abr 26

TV Digital rumo ao interior

cidades TVD Comentários desativados em TV Digital rumo ao interior

Tecnologia chega a 45% da população das grandes cidades e se prepara para cobrir as pequenas e médias localidades

Quatro anos depois da implementação do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD) e com 47% da população brasileira atendida nos municípios já cobertos, o processo de digitalização da transmissão começa a avançar para as cidades menores e para o interior. Os Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo são os mais adiantados com a TV digital: têm, respectivamente, 69,6% e 70% de cobertura. Esses dados são do Fórum SBTVD, que reúne fabricantes de TV (LG, Panasonic, Philips, Samsung, Semp Toshiba, Sony e H Buster) e de conversores digitais (Elsys, Visiontec e Envision). E o consumidor responde a essa expansão: até dezembro do ano passado, foram vendidos 15 milhões de aparelhos com conversor digital integrado (foram sete milhões em dezembro de 2010).

“São 433 cidades brasileiras, registradas pelo Fórum SBTVD, que têm TV digital”, comenta a coordenadora do módulo de promoção do Fórum SBTVD, Liliana Nakonechnyj. Nos Estados em que a cobertura da TV digital está mais avançada, começa, agora, o processo de interiorização: a expansão do serviço para cidades médias e pequenas. Nesses Estados, as regiões metropolitanas (capital e cidades circunvizinhas) e as grandes cidades já estão praticamente cobertas.

Isso significa o começo, também, do processo de digitalização das retransmissoras (RTV), que passam o sinal das geradoras (cabeças de rede). Ou seja, a TV digital, além da transmissão nacional, inicia o processo de captação e detransmissão local. Mas existem alguns entraves para que ele ocorra com rapidez, aponta a coordenadora do Fórum SBTVD. “Primeiro, o Ministério das Comunicações tem de trabalhar com afinco para liberar as licenças, que são as consignações de canais digitais. E, não menos importante, as empresas precisam de financiamento para trocar os equipamentos (de captação e retransmissão)”, explica.

As retransmissoras apresentam grande dificuldade de obter financiamentos e o Fórum, segundo a coordenadora, tem feito esforços junto ao governo, via BNDES, para conseguir condições melhores de empréstimos. “Mesmo assim, algumas emissoras têm feito a digitalização, seja com recursos próprios ou, em parte, financiada pelo BNDES e fabricantes dos equipamentos”, afirma.

As geradoras detêm pouco mais de 500 canais e, desses, Liliana estima que entre 100 e 200 já estão inteiramente instaladas com equipamentos digitais. Quanto às principais cabeças de rede, ou redes nacionais, todas, exceto a Rede Globo, cuja sede fica no Rio de Janeiro, ficam em São Paulo: SBT, Record, RedeTV e Band. O País conta com pouco mais de 30 redes de TV locais. As outras emissoras são retransmissoras dessas redes. “A interiorização ocorre com mais ou menos rapidez conforme a região. O Brasil é um país extenso e o planejamento (da implantação) da TV digital abrange, apenas, as retransmissoras primárias (5.716 em todo o País)”, diz Liliana. Agora, para avançar com a interiorização, é necessário englobar as secundárias (4.555), aponta a coordenadora. O cronograma do Ministérios das Comunicações prevê que toda substituição do sinal analógico pelo digital será feita até o final de 2016.

Fonte: FNDC

Tagged with:
abr 26

Rádio digital pode sair neste semestre

rádio digital Comentários desativados em Rádio digital pode sair neste semestre

Até o final de maio encerram-se os testes com os dois padrões para a digitalização do rádio que o Brasil deve adotar: o norte-americano In-Band On-Channel (IBOC ou HD Radio) e o europeu Digital Radio Mondiale (DRM). A expectativa da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e da própria DRM Brasil, fórum que representa a tecnologia, é que maio seja o mês-chave para a escolha do padrão. O Ministério das Comunicações (Minicom) já havia prorrogado o prazo final para o dia 9 deste mês. No entanto, testes remanescentes com o IBOC e um último teste com o DRM+ (versão evolutiva do DRM) em Brasília (DF) atrasaram esse cronograma. O diretor geral da Abert, Luiz Roberto Antonik, trabalha com uma data ideal, entre os dias 19 e 21 de junho, que é quando ocorre o 26º. Congresso Brasileiro de Radiodifusão.

Nessa ocasião, espera-se que o Minicom anuncie os resultados dos testes com ambos os sistemas – IBOC e DRM – e faça uma opção pela tecnologia que digitalizará a transmissão radiofônica no Brasil. Segundo o Minicom, há uma série de emissoras FM e AM em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte que têm conduzido os testes essas tecnologias. A avaliação final, que leva em conta a área de cobertura, as condições de propagação nas diferentes regiões do Brasil, a qualidade do sinal e adequação às regras estabelecidas pelo Sistema Brasileiro de Rádio Digital (SBRD), dará ao Minicom os elementos para a escolha do padrão. “Até o momento, o Minicom não divulgou nenhum relatório sobre os testes com o DRM ou com o IBOC”, diz Antonik, da Abert. Mas, depois de cinco anos, o fato é que o debate sobre o rádio digital evoluiu. “Com o governo Dilma, deslanchou”, admite o diretor da Abert. O rádio é o único meio que ainda não iniciou a migração do sistema analógico para o digital.

O secretário de Serviços de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações, Genildo Lins, já afirmou que, ao final dos testes, o Minicom terá um resultado técnico para definição que qual é a melhor tecnologia para, a partir dessa definição, começar a debater sobre a indústria (equipamentos) e relações internacionais (know-how tecnológico e royalties) para definir o modelo a ser adotado. Ou seja, será um processo longo e bastante similar ao que foi feito com o Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD), que é um híbrido do padrão japonês ISDB com funcionalidades desenvolvidas pelas universidades brasileiras. O governo brasileiro deve adotar o mesmo princípio para o rádio digital e exigir do padrão escolhido (europeu ou norte-americano) contrapartidas que, muito provavelmente, envolvem transferência de tecnologia e uma espécie de ‘tropicalização’ do sistema.

Fonte: FNDC

Tagged with:
abr 26

Governo e fabricante pressionam Oracle por definições no Ginga-J

ginga-j, notícia Comentários desativados em Governo e fabricante pressionam Oracle por definições no Ginga-J

Já está passando da hora desse problema ser resolvido!!!! A Argentina já esta exportando conversor com Ginga e o Brasil ainda está definindo linguagem de programação que nem brasileira é!!!

Por mais que o java seja bom ou tenha o maior número de desenvolvedores do mundo, acredito que já passou da hora de se definir o que já deveria estar definido, um Ginga com NCL e LUA!!!!!

O governo já trabalha com a hipótese de tornar o módulo Ginga-J opcional para os dispositivos DTVi. Trata-se do módulo Java do middleware adotado no ISDB-Tb. Uma fonte diz que que a informação foi passada em tom de ameaça a representantes da Oracle (Java) no evento da NAB, que acontece esta semana em Las Vegas. No Brasil, a indústria, já apoiada por parte da radiodifusão, vem cobrando da Oracle uma fixação dos preços (ou pelo menos de um teto) dos royalties que serão cobrados por equipamento fabricado. “Eles dizem que não vão cobrar, mas não dão nenhum documento comprovando isso. E se, depois de termos vendido 100 mil receptores, eles resolverm cobrar US$ 3 por equipamento?”, questiona um fabricante ouvido por este noticiário. Este fabricante diz, no entanto, que acredita que com toda a pressão a Oracle deve dar uma resposta em até dois meses. “Se não, vamos parar de corrar atrás deles e deixar que eles corram atrás de nós”, diz.

Fonte: Tela Viva

Tagged with:
abr 26

Até o final de 2013, metade dos lares brasileiros devem ter receptores

notícia Comentários desativados em Até o final de 2013, metade dos lares brasileiros devem ter receptores

Até o final de 2013, metade dos lares brasileiros devem ter receptores

Até o final de 2013, metade dos lares brasileiros terá um televisor capaz de receber os sinais de TV digital. A previsão é de Flávio Lenz, assessor da Secretaria de Telecomunicações do Ministério das Comunicação, que participou de encontro realizado na sala da SET, sociedade de engenharia de televisão, sobre o padrão ISDB-T no dia 17/04 em Las Vegas. Para ele, a partir deste momento o radiodifusor que não estiver transmitindo digitalmente estará perdendo audiência. “Temos uma situação ‘do ovo e a galinha’ na transição”, disse Lenz, em referência à adoção de receptores digitais e o início das transmissões. Segundo Lenz, a partir deste momento, o que deve dirigir e acelerar o processo de transição para a TV digital é a penetração dos televisores digitais, e não o contrário.

Fonte: Tela Viva

Tagged with:
abr 17

Para Globo, transição da TV digital não será concluída em 2016

notícia Comentários desativados em Para Globo, transição da TV digital não será concluída em 2016

Para o diretor-geral de engenharia da TV Globo, a transição entre a TV analógica e a TV digital dificilmente estará concluída em 2016, como prevê o cronograma oficial. Em entrevista exclusiva à revista TELA VIVA de abril (editada pela Converge) que circula a partir da próxima semana, o executivo, responsável pelo planejamento tecnológico da emissora, explica que hoje o sinal digital da TV Globo (que é de longe o de maior penetração no país) cobre 50% dos domicílios com TV, entre emissoras próprias e afiliadas. Até a Copa do Mundo de 2014, diz ele, serão 70%.

“É o nosso Projeto 50K, que levará o sinal digital a todas as cidades com 50 mil habitantes ou mais”, explica. Após isso, a Globo ainda estuda o que fazer com os 30% dos domicílios com TV que ficam em localidades com menos de 50 mil habitantes. “É um desafio muito grande, pois envolve milhares de retransmissoras. Os desafios são diversos, como o volume de investimentos, a capacidade de realizar em função do volume de instalações etc. Queremos em um prazo que julgamos adequado completar estes 30%”.

Para ele, no prazo estipulado pelo governo “não será possível”. Segundo Bittencourt, “em dois anos não dá para digitalizar algumas milhares de transmissoras. Nem nós e nem os nossos concorrentes conseguirão cobrir o Brasil em tão pouco tempo. Pelo menos não com transmissão terrestre”.

Ele explica que o satélite não é a melhor alternativa para cobrir esse restante integralmente, mas apenas para onde a TV aberta não chega com o sinal analógico. “Não descartamos cobrir algumas cidades menores através do satélite, mas o plano não é esse. Temos um modelo de TV terrestre vitorioso, que permite programação e publicidade local. Não queremos reduzir o nosso modelo”. Ele explica que será necessário expandir o número de emissoras. “Queremos segmentar mais ainda. Será possível, com mais canais, colocar geradoras em cidades onde hoje não há”, diz o engenheiro, ressaltando que esse estudo também acompanha o crescimento do país.

Segundo ele, o setor de radiodifusão também tem demanda por espectro, seja para a expansão territorial da TV digital, seja para futuros serviços como transmissão em 3D e em ultra alta definição (4K). Além disso, explica, “mudar uma emissora do canal 47 para o 30 é algo brutal. Demanda investimentos em torre, antena, transmissão, e ainda mexe com o hábito de consumo”, diz, fazendo referência ao modelo que está sendo praticado nos EUA de leilões incentivados, em que radiodifusores interessados em vender o espectro estão negociando a limpeza das faixas com as teles interessadas no espectro de 700 MHz. “A TV aberta é tudo de bom que acontece no Brasil. O movimento mundial é mau exemplo para nós, que temos uma boa TV aberta e que queremos que se mantenha forte. É algo bom para o País. O único país parecido conosco é o Japão, onde a TV aberta também é muito forte, mesmo sendo um país muito conectado. Isso prova que há sempre espaço para a TV aberta”. Segundo ele, os radiodifusores começaram a falar com o governo sobre as possíveis aplicações dos canais disponíveis.

Novas oportunidades

Na entrevista, Bittencourt também antecipa a estratégia da Globo para o ambiente das TVs conectadas. Segundo ele, espera-se que a Globo On Demand aconteça primeiramente na Internet, como já acontece com a Globo.com. ‘No futuro, eu vejo que estaremos também na TV conectada. As TVs com banda larga abrem uma janela para a TV, que até então só exibia conteúdos lineares. A TV poderá oferecer conteúdo sob demanda. É algo muito revolucionário”, diz.

A dificuldade, diz ele, é que para isso acontecer a rede de banda larga precisa evoluir, assim como as TVs. “Temos que harmonizar as interfaces dos fabricantes. Enquanto cada um tiver a sua tecnologia, não vai massificar. Ninguém vai fazer conteúdo para cada fabricante. Os produtores precisam poder criar um portal de conteúdo que atenda todas as plataformas.” Hoje, a Globo está integrando a produção de conteúdos para todas as mídias e o mesmo conteúdo da TV aberta estará instantaneamente disponível para todas as plataformas.

Fonte: Tela Viva

Tagged with:
abr 16

CPqD amplia leque de aplicativos com Ginga

notícia Comentários desativados em CPqD amplia leque de aplicativos com Ginga

Impulsionar o mercado de aplicativo, com uso do Ginga, o middleware de interatividade para TV digital, é o objetivo do CPqD, ao disponibilizar três novas aplicações, com os respectivos códigos e manuais, para desenvolvedores.

“O mercado de desenvolvimento para TV digital está, de fato, muito confuso. E queremos acelerar o processo com essas soluções”, revela José Orfeu, responsável pelo projeto de TV digital no CPqD, em entrevista ao Convergência Digital.

Há um mês, houve a disponibilização da primeira parte do projeto nacional. O CpQD disponibilizou o serviço PrevidênciaFácil (com informações sobre aposentadoria), a biblioteca de componentes de software em Ginga e a ferramenta de autoria.

Juntos, eles tiveram mais de 400 downloads, no período de menos de um mês. “Esse resultado foi bem bom para nós porque sabemos que quem baixou foi porque está interessado em estudar, em aprender a mexer com o Ginga”, destaca Orfeu. A partir desta segunda-feira, 13/04, três novas aplicações foram adicionadas, todas com os respectivos códigos e manuais. São eles:

ProcuraEmprego – Facilita a busca de vagas de emprego no país. Por meio de um mapa, o usuário pode navegar pelas várias regiões e estados brasileiros até chegar a uma lista de profissões com vagas disponíveis.
Notícias – Serviço que permite exibir na tela da TV digital interativa as últimas notícias, divididas por assuntos como economia, mundo, música, política, tecnologia, etc.
Clima – Permite oferecer informações sobre o tempo e as temperaturas (máxima e mínima) de uma cidade previamente selecionada.

Além delas, também já está disponível a parte servidor (backoffice) do sistema que gerencia as aplicações interativas. Desenvolvido com base em arquitetura cliente-servidor orientada a serviços, esse sistema permite que uma aplicação seja executada em diferentes plataformas de TV – e, ainda, em diferentes terminais de acesso.

Para baixar as aplicações, os interessados podem entrar nos sites do CPqD (www.cpqd.com.br) ou do Ministério das Comunicações (www.mc.gov.br). Na terceira fase do seu cronograma, programada para 15 de maio, o CPqD tornará disponíveis para download as demais aplicações e serviços para plataforma Ginga desenvolvidos no âmbito do projeto SMTVI.

O mercado brasileiro é o grande alvo – especialmente, a TV pública, como ferramenta de disseminação dos aplicativos interativos da TV digital, mas o mercado latino-americano está na mira. “Precisamos cuidar da harmonização do uso do Ginga. Aqui no Brasil, temos que usar Ginga NcL e Ginga J (java). E queremos levar isso para todos os países que adotaram o ISDB-T como padrão para TV digital”, afirma José Orfeu.

Para Baixar o BackOffice https://www.cpqd.com.br/component/content/article/346-resultados-disponiveis/6148-backoffice.html

Fonte: Convergência Digital

Tagged with:
abr 02

Argentina consolida parque fabril de conversores

notícia Comentários desativados em Argentina consolida parque fabril de conversores

Decidida a se transformar no pólo sulamericano de produção de conversores para TV digital e TV paga, a Argentina já soma nove fabricantes com planos industriais. Somente a DirectTV atraiu três fabricantes – Technicolor, Pace e Videola. NEC também fará conversores no país. Argentina planeja distribuir 1,2 milhão de conversores para agilizar a TV digital.

O acordo firmado com a Venezuela – os fabricantes instalados na Argentina serão responsáveis pela entrega dos conversores para o país presidido por Hugo Chavéz -também responde pelo incremento das plantas fabris, instaladas na Terra do Fogo, área com isenções fiscais semelhantes às concedidas na Zona Franca de Manaus.

São fabricantes de conversores e equipamentos para o projeto estatal de Cristina Kirchner, Coradir, UTE e Cometrans, que já entregaram 1 milhão dos 1,2 milhão de conversores previstos para a primeira etapa do projeto governamental de disseminar a TV digital. Também fabricam no país – Technicolor e Pace, em associação com BGH e Newsan, respectivamente, para atender a demanda da DirectTV – que, este ano, prevê a produção de 1,7 milhão de conversores para suprir mercado interno e exportação.

Quem recém-entrou nessa lista foi a Videola, empresa que produzirá 156 mil conversores por ano. E no final do ano passado, a NEC também anunciou o projeto de fabricar conversores para TV paga e TV digital ainda em 2012 no país. Enquanto a Argentina firma seu pólo fabril, o Brasil adota a política de privilegiar TVs com conversores embutidos – apostando na renovação da base de aparelhos instalados.

Fonte: Convergência Digital

Tagged with:
preload preload preload