Jul 26

O Gired (grupo de implementação da TV digital) confirmou nesta terça-feira, 25, o desligamento do sinal analógico da TV aberta em Recife e em mais 14 municípios da região metropolitana para esta quarta-feira, 26. O Grupo tomou a decisão após pesquisa do Ibope Inteligência verificar que 92% dos domicílios da região já contavam com sinal digital. O switch-off total do sinal analógico afeta uma região com 1,2 milhão de domicílios.

O percentual mínimo para atingir as condições de desligamento (artigo 4º da Portaria 378/2016) é de 90%, considerando uma margem de erro de três pontos percentuais para cima ou para baixo. O Gired vai encaminhar ao ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, a proposta da data do desligamento. O MCTIC deve editar portaria oficializando o switch-off.

Próximos desligamentos

O Ibope também apresentou o resultado das primeiras pesquisas que apontam o percentual de domicílios das próximas cidades onde vai haver o desligamento do sinal analógico em 27 de setembro deste ano. Em Salvador (BA), a digitalização já chegou a 84,82%; em Fortaleza (CE) a 73,07%; em Juazeiro do Norte (CE) a 42,89%; e em Sobral (CE), a 29,70%.

Outra proposta aprovada pelo Gired foi de antecipação em 30 dias da primeira pesquisa sobre o desligamento do sinal analógico na região metropolitana em Curitiba. Marcada inicialmente para 30 de novembro, será realizada em 30 de outubro. O desligamento do sinal na região está marcado para o final de janeiro de 2018.

A TVE desligará seu sinal analógico em Salvador também amanhã, preservando a data inicial do switch-off para a capital baiana, que depois foi adiada para setembro. Segundo a emissora educativa, na madrugada de quarta-feira, 26, às 00h, a transmissão analógica sai do ar e os telespectadores de Salvador e mais 19 municípios poderão acompanhar a programação da emissora exclusivamente pelo canal 10.1 em HD. O percentual elevado da população já apta a receber o sinal digital contribuiu para a decisão.

Cronograma

O desligamento do sinal analógico está marcado para o dia 27 de setembro deste ano em Fortaleza (CE); Salvador (BA); Juazeiro do Norte (CE) e Sobral (CE). A previsão de desligamento do sistema no Rio de Janeiro (RJ) e em Vitória (ES) é no dia 25 de outubro. Em Belo Horizonte (MG) e na região metropolitana deverá ser feito em 8 de novembro. E, no interior de São Paulo – Campinas, Franca, Ribeirão Preto, Santos e a região do Vale do Paraíba – deverá acontecer no dia 29 de novembro.

Fonte: Tela Viva

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Jun 09

O Ministério de Ciência , Tecnologia, Inovações e Comunicações publicou nesta segunda dia 5/06, no Diário Oficial da União, a portaria que homologa a prorrogação do desligamento dos sinais analógicos em Goiânia e outras 28 cidades na região. O ‘apagão’ analógico, previsto para 31/5, pode se dar até 21/6.

Emissoras de televisão, operadoras móveis, Anatel e MCTIC decidiram adiar o desligamento por conta do resultado da pesquisa feita pelo Ibope, que indicou nos dias anteriores à data inicialmente prevista que apenas 88% dos domicílios dessa região estavam preparados para assistir a programação somente por sinais digitais.

A saída foi repetir o que se deu em Brasília, que fez o ‘apagão’ ao longo de três semanas. Na prática, algumas emissoras, como as TVs do Legislativo, até fazem o desligamento no começo do período. As grandes emissoras comerciais, no entanto, só vão desligar os sinais analógicos em 21/6.

Na portaria, isso ficou resolvido com “início à zero hora do dia 31 de maio de 2017 e término às 23 horas e 59 minutos do dia 21 de junho de 2017, na localidade de Goiânia/GO e nos seguintes municípios de Goiás: Abadia de Goiás, Abadiânia, Alexânia, Anápolis, Aparecida de Goiânia, Aragoiânia, Bela Vista de Goiás, Bonfinópolis, Brazabrantes, Caldazinha, Campo Limpo de Goiás, Caturaí, Goianápolis, Goianira, Guapó, Hidrolândia, Inhumas, Itauçu, Leopoldo de Bulhões, Nerópolis, Nova Veneza, Ouro Verde de Goiás, Pirenópolis, Santa Bárbara de Goiás, Santo Antônio de Goiás, Senador Canedo, Terezópolis de Goiás e Trindade”.

Fonte: Convergência Digital 

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May 31

As capitais Fortaleza, Natal, Recife, Maceió, Boa Vista, Rio Branco e Macapá, além de mais 67 cidades, poderão ter rede 4G na faixa de 700 MHz antes mesmo do desligamento do sinal analógico da TV aberta. A decisão do Gired (grupo de implantação da digitalização), em reunião realizada nesta terça-feira, 30, se baseia na disponibilidade da frequência nesses municípios.

De acordo com a Anatel, os municípios da lista devem agora entrar em um período de mitigação preventiva de interferências, no qual a população será informada sobre como agir em caso de interferência do sinal da banda larga móvel na TV aberta. Ocorrendo a suspeita de interferência, a população poderá contatar o site da TV Perfeita, que atuará em caso de possíveis interferências de sinal. Até o momento não foi confirmada nenhuma interferência da banda larga móvel operando na faixa de 700 MHz na TV aberta nos municípios onde já ocorre a convivência dos serviços.

Este período de mitigação, anterior à entrada em operação da banda larga móvel nos municípios, dura em média 30 dias, mas pode apresentar variações de acordo com a especificidade técnica de cada localidade. Após o termino deste processo, a Anatel permitirá que a banda larga móvel na faixa de 700 MHz entre em operação nestas localidades.

Apenas em Recife e Maceió há ainda a necessidade alteração de canais de radiodifusão para o início do processo de mitigação. Nas demais cidades, o período de mitigação preventiva já pode ser iniciado.

Veja aqui a lista completa das cidades.

Fonte: Tela Viva 

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May 30

O desligamento dos sinais analógicos de televisão será adiado em Goiânia e outras 28 cidades da região metropolitana. A decisão prorrogar o prazo, agora para 21/6, se deu em reunião nesta terça, 30/5, do grupo de implementação da digitalização, que reúne emissoras, operadoras móveis, Anatel e governo. Segundo a mais recente pesquisa do Ibope, apenas 88% dos domicílios na região estão prontos para os sinais digitais.

“Como a pesquisa não chegou nos 90%, decidiu-se que inicia o desligamento amanhã [31/5] e vai ficar em aberto para que cada radiodifusor tenha o prazo limite de 21/6 para o desligamento. E vamos fazer uma nova pesquisa”, explicou o presidente da Anatel, e do Gired, Juarez Quadros.

O mesmo aconteceu em Brasília, que tinha desligamento analógico previsto para 26/10 do ano passado, mas também chegou ao dia previsto com apenas 88% dos lares aptos a receber os sinais digitais. A regra prevê que o ‘apagão’ analógico exige 93% dos domicílios preparados – e como a margem de erro é de três pontos, o Gired considera 90% como a marca a ser batida.

A pesquisa foi realizada na semana de 20/5 e segundo a Seja Digital, empresa que atua como braço operacional da transição, as projeções indicam que 90% devem ser atingidos no prazo. Ainda assim, o Gired preferiu adiar. Na prática, também deve se repetir o que foi visto em Brasília, com algumas emissoras fazendo o desligamento analógico já, como as TVs legislativas, enquanto as TVs comerciais só terão transmissão exclusivamente digital a partir da nova data.

Para o presidente da Seja Digital, Antonio Marteletto, embora o ritmo de preparação de Goiânia e região esteja acelerado, o “atraso” estaria relacionado a uma maior proporção da população de baixa renda no total. “A representatividade da classe C2DE, de baixa renda, é 50% da população nos 1,3 milhão de domicílios de Goiânia e região. Em Brasília eram apenas 42%. Em São Paulo, 37%”, avaliou.

Lá, já foram entregues mais kits de conversor e antena do que o previsto – 330 mil, contra 278 mil inicialmente estimados. “Entregamos mais kits do que beneficiários de programas sociais, porque tem população carente que não está listada. Estamos distribuindo 30 mil kits por semana e vamos continuar até 45 dias depois da nova data de desligamento”, completou Marteletto.

Fonte: Convergência Digital

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May 30

Saiu nesta segunda-feira, 29/5, na antevéspera de mais um desligamento, a Portaria do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações que oficializa o adiamento do ‘apagão’ dos sinais analógicos em Salvador, Fortaleza e Belo Horizonte, além de todos os municípios do interior de São Paulo.

O documento também consolida nesta nova Portaria 2.992/17 o conteúdo das outras quatro que a precederam, daí reafirmar o critério de 93% de domicílios aptos a receber os sinais digitais para permitir o desligamento analógico, bem como discriminar missões do Gired, o grupo de emissoras, teles, Anatel e governo que coordena a transição. Também foram incluídas as normas relacionadas à publicidade sobre o desligamento.

O novo cronograma atende pleito da Seja Digital, a empresa criada pelas operadoras móveis que é na prática o braço operacional da transição digital. Responsável pela distribuição de conversores e antenas para famílias pobres, a Seja Digital pediu mudanças por conta de atrasos na entrega dos equipamentos pelos fornecedores chineses.

Como previsto, está mantido o desligamento dos sinais analógicos em Goiânia e região (29 municípios) para próxima quarta-feira, 31/5. O passo seguinte será Recife e região (14 municípios), em 26/7. Já as regiões de Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza, Juazeiro do Norte e Sobral foram empurradas para frente.

Pelo novo cronograma, o desligamento no Ceará (24 municípios) e na Bahia (20 municípios) será em 27/9. Já em Minas Gerais, Belo Horizonte e outras 38 cidades da região terão ‘apagão’ analógico em 8/11. Duas semanas depois será a vez das regiões de Campinas, Franca, Ribeirão Preto, Santos e Vale do Paraíba (130 municípios).

Fonte: Convergência Digital

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Apr 20

O desligamento dos sinais analógicos de televisão será adiado em Belo Horizonte, Salvador e Fortaleza, segundo aprovou nesta quarta, 18/4, o grupo de implementação da digitalização, ou Gired, que reúne Anatel, teles móveis e emissoras de televisão.

Ou pelo menos essa será a recomendação ao ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações Gilberto Kassab. É que faltam equipamentos conversores e antenas a serem distribuídos às famílias pobres, beneficiadas por programas sociais do governo federal.

Pelo aprovado na reunião desta quarta, o ‘apagão’ analógico em Salvador e Fortaleza será em setembro, enquanto em Belo Horizonte ele será empurrado para outubro. Em princípio, o desligamento seria em 26 de julho, data que continua mantida para Recife, como já previsto no cronograma.

A mudança é fruto de um apelo da Seja Digital, empresa que funciona como braço operacional da transição, responsável pela entrega de kits de conversor e antena para famílias pobres inscritas nos programas sociais do governo federal. Como avisa desde o início do ano, houve atraso dos fornecedores chineses desses equipamentos, o que afeta a distribuição dos kits.

Havia resistência da Anatel em topar o adiamento, mas acabou-se chegando a um acordo que prevê antecipar a liberação do 4G em São Paulo e em Belo Horizonte. É que pelas regras do leilão da faixa de 700 MHz, o uso dessa frequência para o 4G só seria liberado 12 meses após o desligamento dos sinais de televisão, que ocupam a mesma frequência. Em São Paulo, os 12 meses só começariam a contar a partir do ‘apagão’ em todo o estado, o que só vai acontecer em setembro próximo.

A ideia é permitir que a faixa de 700 MHz seja usada pela telefonia móvel já em maio de 2018 em Belo Horizonte – ou apenas sete meses após o ‘apagão’ analógico da TV. Na região metropolitana de São Paulo, onde o desligamento se deu em 29 de março último, a previsão é de que o 4G em 700 MHz seja liberado em junho do ano que vem.

Fonte: FNDC

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Apr 19

Menos de 15 dias depois do desligamento do sinal analógico em São Paulo, 95% dos domicílios já recebem a programação digital da TV aberta. É o que mostra a pesquisa do Ibope realizada na capital paulista e 38 municípios do entorno, realizada entre os dias 31 de março e 10 de abril.

Na pesquisa pós-desligamento, o Ibope realizou 1.072 entrevistas em São Paulo e 1.652 nos 38 municípios vizinhos. No total, a região conta com 7,2 milhões de domicílios, na capital são 4,2 milhões e no entorno três milhões. O percentual mínimo para atingir as condições de desligamento (artigo 4º da Portaria 378/2016) era de 90%, considerando uma margem de erro de três pontos percentuais.

O switch-off analógico ocorreu no dia 29 de março. Com o desligamento, a programação das emissoras da região de São Paulo ficou disponível somente no formato digital. Os canais deverão ainda apresentar na tela, durante 30 dias, cartela informativa para que o telespectador seja alertado para o fim das transmissões analógicas. Os kits com decodificador e antena externa para as famílias inscritas nos programas sociais do governo federal continuarão a ser distribuídos por até 45 dias após o término do sinal analógico, informa a Entidade Administradora da Digitalização (EAD). Também será realizada uma última pesquisa ao final da distribuição dos kits para aferir o percentual de digitalização final.

A próxima etapa do desligamento do sinal analógico da TV aberta está marcado para o dia 31 de maio em Goiânia (GO) e em mais 28 municípios. A EAD prevê a distribuição de 280 mil kits para as famílias inscritas no programas sociais do governo.

Além de Goiânia, será desligado o sinal analógico em Abadia de Goiás, Abadiânia, Alexânia, Anápolis, Aparecida de Goiânia, Aragoiânia, Bela Vista de Goiás, Bonfinópolis, Brazabrantes, Caldazinha, Campo Limpo de Goiás, Caturaí, Goianápolis, Goianira, Guapó, Hidrolândia, Inhumas , Itauçu, Leopoldo de Bulhões, Nerópolis, Nova Veneza, Ouro Verde de Goiás, Pirenópolis, Santa Bárbara de Goiás, Santo Antônio de Goiás, Senador Canedo, Terezópolis de Goiás e Trindade.

Fonte: Tela Viva

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Apr 13

No dia 31 de maio serão desligados os canais de TV analógicos de Goiânia e de 28 cidades do entorno

O presidente da Anatel, Juarez Quadros, afirmou hoje, 12, que está mantida a data do desligamento da TV analógica da capital de Goiás e outros 28 municípios para o dia 31 de maio.

No total, devem ser distribuídos 280 mil kits (compostos por conversor de sinal e antena UHF) para Goiânia e mais 28 municípios: Abadia de Goiás, Abadiânia, Alexânia, Anápolis, Aparecida de Goiânia, Aragoiânia, Bela Vista de Goiás, Bonfinópolis, Brazabrantes, Caldazinha, Campo Limpo de Goiás, Caturaí, Goianápolis, Goianira, Guapó, Hidrolândia, Inhumas , Itauçu, Leopoldo de Bulhões, Nerópolis, Nova Veneza, Ouro Verde de Goiás, Pirenópolis, Santa Bárbara de Goiás, Santo Antônio de Goiás, Senador Canedo, Terezópolis de Goiás e Trindade.

Além dos kits, as famílias beneficiadas pelos programas sociais do governo recebem treinamento para funcionamento e a instalação dos equipamentos. Martelleto, também apresentou dados gerais sobre a instalação dos kits. A Anatel e EAD estão trabalhando para que nos próximos dois anos todo o país conte com transmissão exclusivamente digital na TV Aberta. O beneficiário pode agendar a retirada do kit gratuito no portal www.sejadigital.com.br e buscar o equipamento nos pontos de distribuição informados pela Seja.Digital

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Apr 12

Quantos canais públicos e comunitários não poderiam estar ocupando os novos espaços se uma lei de meios tivesse determinado a divisão do espectro entre eles e os privados em partes iguais?

Agora é a vez de São Paulo. Depois do Distrito Federal chegou a hora do desligamento do sinal analógico de televisão na maior região metropolitana do país. São cerca de sete milhões de domicílios com TV que passam a receber a televisão digital aberta, uma inovação que põe fim aos chuviscos e aos ruídos, comuns no sistema analógico. Além de ampliar consideravelmente o número de canais oferecidos ao telespectador.

No espaço do analógico, por onde trafegavam as ondas de um canal de televisão, podem agora circular quatro canais ou até mais. Um aumento significativo de oferta televisiva que, infelizmente, não foi aproveitada para democratizar o setor. Quantos canais públicos e comunitários não poderiam estar ocupando agora esses novos espaços se uma lei de meios tivesse sido implantada no Brasil?

Bastaria que ela determinasse a divisão do espectro eletromagnético por onde trafegam os sinais de TV em três partes iguais destinando cada uma delas aos canais privados, aos públicos e aos comunitários. Aí sim a TV digital estaria indo muito além de imagens bonitas e sons cristalinos. Haveria também um avanço na qualidade dos conteúdos com a participação de novos realizadores, capazes de sacudir o marasmo que caracteriza a televisão aberta no Brasil. Perdemos essa grande oportunidade que a tecnologia ofereceu e a vontade política desprezou.

O processo para chegarmos ao atual momento de digitalização foi longo. A disputa pelo padrão internacional de televisão digital que seria adotado pelo Brasil foi intensa, com três concorrentes fortes: o japonês, o estadunidense e o europeu. Eles chegaram a esboçar uma disputa que parecia ser democrática. Especialistas representando cada um deles foram convidados a apresentá-los ao Congresso Nacional antes da escolha final do governo.

O padrão japonês, preferido pela associação entre o Ministério das Comunicações, chefiado na época pelo ex-global Hélio Costa, e a Rede Globo, não conseguiu montar a sua demonstração no Congresso a tempo, ou não se interessou por isso. Diante dessa ausência, os painéis dos outros dois concorrentes foram cobertos com panos para que ninguém deles tivesse conhecimento. O escolhido para ser implantado no Brasil foi o japonês, sem que os congressistas pudessem conhecer as vantagens e as desvantagens das possíveis alternativas.

Quando essa discussão começou havia a perspectiva otimista de tornar a TV Digital uma porta de entrada de cada domicílio no mundo da internet. Seria viável, tecnologicamente, transformar os receptores de TV em veículos de mão dupla. Eles não só receberiam as mensagens das emissoras mas dariam também ao usuário a possibilidade de se conectar com a rede mundial de computadores. Seria um avanço sem precedentes no mundo da comunicação brasileira. Possibilidade abandonada por não interessar às corporações comerciais, brasileiras e estrangeiras, envolvidas no processo.

O que ocorreu na prática foi uma subordinação da sociedade e do Estado aos interesses de uma empresa privada, a Rede Globo de Televisão, que praticamente determinou os rumos da digitalização da TV em nosso pais. Enquanto no Reino Unido e no Japão, por exemplo, foram as emissoras públicas – BBC e NHK, respectivamente – que ficaram à frente desse processo, aqui entregou-se uma ação estratégica para a nação a uma empresa privada comprometida não só com os seus próprios interesses comerciais, mas com os de parceiros internacionais, afrontando a soberania brasileira.

Agora, em termos de democratização da oferta televisiva, há pouco o que fazer. Em São Paulo estão no ar 44 canais digitais que ocupam esses espaços sem passar por qualquer crivo de controle de qualidade. Ou mesmo sem se saber a que tipo de interesses atendem. Estão lá as grandes redes de televisão em posições privilegiadas de acesso, os canais religiosos e algumas emissoras controladas por governos, estaduais e federal.

Salvo uma ou outra exceção, como é o caso do Canal Saúde ou da TVT, nos demais não se notam grandes esforços de criatividade e ousadia. Canais arrojados, como Arte 1 e Curta! poderiam arejar o rol de ofertas da TV digital aberta, elevando o seu nível de qualidade. No entanto, são vistos apenas pelos privilegiados que pagam pela TV por assinatura.

Fonte: Revista do Brasil

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Apr 11

O diretor de engenharia e operações da TV Record, José Marcelo do Amaral, é o novo presidente do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD). A eleição foi realizada nesta segunda-feira, 10. Também foi eleito Aguinaldo Silva para o cargo de vice-presidente.

O fórum foi criado para estimular o desenvolvimento e implementação das melhores práticas para a TV Digital. Esse trabalho continua sendo feito pelos representantes dos associados.

José Marcelo do Amaral é graduado em matemática, pós-graduado em sistemas de informação pela PUC-RJ e FGV-SP e MBA em tecnologia da informação pela USP-SP. Foi diretor do segmento de TV aberta na SET (Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão). Amaral é o responsável pela implementação e expansão para todo o grupo Record.

Aguinaldo Silva é graduado em engenharia e pós-graduado em sistema avançado de vídeo no Japão. Atua há mais de 30 anos na área de pesquisa e desenvolvimento de produtos relacionados. Desde 2008 é diretor de P&D na TPV Technology, grupo multinacional controladora das marcas AOC e Philips.

Fonte: Tela Viva

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