maio 16

Faixa 700 MHz: Minicom cancela editais de TV para evitar congestionamento na faixa de 700 MHz

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O Ministério das Comunicações publicará nesta quinta, 16, o cancelamento de três editais de radiodifusão. A medida, para além de um procedimento trivial, é uma clara sinalização de um esforço para viabilizar o espectro na faixa de 700 MHz para a banda larga móvel. Segundo o secretário de radiodifusão do ministério, Genildo Lins, serão canceladas as licitações nas cidades de Arapiraca/AL, Irará/BA e São Mateus/ES, de 2009. As cidades estavam previstas pela Portaria 186, de 22 de abril de 2009, assinada pelo ex-ministro Hélio Costa, que contemplava licitações de TV em nove cidades, mas apenas estas estão sendo canceladas porque os resultados ainda não foram homologados.

São cidades importantes nos seus respectivos Estados e, segundo Lins, estavam enquadradas no conjunto de cidades consideradas mais críticas em termos de disponibilidade de espectro pelo Minicom e onde havia condições jurídicas de cancelamento para cumprir a nova política do governo. São os editais 061/2009 (Arapiraca), 062 (Irará) e 064 (São Mateus).

Segundo a avaliação do ministério, liberar novas outorgas de radiodifusão significaria complicar ainda mais a liberação da faixa de 700 MHz. “Estamos comprometidos em assegurar que a limpeza da faixa prevista na política do ministério das Comunicações possa ser feita sem maiores complicações”, diz Lins. Ele explica que já foi pedida pelo ministro Paulo Bernardo uma audiência com a presidenta Dilma Rousseff para detalhar o decreto que estabelecerá o cronograma de desligamento da TV analógica, antecipando algumas praças e alongando o prazo para além de 2016 em outras. O ministério também aguarda a conclusão dos estudos técnicos da Anatel sobre a ocupação do espectro em cada cidade, mas está se antecipando e revertendo ocupações já planejadas da faixa onde pode haver problemas, como é o caso das três cidades objeto dos editais.

Mas o cancelamento de editais será, politicamente, um movimento ousado do governo, porque na maior parte dos casos a licitação estava em fase avançada, aguardando apenas os vencedores. Segundo fontes do mercado de radiodifusão, em Arapiraca, Alagoas, o grande interesse no canal seria da família Collor.

A decisão do Minicom de suspender uma licitação de TV em curso é emblemática, pois foi a primeira vez que, precisando optar entre priorizar a expansão do mercado de radiodifusão e garantir o espaço para a banda larga móvel, ficou com a segunda alternativa.

Fonte: Tela Viva

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maio 16

Faixa 700MHz: 4G em 700MHz só depois que não houver interferência na TV

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O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou nesta terça-feira, 14/5, que não haverá liberação do 4G em 700 MHz enquanto existirem problemas de interferências nas transmissões e recepções da radiodifusão. O problema, maior do que o inicialmente previsto, foi demonstrado em um estudo japonês realizado para a União Internacional das Telecomunicações. 

Nesse estudo, que as emissoras de TV levaram à Anatel na semana passada, o Japão calcula que serão necessários R$ 6 bilhões para mitigar as interferências naquele país. Por aqui, três estudos – da Anatel, das tevês e das teles – deverão indicar o tamanho do problema no Brasil.
Questionado sobre o estudo, o ministro tranquilizou as emissoras. “Nosso compromisso é implantar o 4G sem qualquer interferência. Se precisar, vamos aumentar as bandas de guarda ou adotar outras medidas necessárias”, afirmou Bernardo.

Ao lembrar do custo previsto pelos japoneses, no entanto, o ministro sustentou que é preciso aguardar os mencionados estudos brasileiros. “O nosso sistema não é igual ao do Japão. Ele foi modificado”, alegou, sustentando que o ISDB – o padrão japonês de TV digital adotado no Brasil – foi alterado antes de ser implementado. De acordo com dados do mercado brasileiro, as cidades onde há a questão da interferência em maior grau são Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas.

Fonte: FNDC

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