maio 20

Google TV

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O Google apresentou hoje na conferência anual de desenvolvedores (I/O), em São Francisco, nos Estados Unidos, como será o tão aguardado serviço que levará a web até a televisão: o Google TV.

A tecnologia visa trazer uma programação televisiva criada pelo próprio usuário, que conseguirá, por meio de controles remotos (smartphones com Android, dispositivos específicos e até comandos de voz), buscar por conteúdos disponíveis pela internet usando uma barra de pesquisa rápida inserida na tela.

De acordo com os executivos da companhia, os primeiros exemplares de Google TV chegarão ao mercado americano entre setembro e novembro deste ano, embutidos nos televisores da Sony. Ao mesmo tempo, também serão vendidos set-up boxes desenvolvidos pela Logitech, que podem aplicar a tecnologia em qualquer outra TV por HDMI.

Para rodar de modo satisfatório nos televisores, o Google informa que houve uma adaptação específica de processadores realizada pela Intel, que entra como outra parceira no projeto. Segundo a empresa, o serviço possui melhor rendimento com conexões acima de 3MB/s.

A razão de existir do Google TV, dizem os desenvolvedores, é trazer uma experiência completa de internet para as telas grandes, seja para assistir a vídeos no YouTube, buscar por episódios de seriados ou ainda usar aplicativos de web baixados pelo Android Market para ver a previsão do tempo ou gerenciar o Twitter, por exemplo.

Em essência, o Google TV é dividido em três componentes: Android (a partir da versão 2.1), o browser Chrome e Flash 10.1; juntos, esses recursos conseguem levar “o entretenimento da internet para sua sala de estar, quando o espectador quiser”, segundo os desenvolvedores. Em uma das demonstrações, por exemplo, os criadores da tecnologia buscaram pelo seriado “House” e encontraram conteúdos disponíveis por streaming pelas emissoras de TV e em sites de vídeos da internet.

Para os grandes produtores de conteúdo televisivo, o Google prepara um flexível plano de distribuição de conteúdo, procurando trazer vantagens comerciais para os grupos de mídia. Em meio a isso, os usuários também poderão gravar o conteúdo por meio do sistema digital DVR.

A expectativa das empresas envolvidas é grande. Durante a apresentação, por diversas vezes os desenvolvedores e executivos de Google, Sony e Intel disseram que a experiência com a tecnologia é “única”, pois junta o melhor dos dois mundos, internet e TV, e faz com que o espectador perca menos tempo procurando conteúdo para passar mais tempo assistindo-o.

Segundo as descrições passadas pelos próprios envolvidos no projeto, o mercado de telespectadores é composto por 4 bilhões de pessoas, com publicidade equivalente a US$ 70 bilhões anuais.

As empresas ainda não revelam informações sobre o preço final dos hardware, que serão vendidos exclusivamente pela BestBuy. Uma vez comprada a estrutura, o serviço é gratuito.

Vic Gundotra, vice-presidente de engenharia do Google, afirmou que a tecnologia passará a ser comercializada internacionalmente a partir de 2011.

Fonte Texto: Info Plantão
https://www.google.com/tv/

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maio 20

Pela África, Brasil protesta na UIT

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Brasil e Japão consolidaram uma primeira vitória no continente africano pela eventual adoção do padrão ISDB-T de TV Digital. Os ministros dos países da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC, na sigla em inglês) referendaram a posição técnica de adiar uma decisão sobre o sistema a ser adotado e, com isso, realizar testes dos padrões europeu (DVB) e nipo-brasileiro (ISDB-T).

O processo, no entanto, não se deu sem traumas. Brasil e Japão enviaram protestos formais à União Internacional das Telecomunicações (UIT) devido à participação do representante da entidade nas discussões realizadas em Lesoto, no início do mês. Segundo o governo brasileiro, esse representante suíço da UIT, David Botta, sustentou que os países da SADC terão prejuízos caso desistam do DVB. Convidado a falar sobre o acordo referente ao padrão europeu, Botta teria aproveitado para pressionar os africanos.

“É um caso muito grave. Ele não apenas omitiu informações sobre o ISDB-T como partiu para a chantagem. Alegou que uma eventual decisão pelo padrão nipo-brasileiro adiaria em dois anos a implantação da TV Digital nesses países e chegou a ameaçá-los, dizendo que se eles não confirmarem o acordo de Genebra, serão apagados todos os arquivos referentes à canalização. Ou seja, criou um clima de caos pela não adoção do DVB”, reclama o assessor especial da Casa Civil, André Barbosa.

Os países africanos assinaram em 2006 um compromisso de utilizarem o padrão europeu como opção primária de TV Digital. Mas, segundo o governo brasileiro, praticamente não houve avanços nos quatro anos desde então – tanto que não haverá TV Digital na África do Sul durante a Copa do Mundo de 2010. Além disso, o acordo de Genebra previa restrições com base em eventuais avanços tecnológicos.

Na semana passada, em Luanda, ministros de telecomunicações da SADC referendaram a posição dos técnicos – expressa na reunião anterior, em Lesoto – para que não seja dada preferência a nenhum dos padrões e adiaram, por dois meses, a tomada de decisão. Nesse intervalo, serão realizados testes nos dois padrões em disputa, o que aumenta a confiança pela escolha do ISDB-T. “Em todos os países onde houve testes, nós vencemos”, afirma André Barbosa.

A estratégia de Brasil e Japão mira os 210 milhões de habitantes dos 14 países da SADC – África do Sul, Angola, Botsuana, Congo, Lesoto, Madagáscar, Malawi, Maurício, Moçambique, Namíbia, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbábue. Uma proposta formal já foi apresentada à África do Sul, que concentra 35% do PIB africano, e outra será encaminhada a Moçambique.

As propostas são semelhantes ao que foi oferecido aos países da América do Sul que acabaram por adotar o ISDB-T. Elas prevêem financiamento para a compra de equipamentos, implantação de TVs públicas e de laboratórios de audiovisual e do Ginga, além da formação de joint-ventures entre empresas africanas e brasileiras.

Fonte: Convergência Digital

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