capacidade, mas as empresas fabricantes de handsets simplesmente não ativam a função. A solicitação dos radiodifusores irá também nesse sentido.

Vale lembrar que a Portaria Interministerial MCT/MDIC 245 de 2011 já prevê a inclusão da capacidade de recepção da TV digital em 5% dos telefones produzidos no Brasil dentro do Processo Produtivo Básico a partir de 2013.

Mas os radiodifusores entendem que os fabricantes estão, por meio de brechas nessa portaria, contornando a obrigação. Também avaliam que é muito pequeno o percentual, considerando-se que é interesse do governo fomentar a adoção da TV digital, até para que o espectro de 700 MHz possa ser liberado.

Fonte: FNDC

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jun 10

Mobile: Menos de 1% dos modelos de smartphones no Brasil têm TV digital

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A reclamação que os radiodifusores brasileiros levarão ao ministro das comunicações, Paulo Bernardo, na semana que vem procede: são poucos os smartphones no Brasil dotados de receptor de TV digital. Em um levantamento realizado por MOBILE TIME nos sites de quatro dos maiores fabricantes em atividade no País (LG, Motorola, Nokia e Samsung) foram encontrados apenas dois modelos de smartphones com a funcionalidade, de um total de 122 disponibilizados nas páginas das empresas. Ou seja: menos de 1%. Cabe lembrar que foram analisados apenas produtos classificados pelas próprias empresas como smartphones em seus websites. Não foram computados, portanto, feature phones ou celulares mais básicos. Os dois únicos modelos de smartphone com TV digital encontrados foram: Samsung Galaxy Y TV e Motorola Razr D1.

Em compensação, há uma oferta vasta de smartphones com receptor de rádio FM. Dos 122 produtos analisados, 77 possuem a funcionalidade, ou seja, mais da metade.

Os radiodifusores querem convencer o governo federal a incluir as antenas de TV digital e rádios FM e AM entre as especificações obrigatórias nos smartphones produzidos no Brasil que contarão com desoneração tributária.

Segue a lista completa, separada por fabricante, levantada por este noticiário:

Fabricante Total de modelos smartphones apresentados no site Quantidade com TV digital Quantidade com rádio FM Lista com rádio FM
LG 28 0 23 LG Optimus L7 II Dual P716, LG Optimes L7 II P714, Optimus L5 II Dual E455, Optimus L5 II E450,  LG Optimus L3 II Dual E435, Optimus L3 II E425, Optimus 4X HD P880, Optimus L5 E612, Optimus L5 Dual E615, Prada Phone by LG P940, Optimus 3D MAX P720, Optimus L7 P705, Optimus L3 Dual E405, Optimus L3 E400, Optimus 2X P990, P970, Optimus Hub E510, P698, C660, P350, C570, P500, GT540
Motorola 17 1 (Razr D1) 4 Motorola Iron Rock, Moto Smart,Motorola Defy Mini, Motorola Milestone 3
Nokia 31 0 26 Lumia 925, Asha 501 Dual Sim, Nokia Asha 310, Nokia Asha 311, Asha 308, Asha 305, Asha 302, Asha 303, Asha 205, Nokia 808 Pure View, Nokia Lumia 900, Nokia Lumia 800, Lumia 710, Asha 200, Nokia 500, Nokia N8-00, Nokia E5-00, Nokia X2-01, nokia E6-00, Nokia 701, Nokia C2-01, Nokia E72, Nokia E7-00, Nokia C6-00, Nokia C5-03, Nokia C7-00
Samsung 44 1 (Galaxy Y TV) 24 Galaxy Pocket Plus Duos, Galaxy Pocket Plus, Galaxy Ch@t, Galaxy Pocket Duos, Galaxy Pocket, Galaxy S II Lite, Galaxy Y Duos, Galaxy Note, Wave Y, Samsung Omnia W, Galaxy W, Galaxy Y Pro, Galaxy Y, Galaxy Pro, Galaxy Mini, Galaxy 551, Galaxy 5, Galaxy 3, Wave 723,Wave 533, Omnia Pro 652, Omnia Lite, Omnia Pro, Galaxy Y TV.

Fonte: Tela Viva

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jun 07

TV analógica: Paulo Bernardo encontra-se com Dilma para fechar o cronograma do apagão analógico de TV

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O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, encontrou-se hoje com a presidente Dilma Rousseff. Na bagagem, o novo cronograma para o desligamento dos sinais analógicos de TV. Conforme a proposta já anunciada pelo ministro, a intenção é, antecipar o desligamento da TV analógica nos grandes centros urbanos para 2015 e prorrogar por mais alguns anos (provavelmente até 2018 ou mais tarde) o apagão dos municípios menores. O número de cidades que terão que sofrer o completo desligamento dos sinais de TV analógica também já foi definido pela equipe do MiniCom e Anatel, e deverá girar em torno de 800 a mil cidades.

Com a antecipação do apagão da TV digital de 2016, conforme definiu o presidente Lula, para 2015, conforme sugere o ministro Paulo Bernardo, o governo consegue somar argumentos para fazer com que as teles paguem ao setor de radiodifusão pela limpeza da faixa de 700 MHz, o que não ocorreria. Isto porque, com a antecipação do desligamento nas grandes cidades, a frequência hoje ocupada pela TV aberta analógica terá que ser “limpa” para ser comprada pelas operadoras de celular, para a oferta de serviços de banda larga.

Assim, a Anatel poderá lançar a consulta pública do edital até o final deste ano, e promover o leilão no primeiro trimestre do próximo ano, conforme o cronograma sugerido por Bernardo.

Fonte: Tele Síntese

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