{"id":1852,"date":"2012-04-17T02:16:07","date_gmt":"2012-04-17T05:16:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.gingadf.com.br\/blogGinga\/?p=1852"},"modified":"2012-04-17T02:16:07","modified_gmt":"2012-04-17T05:16:07","slug":"para-globo-transicao-da-tv-digital-nao-sera-concluida-em-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.gingadf.com.br\/blogGinga\/para-globo-transicao-da-tv-digital-nao-sera-concluida-em-2016\/","title":{"rendered":"Para Globo, transi\u00e7\u00e3o da TV digital n\u00e3o ser\u00e1 conclu\u00edda em 2016"},"content":{"rendered":"<p>Para o diretor-geral de engenharia da TV Globo, a transi\u00e7\u00e3o entre a TV anal\u00f3gica e a TV digital dificilmente estar\u00e1 conclu\u00edda em 2016, como prev\u00ea o cronograma oficial. Em entrevista exclusiva \u00e0 revista TELA VIVA de abril (editada pela Converge) que circula a partir da pr\u00f3xima semana, o executivo, respons\u00e1vel pelo planejamento tecnol\u00f3gico da emissora, explica que hoje o sinal digital da TV Globo (que \u00e9 de longe o de maior penetra\u00e7\u00e3o no pa\u00eds) cobre 50% dos domic\u00edlios com TV, entre emissoras pr\u00f3prias e afiliadas. At\u00e9 a Copa do Mundo de 2014, diz ele, ser\u00e3o 70%.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 o nosso Projeto 50K, que levar\u00e1 o sinal digital a todas as cidades com 50 mil habitantes ou mais&#8221;, explica. Ap\u00f3s isso, a Globo ainda estuda o que fazer com os 30% dos domic\u00edlios com TV que ficam em localidades com menos de 50 mil habitantes. &#8220;\u00c9 um desafio muito grande, pois envolve milhares de retransmissoras. Os desafios s\u00e3o diversos, como o volume de investimentos, a capacidade de realizar em fun\u00e7\u00e3o do volume de instala\u00e7\u00f5es etc. Queremos em um prazo que julgamos adequado completar estes 30%&#8221;.<\/p>\n<p>Para ele, no prazo estipulado pelo governo &#8220;n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel&#8221;. Segundo Bittencourt, &#8220;em dois anos n\u00e3o d\u00e1 para digitalizar algumas milhares de transmissoras. Nem n\u00f3s e nem os nossos concorrentes conseguir\u00e3o cobrir o Brasil em t\u00e3o pouco tempo. Pelo menos n\u00e3o com transmiss\u00e3o terrestre&#8221;.<\/p>\n<p>Ele explica que o sat\u00e9lite n\u00e3o \u00e9 a melhor alternativa para cobrir esse restante integralmente, mas apenas para onde a TV aberta n\u00e3o chega com o sinal anal\u00f3gico. &#8220;N\u00e3o descartamos cobrir algumas cidades menores atrav\u00e9s do sat\u00e9lite, mas o plano n\u00e3o \u00e9 esse. Temos um modelo de TV terrestre vitorioso, que permite programa\u00e7\u00e3o e publicidade local. N\u00e3o queremos reduzir o nosso modelo&#8221;. Ele explica que ser\u00e1 necess\u00e1rio expandir o n\u00famero de emissoras. &#8220;Queremos segmentar mais ainda. Ser\u00e1 poss\u00edvel, com mais canais, colocar geradoras em cidades onde hoje n\u00e3o h\u00e1&#8221;, diz o engenheiro, ressaltando que esse estudo tamb\u00e9m acompanha o crescimento do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Segundo ele, o setor de radiodifus\u00e3o tamb\u00e9m tem demanda por espectro, seja para a expans\u00e3o territorial da TV digital, seja para futuros servi\u00e7os como transmiss\u00e3o em 3D e em ultra alta defini\u00e7\u00e3o (4K). Al\u00e9m disso, explica, &#8220;mudar uma emissora do canal 47 para o 30 \u00e9 algo brutal. Demanda investimentos em torre, antena, transmiss\u00e3o, e ainda mexe com o h\u00e1bito de consumo&#8221;, diz, fazendo refer\u00eancia ao modelo que est\u00e1 sendo praticado nos EUA de leil\u00f5es incentivados, em que radiodifusores interessados em vender o espectro est\u00e3o negociando a limpeza das faixas com as teles interessadas no espectro de 700 MHz. &#8220;A TV aberta \u00e9 tudo de bom que acontece no Brasil. O movimento mundial \u00e9 mau exemplo para n\u00f3s, que temos uma boa TV aberta e que queremos que se mantenha forte. \u00c9 algo bom para o Pa\u00eds. O \u00fanico pa\u00eds parecido conosco \u00e9 o Jap\u00e3o, onde a TV aberta tamb\u00e9m \u00e9 muito forte, mesmo sendo um pa\u00eds muito conectado. Isso prova que h\u00e1 sempre espa\u00e7o para a TV aberta&#8221;. Segundo ele, os radiodifusores come\u00e7aram a falar com o governo sobre as poss\u00edveis aplica\u00e7\u00f5es dos canais dispon\u00edveis.<\/p>\n<h3>Novas oportunidades<\/h3>\n<p>Na entrevista, Bittencourt tamb\u00e9m antecipa a estrat\u00e9gia da Globo para o ambiente das TVs conectadas. Segundo ele, espera-se que a Globo On Demand aconte\u00e7a primeiramente na Internet, como j\u00e1 acontece com a Globo.com. &#8216;No futuro, eu vejo que estaremos tamb\u00e9m na TV conectada. As TVs com banda larga abrem uma janela para a TV, que at\u00e9 ent\u00e3o s\u00f3 exibia conte\u00fados lineares. A TV poder\u00e1 oferecer conte\u00fado sob demanda. \u00c9 algo muito revolucion\u00e1rio&#8221;, diz.<\/p>\n<p>A dificuldade, diz ele, \u00e9 que para isso acontecer a rede de banda larga precisa evoluir, assim como as TVs. &#8220;Temos que harmonizar as interfaces dos fabricantes. Enquanto cada um tiver a sua tecnologia, n\u00e3o vai massificar. Ningu\u00e9m vai fazer conte\u00fado para cada fabricante. Os produtores precisam poder criar um portal de conte\u00fado que atenda todas as plataformas.&#8221; Hoje, a Globo est\u00e1 integrando a produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fados para todas as m\u00eddias e o mesmo conte\u00fado da TV aberta estar\u00e1 instantaneamente dispon\u00edvel para todas as plataformas.<\/p>\n<p>Fonte: Tela Viva<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para o diretor-geral de engenharia da TV Globo, a transi\u00e7\u00e3o entre a TV anal\u00f3gica e a TV digital dificilmente estar\u00e1 conclu\u00edda em 2016, como prev\u00ea o cronograma oficial. 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