set 05

TV digital, com Ginga, terá crescimento similar ao dos smartphones no Brasil

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TV digital, com Ginga, terá crescimento similar ao dos smartphones no Brasil

Se a projeção feita pelo governo de alcançar a marca de 54 milhões de TVs com Ginga em 2016 vier a se confirmar, o crescimento da base será similar ao previsto para os smartphones e a TV será, sim, uma plataforma para a oferta de serviços públicos gratuitos para o cidadão brasileiro.

Sobre o futuro do Ginga, o middleware de interatividade nacional, especialistas garantem: é hora de os engenheiros saírem de cena e entrarem os produtos de conteúdo. As constatações foram feitas durante a mesa redonda “Ginga finalmente chega ao mercado de conteúdos digitais. Ainda há tempo para este mercado se firmar ou é tarde demais?”, realizada nesta terça-feira, 04/09, na 10º edição do Rio Info.

Participaram do debate, Luiz Fernando Soares, da PUC/Rio, Mauro Garcia, da ABPI-TV , David Britto, da Totvs e Hildebrando Trannin, da Batuque, uma empresa desenvolvedora de aplicações com Ginga. Atualmente, segundo dados fornecidos no evento, há 3,5 milhões de TVs com o selo DTVi, o que significa com o middleware embutido, mas não é possível quantificar quantos, de fato, utilizam a tecnologia.

“Esse número é como um segredo de Fátima”, lamenta David Britto, da Totvs. Segundo ele, a ‘agenda negativa’ dos fabricantes prejudicou muito. “O Ginga ainda é visto como uma pedra no sapato dos fabricantes”, acrescentou. E a crítica não vai apenas para os fabricantes de TVs. Também é válida para os fabricantes de celulares. “Há uma resistência forte à adoção, mas isso vai mudar quando a política pública for mais incisiva”, salienta o professor da PUC/Rio, Luiz Fernando Soares.

A massificação do uso do Ginga – além do incremento na base de aparelhos incorporando o middleware – está diretamente ligada à expansão da infraestrutura de Internet no Brasil. Só assim, a interatividade vai ganhar força e musculatura. “A Internet é fundamental para tirar proveito do Ginga e o Brasil precisa unir os esforços da massificação da banda larga e da TV digital. A interatividade será crescente quando mais gente tiver conexões melhores “, sustentou Britto, da Totvs.

Além do item conexão, há um outro ponto decisivo para a massificação do Ginga: a produção de conteúdo. “Os radiodifusores estão muito atrasados na produção desse conteúdo para aproveitarem o Ginga. Mas, nós, produtores, também estamos e precisamos acelerar essa agenda”, admitiu Mauro Garcia, diretor-executivo da ABPI-TV (Associação Brasileira de Produtores Independentes de TV).

O professor da PUC/Rio de Janeiro, Luiz Fernando Soares, foi mais longe ao falar sobre o tema. Segundo ele, já é hora de os engenheiros saírem da produção de aplicativos e deixarem essa parte para quem, de fato, sabe fazer essa função: os produtores de conteúdo. “Falta criatividade para os engenheiros. Os aplicativos são bem chatinhos, feios. Falta algo mais. Na verdade, falta criatividade”, assumiu.

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set 05

TV Analógica: witch off antecipado depende de uma política do governo

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A Associação Brasileira de Radiodifusores (Abra) aguarda posição do governo sobre qual política será adotada para o desligamento (switch off) do sistema de TV analógico, previsto para 2016. “Que não dá para fazer o switch off em todos os lugares em 2016 todo mundo já sabe, mas antecipar o desligamento em algumas áreas vai depender do que o governo vai adotar como política para isto”, afirmou Frederico Nogueira, vice-presidente da entidade, em entrevista a este noticiário.

Segundo ele, embora as emissoras já transmitam em sistema digital nos grandes centros, a quantidade de pessoas com receptores adequados a captar o sinal digitalizado é muito pequena. “Principalmente nos bairros pobres, como convencer a pessoa de que ela deve investir num receptor ou numa televisão nova?”, indaga Nogueira. “Precisamos definir como será isso e o que será feito. Se governo vai estimular uma queda de preços destes aparelhos, se vai dar de graça. Essa transição depende muito da política que será implantada”.

Em agosto, ainda na primeira quinzena, representantes das radiodifusoras estiveram reunidos com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, para debater o tema. Segundo o vice-presidente da Abra, ficou acertado que em setembro seria apresentada uma ideia do que pode ser feito para acelerar a adoção do sistema de TV digital e a elaboração de um estudo para avaliar essa possibilidade em algumas cidades.

Evento

Outro grave problema para os radiodifusores é como é que funcionará a digitalização dos sinais no satélite, já que hoje cerca de 20 milhões de domicílios recebem o sinal de TV pela banda C. O assunto será discutido no Congresso Latinoamericano de Satélites, organizado pela Converge Comunicações nos dias 13 e 14 de setembro, no Rio. Quem falará sobre o assunto é o diretor de engenhareia da TV Globo, Fernando Bittencourt. Mais informações sobre o evento estão disponíveis pelo site www.convergecom.com.br/eventos ou pelo telefone 0800 7715 028.

Fonte: Tela Viva

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set 05

TV Analógica: Fim da TV analógica fica mais distante

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Mais do que flexibilizar o desligamento dos sinais de TV analógica, o novo plano do governo para extinguir a transmissão no antigo sistema não terá mais prazo para ser concluído. O Valor teve acesso ao novo cronograma de transição tecnológica que está sendo elaborado pelo Ministério das Comunicações. Por esse trabalho, a última transmissão analógica poderá ocorrer após 2020. O secretário de Comunicação Eletrônica do ministério, Genildo Lins, reconhece que os prazos definidos ainda no governo Lula não eram viáveis. A ideia agora é não cair no mesmo erro ao estabelecer uma data para conclusão de todo processo.

“A partir de agora abre-se mão de um cronograma com data final. Não dá para pensar que o Brasil tem a mesma realidade em todas as cidades”, afirmou Genildo Lins. Segundo ele, falta acertar os últimos detalhes do plano de desligamento dos canais analógicos com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, para apresentar à presidente Dilma Rousseff.

Lins explicou que em países do tamanho do Brasil as transições de sistemas são geralmente mais complicadas. “Temos que lembrar que os EUA ainda não desligaram [o sistema analógico]. Eles não dizem isso, mas lá existe transmissão analógica de baixa potência até hoje. E ainda tem os radiodifusores que quiseram permanecer com o analógico”, disse. Ele ressaltou que o setor de radiodifusão americano é menor que o brasileiro. Enquanto a maior parte da população americana prefere a TV a cabo, no Brasil, a TV aberta está em 98% dos lares.

De acordo com o estudo do Ministério das Comunicações, o desligamento do sinal analógico ocorrerá em caráter experimental em 2013, nas duas cidades escolhidas para testes. Parte da população dessas localidades deve ter renda suficiente para ter acesso ao aparelho televisor com receptor digital integrado ou ao conversor de sinal digital para as antigas TVs analógicas.

Durante a Copa do Mundo, em 2014, será evitado o desligamento do sinal, para não haver problemas durante as transmissões do evento. Na ocasião, serão amadurecidas as primeiras experiências relativas à migração tecnológica. Mas, já está praticamente acertado que o sinal analógico de São Paulo será desligado em 2015. Pela complexidade técnica, a capital paulista exigirá mais atenção dos técnicos envolvidos com a execução do plano. Finalmente em 2016, prazo previsto anteriormente para o “apagão analógico” em todo o país, a chave do antigo sistema será virada somente num grupo de 800 a 1.000 municípios.

Para o governo, embora a migração tecnológica não seja completa em 2016, as cidades escolhidas para receber o sinal digital reúnem 70% da população, incluídas as capitais dos Estados e as maiores cidades do interior. Os números serão usados para mostrar que não haverá frustração com a decisão de adiar, por tempo indefinido, o fim das transmissões analógicas.

Em 2017, no entanto, restarão 4,5 mil municípios sem concluir a migração de sistema. São cidades que representam 30% da população e que não terão uma data limite para concluir a migração para a nova tecnologia de TV aberta.

Lins afirmou que está praticamente definido que Santa Cruz do Sul (RS) será uma das cidades escolhidas para ter o sistema analógico desligado em 2013. Mas ainda falta consultar o governo local. O secretário disse que o poder aquisitivo [mais elevado] da população tende a diminuir a necessidade da política de massificação de conversores de sinal digital para TV analógica. Além disso, as transmissões de TV partem praticamente do mesmo lugar. “São variáveis que precisamos definir para fazer o teste, porque se não der certo, religaremos o sinal analógico”, afirmou.

Santa Cruz do Sul é o município de menor porte que entrará na fase de experiência do desligamento do sinal analógico. O outro, com 200 mil a 300 mil habitantes, ainda não foi definido pelos técnicos do ministério. “Nessa etapa, vamos saber exatamente quais são as necessidades e as linhas de ação que precisaremos tomar em cada um dos casos de desligamento no país”, afirmou o secretário.

Deverá ser feito também um levantamento prévio para avaliar como será oferecida a assistência técnica para as pessoas com dificuldade de ligar as antenas. Será avaliado se haverá necessidade de se montar uma estrutura de atendimento (call center) ou distribuir os conversores de sinal para a população de baixa renda.

Concluídos os testes, será desligada a chave do sistema analógico na cidade de São Paulo. A região é caracterizada pelo alto nível de congestionamento de sinal provocado, basicamente, pelo número de emissoras transmitindo canais simultaneamente e pela intensa concentração urbana marcada por edifícios que atrapalham a propagação dos sinais. Não foi à toa que o local foi escolhido para colocar à prova o sistema japonês, escolhido pelo governo brasileiro e adaptado posteriormente com tecnologia desenvolvida no país.

Dificuldades como essas poderão levar o Ministério das Comunicações a propor mudança no decreto da TV digital (5.820/2006). “Vamos permitir a digitalização no próprio canal. Hoje, existe a obrigatoriedade de transmitir o sinal analógico e digital em dois canais distintos, mas em São Paulo, por exemplo, não têm canal para todo mundo. Por isso, vamos tirar essa obrigatoriedade”, disse Lins. Há 13 estações de TV que vão se digitalizar no próprio canal. “Elas vão funcionar no analógico até, no máximo, março de 2015”, afirmou.

Embora as emissoras não tenham que gastar dobrado para manter simultaneamente dois sistemas, o secretário considera que elas deverão acelerar a transição para não perder audiência. “Quem fizer a digitalização agora ganhará no futuro, porque quem está em casa com o controle na mão não para no canal analógico, por mais que a programação seja boa”, disse Lins. Uma geradora de programação de São Paulo teria lhe informado que gasta R$ 1,5 milhão por mês com o consumo de energia para manter a produção analógica, fora o gasto com equipamentos e pessoal, tudo em duplicidade.

Fonte: FNDC

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set 05

SBTVD-T: TV digital ultrapassa internet em densidade

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Em cinco anos de implantação, digitalização da TV aberta terrestre terá cronograma antecipado ou adiado conforme a expansão

O Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD-T), inaugurado em São Paulo ao final de 2007, já chega a 47% da população do País, ante os 38% de penetração da internet, conforme dados de maio deste ano apresentados pelo CTO da TQTVD, David Britto, durante a realização da SET Broadcast & Cable, esta semana, em São Paulo. O SBTVD-T já cobre todas as capitais do Brasil e, nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, ultrapassa os 70% de cobertura.

Os dois grandes eventos esportivos que o Brasil sediará – a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016 – deverão alavancar ainda mais o avanço da TV digital, com o aumento das vendas de aparelhos de tela plana e de set-top boxes. A interatividade da TV digital, ou DTVi (antigo Ginga), começa a deslanchar no País e a previsão, segundo Britto, é que até o final deste ano, 5 milhões de aparelhos equipados com esse dispositivo sejam vendidos. Em 2014, serão 26 milhões de aparelhos com DTVi comercializados e, em 2016, as estimativas apontam para 54 milhões de equipamentos (TVs e set-top boxes) interativos.

No lançamento da TV digital, o governo federal divulgou também o cronograma de implantação do sistema. Por esse cronograma, a transmissão analógica teria um prazo de dez anos para ser desligada. Até 2016 – precisamente no dia 29 de junho -, os padrões analógico e digital seriam transmitidos simultaneamente e, em julho de 2013, as outorgas de novos canais somente serão feitas para transmissão digital.

No entanto, a demanda do consumidor e o processo de digitalização das cabeças-de-rede (25 emissoras no País), das geradoras e retransmissoras mudará esse cronograma e as grandes cidades deverão antecipar o apagão analógico para 2015. São mais de 10 mil emissoras em todo o Brasil, das quais pouco mais de 1 mil estão digitalizadas. A Grande SP, por exemplo, poderá ter o sistema desligado em março de 2015. Por outro lado, localidades mais extremas deverão postergar a implantação do sistema analógico e a previsão de desligamento em 2016 poderá ser estendida para mais de 3 mil cidades para 2017.

Padrão global

Enquanto o Brasil ainda avança com a TV digital, radiodifusores, governo e fabricantes já começam a debater o padrão que substituirá o SBTVD. Em foco, está o padrão global para TV digital. O diretor de rede e assuntos regulatórios do SBT, Roberto Franco, destacou, durante o congresso da SET Broadcast & Cable que, dentre as plataformas, a TV aberta é a única no mundo que não permite a recepção de emissoras locais em qualquer lugar do globo. O celular, embora não disponha de um padrão único mundial, contorna esse problema com os acordos de roaming entre as operadoras. Mas, atualmente, é impossível captar a programação de uma emissora aberta brasileira na Europa, por exemplo.

“Será uma TV sem fronteiras, que faz a convergência entre o broadcast e o broadband, num padrão que unifica a próxima geração da TV terrestre”, define a presidente da SET e diretora de engenharia da TV Globo, Liliana Nakonechnyj. O debate sobre o padrão a ser adotado já começou e, assim como ocorreu com a própria TV digital no Brasil e com a telefonia celular, há vários sistemas em debate. Mas, como cenário evolutivo, as tendências apontam que esse novo padrão universal terá ultra definição e super-alta definição, nos padrões 4k (resolução de 4.096 x 2.160 pixels ante os televisores atuais de 1.920 x 1.080 pixels), 8k (resolução de 7.680 x 4.320 pixels, o que corresponde a 16 vezes a resolução full HD atual); 3DTV, displays maiores e compressão mais eficaz. Aparelhos com resolução 4k já estão disponíveis no Japão, que também já testa televisores 8k.

Fonte: FNDC

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