Oct 10

Imagem retirada do Blog EITVA proposta de recompra de set-top boxes “sociais”, anunciada pelo Ministro Gilberto Kassab, é uma das medidas mais polêmicas hoje no setor. Aparentemente, o Ministro quis fazer um agrado à Eletros, associação que reúne os fabricantes de TV da Zona Franca de Manaus. A Eletros anda meio triste porque não queria mais carregar um software brasileiro, que é obrigatório nos aparelhos montados aqui no Brasil. É o Ginga, aquele personagem da mais longa e confusa “novela” da TV brasileira. Segundo a Eletros, o Ginga encarece cada aparelho em R$ 50,00 e não serve para nada.

O Ministro começou explicando à Eletros que não poderia fazer isso, porque há alguns anos, vários documentos assinados preveem a obrigatoriedade do software, que torna os aparelhos de TV máquinas interativas. A questão é que a família Ginga cresceu e as coisas ficaram muito diferentes. A implementação que ainda é obrigatória nos aparelhos de TV é o “avô” do Ginga, muito limitado, quase não conversa. O Ginga C, “neto” mais novo, é o ninja da família Ginga. Faz de tudo, precisa ver! O Ginga C é justamente a geração que está no set-top box “social”. O apelido “social” vem do fato de ele ser gratuito, distribuído pelo Governo Federal para as famílias carentes que fazem parte do Cadastro Único da Assistência Social. Esse tipo de compensação se vê em todos os países onde o sinal analógico está sendo desligado, foi assim até nos Estados Unidos.

O que Kassab anunciou agora, como estímulo para a Eletros, é a recompra dos set-top boxes sociais que as fabricantes aceitarem de clientes, como parte do pagamento de um televisor novo. O raciocínio é simplista demais. Considera que uma TV nova sintoniza o sinal digital, portanto dispensa conversor (set-top box). Se você perdeu o lance, faça um “replay” nessa leitura e vai perceber que o Ministro está propondo trocar um Ginga da geração “avô” – que está embarcado nos televisores – por um Ginga C (“ninja”) que está no conversor social. Agora entendeu?

NÃO SE RESOLVE EM FAMÍLIA

O custo de uma versão para outra é o mesmo, porque o Ginga é gratuito para a população. O que está em jogo é a questão social, que o Governo jura ter como prioridade. Um pacote de aplicativos, com várias funcionalidades para a população, está disponível, também de graça, para qualquer interessado. Mas só roda no Ginga C. O pacote inclui o Brasil 4D (serviços públicos em geral), o aplicativo “Bolsa Família” (facilita muito a gestão do serviço social) e o “Quero Ver Cultura” (um OTT com filmes, documentários e outras produções nacionais). Esses aplicativos foram desenvolvidos há poucos anos pela estatal EBC – Empresa Brasileira de Comunicação e outros órgãos do Governo Federal. Nos dias de hoje, depois de tantos avanços nos celulares e tablets, o vovô Ginga não consegue oferecer nada interessante, muito menos rodar um Brasil 4D, por exemplo. Portanto, a população carente perderia a possibilidade de contar com serviços públicos gratuitos, para entrar numa dívida por um televisor novo. Isso sem falar na infinidade de outros aplicativos que podem ser desenvolvidos, com várias funções. Desde que tenha um Ginga C na plataforma do televisor para rodar.

Ademais, você já fez as contas do custo de toda a logística reversa para esses conversores sociais chegarem de volta até o Governo? Depois o armazenamento e redistribuição, sabe-se lá como e para quem? E tem o principal, o pagamento do valor para os fabricantes que venderem o televisor novo e pegarem o conversor como parte do pagamento. Será que ninguém na praça vai pensar em um mercado negro, pagando baratinho pelo conversor social que algum carente recebeu de graça? O Governo pode pagar com descontos fiscais, pode encontrar caminhos para evitar parte desses riscos. Mas onde vão parar os conversores recomprados é um tipo de problema para o qual vai ser muito difícil encontrar solução.

O Ministro Kassab poderia ajudar a todos dando uma outra sugestão aos fabricantes. Já que mais de 80% dos televisores vendidos hoje no Brasil são do tipo smart, eles poderiam aproveitar a plataforma de informática disponível nesses modelos para carregar o Ginga C. Assim estariam oferecendo muitas funcionalidades a mais em seus produtos. Porém, se o interesse dos fabricantes de TV é inviabilizar uma solução brasileira, que tende a crescer muito e fazer concorrência a outros equipamentos que eles produzem, então não é o caso de um Ministro brasileiro se preocupar em atende-los.

A COISA ESTÁ CRESCENDO

O Ginga C é uma plataforma capaz de turbinar uma smart TV sintonizada em canais da TV aberta. E esses canais estão conquistando mais espaço entre as opções de lazer do público. Um levantamento recente, feito pelo Ibope na cidade de São Paulo, mostra que o consumo de canais de TV aberta subiu 7% este ano, em comparação com o mesmo período de 2015. Enquanto isso, os canais pagos tiveram uma leve queda, inferior a 1%. O crescimento da audiência nas redes gratuitas foi constatado em todos os horários medidos pelo instituto.

A TV aberta está crescendo muito em qualidade, com avanços tecnológicos surpreendentes. O mundo todo está lançando um novo olhar sobre essa via de comunicação, que no Brasil é a de maior penetração. Essa realidade só faz aumentar a importância do Ginga C, enquanto tecnologia brasileira competitiva, num cenário de negócios onde só os países desenvolvidos têm espaço. Ele expande o potencial da TV para além do entretenimento através do vídeo, ou informação ao vivo. Por isso, pode acrescentar muito à experiência que deu nova importância à sala de estar em todo o mundo.

Fonte: EiTV Blog

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Sep 21

O governo deve atender, parcialmente, o pleito dos fabricantes de televisores, que demandaram do Ministério de Ciência, Tecnologia, Comunicações e Inovações a análise de uma forma de apoiar a indústria diante dos custos de implementação do Ginga nos aparelhos de TV. O ministro Gilberto Kassab disse que nesse momento é impossível trabalhar com subsídio e que a decisão sobre a manutenção do Ginga como política pública está tomada. A solução negociada, então, é no sentido de que os fabricantes de TV aceitem como parte do pagamento o conversor de TV digital que está sendo distribuído aos integrantes do Cadastro Único nas cidades que terão o desligamento de TV digital até 2018.

Segundo Kassab, a EAD (Entidade Administradora da Digitalização), que hoje compra e distribui os conversores, recompraria os equipamentos de forma que os recursos subsidiassem a venda de TVs digitais. “O cidadão recebe gratuitamente o conversor. Se ele quiser ter um televisor, ele vai na loja e dá o conversor como parte do pagamento. O ministério recompra, sem nenhum custo para o governo”, disse ele, explicando que o valor ainda seria calculado. “Eles estão estudando, gostaram da nossa contrapartida e entenderam que não haverá subsídio. Se a indústria quiser usar isso como crédito, o governo recompra, enquanto precisarmos de conversores para distribuir”. Kassab, posteriormente, explicou que na verdade a recompra seria feita pela EAD. “A EAD precisa dos decodificadores e essa política faz com que eles precisem encomendar menos decodificadores”.

Segundo apurou este noticiário, a proposta ainda não foi levada à EAD e às teles, mas é possível que seja aceita porque, em linhas gerais, é parecida com uma proposta que já havia sido discutida ainda no governo Dilma e que previa que a EAD pudesse distribuir aos usuários, alternativamente, vouchers que poderiam ser trocados na compra de aparelhos de TV digital.

Critério de desligamento

Segundo Gilberto Kassab, a polêmica sobre os percentuais para desligamento da TV analógica em Brasília foram resolvidos e será usado o “critério do Ibope”. Kassab não detalhou, contudo, se será o critério do Ibope definido pelo Gired na cidade de Rio Verde ou se será a proposta do Ibope com um deflator para as TVs de tela plana, o que geraria, nesse momento, uma redução do índice de digitalização de Brasília em cerca de um ponto percentual. De qualquer maneira, Kassab assegurou que o desligamento em Brasília acontecerá na data prevista, no final de outubro.

Fonte: Tela Viva

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Sep 13

Saiu no dia 29 de agosto de 2016, a portaria de Gilberto Kassab que define que o conversor da TV digital deverá ser distribuído para todos do Bolsa Família e do Cadastro Único terá que vir com interatividade, ou com o Ginga. Agora, teles e radiodifusores não se entendem sobre a cobertura dos sinais digitais no Distrito Federal. Governo terá que arbitrar os critérios. Data para o desligamento da TV analógica está marcada para 26 de outubro.

Portaria do ministro Gilberto Kassab publicada hoje, 29, confirmou a decisão comunicada aos integrantes do Gired (grupo que conduz a transição da TV digital) há alguns dias, de que o conversor da TV digital financiado pelas operadoras de celular não poderia ser o zapper, (só com capacidade para receber os sinais de TV) devendo ter também a capacidade de promover a interatividade, ou seja ter o middleware nacional, o Ginga. Além disso, será distribuído indistintamente para o público do Bolsa Família e para os listados no Cadastro Único ( o que multiplica por três os beneficiários), o que também não estava previsto em política anterior.

Mas o Ginga que virá nessas novas caixinhas não será aquele capaz de trazer a interatividade plena, pois tem característica simples, classificado como Ginga NCL, mais barato para conseguir se encaixar no orçamento disponível da EAD, empresa encarregada de fazer a encomenda e a compra dos conversores da TV analógica para a digital.

Essa caixinha não virá com porta HDMI, o que significa que não terá capacidade de receber alta resolução, mas terá porta USB, para acesso à internet pela rede celular, se as operadoras quiserem vender pacotes mais baratos.

A portaria faz também alguns pequenos ajustes na lista de cidades que terão os canais analógicos desligados e o cronograma até 2023. Elas não chegam a mil. As demais, ou não precisarão ser desligadas ou serão depois dessa data.

Disputa

Se essa decisão não agradou nem às teles nem aos radiodifusores, que já tinham acordado entre si que seria melhor distribuir o conversor sem qualquer interatividade para todos do Cadastro Único, decisão que agora foi derrubada por Kassab, os dois grupos passam a se desentender pela cobertura do sinal digital e o consequente desligamento da TV analógica, no Distrito Federal, decisão que deverá ser arbitrada pelo ministério nessa próxima sexta-feira.

Tudo porque a pesquisa do Ibope considerou que todas as TVs de tela fina, em Brasília foram consideradas digitais, critério questionado pelos radiodifusores que alegam que pelo menos 30% as TVs de tela fina foram feitas ainda sem o conversor digital embutido. Mesmo que muitas dessas TVs tenham acesso às assinaturas de TV paga (aí sim, todas digitais) as emissoras não concordaram que no DF já tenha se alcançado 74% de cobertura digital, conforme apontou a última pesquisa. O Gired refez o critério e reduziu a conta para 72%, mas radiodifusão resolveu endurecer e bater firme contra o resultado. E também incluiu novos questionamentos sobre as antenas, o que diminuiria a base da cobertura no DF para 66%, o que fez com que as operadoras de celular também fincassem posição pela pesquisa inicial.

Agora, só o MCTIC poderá arbitrar, afinal qual o critério será utilizado e qual é a cobertura que se chegou até agora. Tudo isso porque só se desliga da TV analógica quando 93% dos lares já tiverem capacidade de receber a TV digital. A data para o desligamento está marcada para 26 de outubro. A reunião do Gired está prevista para essa sexta-feira.

Fonte: Tele Síntese

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Aug 11

tv com gingaDiferentes ministérios alegaram estar criando apps para a interatividade da TV digital, e o TCU ameaçava cobrar resultados. E Kassab não quis criar dois tipos distintos de público.

Aconteceu o imponderável. Hoje, o Gired, grupo que conduz a transição da TV digital aprovou, por consenso (sic) a nova versão do conversor digital que será distribuída, a partir de São Paulo, para todos os elegíveis a receberem essa caixinha com capacidade para a interatividade, pois virá com o software nacional embutido, o Ginga C.

Embora mais simples do que os planos originais, para caber no orçamento das operadoras de celular que pagam a conta (não terá saída HDMI, ou seja, não permitirá acesso à alta resolução dos sinais de TV digital) ela será uma versão bem mais aprimorada do que as operadoras de celular e as emissoras de radiodifusão comercial queriam. A caixinha com o ginga C já tinha sido descartado por esses dois segmentos do mercado e a sua tese tinha recebido apoio do ex-ministro das Comunicações, Andre Figueiredo, que havia decidido manter o software nacional nos equipamentos que seriam distribuídos apenas para os integrantes do Bolsa Família, e não para as famílias do Cadastro Único, um universo muito maior. “Aprovamos essa configuração com ressalvas, pois do ponto de vista das operadoras, não seria a melhor opção”, afirmou o presidente da EAD (ou Seja digital), a empresa que conduz a transição, Antonio Carlos Martelletto, diretor geral.

A proposta foi aprovada hoje assim porque o grupo foi informado que amanhã, 12, o ministro Kassab publica portaria confirmando que o conversor deve ter a interatividade (conforme portaria do Ginga C publicada pelo então ministro petista, Ricardo Berzoini) e que deve ser distribuída igualmente tanto para as famílias do Bolsa Família, como do Cadastro Único. Para André Barbosa, ex-diretor da EBC, que até a reunião de hoje, parecia voz isolada clamando no deserto de surdos sobre as vantagens do Ginga C, a reviravolta na decisão foi “uma conjunção de bons fluidos”, como a queda do dólar, que permitiu a agregação de novos componentes no conversor, a atuação da Anatel, e de demais integrantes do governo, como Cultura, Ministério do Desenvolvimento Social e TCU.

Na verdade, há mesmo uma grande perspectiva deste governo em se apropriar das vantagens que um programa de interatividade social – pelas ondas da TV pública- pode proporcionar. As emissoras comerciais queriam também que fosse distribuído apenas o conversor zapper, sem qualquer chance de programas interativos, para poder sobrar mais recursos para si próprias e a transição de seus sinais.

Com esse novo modelo, 256 MB de memória RAM, 2 GB de memória Flash e 2 USB, o preço da caixa sem internalizar no Brasil, (FOB),sai por US$ 15,8 estima a EAD, e será distribuída para cerca de 12 milhões de famílias, já que diminuiu o número de cidades que terão as TVs desligadas.

Fonte: Tele Síntese 

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Aug 10

ConversorA Entidade Administradora da Digitalização (EAD) já entregou 215 mil kits de conversor digital e antenas para as famílias inscritas nos programas sociais do governo federal do Distrito Federal e mais nove cidades do entorno, onde o desligamento do sinal analógico de TV está programado para 26 de outubro. Esse número representa pouco mais de 62% do total de 346 mil famílias que serão beneficiadas.

Outras sete mil famílias já agendaram a retirada do kit nos pontos de distribuição. Com esses equipamentos, os beneficiários poderão receber a programação digital da TV digital aberta mesmo por aparelhos de TV antigos.

Além do Distrito Federal, o switch-off vai atingir as cidades goianas de Águas Lindas de Goiás, Cidade Ocidental, Cristalina, Formosa, Luziânia, Novo Gama, Planaltina, Santo Antônio do Descoberto e Valparaíso de Goiás. O agendamento para a retirada dos kits pode ser feito no site www.vocenatvdigital.com.br ou pelo telefone 147.

Campanha

A EAD também iniciou a campanha de desligamento do sinal analógico em mais 97 municípios com switch-off previsto para 26 de julho de 2017. Os anúncios de alerta inclui Belo Horizonte (MG), Salvador (BA), Recife (PE) e Fortaleza (CE), além de outras 93 cidades situadas no entorno dessas capitais.

Neste início da campanha, os telespectadores começam a ver um logotipo na tela de TV com a letra “A”. Este símbolo indica que o sinal da TV é analógico. Além disso, tarjas informativas sobre o desligamento serão inseridas durante a programação. Cartelas informativas começarão a ser exibidas 180 dias antes do prazo final e vídeos informativos, com 75 dias de antecedência.

Fonte: Tela Viva

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Aug 10

TV sem ginga nãoO Gired (grupo de implantação da digitalização de TV) adiou para a próxima semana as decisões sobre o novo conversor gratuito e sobre critérios da pesquisa para averiguar percentual de digitalização dos domicílios em Brasília, que deverá ter o sinal analógico da TV aberta desligado em 26 de outubro. O motivo do adiamento é a falta de consenso sobre os dois temas.

As teles e a radiodifusão comercial defendem a unificação do set-top box em um modelo superior ao zapper distribuído entre os beneficiários do Cadastro Único dos programas sociais do governo e conversor com interatividade doado aos integrantes do cadastro apenas do Bolsa Família. Os representantes da radiodifusão pública (EBC e TV Câmara) não aceitam a limitação da interatividade, que já é usada para ofertas de serviços por órgãos públicos.

O argumento para a troca é o custo do aparelho, que ficaria 50% mais barato no modelo proposto pela Entidade Administradora da Digitalização (EAD). Além disso, ressalta que os beneficiários do CadÚnico sairiam ganhando com a nova configuração do receptor. Já a radiodifusão pública reclama do abandono do Ginga C, middleware da interatividade reconhecido em norma da ABNT.

No caso da pesquisa, a oposição vem da radiodifusão comercial. O principal ponto é sobre o percentual de televisores de tela fina que é considerado como apto a receber a programação digital da TV aberta. Na pesquisa preliminar feita pelo Ibope em Brasília, 92% desses aparelhos foram considerados digitalizados, enquanto esse percentual em Rio Verde (GO), primeiro município a desligar o sinal analógico no País, ficou em 10%.

Fonte: Tela Viva

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Jun 02

TV fora do arHá cinco meses do desligamento dos sinais analógicos de televisão em Brasília e região, começam a ser entregues nesta quinta, 2/6, os kits gratuitos de conversor e antena para famílias pobres, inscritas em programas sociais do governo federal. Por enquanto, cerca de 100 mil, das 372 mil famílias com direito ao kit, agendaram a entrega nos postos da Seja Digital, outrora EAD, responsável pela distribuição.

O conversor permite que os sinais digitais sejam captados mesmo por aparelhos de televisão analógicos – via de regra, as TVs de tubo. A antena externa, mais do que melhorar a recepção, é uma espécie de seguro para evitar eventuais interferências dos celulares 4G com a nova televisão.

A distribuição, inicialmente ao Bolsa Família, depois estendida a todo o Cadastro Único dos programa sociais, é uma das contrapartidas das operadoras móveis na transição digital. Com o desligamento dos sinais analógicos, em Brasília no próximo 26 de outubro, a frequência de 700 MHz, hoje com as TVs, passam a ser usadas pelos smartphones.

Para entregar os kits, a Seja Digital montou 19 pontos de atendimento, 12 deles no Distrito Federal, os demais em cidades do Entorno da capital que serão afetadas pelo desligamento, todas em Goiás: Águas Lindas, Cidade Ocidental, Cristalina, Formosa, Luziânia, Novo Gama, Planaltina, Santo Antônio do Descoberto e Valparaíso.

Têm direito ao conversor e antena inscritos em programas com Bolsa Família, Tarifa Social, Minha Casa, Minha Vida. Para confirmar o direito e agendar a distribuição do kit, basta acessar o site www.sejadigital.com.br (ou www.vocenatvdigital.com.br) ou ligar para o telefone 147 (a chamada é gratuita). É preciso ter o número do CPF ou NIS.

Fonte: Convergência Digital

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May 31

ConversorEquipamentos permitem que televisores mais antigos recebam sinal digital de TV. Além do Distrito Federal, nove cidades de Goiás terão o sinal analógico desligado até o dia 26 de outubro.

Começa nesta quinta-feira (2) a entrega gratuita dos kits de conversores digitais e antenas para os beneficiários do programa Bolsa Família e inscritos no Cadastro Único do Governo Federal residentes em Brasília (DF). As retiradas poderão ser feitas pelas famílias que se inscreveram pelo site vocenatvdigital.com.br ou pelo telefone 147 nos centros de distribuição na capital federal.

Mesmo com o início da distribuição dos kits, continuará aberto o agendamento das famílias que têm direito a receber o conversor digital. O desligamento do sinal analógico de TV em Brasília está previsto para 26 de outubro. Juntamente com o Distrito Federal, também passam a ser atendidas nove cidades de Goiás que fazem parte da região do Entorno do DF: Águas Lindas de Goiás, Cidade Ocidental, Cristalina, Formosa, Luziânia, Novo Gama, Planaltina de Goiás, Santo Antônio do Descoberto e Valparaíso de Goiás.

O conversor digital e a antena permitem que os televisores antigos possam funcionar mesmo com o desligamento do sinal analógico. São 372 mil famílias no DF que devem receber os kits. Com a mudança, a frequência fica liberada para ser usada na implantação do 4G na faixa de 700 MHz, leiloada em 2014 pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Brasília será a primeira capital a passar pelo switch off no Brasil. Em março, foi desligada com sucesso a cidade de Rio Verde (GO), que foi usada como teste-piloto. A distribuição dos kits é coordenada pela Entidade Administradora de Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (EAD), ente criado pelas operadoras vencedoras do leilão para coordenar a limpeza da faixa.

Fonte: MCTI

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May 08

O prazo para a entrega dos kits para a migração do sinal analógico para o digital nas TVs de Rio Verde, Goiás, o primeiro lugar a ser digitalizado no cronograma do Governo, acabou nesta quarta-feira, 04/05, por decisão do GIRED. De acordo com dados disponibilizados pela EAD, entidade das operadoras que controla o processo, no total foram entregues até agora pouco mais de 16 mil kits, 7 mil para beneficiários do programa Bolsa Família e os restantes 9 mil para benificiários de outros programas sociais e que fazem parte do cadastro único do governo federal.

Para o diretor geral da EAD, Antonio Martelletto, o programa de assistência, incluindo o Cadastro Único, foi fundamental para que se alcançasse o percentual de digitalização de 94%.“A entrega de kits para o público do Cadastro Único não estava prevista inicialmente no edital, mas o GIRED entendeu que, no piloto, havia a necessidade de ampliar o programa de assistência que originalmente contemplava somente os beneficiários do Bolsa Família”, sustentou.

Vale lembrar que os beneficiários do Bolsa Família tiveram acesso ao conversor com interatividade, já as famílias do Cadastro Único receberam conversores mais simples, os conhecidos zappers, sem interatividades. ados da última pesquisa do IBOPE, concluída em abril deste ano, informa que 95% dos beneficiários do Bolsa Família em Rio Verde tinham recepção digital e 97% dos beneficiários do cadastro único também. Também segundo a pesquisa, somente 2% dos domicílios do município tinham recepção exclusiva terrestre analógica e ficaram sem recepção de serviço de TV.

Finalizada a etapa de Rio Verde, Goiás, começou a distribuição de conversores para a TV Digital para as famílias que moram no Distrito Federal e em seu Entorno e estão inscritas no Cadastro Único de programas sociais, mas não no Bolsa Família – que tem uma distribuição a parte. São mais de 200 mil famílias com direito a um kit de antena e conversor, gratuito, além das 160 mil do Bolsa Família.

Fonte: Convergência Digital

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Mar 31

TV sem ginga nãoO governo, pressionado pelas operadoras móveis e emissoras de televisão, decidiu recuar na política de inclusão digital atrelado à migração da televisão analógica para o padrão digital. Depois da dificuldade em se definir a configuração de equipamentos interativos e as restrições à conectividade, a nova decisão é de que para o desligamento dos sinais em Brasília, os equipamentos distribuídos aos mais pobres serão, em sua maioria, meros seletores de canais, ou ´zappers´, no jargão televisivo.

Para o Ministério das Comunicações, a decisão, por enquanto restrita a Brasília e arredores, é na verdade uma forma de ampliar a garantia de acesso aos sinais digitais de TV, uma vez que tem o objetivo de cobrir não só os beneficiários do Bolsa Família, como era o plano original, mas também os inscritos em outros benefícios do Cadastro Único dos programas sociais. “A obrigação de entregar interatividade é apenas aos beneficiários do Bolsa Família”, sustenta o secretário de comunicações eletrônicas do Minicom, Roberto Pinto Martins.

De acordo com Rodrigo Zerbone, coordenador do grupo de implementação da TV Digital (Gired), que reúne Anatel, Minicom, teles e tevês, não há mais tempo hábil para as encomendas do conversor com interatividade (leia-se, com o middleware Ginga). Daí a necessidade de que, pelo menos em Brasília e nas nove cidades de seu Entorno, seja comprado o equipamento simples, de prateleira.

O problema, no fundo, é financeiro (mesmo na questão das encomendas, parte da dificuldade de prazo é na contratação do frete por navio e não aéreo). Mais do que isso, porém, trata-se do esforço em manter o orçamento da migração digital dentro dos R$ 3,2 bilhões atrelados ao leilão do 4G, no qual as operadoras móveis adquiriram a faixa de 700 MHz, a ser desocupada com a digitalização da TV aberta.

Segundo o Gired, a conta para distribuir os conversores e antenas já supera esse montante – a conta é de que cada kit, instalado, está perto de R$ 250. Vezes 14 milhões (número total de beneficiários do Bolsa Família), isso significa algo perto de R$, 3,4 bilhões (em uma conta que usa o dólar a R$ 4). Daí que parte do plano seja substituir uma quantia (ainda incerta) de equipamentos pelos ´zappers´, que custam a metade.

A medida leva em conta a proposta de teles e tevês para que o cronograma do desligamento analógico seja reformulado – no lugar de todo o país, ele seria restrito aos 1,4 mil municípios onde a faixa de 700 MHz está efetivamente ocupada pela televisão (e, portanto, onde precisa ser desocupada para ser usada para a oferta de 4G). Com isso, no lugar de todo o universo do Bolsa Família, os conversores só chegariam a cerca de 5 milhões deles.

A ideia, assim, é incluir os demais inscritos no Cadastro Único nesses 1,4 mil municípios. Dessa forma, a conta total de equipamentos chegaria perto de 12,7 milhões. Mas nesse caso, com os´zappers´. “Levar isso para além de Brasília ainda não está definido. Na verdade, sequer contamos por enquanto com os instrumentos legais para isso”, afirmou Rodrigo Zerbone. É que, por enquanto, o Decreto sobre o desligamento não prevê a mudança proposta no cronograma (ou seja, por enquanto, todo o país tem que ser ´desligado´ até 2018).

Fonte: Convergência Digital

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