Aug 09

Interatividade: Brasil 4D concorre ao prêmio SET 2014

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Brasil 4D, projeto de interatividade por meio da televisão digital criado pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), está concorrendo a mais um prêmio, agora da SET – Sociedade de Engenharia e televisão.

O prêmio SET recompensa empresas e profissionais que oferecem contribuições relevantes ou inovadoras para o desenvolvimento tecnológico da televisão brasileira. Em sua fase inicial, este ano, a categoria “Produto inovador para recepção ISDB-T” foi retirada da premiação. Os finalistas são empresas estabelecidas no Brasil, com representante ou distribuidor oficialmente reconhecido. Na categoria “Artigo publicado na Revista da SET” os três autores são profissionais que atuam no setor de radiodifusão brasileiro.

Para votar acesse http://www.set.org.br/eventos_setpremio_votos.asp

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Aug 09

Interatividade: TV UNESP desenvolve programas com interatividade em Ginga

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Programa infantil “Apolônio e Azulão” apresenta conteúdos educativos de forma leve e convida as crianças a interagirem por meio do controle remoto

Em busca de inovação para a programação, a TV UNESP investe em pesquisas para a produção de programas interativos desde 2013, ano em que participou de uma seleção pública do Ministério das Comunicações e foi contemplada no projeto Ginga.BR.Labs, que faz parte do Programa de Estímulo ao Desenvolvimento do Padrão Nacional de Interatividade da Televisão Brasileira.

O programa inscrito no projeto foi “Apolônio e Azulão”, produção infantil educativa para crianças de 7 a 10 anos que utiliza bonecos de fantoche para transmitir noções de ciência a partir das experiências do dia a dia, como a importância da água, o processo de plantar, o dia e a noite e as estações do ano. Nos episódios, que duram 15 minutos, o personagem Azulão, uma espécie de bicho de pelúcia ainda criança, dialoga com o professor Apolônio, um cientista, que explica os conceitos com uma linguagem leve e divertida. Durante a narrativa, as crianças são convidadas a interagir por meio do controle remoto da televisão e realizam atividades lúdicas e jogos, embaladas por músicas compostas especialmente para o programa.

A produção do programa envolveu uma equipe multidisciplinar composta por produtores de televisão, designers, programadores, além da equipe operacional envolvida na gravação e edição. A elaboração dos roteiros audiovisuais e dos roteiros das aplicações interativas contou com a consultoria de pedagogos para adequação do conteúdo ao público infantil.

A TV UNESP já produziu 4 programas e pretende ampliar esse número para realizar o lançamento para o público.  Além de “Apolônio e Azulão”, a emissora já produz desde o início de 2014 o telejornal interativo “UNESP Notícias”, que vai ao ar de segunda a sexta às 17h30 (horário de Brasília) e pode ser assistido ao vivo pelo site www.tv.unesp.br.

Sobre a TV UNESP:

A Televisão Universitária UNESP utiliza a comunicação como veículo para promover a cidadania, o conhecimento e o desenvolvimento e, produz programas que se direcionam a diferentes públicos ao mesmo tempo em que cultivam a diferença entre cada um deles.

Para isso, as produções estão divididas em 6 categorias: Arte e Entretenimento; Cultura Regional; Ciência e Educação; Ecologia; Saúde e Bem-estar; Jornalismo.

Os programas apresentam temas pertinentes à sociedade contemporânea que se refletem no dia a dia de cada um de nós, mas nem sempre são abordados em profundidade por outros veículos de comunicação.

Como emissora pública vinculada à UNESP, a TV UNESP contribui para aproximar os estudos promovidos pela universidade à rotina de públicos com diferentes características e aspirações, e desempenha um importante papel nas atividades de ensino, pesquisa e extensão realizadas pela Universidade Estadual Paulista.

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Fonte: ABTU

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Jul 11

Interativdade: Ginga será obrigatório nos conversores de TV Digital para Bolsa Família

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O Ministério das Comunicações publicou nesta quinta-feira, 10/7, uma portaria que estabelece as premissas para o desligamento das transmissões analógicas de televisão e fixa a cobertura digital em 93% dos lares para que o switch off seja autorizado. E ainda determina que os conversores que serão distribuídos, inicialmente aos mais pobres, deverão trazer o Ginga “obrigatoriamente”.

Basicamente, o governo orienta a Anatel a prever no edital de 700 MHz que será distribuído “um set-top-box com os requisitos constantes do Anexo I, para recepção da televisão digital terrestre, às famílias cadastradas no Programa Bolsa Família do governo federal”. O anexo determina que o conversor incorpore obrigatoriamente capacidade interativa e que ela seja via o brasileiro Ginga.

Um parênteses: a transição para a TV Digital se misturou com o leilão da faixa de 700 MHz porque é a frequência usada atualmente pela televisão analógica. As emissoras de TV vão mudar de frequência e o espaço liberado será vendido às operadoras de telefonia móvel. As teles terão que arcar com esse custo e, ainda, com a distribuição dos set-top-boxes.

A proposta de edital já indicava a distribuição aos inscritos no Bolsa Família – 14 milhões de famílias. Mas embora a Anatel já acenasse com essa possibilidade, não há menção expressa ao Ginga na minuta em consulta pública. A portaria obriga que isso aconteça. A distribuição pode ser ainda maior, no entanto, se houver sobra de recursos – das teles vencedoras do leilão – para a transição.

A norma baixada pelo Minicom detalha o cronograma de desligamento, que começa com um “piloto” em Rio Verde, Goiás, em 29 de novembro de 2015. Depois desse teste, o switch off terá início em Brasília, em abril de 2016 e só se encerra em novembro de 2018. O detalhamento inclui as datas para os demais municípios além das capitais dos estados.

O governo fixou a cobertura digital um pouco abaixo do que pediam as emissoras. É condição para o desligamento da transmissão analógica que, pelo menos, 93% por cento dos domicílios do município que acessem o serviço livre, aberto e gratuito por transmissão terrestre, “estejam aptos à recepção da televisão digital terrestre”. As TVs queriam entre 95% e 98%.

Veja a íntegra da Portaria:

PORTARIA No 481, DE 9 DE JULHO DE 2014 

O MINISTRO DE ESTADO DAS COMUNICAÇÕES,

CONSIDERANDO o disposto no Decreto no 5.820, de 29 de junho de 2006, alterado pelo Decreto no 8.061, de 29 de julho de 2013, segundo o qual o Ministério das Comunicações estabelecerá cronograma de transição da transmissão analógica dos serviços de radiodifusão de sons e imagens e de retransmissão de televisão para o Sistema Brasileiro de Televisão Digital – SBTVD, com início em 1o de janeiro de 2015 e encerramento até 31 de dezembro de 2018;

CONSIDERANDO o cronograma de desligamento do sinal analógico de televisão, estabelecido pela Portaria no 477, de 22 de junho de 2014;

CONSIDERANDO o disposto no art. 4o da Portaria no 477, de 2014, segundo o qual o Ministério das Comunicações estabelecerá, em ato próprio, as premissas e condições necessárias para o desligamento, bem como os municípios afetados pelas localidades a serem desligadas;

CONSIDERANDO a prática internacional de as entidades executoras de serviços de radiodifusão inserirem em suas respectivas programações avisos, tarjas e campanhas indicando a data do desligamento do sinal analógico;

CONSIDERANDO as atribuições conferidas pelo art. 87, parágrafo único, inciso II, da Constituição, resolve:

Art. 1o É condição para o desligamento da transmissão analógica dos serviços de radiodifusão de sons e imagens e de retransmissão de televisão, respeitado o prazo final estabelecido no Decreto no 5.820, de 2006, alterado pelo Decreto no 8.061, de 2013, que, pelo menos, noventa e três por cento dos domicílios do município que acessem o serviço livre, aberto e gratuito por transmissão terrestre, estejam aptos à recepção da televisão digital terrestre.

Parágrafo único. As entidades outorgadas para execução dos serviços de radiodifusão de sons e imagens e de retransmissão de televisão informarão em sua programação a data de desligamento do sinal analógico e o canal de veiculação de sua programação digital, na forma e nos prazos estabelecidos em ato do Ministério das Comunicações, que será publicado até 30 de novembro de 2014, ouvido o Fórum Brasileiro de Televisão Digital.

Art. 2o  Caberá à Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel, dentre outras obrigações previstas no edital de licitação para a faixa de 700 MHz:

I – distribuir, na forma do edital a que se refere o caput, um set-top-box com os requisitos constantes do Anexo I, para recepção da televisão digital terrestre, às famílias cadastradas no Programa Bolsa Família do governo federal;

II – promover, na forma do edital a que se refere o caput, campanha publicitária, inclusive em TV aberta, para informar toda a população sobre o processo de desligamento do sinal analógico de TV, pelo menos trezentos e sessenta dias antes da data prevista para o evento;

III – estabelecer os requisitos técnicos necessários do receptor de que trata o inciso I, para mitigação das eventuais interferências prejudiciais ao serviço de radiodifusão de sons e imagens e de retransmissão de televisão do SBTVD; e

IV – aferir, na forma do edital a que se refere o caput, o percentual a que se refere o art. 1o, por meio de entidade especializada que utilizará metodologia estatística baseada na Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar – PNAD.

Art. 3o O Ministério das Comunicações e a Anatel tomarão providências para permitir que a população do município tenha acesso, em tecnologia digital, aos mesmos sinais a que tinha acesso em tecnologia analógica.

Art. 4o Os municípios afetados pelo desligamento do sinal analógico em cada localidade prevista no Anexo da Portaria no 477, de 2014, são os constantes do Anexo II desta Portaria e deverão ser desligados na mesma data.

Art. 5o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

PAULO BERNARDO SILVA

ANEXO I 

REQUISITOS MÍNIMOS PARA RECEPÇÃO DO SINAL DIGITAL
I – Atender às normas técnicas contidas nos documentos ABNT NBR 15604:2007 – Televisão digital terrestre – Receptores, e suas atualizações, dispondo obrigatoriamente de controle remoto, interface USB, saídas de áudio e vídeo via RF e saída de vídeo composto, nos termos da norma.
II – Incorporar obrigatoriamente a capacidade de executar aplicações interativas, de acordo com as Normas ABNT NBR 15606-1, 15606-2, 15606-3, 15606-4 e 15606-6.
III – Permitir a utilização dos recursos de acessibilidade previstos na Norma Complementar MC no 01, de 2006, aprovada pela Portaria no 310, de 27 de junho de 2006.

Fonte: Convergência DIgital

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Jun 12

Interatividade: Projeto Brasil 4D vence Prêmio Frida 2014

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Logo Brasil 4D

Brasil 4D, projeto de interatividade por meio da televisão digital criado pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), conta mais uma vez com o reconhecimento internacional. Trata-se do Prêmio Frida 2014, cujos vencedores foram anunciados nesta quarta-feira (11), rendendo à iniciativa da EBC a vitória na categoria “Criação e desenvolvimento de capacidades e conteúdos para o Desenvolvimento Humano Sustentável”.

A premiação é promovida pelo Fundo Regional para a Inovação Digital na América Latina e no Caribe, e tem por objetivo incentivar projetos de inovação em Tecnologias da Comunicação e Informação.

Para o coordenador do projeto na EBC, André Barbosa, este é um prêmio de grande importância pelo reconhecimento que possui no mercado, no meio acadêmico e no âmbito governamental. “Estou muito contente pelo trabalho de toda a equipe que viabilizou o Brasil 4D. Fizemos um piloto inédito no mundo, que possibilitou a utilização de conteúdos interativos na TV por meio da convergência entre telecomunicação e radiodifusão”, ressalta.

O Brasil 4D oferece serviços públicos pela TV para a população de baixa renda sem nenhum tipo de gasto ao cidadão. O projeto já foi agraciado pelo Troféu SET 2013, concedido pela Sociedade de Engenharia de Televisão (SET), e recebeu menção especial em Criatividad Innovación en Televisión da LA Cumbre TV Abierta 2013, fórum anual que debate a indústria e o mercado de TV aberta.

“Isso mostra que a EBC, além de produzir conteúdos de qualidade, que contribuem para a formação crítica do seu público, também investe em criação e produção de inovação tecnológica em prol da sociedade, especialmente para a população de baixa renda que é o foco do Brasil 4D”, avalia Barbosa.

Já testado na Paraíba e no Distrito Federal, a iniciativa pioneira permite que a população tenha acesso a informações sobre emprego, seguro-desemprego e direitos da mulher, serviços de saúde, benefícios sociais, seguridade social e bancários.

Sobre o Brasil 4D

O Brasil 4D reúne, com a utilização da tecnologia Ginga, as principais diretrizes de políticas públicas de governos para as esferas federal, estaduais e municipais, convertendo-as em conteúdos audiovisuais e aplicativos que permitem o acesso do cidadão às informações acerca dos serviços disponibilizados.

As quatro letras “D”, contidas na nomenclatura Brasil 4D, resumem e representam a missão do projeto:

  • Digital – universalização da televisão digital e de suas potencialidades, de acordo com o decreto nº 5.820/2006, que estabeleceu as regras para implantação do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre. A televisão digital permite o acesso da população,  em canal aberto e gratuito, não apenas ao conteúdo das emissoras, mas também à internet (músicas, jogos, programas de software, jornais e filmes) e a seus múltiplos usos, de forma interativa, com a oferta de múltiplos canais;
  • Desenvolvimento com novas tecnologias de informação, promovendo a pesquisa, que gera mudança de realidade e impulsiona a sociedade do conhecimento;
  • Diversidade, uma vez que, com a televisão digital em todo o país, será possível ver e estimular a diversidade brasileira, com seus diferentes sotaques e culturas;
  • Democracia, com a participação maior dos cidadãos nos conteúdos e serviços oferecidos pelo poder público, por meio da interatividade da TV Digital.

Fonte: EBC

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May 22

Interatividade: Sob pressão, governo aposta em celular sem Ginga para empurrar TV Digital

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Quase dez anos depois de o país ter escolhido o padrão japonês de TV Digital, o governo ainda tateia o melhor caminho para fazer essa novidade deslanchar. Nos televisores domésticos, a aposta atual é na distribuição de equipamentos aos mais pobres. Nos celulares, a política pública vai tentar um novo caminho: sai a utilização do sistema de interatividade desenvolvido no país em troca de uma meta mais agressiva de aparelhos com recepção de TV.

A nova política começou a se materializar na semana passada, quando foi aberta uma consulta pública sobre o sistema de incentivos fiscais aos celulares na qual fica removida a obrigatoriedade de implantação do brasileiro Ginga, o sistema operacional de interatividade do padrão nacional de TV Digital.

A obrigatoriedade envolve não mais de 5% dos aparelhos fabricados – quer dizer, montados – no país e que recebem isenções fiscais. Ouvidos ministérios, Anatel, operadoras, fabricantes e tevês, a avaliação comum é de que a regra de inclusão do Ginga atrapalha a disseminação da TV Digital.

A resistência maior seria das operadoras, que fazem grandes encomendas e são elas mesmas vendedoras de celulares. “Os fabricantes se queixam que as operadoras querem pagar o mesmo, ainda que os aparelhos recebam TV Digital”, diz o diretor de indústria e C&T do Ministério das Comunicações, José Gontijo.

“As empresas de telecom não querem pagar qualquer valor a mais, nada. E os fabricantes têm margens apertadas, até porque é uma plataforma de fabricação global”, faz coro o diretor do departamento de indústria de base tecnológica do Ministério do Desenvolvimento, Alexandre Cabral.

Foi a partir do GT-PPB, coordenado por Cabral, que se construiu a mudança de abordagem. A briga pelos custos seria apenas um aspecto – até porque, nas contas do MDIC, a inclusão do Ginga nos celulares tem impacto relativo, entre R$ 5 a R$ 10. Também teria pesado a curta vida útil dos aparelhos.

“Na televisão, a política faz sentido pela resiliência. Um televisor no Brasil dura 15, 20 anos. Da sala vai para o quarto, depois para a cozinha, para a churrasqueira. Celular dura um ano e vai para a gaveta ou para o lixo. Depois, celular já tem interatividade. E o Ginga nunca foi uma unanimidade”, pontua Cabral.

O resultado é que o governo topou sumir com o Ginga dos celulares, mas vai impor uma nova exigência que, na prática, aumenta o número de equipamentos capazes de receber sinais de TV Digital para quatro em cada dez aparelhos a partir de 2016 (em 2015 o percentual será 10%).

O que melhor explica a mudança na política é uma confluência de interesses, ainda que não tenham sido combinados. Mais do que o preço do Ginga em si, pelo menos parte da indústria tem interesse em adotar suas próprias plataformas de interatividade – e, portanto, específicos modelos de negócio.

Por outro lado, os radiodifusores passaram a pressionar pela multiplicação de aparelhos capazes de receber a TV Digital “pelo ar”. Cabral, do MDIC, resume o movimento ao dizer que “o broadcast acordou tarde”. Para quem lembra como a turma ‘embarreirou’ a interatividade na TV Digital, faz sentido.

Há mais do que isso. Com a tendência natural de que os portáteis tenham gradativamente cada vez bandas mais largas, a TV aberta, ainda que de qualidade digital, enxerga o risco de ser atropelada por netflixes, serviços de vídeo das próprias operadoras ou tudo o que uma Internet rápida à mão pode oferecer.

Fonte: Convergência Digital

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May 19

Interatividade: Distribuição de conversores dá sobrevida ao Ginga no Brasil

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Se teles, tevês e governo ainda se debatem sobre o leilão dos 700 MHz, a venda da faixa para operações em telefonia móvel pode dar um passo importante em uma política até aqui meio esquecida: a massificação da interatividade na TV Digital. Pelo desenho traçado até aqui, as teles acabarão financiando a disseminação de conversores que incluem o sistema Ginga.

“Vamos entregar 14 milhões ao Bolsa Família. E não apenas o conversor, mas aplicações em desenvolvimento com a EBC, com canal de retorno inicial em 3G, depois 4G. Não será apenas um conversor passível, mas um conversor inteligente. Vamos transformar um equipamento digital em plataforma multimídia”, sustenta o vice-presidente da Anatel, Jarbas Valente.

Para quem acompanha o, na prática, abandono ao sistema operacional desenvolvido no Brasil – ou middleware – Ginga, a notícia é um alento. Quando a Anatel fala em ‘aplicações em desenvolvimento com a EBC’ – a Empresa Brasil de Comunicação – na verdade se refere aos set top boxes desenvolvidos para o que até aqui é um projeto piloto batizado de Brasil 4D.

Segundo o Banco Mundial, o 4D vale à pena. Testado inicialmente com 100 famílias pobres da Paraíba, teve boa receptividade, uso intensivo e utilidade em aplicativos de procura de emprego, informações de saúde, marcações de consultas. Este ano foi levado a Brasília. Quem toca o projeto atrela, naturalmente, o sucesso da interatividade ao uso da versão “cheia” do Ginga.

“A questão passou a ser estudada com afinco pela Anatel. O uso de interatividade em sua versão full, não apenas com receptores que utilizam somente a Internet para transmitir e receber dados, mas operá-los, via radiodifusão, para os downloads de aplicativos HTML e audiovisuais, está sendo vista com bons olhos”, diz o superintendente de suporte da EBC, André Barbosa.

Como ele avalia, “a criação de um processo de contrapartidas em relação ao desalojamento dos canais de radiodifusão tem obrigado a todos a dedicar sua atenção a soluções eficientes, baratas, práticas e, especialmente, convergentes”. Em outras palavras, uma oportunidade de garantir a instalação de TV Digital com interatividade em 14 milhões de lares – um em cada cinco domicílios do país.

A EBC vem utilizando a implementação desenvolvida pela Totvs como base para avançar nesse “Ginga C”, às vezes apelidado de “Ginga Inovação”. “O Ginga C não foi ainda transformado em norma da ABNT, ainda restrita ao Ginga 1.0, das tevês, mas já é norma da UIT portanto sua implementação no Brasil não é nem um pouco difícil”, sustenta Barbosa.

Até aqui a ambição é bem mais modesta que o desenho descrito pela Anatel e envolvia a inclusão do conjunto de conversor com Ginga C e antena UHF no 1 milhão de residências contratadas do Minha Casa Minha Vida. Nessa ideia, haveria financiamento por bancos públicos como forma de fidelização de futuros correntistas aos aplicativos financeiros.

Esse set top box traz algumas inovações, como a possibilidade de se medir em tempo real tanto o acesso dos aplicativos interativos como a própria cobertura, qualidade do sinal e audiência. A ‘caixinha’ tem entrada HDMI e duas entradas USB – uma para um dongle (como um modem) 3G (ou 4G) e outra para ligação com a TV conectada. Também é previsto um dispositivo HTTPS para criptografia.

Nessa conta de 1 milhão de conversores, o preço chegava a R$ 180 por “kit”, com antena. A promessa da Anatel de levar elevar a escala para 14 milhões de set top boxes certamente afetará essa relação, reduzindo o custo por unidade. Resta saber como será feita essa distribuição, visto que o governo vem adiando a divulgação do cronograma de desligamento da TV analógica – e, portanto, quantas novos conversores serão distribuídos a cada ano.

Fonte: Convergência Digital

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May 15

Interatividade: Brasil 4D que concorre ao premio FRIDA 2014

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Se você não conhece o projeto Brasil 4D (https://www.youtube.com/watch?v=CovS0drIMCQ), saiba que é um projeto brasileiríssmo, – único no mundo, desenvolvido em software livre, que usa televisão aberta e o controle remoto para oferecer conteúdos audiovisuais e serviços públicos sobre direitos da mulher, t-banco, informações sobre saúde, emprego e cursos (estes últimos em tempo real) pela TV.

Para participar, basta clicar na pagina do Premio Frida e no Brasil 4D http://programafrida.net/projects/projects/view/466

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Apr 04

Interatividade: POLI/USP lança o Global ITV no Brasil em parceria brasileira e europeia

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Evento internacional lança no Brasil o projeto GLOBAL ITV, que propõe novo marco à televisão digital interativa

“GLOBAL ITV”, consórcio entre universidades brasileiras e instituições europeias, busca soluções para a convergência da TV com a Internet, tendo como foco a interatividade e interoperabilidade entre sistemas do Brasil e da União Europeia

No próximo dia 14 de abril, às 17h30, o CITI/USP – Centro Interdisciplinar de Tecnologias Interativas da Universidade de São Paulo – realizará a cerimônia de lançamento, no Brasil, do projeto GLOBAL ITV. A cerimônia faz parte da programação do segundo encontro internacional do grupo de pesquisadores do projeto e será realizada no Auditório Professor Romeu Landi, na Escola Politécnica da USP. O evento é aberto ao público geral e à imprensa. Devem compor a mesa oficial os coordenadores do projeto no Brasil e na Europa, além de autoridades da Diretoria da Escola Politécnica da USP, Pró-Reitoria de Pesquisa e Reitoria da USP. O evento terá também transmissão pela IPTV USP. O encerramento da cerimônia contará com a participação do CoralUSP, sob regência de Marcia Hentschel, que irá apresentar um repertório de canções brasileiras, com temas de Tom Jobim, Caetano Veloso e Luiz Gonzaga.

O projeto GLOBAL ITV foi contemplado na 2ª Chamada Brasil-EU nº 13/2012 do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que integra o Programa de Cooperação Brasil-União Europeia em parceria com o Seventh Framework Programme (FP7). Intitulado de Global ITV: interoperabilidade de sistemas de TV interativos e híbridos: uma nova proposta de avanço para o futuro, tem o objetivo de desenvolver uma plataforma de TV que propicie aos usuários novas funcionalidades e serviços multimídia e que explore as potencialidades dos modelos de radiodifusão terrestre e de Internet de forma conjunta e interoperável. O projeto busca também conciliar o legado regional dos sistemas de TV Digital do Brasil e da União Europeia, bem como desenvolver modelos de negócio para mercados mundiais a partir das tendências das SmartTV, além de serviços de utilidade pública. O projeto reúne 17 instituições parceiras, entre universidades e empresas brasileiras e europeias (ver lista abaixo).

Durante a cerimônia de abertura, o público presente deve ser apresentado às várias fases do projeto. Durante 2 anos, serão elaborados estudos e protótipos, além de aplicações e serviços que serão validados por testes técnicos e de usabilidade com públicos de diferentes regiões do Brasil e da Europa. Além dos coordenadores brasileiros do projeto, Dr. Marcelo Knörich Zuffo e Dr. Moacyr Martucci, estarão presentes o coordenador do lado europeu Dr. Ralf Neudel, da IRT (Institut fuer Rundfunktechnik, Alemanha), além de representantes de quatro instituições europeias parceiras. O primeiro encontro do projeto ocorreu em Munique na Alemanha, em janeiro de 2014. Desta vez no Brasil, na USP, os pesquisadores brasileiros e internacionais devem se reunir para discutir estratégias relacionadas à continuidade e andamento do projeto.

No cenário desafiador da convergência tecnológica na área de radiodifusão e banda larga, o projeto busca desenvolver sistemas interativos para TV Digital que possam ser compatíveis com outros sistemas desenvolvidos no mundo. “Hoje em dia, os sistemas de TV Digital são restritos a mercados regionais, como o próprio Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre, o ISDB-Tb”, explica Dr. Marcelo Knörich Zuffo, coordenador do projeto no lado brasileiro. “Com isso, espera-se que seja criado o alicerce para uma plataforma global interoperável”, destaca o professor Dr. Moacyr Martucci, líder da USP no Consórcio.

Parceiros europeus e brasileiros envolvidos no desenvolvimento do projeto:
Institut fuer Rundfunktechnik GmbH, IRT (Alemanha)
Aqua-Consult Ingenieros, S.L. – A-CING (Espanha)
Fraunhofer-Gesellschaft zur Förderung der angewandten Forschung e.V. – FRAUNHOFER (Alemanha)
TDF – TDF (França)
Retevisión – AbertisTelecom – RETEVISION (Espanha)
Symelar Innovación SLU – SYMELAR (Espanha)
European Broadcasting Union – EBU (Suíça)
World Wide Web Consortium at GEIE ERCIM- W3C (França)
Universidade de São Paulo – USP (Brasil)
Universidade Católica de Brasília – UCB (Brasil)
Universidade Federal do Pará – UFPA (Brasil)
Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP (Brasil)
Associação do Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico – LSI-TEC (Brasil)
Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP (Brasil)
Universidade Federal do ABC – UFABC (Brasil)
Rede Bandeirantes de Televisão – BAND TV (Brasil)
HXD Interactive Television – HXD (Brasil)

Serviço:

Evento: Cerimônia de abertura do 2° Encontro Internacional de Pesquisadores do GLOBAL ITV.
Data e Horário: 14 de abril de 2014, segunda-feira, às 17h30.
Local: Auditório Professor Romeu Landi, na Escola Politécnica da USP (Av. Prof. Luciano Gualberto, travessa 3, nº 380, Cidade Universitária, São Paulo, SP).

Transmissão pela IPTV USP:
http://iptv.usp.br/portal/transmission.action?idItem=21605

Observações: para facilitar o acesso aos parceiros ou às demais fontes presentes para entrevistas à veículos de comunicação, por favor, solicitem a mediação de Luiza Morandini.

Contato:

Luiza Morandini
Global iTV
Centro Interdisciplinar em Tecnologias Interativas (CITI-USP)
11 3091-4248 | 11 986847754
globalitv@lsi.usp.br

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Mar 31

Interatividade: Apartamentos do Minha Casa, Minha Vida são entregues com tecnologia Brasil 4D

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Cerca de 220 famílias no Paranoá, cidade a 25 quilômetros de Brasília, passaram a ter acesso mais fácil a uma série de serviços públicos. Pelo controle remoto da televisão, elas poderão consultar vagas de emprego, calendários de vacinação e obter informações sobre benefícios sociais e de aposentadoria. Elas receberam hoje (29) apartamentos do Programa Minha, Casa Minha Vida com a tecnologia Brasil 4D, coordenada pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Construídos com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), os 224 apartamentos com a tecnologia foram destinados a famílias que ganham até R$ 1,6 mil, que compõem a faixa de renda mais baixa do Minha Casa Minha Vida. Desse total, 14 imóveis foram adaptados para pessoas com deficiência.

As unidades compõem a primeira fase de um conjunto habitacional que terá 6.240 apartamentos de R$ 65 mil cada. Todas as unidades terão a tecnologia Brasil 4D. As famílias pagarão parcelas de 5% da renda mensal, com prestação mínima de R$ 25.

Na cerimônia de entrega, o ministro das Cidades, Gilberto Magalhães Occhi, elogiou a qualidade dos apartamentos. “O que estamos construindo é com o esforço e a geração de todo um trabalho. Aqui vocês entram na residência com a cabeça erguida e com a paz de espírito”, declarou.

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, advertiu os beneficiários de que as unidades habitacionais não podem ser comercializadas depois da entrega. “Não vendam o apartamento. É um patrimônio para a sua família. Quem vender o imóvel não poderá entrar em outro programa habitacional”, aconselhou.

Os testes com a tecnologia Brasil 4D começaram no ano passado em João Pessoa, onde 100 famílias tiveram acesso à plataforma Ginga, criada e desenvolvida no Brasil. Por meio de um conversor, na tela da TV, os moradores têm acesso às ofertas de empregos, aos cursos de capacitação e a orientações para obtenção de documentos, além de informações sobre serviços e benefícios do governo federal, como aposentadoria, campanhas de saúde e programas Bolsa Família e Brasil Carinhoso, entre outros.

O projeto funciona em parceria com empresas de telefonia, por meio de conexões 3G, usada em telefones móveis. Em dez anos, o Brasil 4D deve estar disponível para as 13 milhões de famílias beneficiadas pelo Minha Casa, Minha Vida. Somente no Distrito Federal, a expectativa é oferecer a tecnologia a 30 mil unidades até o fim do ano.

O Projeto Brasil 4D deve ser testado na cidade de São Paulo entre abril e maio. Os temas oferecidos serão saúde e educação. Os usuários poderão agendar consultas no Sistema Único de Saúde (SUS). Participarão do teste 2,5 mil famílias no primeiro semestre e mais 2,5 mil no segundo semestre.

Coordenador e idealizador do Brasil 4D, André Barbosa, chefe da assessoria da presidência da EBC, explicou que a ideia nasceu da necessidade de fornecer serviços disponíveis nos sites dos órgãos públicos a uma parcela da população sem acesso à internet. “A única maneira de entregar esses serviços é pela televisão”, declarou. Segundo ele, os testes estão surpreendendo: “A gente imaginava que as possibilidades fossem algumas, mas os resultados foram além das possibilidades”.

Entre os parceiros no projeto estão o Banco do Brasil, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a Caixa Econômica Federal, o DataSUS, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Totvs, HMATV, Oi, a Telebras e governo do Distrito Federal.

Fonte: Agência Brasil

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Feb 25

Interatividade: Famílias do DF já podem ver ofertas de emprego e informações do INSS pela TV digital

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Andre Barbosa Apresentando Projeto Brasil 4D

André Barbosa, coordenador do projeto: “Em vez de mudar fisicamente cada caixinha, podemos mandar um código novo e as pessoas acordam de manhã com uma nova programação no ar”
José Cruz/ABr

Um grupo de 60 famílias de Samambaia (DF) já pode marcar consultas na rede pública de saúde, ver ofertas de emprego em tempo real e agendar atendimentos no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) usando o controle remoto da televisão. O projeto Brasil 4D foi lançado na cidade nesta semana.

Por meio do Brasil 4D, criado e desenvolvido pela EBC (Empresa Brasil de Comunicação), as famílias contempladas, beneficiárias dos programas Bolsa Família e DF sem Miséria, também podem fazer a atualização do Cadastro Único e saber os compromissos que precisam cumprir para continuar a ter acesso aos benefícios. Futuramente, elas poderão se inscrever no Programa Minha Casa, Minha Vida  pela televisão.

Até junho, mais 300 casas vão receber o sistema em Ceilândia (DF). A EBC está finalizando o acordo com a prefeitura de São Paulo para instalar o Brasil 4D na cidade. O sistema já tinha sido lançado no ano passado em João Pessoa, para um grupo de 100 famílias.

O coordenador do projeto, André Barbosa, diz que o sistema avançou muito desde a primeira etapa de implantação, com a inclusão de novos aplicativos a cada semana. Além disso, já é possível mudar os conteúdos do sistema pelo ar, sem precisar mexer no leitor instalado na casa das pessoas.

— Em vez de mudar fisicamente cada caixinha, podemos mandar um código novo e as pessoas acordam de manhã com uma nova programação no ar.

Para ter acesso ao Brasil 4D, é preciso ter um conversor digital e uma antena UHF, que são fornecidos às famílias selecionadas. Com isso, também é possível receber o sinal digital da TV aberta.

— As pessoas vão poder ver a Copa do Mundo em sinal digital já, em qualquer emissora, sem chuviscos nem fantasmas.

As famílias que participam do projeto são escolhidas por meio de sorteio, em bairros selecionados pelas administrações regionais ou prefeituras.

Para Barbosa, o diferencial do projeto é a união entre as linguagens da televisão e da internet.

— É algo a que as pessoas já estão acostumadas, que é a linguagem de televisão, somando-se à internet, principalmente para as pessoas que ainda não têm internet em casa.

No Distrito Federal, o projeto será acompanhado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada), que vai avaliar o impacto socioeconômico da televisão digital na vida das famílias participantes. As quatro letras “D” contidas na nomenclatura Brasil 4D representam as palavras digital, desenvolvimento, diversidade e democracia.

Fonte: R7

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