set 26

TV Analógica: Globo só desligará sinal analógico no satélite após switch off

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Fernando Bittencourt, o principal executivo da área de tecnologia da TV Globo, disse nesta sexta, 14, durante o Congresso Latino-americano de Satélites, que o desligamento da TV analógica transmitida via banda C no satélite deve demorar mais do que a transição analógica terrestre.

Ele também voltou a afirmar que não existe chance de a transição terrestre ser concluída integralmente em junho de 2016, como estabelece o Decreto de TV Digital, e que também é muito cedo para dizer quando alguma cidade poderá realizar o desligamento. Para ele, alguns grandes centros certamente concluirão o processo de digitalização antes, mas há muitas questões a serem analisadas antes de se decidir pelo desligamento dos sinais.

Segundo ele, hoje a TV Globo cobre 50% do país com TV digital e cerca de 20% da planta de televisores já está apta a receber os sinais. A Rede Globo já tem 64 geradoras e retransmissoras digitais, que chegam a 95 milhões de habitantes.”Nosso plano é chegar à Copa do Mundo cobrindo 70% do País, porque as pessoas compram TV para assistir à Copa e deve haver um grande pico de venda. Pretendemos ter 590 geradoras e retransmissoras digitalizadas até a Copa, cobrindo 170 milhões de pessoas”, diz ele. A estimativa da Globo é que na Copa cerca de 60 milhões de televisores digitais estarão no mercado, de um total de pouco mais de 100 milhões.

A partir daí, destaca Bittencourt, o desafio é monumental. “É um desafio absurdo, enorme. Precisaremos chegar a outras 3.600 retransmissoras, que cobrem 60 milhões de pessoas e 17 milhões de domicílios. Será impossível fazer isso em dois anos, e o custo desse esforço é igual ao que será gasto até 2014. Essa é a realidade da TV Globo, mas todas as outras têm desafios parecidos”, afirmou.

Segundo ele, dimensionar o momento exato do desligamento é complicado porque depende sobretudo de as pessoas terem televisores digitais. “Isso passa por uma política do governo para estimular a compra de set-tops e, preferencialmente, de televisores digitais. Se chegarmos em uma situação em que 95% das pessoas já recebem TV digital, ainda assim é complicado desligar, porque alguém vai ter que encontrar uma solução para os outros 5%”, diz ele. No satélite, diz Bittencourt, o processo é ainda mais complicado. “Seguramente o sinal de TV analógica só sai do satélite quando estiver desligado nas transmissões terrestres. Infelizmente, o sinal analógico no satélite é um mal necessário”.

Antecipação

Sobre a antecipação da transição em alguns grandes centros, Bittencourt avalia que também haverá algumas dificuldades. “Mesmo cidades ricas, como São Paulo, depende de os aparelhos estarem no mercado, as pessoas terem dinheiro para comprar, depende da economia do país. O importante é que as pessoas tenham como receber o sinal, por isso é impossível dar uma data. Mas acreditamos que as cidades de maior poder aquisitivo sejam as primeiras. Mas isso é um tema que tem que ser discutido por todos os players que tenham a ver com a TV aberta”, disse ele.

Satélite digital

O fato de achar que a transmissão analógica nos satélites ainda tem longa vida não impede a Globo de já estar implementando a sua solução de digitalização. A emissora tem apostado em um modelo de digitalização do satélite baseado em um receptor de TV digital que tem um GPS e impede a recepção do sinal regional distribuído via satélite quando existe cobertura local terrestre, justamente para não ferir o modelo de rede, em que a prioridade da transmissão é da afiliada local. Até o final desse ano quatro estados (Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás) terão o sinal regional de suas afiliadas no satélite. Grandes mercados, como o estado de São Paulo, Rio, ainda não têm previsão. Outros estados devem ter o sinal digitalizado em 2013 e 2014 no satélite, mas isso ainda depende de acertos com as afiliadas.

Fonte: Tela Viva

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set 26

TV DIgital: Globo diz que transmissões móveis na faixa dos 700 MHz interferem com sinal da TV

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Se as perspectivas de adoção da faixa de 700 MHz pelos operadores de telecomunicações já enfrentavam a resistência dos radiodifusores, tudo indica que essa briga ganhará um outro componente. E dessa vez o argumento será técnico: segundo Fernando Bittencourt, principal executivo da área de tecnologia da TV Globo, o assunto mais impactante discutido durante a IBC, na semana passada, em Amsterdã, foi a constatação de que as primeiras transmissões móveis em LTE na faixa de 700 MHz estão interferindo na recepção de TV digital nos países que começaram a usar a faixa para banda larga móvel.

“O uso da faixa do primeiro dividendo pelo LTE, entre os canais 61 a 69, e a convivência lado a lado com a TV geram uma séria interferência na recepção dos canais. A ponto de você ligar o seu celular em casa e o sinal da TV ser interferido”, diz Bittencourt, apontando constatação realizada em diferentes países que já usam o dividendo digital para o serviço móvel. Segundo ele, o problema decorre do fato de que os aparelhos de TV, até aqui, receberem os sinais de toda a faixa de UHF, e quando essas faixas deixam de ser usadas pela TV, os aparelhos continuam suscetíveis às transmissões na faixa. “Isso tem causado atrasos na implantação dos serviços de TV e de LTE”, diz Bittencourt.

Segundo ele, uma solução óbvia é colocar filtros nos televisores. Mas isso só pode ser feito quando for concluído o processo de digitalização e devolução do dividendo digital. “Mesmo assim, não tem como resolver o problema do legado de milhões de televisores, e a cada dia aumentamos esse legado”.

Além desse novo argumento de interferência, Bittencourt apontou outros problemas para o uso da faixa de 700 MHz para a banda larga móvel. “O dividendo digital parte da premissa de que a TV aberta evoluiu tudo o que tinha para evoluir, o que não é verdade. Tecnologias como 4K, 8K e 3D mostram que ainda existe espaço para desenvolvimento. Além disso, a TV aberta é baseada, sobretudo no Brasil, em um modelo regional de produção de conteúdos. Esse mercado tem oportunidade de se expandir e mais canais serão necessários”.

Fonte: Tela Viva

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set 26

Mobile TV: Novo serviço de mobile TV no Japão alcança 150 mil assinantes em cinco meses

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O Japão ganhou um novo serviço móvel de TV por assinatura: o NOTTV, da empresa mmbi, Inc, cuja principal acionista é a operadora japonesa NTT DoCoMo. Para operar, a mmbi adquiriu frequências da faixa de VHF após o switch off da TV analógica naquele país e desenvolveu uma nova versão do padrão de TV digital Japonês, o ISDB-Tmm, que tem broadcast multimídia para dispositivos móveis em 13 segmentos (13-seg).

De acordo com o VP sênior de tecnologia e soluções da empresa, Tomoyuki Ohya, a nova segmentação se fez necessária para realizar o broadcast simultâneo de três canais de TV por assinatura e também porque o 1-seg do ISDB-T já transmite o sinal gratuito das emissoras de radiodifusão do Japão, assim como acontece aqui no Brasil.

Lançado apenas em abril deste ano, o NOTTV alcançou a marca de 150 mil usuários no último dia 5 de setembro, mesmo tendo começado com apenas dois smartphones compatíveis com o ISDB-Tmm. “Agora já são nove modelos compatíveis e a nossa expectativa é chegar até o final do ano com 1 milhão de assinantes em um universo de 3 milhões de smartphones com ISDB-Tmm no mercado”, estima Ohya.

O NOTTV faz o broadcast simultâneo de três canais lineares, cujas grades de programação ficam a cargo da própria mmbi, mais um canal de conteúdos complementares como jogos, aplicativos e conteúdos digitais, que utilizará as redes 3G e LTE disponíveis. Atualmente, temos 15 retransmissoras nas principais cidades do país para fazer o broadcast do canal, mas estamos planejando uma cobertura com 126 retransmissoras para cobrir todo o território japonês, revela Ohya.

Fonte: Tela Viva

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set 26

TV digital: Chairman do DVB sugere padrão unificado para a segunda geração da TV digital

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O chairman do DVB, consórcio responsável pelo padrão de TV digital terrestre europeu, falou na manhã desta sexta, 7, em um painel da IBC, em Amsterdã, promovido em conjunto com a SET (Soc. Bras. de Engenharia de Televisão).

Falando em nome da FoBTV (Future of Broadcast TV), entidade internacional da qual o Brasil, através da SET e da TV Globo, faz parte, Phil Laven, que é vice-chairman do grupo, propôs que os países se unam em torno de um padrão universal para a TV digital de segunda geração, que deve acontecer com a chegada da ultra alta definição e do encoding HEVC.

Vale lembrar que o DVB fez um forte lobby no Brasil para a adoção de seu padrão, bem como os americanos do ATSC, que ocupam hoje a liderança do FoBTV, mas foram suplantados pelo padrão japonês, superior tecnicamente e que contava com apoio das emissoras locais.

Segundo Laven, a implantação desta segunda geração será mais difícil que a da atual, pois os benefícios são mais difíceis de serem percebidos pelo público. Além disso, consome mais espectro, o que alimenta a briga por frequências entre broadcasters e empresas de telecom. Ele diz que a divisão do mundo em diferentes padrões foi um erro que custou bilhões de dólares à indústria e ao público. “Os envolvidos naquele processo de padronização deveriam se sentir envergonhados”.

Fonte: Tela Viva

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set 26

TV Digital – Contexto e Aplicações: Uma Visão Sistêmica da Tecnologia

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