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Indústria estuda formar consórcio para produzir receptores do sinal digital

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As empresas Intelbras, Visiontec, Tele System e Century são algumas das fabricantes que avaliam a produção de conversores do sinal digital para o analógico (setop box). A ideia é que as empresas interessadas nesse mercado formem um consórcio e busquem financiamento no BNDES para a produção de setop box, informou hoje André Barbosa, assessor especial da Casa Civil e membro do Fórum da TV Digital, que participou de um evento em São Paulo para discutir as tecnologias que estão sendo desenvolvidas para o Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD).

“O Brasil não vai subsidiar a compra de aparelhos importados mas incentivar a criação de um ecossistema e financiar a produção”, afirmou Barbosa. Ele lembrou que hoje apenas uma empresa (a Totvs) detém o software que permite a interatividade na TV digital e que a decisão dos técnicos do governo é incentivar “novos implementadores do Ginga” para que o país possa cumprir a meta de produzir 15 milhões de setop box até 2013, ao custo de R$ 200 o aparelho.

Alguns dos fabricantes interessados estão conversando com a Totvs para negociar o custo da licença do software. A informação foi confirmada pelo diretor da empresa, David Britto, representante da área de software no Fórum da TV Digital. “Neste momento estamos fazendo um estudo de viabilidade desse projeto. O que posso afirmar é que não é intenção da Totvs produzir setop box, mas apoiar a criação de um ecossistema para o produto chegar ao mercado através de empresas que hoje fazem produto eletrônico de consumo”, afirmou o executivo.

Segundo Barbosa, o consórcio de empresas brasileiras deve entregar no dia 20 a proposta para produzir os conversores da TV digital, já com o ginga embarcado. O assessor estima uma demanda de pelo menos 15 milhões de setop boxes em 2013. A estimativa do mercado é que neste ano sejam produzidos 12 milhões de televisores no país, dos quais 5 milhões já com o receptor embutido. “So este ano teremos um legado de 7 milhões de aparelhos, que vão precisar do conversor”, diz Barbosa, acrescentando que há residências com mais de um aparelho de TV e mais de 15 milhões de domicílios de brasileiros de baixa renda, que supostamente não poderiam comprar televisores mais caros, já com o receptor embutido.
Opção na USP

O professor titular da USP e supervisor do LSITec, Marcelo Zuffo, reforça que o país vai precisar de setop box na transição do sistema de TV analógico para o digital (a previsão é que em 2013 todo o país já tenha o sinal da TV digital e a partir daí se prepare para o apagão analógico em 2016). O problema, acredita Zuffo, é que os grandes fabricantes de televisores optarem por produzir o aparelho com o receptor integrado. “O Brasil não tem uma indústria forte no setor”, disse Zuffo, lembrando que a Gradiente chegou a fazer setop box mas tirou seu produto do mercado, assim como a Positivo.

O LSITec, envolvido com o projeto do SBTVD desde 2005, criou um modelo de receptor de baixo custo, que está a disposição dos fabricantes. O próprio laboratório, diz ele, tem uma linha de prototipagem com capacidade para produzir 10 mil unidades por dia.

Fonte: Tele Síntese

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