{"id":2931,"date":"2014-08-28T23:52:26","date_gmt":"2014-08-29T02:52:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.gingadf.com.br\/blogGinga\/?p=2931"},"modified":"2014-08-28T23:53:29","modified_gmt":"2014-08-29T02:53:29","slug":"tv-aberta-aproximadamente-um-terco-dos-lares-dependem-da-tv-terrestre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.gingadf.com.br\/blogGinga\/tv-aberta-aproximadamente-um-terco-dos-lares-dependem-da-tv-terrestre\/","title":{"rendered":"TV Aberta: Aproximadamente um ter\u00e7o dos lares dependem da TV terrestre"},"content":{"rendered":"<p>O esfor\u00e7o para garantir a 93% da popula\u00e7\u00e3o a recep\u00e7\u00e3o do sinal de TV digital pode se resumir a atender aproximadamente um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o, o que n\u00e3o tornar\u00e1 o processo trivial. Segundo Marcelo Martins, diretor de novos neg\u00f3cios da Century que participou do SET Expo nesta quarta, 27, dos 68 milh\u00f5es dos lares com TV, 24 milh\u00f5es dependem dos sinais da TV aberta. O restante recebe os canais por sat\u00e9lite &#8211; 26 milh\u00f5es de lares dependem da banda C &#8211; ou TV por assinatura &#8211; 18 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00c9 importante notar que as bases da TV paga e do sat\u00e9lite continuam avan\u00e7ando sobre a de lares que dependem da TV aberta. A TV por assinatura reduziu o ritmo de crescimento, mas ainda cresce dois d\u00edgitos por ano. J\u00e1 a base do sat\u00e9lite, conta Martins, tamb\u00e9m avan\u00e7a significativamente. Entre 3 milh\u00f5es e 3,5 milh\u00f5es de parab\u00f3licas s\u00e3o fabricadas ao ano no Brasil. Esta conta inclui reposi\u00e7\u00e3o e a pr\u00f3pria TV paga, com as antenas de DTH, mas aproximadamente metade pode ser considerada amplia\u00e7\u00e3o da base, uma vez que cerca de 1,5 milh\u00e3o de receptores de banda C (anal\u00f3gica e digital) s\u00e3o feitos anualmente pela ind\u00fastria.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 n\u00fameros confi\u00e1veis sobre a real fatia de lares que recebem os sinais terrestres digitais. &#8220;O que ouvimos no mercado, no varejo, \u00e9 que a base de TV recebendo sinal digital pelo ar \u00e9 muito pequena&#8221;, diz Martins. &#8220;Acertamos na tecnologia (no desenvolvimento do SBTVD), mas a comunica\u00e7\u00e3o da TV digital foi falha. Os concorrentes foram espertos. O mercado de TV por assinatura se apropriou do termo digital na comunica\u00e7\u00e3o&#8221;, opina. &#8220;Aqueles dois ter\u00e7os n\u00e3o v\u00e3o voltar para a TV terrestre. Precisamos chegar a apenas a um ter\u00e7o&#8221;, completa.<\/p>\n<p>Mesmo com a base de lares dependentes da recep\u00e7\u00e3o terrestre n\u00e3o sendo t\u00e3o grande, o desafio para garantir que passem a receber ser\u00e1 herc\u00faleo. Aproximadamente 14 milh\u00f5es de televisores s\u00e3o colocados no mercado ao ano desde 2011, a grande maioria com receptores digitais. No entanto, a maior parte n\u00e3o recebe sinal pela antena. Entre os que recebem sinais terrestres, podem perder essa capacidade quando a faixa dos 700 MHz for destinada a outros servi\u00e7os. &#8220;N\u00e3o \u00e9 um filtro de R$ 10 que vai resolver o problema&#8221;, diz Martins. Segundo o engenheiro, nos grandes centros, 70% a 80% das estruturas de recep\u00e7\u00e3o s\u00e3o antenas coletivas em condom\u00ednios que est\u00e3o preparadas apenas para o VHF. E a maior parte dos que j\u00e1 recebem o sinal digital terrestre o faz atrav\u00e9s de antena interna ou de sistemas coletivos inapropriados. &#8220;Quando houverem 20 mil torres 4G na faixa de 700 MHz em S\u00e3o Paulo gerando um n\u00edvel de ru\u00eddo que os receptores n\u00e3o s\u00e3o capazes de lidar, todos os receptores do mercado ser\u00e3o impactados&#8221;, diz. &#8220;Ainda n\u00e3o s\u00e3o feitos receptores na norma que contemple a conviv\u00eancia entre os servi\u00e7os&#8221;, completa.<\/p>\n<p>Para ele, o cronograma do desligamento anal\u00f3gico est\u00e1 acelerado, e isso ter\u00e1 impacto no neg\u00f3cio da TV aberta. &#8220;A fraca ades\u00e3o ao DTV terrestre, somada ao desligamento prematuro do anal\u00f3gico e \u00e0 interfer\u00eancia dos servi\u00e7os na faixa dos 700 MHz s\u00e3o uma combina\u00e7\u00e3o perigosa. O impacto ser\u00e1 direto na receita das emissoras&#8221;, diz.<\/p>\n<p><strong>A vez das caixinhas<\/strong><\/p>\n<p>Para Marcelo Martins, o receptor externo volta a ser uma promessa de salva\u00e7\u00e3o para a TV digital. Apontado como tend\u00eancia de consumo no in\u00edcio das transmiss\u00f5es digitais, o equipamento acabou n\u00e3o conquistando mercado, at\u00e9 por conta dos incentivos fiscais que levaram \u00e0 inclus\u00e3o dos receptores digitais nos pr\u00f3prios monitores de TV. &#8220;O set-top box micou. O boom n\u00e3o aconteceu&#8221;, diz Martins. O recorde de produ\u00e7\u00e3o do equipamento foi em 2012, com cerca de 130 mil caixas, menos de 1% do volume de televisores feitos no mesmo ano. Com uma base grande de telas de alta defii\u00e7\u00e3o no mercado com potenciais problemas de interfer\u00eancia, a solu\u00e7\u00e3o volta a ser o receptor externo. &#8220;A escala vai ser atrav\u00e9s do set-top box. N\u00e3o podemos mais boicotar o conversar em favor dos televisores com recep\u00e7\u00e3o. Ser\u00e1 o mesmo que boicotar a TV digital&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Na \u00faltima segunda-feira,\u00a0o vice-presidente de neg\u00f3cios da Samsung,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.telaviva.com.br\/25\/08\/2014\/fabricantes-querem-distribuicao-de-televisores-completos-no-processo-migratorio\/tl\/388522\/news.aspx\" target=\"_blank\">Benjamin Sicsu, afirmou que essa sa\u00edda n\u00e3o \u00e9 considerada satisfat\u00f3ria pela ind\u00fastria.<\/a>\u00a0&#8220;Nosso setor sempre acreditou que a melhor solu\u00e7\u00e3o para chegar aos 93% \u00e9 com o equipamento final (televisores completos). N\u00e3o acreditamos que seja atrav\u00e9s da digitaliza\u00e7\u00e3o de equipamentos anal\u00f3gicos&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Fonte: Tela Viva<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O esfor\u00e7o para garantir a 93% da popula\u00e7\u00e3o a recep\u00e7\u00e3o do sinal de TV digital pode se resumir a atender aproximadamente um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o, o que n\u00e3o tornar\u00e1 o processo trivial. 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