{"id":3239,"date":"2015-10-05T16:30:58","date_gmt":"2015-10-05T19:30:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.gingadf.com.br\/blogGinga\/?p=3239"},"modified":"2015-10-05T16:30:58","modified_gmt":"2015-10-05T19:30:58","slug":"switch-off-tvs-querem-desatrelar-desligamento-analogico-da-devolucao-da-faixa-de-700-mhz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.gingadf.com.br\/blogGinga\/switch-off-tvs-querem-desatrelar-desligamento-analogico-da-devolucao-da-faixa-de-700-mhz\/","title":{"rendered":"Switch-off: TVs querem desatrelar desligamento anal\u00f3gico da devolu\u00e7\u00e3o da faixa de 700 MHz"},"content":{"rendered":"<p>As emissoras de televis\u00e3o come\u00e7aram a testar, informalmente, uma ideia que virar\u00e1 de cabe\u00e7a para baixo o modelo de desligamento da TV anal\u00f3gica (switch-off) e libera\u00e7\u00e3o do espectro de 700 MHz para a banda larga m\u00f3vel. Para complicar ainda mais o cen\u00e1rio, esta ideia provavelmente ser\u00e1 a primeira decis\u00e3o relevante a ser tomada pelo futuro ministro das Comunica\u00e7\u00f5es, que ningu\u00e9m sabe ao certo quem ser\u00e1 nem como pensa. A proposta discutida em reuni\u00f5es com o GIRED esta semana, mas ainda sem uma formaliza\u00e7\u00e3o por escrito, prev\u00ea que sejam desatrelados os processos de devolu\u00e7\u00e3o do espectro do desligamento efetivo do sinal anal\u00f3gico nas cidades em que h\u00e1 canais dispon\u00edveis. Com isso, em apenas cerca de 500 cidades, onde o espectro efetivamente est\u00e1 congestionado, seria necess\u00e1rio desligar o sinal anal\u00f3gico para entregar \u00e0s teles a faixa de 700 MHz. Nas demais cidades os sinais anal\u00f3gicos de TV poderiam ser mantidos indefinidamente, sendo apenas remanejados da faixa de 700 MHz.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a ideia dos radiodifusores \u00e9 considerar Bras\u00edlia como a cidade-piloto, adiando o seu desligamento para o final de 2016 e as demais cidades no cronograma, consequentemente, tamb\u00e9m seriam postergadas. Sabe-se que o presidente do GIRED, Rodrigo Zerbone, optou por levar esta decis\u00e3o para uma discuss\u00e3o pol\u00edtica com o Minist\u00e9rio das Comunica\u00e7\u00f5es. Mas nenhuma decis\u00e3o ser\u00e1 tomada por Ricardo Berzoini, que prefere deixar o problema para seu sucessor no cargo. Em princ\u00edpio, o substituto seria deputado federal Andr\u00e9 Figueiredo, do PDT cearense, mas o nome pode ser substitu\u00eddo por algum outro do mesmo partido, para evitar atritos com o PMDB do senador Eun\u00edcio Oliveira, tamb\u00e9m cearense. De qualquer maneira, o novo ministro ter\u00e1 esse problema para resolver logo que chegar.<\/p>\n<p>A possibilidade de mudan\u00e7a nas regras est\u00e1 deixando as operadoras de telecomunica\u00e7\u00f5es muito apreensivas. Acreditam que, ao ceder agora, o GIRED corre s\u00e9rio risco de abrir um precedente para que o espectro de 700 MHz n\u00e3o seja liberado no futuro conforme previsto no edital. Temem que o cronograma, que prev\u00ea a libera\u00e7\u00e3o total da faixa de 700 MHz no final de 2018, tenha que ser atrasado, o que prejudicaria o planejamento de expans\u00e3o das redes de banda larga m\u00f3vel (a faixa de 700 MHz \u00e9 considerada essencial para suportar o tr\u00e1fego de dados m\u00f3veis que existir\u00e1 em 2020).<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, TIM, Claro e Vivo fizeram, cada uma, investimentos de quase R$ 3 bilh\u00f5es na compra do espectro e custeio da limpeza da faixa, com garantias de que ela estaria dispon\u00edvel no final de 2018. Nesta data, ali\u00e1s, as operadoras de telecomunica\u00e7\u00f5es entendem que o sinal de TV anal\u00f3gico poder\u00e1 ser desligado qualquer que seja a circunst\u00e2ncia, sob o risco de pedirem ressarcimento dos recursos pagos ao governo. Descumprir esse cronograma significa ao governo, dizem interlocutores que acompanham a discuss\u00e3o, passar uma mensagem de quebra de contrato, ambiente hostil ao investimento e alguns mais exaltados falam at\u00e9 em estelionato.<\/p>\n<p>As teles alegam ainda que todos os desafios apontados pelos radiodifusores na transi\u00e7\u00e3o da cidade-piloto de Rio Verde\/GO, cujo switch-off deveria acontecer at\u00e9 o final de novembro, est\u00e3o sendo solucionados. Foram acertados os crit\u00e9rios metodol\u00f3gicos da pesquisa, desenvolvido um plano de comunica\u00e7\u00e3o com engajamento social, selecionados os fornecedores a tempo e adquiridos os equipamentos. At\u00e9 mesmo uma solu\u00e7\u00e3o para que o aviso do desligamento fosse levado pelas retransmissoras locais foi apresentado, j\u00e1 que Rio Verde tem apenas uma geradora, afiliada da Globo. Mas as teles e a EAD acreditam que agora, para garantir o cronograma, s\u00f3 com uma forte press\u00e3o e interven\u00e7\u00e3o direta do governo no processo.<\/p>\n<p>Problemas<\/p>\n<p>J\u00e1 as emissoras de TV apontam, informalmente, v\u00e1rios obst\u00e1culos para que o cronograma do desligamento seja mantido. Dizem que a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do Pa\u00eds mudou, e que a crise certamente dificultar\u00e1 que as pessoas adquiram televisores com capacidade de recep\u00e7\u00e3o de sinais digitais. No ano que vem, quando seriam desligados os sinais em grandes centros metropolitanos como Bras\u00edlia, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e S\u00e3o Paulo, h\u00e1 os Jogos Ol\u00edmpicos e as elei\u00e7\u00f5es municipais, e o desligamento dos sinais anal\u00f3gicos prejudicaria a audi\u00eancia destes eventos.<\/p>\n<p>Outro aspecto apontado pelas emissoras de TV, decorrente do que j\u00e1 est\u00e1 sendo observado em Rio Verde, \u00e9 que nos casos das cidades com retransmissoras \u00e9 muito mais dif\u00edcil informar o telespectador sobre o fim das transmiss\u00f5es anal\u00f3gicas, pois n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel mexer, pontualmente, no sinal dessas retransmissoras (que por lei n\u00e3o podem ter nenhum tipo de sinal local, nem mesmo um texto escrito).<\/p>\n<p>Para as emissoras de TV, a melhor maneira de garantir a transi\u00e7\u00e3o seria focar os esfor\u00e7os nos grandes centros, ou seja, nas cerca de 500 cidades em que sem o desligamento anal\u00f3gico seria de fato imposs\u00edvel liberar a faixa de 700 MHz.<\/p>\n<p>Mas algumas quest\u00f5es ainda ficam sem resposta: nestas cidades em que n\u00e3o houver o desligamento anal\u00f3gico previsto, a EAD teria que manter o investimento na digitaliza\u00e7\u00e3o? Haveria aumento do risco de interfer\u00eancia da TV no LTE, e vice-versa, se os sinais anal\u00f3gicos de TV forem mantidos? A mudan\u00e7a de modelo compromete a possibilidade de leil\u00e3o das sobras da faixa de 700 MHz que acabaram n\u00e3o sendo adquiridas quando a Oi ficou fora do leil\u00e3o? Que garantias pode-se ter de que haver\u00e1 a transi\u00e7\u00e3o efetiva nas 500 maiores cidades, onde de fato o desligamento anal\u00f3gico \u00e9 condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel para a libera\u00e7\u00e3o da faixa de 700 MHz? E se n\u00e3o for poss\u00edvel entregar a faixa para as teles ou os telespectadores ainda n\u00e3o estiverem aptos a receber o sinal exclusivamente digital, o que acontece? S\u00e3o respostas que, pelo visto, ficam para serem respondidas pelo PDT.<\/p>\n<p>Fonte: Tela Viva<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As emissoras de televis\u00e3o come\u00e7aram a testar, informalmente, uma ideia que virar\u00e1 de cabe\u00e7a para baixo o modelo de desligamento da TV anal\u00f3gica (switch-off) e libera\u00e7\u00e3o do espectro de 700 MHz para a banda larga m\u00f3vel. 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