{"id":3463,"date":"2016-04-07T23:39:18","date_gmt":"2016-04-08T02:39:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.gingadf.com.br\/blogGinga\/?p=3463"},"modified":"2016-04-07T23:39:18","modified_gmt":"2016-04-08T02:39:18","slug":"switch-off-desligamento-da-tv-analogica-em-rio-verde-nao-gerou-reclamacoes-diz-ead","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.gingadf.com.br\/blogGinga\/switch-off-desligamento-da-tv-analogica-em-rio-verde-nao-gerou-reclamacoes-diz-ead\/","title":{"rendered":"Switch-off: Desligamento da TV anal\u00f3gica em Rio Verde n\u00e3o gerou reclama\u00e7\u00f5es, diz EAD"},"content":{"rendered":"<p>Quando o processo de desligamento da TV anal\u00f3gica se iniciou, havia uma grande expectativa sobre como seria a rea\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o ao fim das transmiss\u00f5es. A primeira experi\u00eancia ocorreu h\u00e1 pouco mais de um m\u00eas em Rio Verde (GO), e o resultado n\u00e3o poderia ser mais surpreendente: nenhum protesto ou reclama\u00e7\u00e3o. Segundo Ant\u00f4nio Carlos Martelleto (foto acima), presidente da Entidade Administradora da Digitaliza\u00e7\u00e3o (EAD), empresa gerida pelas empresas de telecomunica\u00e7\u00f5es e que cuida do processo de desligamento em cada uma das cerca de 1,4 mil cidades que passar\u00e3o por esse processo at\u00e9 2018, havia uma expectativa de um grande volume de reclama\u00e7\u00f5es ou, pelo menos, de grande procura por decodificadores. A EAD, diz ele, se preparou para o &#8220;dia seguinte&#8221;, refor\u00e7ando os pontos de distribui\u00e7\u00e3o na cidade e o atendimento telef\u00f4nico. Mas, para surpresa geral, o volume de pessoas em busca do equipamento ou de liga\u00e7\u00f5es diminuiu drasticamente, e n\u00e3o houve nenhum registro de reclama\u00e7\u00e3o. &#8220;Temos agora a ferramenta mais eficiente de divulga\u00e7\u00e3o do desligamento, que \u00e9 a cartela que fica permanentemente sendo exibida no sinal anal\u00f3gico, com o aviso do minist\u00e9rio e o n\u00famero de contato. E mesmo assim a procura tem sido m\u00ednima&#8221;, diz o executivo. Isso, segundo ele, mostra que houve sucesso na divulga\u00e7\u00e3o feita na cidade e no esfor\u00e7o n\u00e3o apenas da EAD, mas das emissoras e lideran\u00e7as municipais que se empenharam no processo.<\/p>\n<p>A EAD espera poder tirar a estrutura de Rio Verde at\u00e9 o final de abril. &#8220;Hoje distribu\u00edmos menos de dez receptores por dia na cidade&#8221;, diz Martelleto. &#8220;Mas acho que Bras\u00edlia ser\u00e1 a prova dos nove, ainda mais com um cen\u00e1rio de degrada\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. A\u00ed teremos um quadro mais claro&#8221;. Martelleto concedeu entrevista exclusiva a este notici\u00e1rio na semana passada.<\/p>\n<p><strong>Pesquisa final<\/strong><\/p>\n<p>Segundo Martelleto, ser\u00e1 agora realizada uma pesquisa para entender como foi o processo de digitaliza\u00e7\u00e3o para a popula\u00e7\u00e3o de Rio Verde. A EAD quer entender qual o uso que as pessoas que receberam o decodificador est\u00e3o fazendo do aparelho (se est\u00e1 instalado, se est\u00e3o sendo usados os recursos dispon\u00edveis, se o equipamento foi doado para terceiros ou vendido), quer entender o que aconteceu com a popula\u00e7\u00e3o que supostamente n\u00e3o migrou para a TV digital (em Rio Verde algo em torno de 15% das resid\u00eancias, segundo a \u00faltima pesquisa antes do desligamento), quais os canais de divulga\u00e7\u00e3o foram mais importantes, entre outras quest\u00f5es. &#8220;Essa pesquisa ser\u00e1 essencial para todo o processo nas grandes cidades que j\u00e1 iniciamos&#8221;, disse ele.<\/p>\n<p>Martelleto tamb\u00e9m comentou a mudan\u00e7a proposta pelo governo de alterar o crit\u00e9rio de desligamento. Em fevereiro o ministro das Comunica\u00e7\u00f5es, Andr\u00e9 Figueiredo, e o Gired decidiram, a partir de um acordo entre teles e emissoras de TV, que n\u00e3o mais iriam obrigar o desligamento em todas as cidades brasileiras at\u00e9 2018, mas apenas nas cidades em que isso fosse essencial para a libera\u00e7\u00e3o do espectro. Em compensa\u00e7\u00e3o, ampliou-se a distribui\u00e7\u00e3o das caixas receptoras aos inscritos no Cadastro \u00danico.<\/p>\n<p><strong>Equil\u00edbrio financeiro<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;T\u00ednhamos no edital uma refer\u00eancia de 14 milh\u00f5es de domic\u00edlios que receberiam os decodificadores. Depois disso se definiu por uma caixa completa, mais cara, para ser distribu\u00edda ao Bolsa Fam\u00edlia, mas ao mesmo tempo houve um esfor\u00e7o para garantir o equil\u00edbrio do or\u00e7amento da EAD. \u00c9 por isso que, nas condi\u00e7\u00f5es de hoje, de c\u00e2mbio, as caixas do Cad\u00danico s\u00e3o mais simples. Temos custos de pesquisa e comunica\u00e7\u00e3o que sequer estavam previstos no edital (da faixa de 700 MHz)&#8221;, afirmou o executivo. Hoje, segundo a EAD, nas 61 regi\u00f5es que ser\u00e3o digitalizadas ser\u00e3o distribu\u00eddas perto de 13 milh\u00f5es de caixas, com um or\u00e7amento de cerca de R$ 3,6 bilh\u00f5es, com cerca de 60 funcion\u00e1rios fixos na sede em S\u00e3o Paulo e equipes volantes nas cidades que est\u00e3o sendo desligadas. &#8220;Os n\u00fameros da EAD ser\u00e3o auditados pelo Gired, e n\u00e3o existe economia, porque o que sobrar vai ser direcionado, mas n\u00e3o volta para as operadoras. Mas para ampliar os recursos dispon\u00edveis, teria que haver uma justificativa irrefut\u00e1vel. O equil\u00edbrio da EAD \u00e9 premissa b\u00e1sica&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo Martelleto, insistir em uma distribui\u00e7\u00e3o ampla de uma caixa completa apenas ao Bolsa Fam\u00edlia seria, provavelmente, menos eficiente do que foi ampliar a base. Nenhum pa\u00eds do mundo, diz ele, conseguiu passar de 70% do p\u00fablico alvo com campanhas de distribui\u00e7\u00e3o de equipamentos, mas at\u00e9 aqui o Brasil vem batendo esse valor de refer\u00eancia. &#8220;Em Rio Verde chegamos a 85% no Bolsa Fam\u00edlia, onde o esfor\u00e7o foi concentrado. No entorno de Bras\u00edlia j\u00e1 estamos com 70% do Bolsa Fam\u00edlia&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Novo modelo<\/strong><\/p>\n<p>Martelleto conta que, agora, o Gired e a EAD est\u00e3o estudando a possibilidade de distribuir vouchers para a compra de equipamentos, inclusive para televisores, desde que se viabilize um n\u00edvel de desonera\u00e7\u00e3o. &#8220;Isso de alguma maneira ajuda nessa discuss\u00e3o sobre interatividade, porque o consumidor ter\u00e1 mais liberdade para escolher o que quiser&#8221;. Segundo ele, existe sempre o risco de que o voucher virar moeda corrente. &#8220;Vamos estudar os pr\u00f3s e contras e apresentar isso para o Gired&#8221;.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao fato de que, na pr\u00e1tica, com uma distribui\u00e7\u00e3o ampla de uma caixa sem recurso de interatividade haveria uma limita\u00e7\u00e3o de um dos pilares do modelo de TV digital implementado em 2006, Martelleto diz que, de fato, hoje os aplicativos do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Social para smartphones, por exemplo, s\u00e3o muito mais eficientes. &#8220;H\u00e1 uma dificuldade inicial, que \u00e9 o fato de que o firmware da caixa ainda n\u00e3o permitir a atualiza\u00e7\u00e3o &#8216;over the air&#8217;. Depois que esse recurso for implementado, o que deve acontecer em breve, segundo os fabricantes, \u00e9 necess\u00e1rio que as emissoras se organizem para que os aplicativos sejam atualizados pela pr\u00f3pria rede. N\u00e3o \u00e9 um processo que depende da EAD&#8221;. Ele lembra ainda que o decoder, no custo que hoje \u00e9 vi\u00e1vel (entre R$ 80 e R$ 160, entre a caixa simples e a caixa completa, j\u00e1 com os impostos) , h\u00e1 limites de capacidade porque a mem\u00f3ria precisa ser compartilhada entre diversos aplicativos.<\/p>\n<p><strong>Remanejamento<\/strong><\/p>\n<p>A EAD ainda n\u00e3o precisou se deparar com a necessidade de trocar os transmissores de emissoras de TV que operam na faixa de 700 MHz, um problema que ser\u00e1 mais comum nas grandes cidades. Segundo Martelleto, haver\u00e1 uma troca agora na cidade de Santa Helena (GO), pr\u00f3xima a Rio Verde, em que h\u00e1 um canal na faixa que interfere na cidade. Ele explica que a avalia\u00e7\u00e3o dessas situa\u00e7\u00f5es ser\u00e1 feita junto \u00e0s emissoras, caso a caso, e que ao contr\u00e1rio das caixas, n\u00e3o deve haver necessariamente uma grande compra de equipamentos por parte da EAD. A entidade deve procurar as emissoras de cada localidade e verificar o que ser\u00e1 necess\u00e1rio, caso a caso. &#8220;Claro que vamos tentar agregar o que for poss\u00edvel para ter uma negocia\u00e7\u00e3o, mas ser\u00e1 um processo bem mais customizado. O que estamos fazendo \u00e9 uma estimativa de custos para as cidades em que ser\u00e1 preciso fazer esse remanejamento e estudando onde tamb\u00e9m isso n\u00e3o ser\u00e1 necess\u00e1rio, para que as operadoras possam entrar com o LTE ainda este ano&#8221;, diz Martelleto. &#8220;N\u00e3o acho que esse ser\u00e1 um desafio muito cr\u00edtico, pois existem j\u00e1 consensos com os radiodifusores sobre as responsabilidades. Acho que na quest\u00e3o t\u00e9cnica est\u00e1 tudo indo bem&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Interfer\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;O pr\u00f3ximo passo ser\u00e1 come\u00e7ar a tratar da quest\u00e3o de mitiga\u00e7\u00e3o de interfer\u00eancias, mas as indica\u00e7\u00f5es que a gente tem, inclusive de outros processos, \u00e9 que esse deve ser um problema bem menor do que a gente estimou inicialmente&#8221;, diz Martelleto, referindo-se ao problema de interfer\u00eancia das transmiss\u00f5es de LTE na faixa de 700 MHz e a recep\u00e7\u00e3o de TV digital.<\/p>\n<p>Ele explica que o esfor\u00e7o de mitiga\u00e7\u00e3o ter\u00e1 uma atividade mais intensiva apenas depois que as opera\u00e7\u00f5es de LTE comerciais estiverem ativadas, o que significa que a EAD volta a cada cidade j\u00e1 visitada num segundo momento para essa etapa.<\/p>\n<p><strong>Cobertura deficiente<\/strong><\/p>\n<p>A EAD percebeu at\u00e9 aqui que existe um problema a ser observado nas cidades, referente a defici\u00eancias na cobertura do sinal de TV aberta. Segundo Martelleto, o avan\u00e7o da banda C nas \u00faltimas d\u00e9cadas tem a ver com esse problema, que n\u00e3o \u00e9 dimensionado pelo Minist\u00e9rio das Comunica\u00e7\u00f5es nem acompanhado pelas autoridades. &#8220;As pessoas sempre recorreram \u00e0 banda C para compensar a falta de sinal de TV. Nos \u00faltimos anos, na renova\u00e7\u00e3o de parque, as pessoas est\u00e3o optando pelas op\u00e7\u00f5es oferecidas pelas operadoras de DTH, que oferecem os canais abertos sem assinatura para quem tem o equipamento&#8221;, diz ele. Mas para a EAD isso \u00e9 um problema, porque existe uma pol\u00eamica sobre se o domic\u00edlio que est\u00e1 na \u00e1rea de cobertura de uma emissora, mas n\u00e3o recebe o sinal, deve ser contabilizado.<\/p>\n<p>&#8220;O que vamos propor, e eu sei que isso ser\u00e1 pol\u00eamico, \u00e9 uma discuss\u00e3o sobre a cobertura digital. A nossa proposta \u00e9 que se n\u00e3o houver cobertura de um determinado n\u00famero de emissoras em uma regi\u00e3o, esses domic\u00edlios n\u00e3o sejam inclu\u00eddos na pesquisa e, portanto, na obriga\u00e7\u00e3o de distribui\u00e7\u00e3o de receptores&#8221;, diz ele. A raz\u00e3o para isso, diz Martelleto, \u00e9 que em muitos casos poder\u00e1 ser feito um investimento que, na pr\u00e1tica, atende a apenas uma emissora, ou nem isso. &#8220;Se n\u00e3o existe interesse da radiodifus\u00e3o de cobrir com sinal aberto esses domic\u00edlios, por que n\u00f3s vamos manter o esfor\u00e7o de pesquisar essa regi\u00e3o?&#8221;. Segundo Martelleto essa proposta n\u00e3o foi feita ainda, e quando vier ser\u00e1 acompanhada de um estudo pr\u00e9vio mostrando onde o problema existe. &#8220;A cobertura (da TV digital) tem que ser uma premissa para a migra\u00e7\u00e3o&#8221;. Para ele, &#8220;a radiodifus\u00e3o vive um dilema de ter que investir em digitaliza\u00e7\u00e3o sem possivelmente ter nenhuma receita adicional com isso. Ao contr\u00e1rio, vem perdendo receita&#8221;. Mas, segundo Martelleto, &#8220;o alongamento do prazo de desligamento de grande parte das cidades para 2023 deve ajudar um pouco&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Comunica\u00e7\u00e3o local<\/strong><\/p>\n<p>Martelleto relata que os canais de comunica\u00e7\u00e3o tradicionais, sobretudo a pr\u00f3pria TV, tem uma grande import\u00e2ncia para a mobiliza\u00e7\u00e3o no processo de desligamento. &#8220;Houve, em Rio Verde, um investimento pesado da EAD em m\u00eddia local. A pr\u00f3p TV Anhanguera foi importante nesse processo&#8221;, diz ele, lembrando que esse investimento faz parte da pr\u00f3pria estrat\u00e9gia de comunica\u00e7\u00e3o definida pelo Gired e que ser\u00e1 mantida nas grandes cidades, em que o custo das inser\u00e7\u00f5es publicit\u00e1rias \u00e9 maior. Mas o que mais funciona para alcan\u00e7ar o p\u00fablico de baixa renda, segundo Martelleto, \u00e9 buscar a proximidade com lideran\u00e7as comunit\u00e1rias e organiza\u00e7\u00f5es de assist\u00eancia social. &#8220;\u00c9 esse boca-a-boca que faz as pessoas nos procurarem para saber do direito que elas t\u00eam de receber os receptores de TV digital&#8221;. Segundo a EAD, 0 trabalho de mapeamento destas lideran\u00e7as \u00e9 o grande desafio da migra\u00e7\u00e3o. O processo come\u00e7a buscando as grandes ONGs, igrejas e associa\u00e7\u00f5es de assist\u00eancia que t\u00eam os contatos com as pequenas associa\u00e7\u00f5es de bairros e l\u00edderes comunit\u00e1rios. &#8220;A gente faz apresenta\u00e7\u00f5es durante missas e cultos sobre o processo de migra\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Martelleto. &#8220;As principais informa\u00e7\u00f5es sobre os benefici\u00e1rios quem tem e controla s\u00e3o as secretarias de assist\u00eancia social dos munic\u00edpios, secretarias de sa\u00fade e os centros de refer\u00eancia de assist\u00eancia. O Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Social tem os dados globais, mas n\u00e3o acompanha o micro, e esse levantamento \u00e9 bastante trabalhoso, mas \u00e9 a base de sustenta\u00e7\u00e3o de tudo&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Log\u00edstica<\/strong><\/p>\n<p>A EAD criou uma metodologia de distribui\u00e7\u00e3o das caixas por agendamento, com dias e hor\u00e1rios marcados. Na hora, s\u00e3o copiados os documentos do benefici\u00e1rio e dado um treinamento b\u00e1sico de uso. Mas Martelleto reconhece que muitas pessoas n\u00e3o t\u00eam conhecimento suficiente sobre o que est\u00e1 acontecendo, sabem apenas que aquele \u00e9 um direito e \u00e9 gratuito. &#8220;Quando passamos a distribuir os kits tamb\u00e9m para o Cad\u00danico em Rio Verde, que seriam mais 17 mil pessoas, notamos que houve pouca procura, porque provavelmente j\u00e1 tinham um aparelho, e o \u00edndice de digitaliza\u00e7\u00e3o geral na cidade aumentou muito pouco. Mas n\u00e3o d\u00e1 para dizer que a caixa de TV digital seja um objeto do desejo&#8221;. Segundo ele, a partir de agora a EAD vai come\u00e7ar a pesquisar o perfil dos benefici\u00e1rios na entrega, para entender quais s\u00e3o os equipamentos de comunica\u00e7\u00e3o mais utilizados e o grau de conhecimento de TV digital.<\/p>\n<p>Um aspecto importante \u00e9 que a EAD, no processo de agendamento, fica com um cadastro atualizado dos n\u00fameros de celular dos benefici\u00e1rios. Segundo Martelleto, a entidade tem um compromisso legal, definido pelo Gired, de confidencialidade dessas informa\u00e7\u00f5es, que n\u00e3o s\u00e3o compartilhadas com ningu\u00e9m, exceto o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Social. Os dados n\u00e3o podem ser compartilhadas pelas operadoras m\u00f3veis para nenhuma a\u00e7\u00e3o de marketing.<\/p>\n<p><strong>Pr\u00f3ximos passos<\/strong><\/p>\n<p>Agora a EAD aguarda o decreto com a mudan\u00e7a da pol\u00edtica de transi\u00e7\u00e3o, at\u00e9 para que a data final deixe de ser 2018 e passe a ser 2023. &#8220;H\u00e1 um pequeno cronograma, mas provavelmente em julho come\u00e7amos a fazer a distribui\u00e7\u00e3o dos kits em S\u00e3o Paulo&#8221;.<\/p>\n<p>Martelleto ressalta o esfor\u00e7o do Gired e do governo em conseguir manter o desligamento em Rio Verde. &#8220;Muita gente me disse que isso n\u00e3o aconteceria, e eu mesmo duvidei em alguns momento, mas \u00e9 preciso dar cr\u00e9dito ao ministro em bancar o \u00f4nus pol\u00edtico. Agora, com o desligamento de Rio Verde, temos uma credencial para apresentar e conseguimos provar que o desligamento ser\u00e1 poss\u00edvel, mesmo em grandes cidades&#8221;.<\/p>\n<p>Fonte: Tela Viva<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando o processo de desligamento da TV anal\u00f3gica se iniciou, havia uma grande expectativa sobre como seria a rea\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o ao fim das transmiss\u00f5es. A primeira experi\u00eancia ocorreu h\u00e1 pouco mais de um m\u00eas em Rio Verde (GO), e o resultado n\u00e3o poderia ser mais surpreendente: nenhum protesto ou reclama\u00e7\u00e3o. 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