maio 31

Longe de haver consenso, as diferenças entre os setores da indústria de televisão em relação à adoção do Ginga-J (a versão do middleware formada pelas linguagens NCL-Lua e Java) foram diminuídas. Este noticiário apurou que, dentro do Fórum do Sistema Brasileiro de TV digital (SBTVD), o acordo firmado com a Oracle, detentora da linguagem Java, acalmou alguns ânimos. Alguns desenvolvedores de implementações do middleware vinham reclamando da dificuldade em conseguir respostas em relação à política de preços de royalties. Agora a Oracle teria assumido o compromisso de responder aos questionamentos em um prazo de até trinta dias.

Mesmo assim, parte da academia reclama do poder que a Oracle mantém sobre o Ginga-J, ganhando a prerrogativa de definir o timing das implementações. Entre os fabricantes de televisores, aqueles que já investiram em suas implementações do middleware com Java apoiam totalmente a versão, protegendo assim o investimento já realizado. Outros, no entanto, ainda apontam que gostariam de usar uma implementação NCL-Lua.

Em entrevista a este noticiário, Dimas Oliveira, consultor da Oracle, afirmou que existem agendas distintas na indústria, mas que acredita que as arestas foram aparadas. Segundo ele, NCL-Lua e Java são complementares. “Acredito que cada tecnologia tem a sua força. Tecnicamente, ambas são muito boas, mas não existe uma linguagem absoluta”, diz. Em sua visão, uma futura versão Ginga 2.0 deve agregar ainda mais tecnologias, e não abrir mão do que já existe. Parte da força da linguagem Java, explica Oliveira, está na base de desenvolvedores estabelecida, bem como na ampla adoção da linguagem nas grandes instituições. “Há mão de obra qualificada há sete ou oito anos no Brasil”, explica. Mesmo assim, é necessário levar a esta base as especificidades da televisão, os jargões.

Em função de uma parceria com a TQTVD, os desenvolvedores já contam com ferramenta de desenvolvimento o AstroBox, baseada no padrão de TV digital brasileiro. Essa ferramenta é oferecida associada à máquina virtual Oracle – Oracle JVM.

Novo elo

Para ele, as empresas desenvolvedoras passarão a fazer parte da indústria televisiva, atuando junto ao mercado publicitário, bem como na produção de conteúdo de TV.”Podemos criar um novo nicho de mercado”, diz, lembrando que isto só é possível, por enquanto, no Brasil, onde o middleware da TV digital traz esta possibilidade.

“A TV digital no Brasil terá um conteúdo realmente interativo. Isso deve ter também um impacto social”, diz. Confrontado com a afirmação de que a interatividade na TV digital chegou atrasada, superada pela interatividade da Internet, já popular no Brasil, Dimas Oliveira afirma o oposto. “Acho que a interatividade chega no tempo perfeito”. Para ele, a TV digital e a interatividade têm sido analisadas sob uma ótica muito elitista. “A TV é um dispositivo estável, e com efeito multiplicador. Todo mundo olha quando aparece um ‘sticker’ com as últimas notícias, imagina se isso for personalizável”, exemplifica. “A TV continuará sendo o catalisador da família”, completa. Outra funcionalidade seria na educação à distância. “Será possível transmitir um telecurso, com conteúdo adicional ao de vídeo, mesmo sem uma conexão com a Internet”, diz.

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maio 31

TV Digital: Globo inaugura sinal digital no Amapá

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A partir desta sexta-feira, 1º, os municípios de Macapá e Santana, no Amapá, passarão a contar com o sinal digital da TV Amapá, afiliada da Rede Globo. A emissora será a primeira no estado a operar em Full HD. Com a inauguração, a população da capital passa a ter acesso à programação em HDTV de duas emissoras, após o início das transmissões digitais da Rede Vida em 2011.

De acordo com a Rede Amazônica, para marcar a data, será realizada uma cerimônia nesta sexta-feira, às 11h30, no Espaço Divina Arte, em Macapá, com a presença do Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e demais autoridades, bem como integrantes da diretoria da Rede Amazônica.

Além de retransmitir os programas em alta definição da Globo, a TV Amapá transmitirá, já a partir desta sexta-feira, todo o conteúdo do jornalismo local em HD. O programa “Amazônia em Revista” também será transmitido em HD. Ao todo, a digitalização da emissora custou aproximadamente R$ 6,5 milhões, segundo a Rede Amazônica.

Fonte: Tela Viva

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maio 31

TV digital móvel: a experiência de países como a África do Sul

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Com o país acelerando seus preparativos para hospedar a Copa da FIFA em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016, parece que este é o momento para o Brasil também incentivar a adoção da TV Digital, principalmente a TV Digital Móvel (MDTV). O Brasil tem um grande potencial para muito sucesso na adoção de TV Digital Móvel, pois já possui uma das maiores bases instaladas de telefones celulares e uma das maiores audiências de TV do mundo. Já é considerado um líder neste setor entre os outros países da América Latina, com um número projetado de aproximadamente 50 milhões de dispositivos móveis com capacidade para recepção de TV Digital em 2015. Todos esses fatores são concretos e extremamente positivos, porém talvez mais ainda possa ser feito.

A África do Sul em alguns aspectos talvez ofereça um exemplo de como o Brasil pode potencializar ainda mais o sucesso da implantação da MDTV. Os dois países possuem uma parte significativa da população morando distante de grandes centros urbanos, onde o acesso à banda larga é muitas vezes limitado, mas não tanto como o acesso a TV. Além disso, mesmo com o aumento do poder de compra e consumo em geral das famílias desta população, ainda há limitações significativas para compras tidas como extravagantes a exemplo de dispositivos como tablets e smartphones. Porém, como no caso da África do Sul, à medida que os preços caem para dispositivos móveis e serviços de acesso móvel à Internet, essas barreiras diminuem, potencializando ainda mais o crescimento desse mercado.

No passado, a África do Sul tinha poucos usuários de Internet devido aos preços altos para os dispositivos e serviços de acesso. Hoje o volume de dados em acesso por dispositivos móveis continua a crescer e as projeções são para uma aceleração ainda maior resultando em uma taxa de crescimento anual de 118%. Parte desse crescimento levou a uma revolução no número de dispositivos conectados à Internet: 39% da população urbana e 27% da população rural agora usa a Internet através de dispositivos móveis como os smartphones. Todo esse crescimento tem impulsionado as variadas categorias de dispositivos móveis no setor. Fabricantes agora têm lançado todos os tipos de aparelhos, incluindo smartphones, TVs portáteis e acessórios para PCs e iOS (Apple) com o objetivo de atrair um grande segmento de usuários com as aplicações e formas de acesso que sejam mais convenientes para cada grupo da população.

Ao mesmo tempo, devido ao crescente uso desses meios, os usuários de dispositivos móveis na África do Sul se tornaram mais seletivos e agora demandam informação cada vez mais rápida e eficiente, inclusive em outros formatos, como a TV móvel aberta ou paga, que especialistas esperam que alcance 71% de todo o tráfego de dados móveis até 2016.

Desde o lançamento da TV Móvel ocorrido algum tempo antes da Copa de 2010, a África do Sul tem tido um aumento constante nas receitas de publicidade e conteúdo pago, especificamente em eventos esportivos nacionais e internacionais. Os usuários ficaram mais exigentes e seletivos depois da Copa do Mundo de 2010 e esta parece ser uma tendência em países que hospedaram estes grandes eventos. Com a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 se aproximando e o constante interesse por esportes no Brasil, o desenvolvimento do mercado de TV digital móvel é essencial para maximizar os ganhos financeiros desses grandes eventos. As autoridades no Brasil já estão tomando medidas nessa direção com seus planos em andamento de cobertura do sinal digital em grande escala antes de 2014. Agora resta avaliar se a multiprogramação também poderia ser usada como complemento à programação terrestre da TV Digital, hoje não permitida por regulamentação. Esta foi uma medida de grande sucesso para o avanço desse mercado na África do Sul e poderia ser avaliada também para o Brasil.

A Siano tem testado diversos equipamentos no Brasil, estudando e entendendo as características técnicas que são específicas de cada localidade, como, por exemplo, os desafios de alto nível de interferências no sinal de TV digital em áreas centrais de grandes metrópoles como São Paulo ou baixa potência de sinal na periferia destas mesmas cidades, a fim de desenvolver as melhores soluções.

À medida que as expectativas e experiências dos consumidores continuam a crescer, o Brasil se encontra na fronteira de uma revolução no mercado de MDTV que acabará se tornando essencial para competir em um mercado global. Com lições aprendidas de outros países e mercados como a África do Sul, aliado a fatores positivos já existentes no país, como o interesse pelos dispositivos móveis de TV digital estudado e compreendido por empresas como a Siano, este mercado pode operar em larga escala através da colaboração mútua entre iniciativas governamentais, emissoras de TVs e fabricantes de equipamentos móveis para promover toda a potencialidade da disseminação de informação e entretenimento através da TV digital móvel.

Fonte: Mobile Time

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