Nov 21

O ministro Kassab publica portaria definindo novas diretrizes para que os problemas que ocorreram durante o processo de Brasília – principalmente no que se refere à pesquisa que apura a quantidade de casas está apta a receber o sinal de TV digital – não se repitam em São Paulo.

“Agora sim podemos contar com um projeto piloto. O Brasil encerra meses e meses de árduo trabalho, coordenado pelos dois setores – radiodifusão e telecomunicações – com o apoio do governo. A partir da meia noite de hoje (17) mais de um milhão de residências do Distrito Federal e cidades do entorno passarão a receber apenas a TV digital”. Assim o ministro da C&T e Comunicações, Gilberto Kassab, anunciou a conclusão do processo de migração da TV analógica para a digital com a publicação da portaria que formalizou o desligamento das 25 emissoras (13 geradoras e 12 retransmissoras) de TV que atuam no Distrito Federal e 9 cidades de Goiás.

No mesmo ato, que contou com a presença dos principais executivos de radiodifusão – e poucos representantes de telecomunicações – o ministro anunciou também que estará publicando amanhã, 18, uma portaria com novas diretrizes para o Gired – grupo diretor que conduz o processo de desligamento da TV digital.

Segundo o ministro, essas diretrizes não vão tratar da data para o switch-off da capital paulista – prevista para o dia 29 de março ( há um pleito das operadoras de telecomunicações para que seja adiado para setembro) – mas sim de novas orientações para o aperfeiçoamento do processo, com base na experiência de Brasília.

“Vamos determinar que o Gired aperfeiçoe os critérios da pesquisa de aferição da digitalização. Isso não significa dizer que esses critérios precisam ser revistos, mas aperfeiçoados”, afirmou.

Durante toda a fase de Brasília, os radiodifusores e as operadoras de telecomunicações discordaram sobre a metodologia que deveria ser usada para a comprovação do atingimento de 90% das residências aptas a receber o sinal de TV digital, quando somente após se alcançar esse percentual é que pode desligar os sinais de TV.

Na primeira data que estava prevista, em outubro, as emissoras comerciais não se sentiram confortáveis com os resultados das pesquisas, (que pelos critérios das operadoras, já atingia 90%), mas pelos seus critérios, não chegava a 85%. ” Não podemos esquecer que estamos falando de um público que só tem esse meio de acesso ao lazer,” assinala Roberto Franco, diretor da SBT, para justificar a posição das emissoras em não aceitar desligar os sinais em outubro.

São Paulo

Agora, o quadro se inverteu. As emissoras de radiodifusão estão prontas para desligar os sinais analógicos na capital de São Paulo. “Nós nos preparamos para a data de 29 de março. Estamos prontos”, afirmam os radiodifusores, que não querem ser rotulados como responsáveis por um adiamento de cronograma na capital paulista.

Na verdade, o pleito é das operadoras de telecom, que estão enfrentado problemas por causa das mudanças no conversor, que foram decididas pelo governo há pouco tempo. Na região metropolitana de São Paulo, a EAD (empresa criada pelas celulares para financiar a migração para TV digital) tem que distribuir pelo menos 1,2 milhão de conversores para as famílias de baixa renda. E, se fosse seguir o exemplo de Brasília, cuja distribuição começou 90 dias antes do desligamento, essa entrega teria que ser concluída no final de dezembro, prazo que não será factível.

Ainda não houve qualquer discussão do Gired sobre como se dará o desligamento de São Paulo, e a próxima reunião está prevista apenas para o dia 8 de dezembro.

Fonte: Tele Síntese

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Nov 21

O ministro Gilberto Kassab, de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações assina ainda nesta quinta, 17/11, uma portaria que determina o desligamento dos sinais analógicos de televisão a partir das 0h de sexta, 18/11, no Distrito Federal e em nove cidades da região. Com pesquisas indicando entre 90% e 92% dos domicílios prontos para o ‘apagão’, a TV Digital passará a ser a única disponível na capital.

“Depois de semanas de muita tensão, onde existiram legítimas preocupações com este momento, todas superadas, hoje podemos dizer que o Brasil vai procurar o mais rapidamente possível estabelecer essa operação dentro do cronograma já estabelecido para todo o território nacional. O que nos move a partir de hoje é o objetivo de que possamos o mais rápido possível poder termos um evento como este em São Paulo”, afirmou Kassab, durante cerimônia na Anatel, depois do resultado sacramentado pelo Gired.

Como deixou indicado o ministro, a distância para os 90% de domicílios preparados na região – são 1,2 milhão de lares em Brasília e nas nove cidades de seu entorno – chegou a azedar o clima do grupo que reúne operadoras móveis, emissoras de TV, Anatel e governo em outubro, quando ainda havia pressão para o ‘apagão’ analógico ser mesmo realizado em 26/10. A maioria das emissoras comerciais, no entanto, não aceitou o desligamento com o percentual em 88% (pelo critério mais favorável).

Nesta quinta-feira, porém, com os novos percentuais, o ambiente era outro. Mas mesmo entre sorrisos e abraços, as emissoras fizeram um apelo para que o cronograma de São Paulo seja mantido em 29 de março de 2017. A Abratel (leia-se Record) chegou a divulgar uma nota nesta quinta, insistindo nesse ponto. “Adiar o cronograma descredibiliza o trabalho do Gired, da Seja Digital, e de todos os radiodifusores empenhados no processo”, diz a entidade.

A missão, porém, não é simples. A Seja Digital, braço operacional da transição, já tem 600 mil conversores, mas precisa comprar mais 1,1 milhão desses equipamentos. A distribuição deles para famílias pobres de São Paulo já começou – há cerca de 200 mil agendamentos e 100 mil kits entregues – mas a campanha é tímida até porque falta comprar aparelhos. A ideia original era concluir a distribuição de 70% dos kits até dezembro, mas isso não é mais viável.

Fonte: Convergência Digital

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Nov 21

Entre 90% e 92% das residências de Brasília e dos nove municípios de seu entorno estão prontos para receber apenas os sinais digitais de televisão. É o que diz a nova pesquisa do Ibope, realizada ao longo dos dias 3 e 12 deste novembro e que será discutida por governo, Anatel, emissoras e teles em reunião nesta quinta, 17/11.

A data é o novo limite fixado para o desligamento dos sinais analógicos – inicialmente prevista para abril deste ano, depois empurrada para 26 de outubro e então novamente adiada para esta quinta, 17. Pela regra, o ‘apagão’ analógico exige 93% dos domicílios prontos, mas como a margem de erro é de 3 pontos percentuais, o grupo que coordena a transição, o Gired, considera 90% como sinal verde para o desligamento.

Os percentuais de 90% e 92% são apresentados porque há divergências internas sobre a metodologia adotada para a aferição desse grau de preparação das pessoas para a TV Digital. Já houve várias mudanças de critérios e um dos adotados é a indicação de existência de televisores de tela fina nas residências.

Mas enquanto teles, governo e Anatel acreditam que apenas 8% das casas com TVs de tela fina não estão efetivamente preparadas, as emissoras de TV temem que esse percentual seja maior e que 30% delas não estejam aptas a continuar assistindo televisão depois que os sinais analógicos forem desligados.

Como resultado, o Ibope, que faz as pesquisas, tem dois números. Um usa o deflator de 8%, o outro usa indicadores adicionais pedidos pelas emissoras. Daí que a pesquisa pelo critério das TVs indica que 90% dos domicílios estão prontos, enquanto o outro critério deu 92%. É a chancela para o desligamento total neste 17/11. No fim de outubro, as emissoras comerciais preferiram não arriscar – apenas as públicas como TV Senado, Câmara e Justiça topavam ir em frente com o cronograma.

Fonte: Convergência Digital

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Oct 10

Imagem retirada do Blog EITVA proposta de recompra de set-top boxes “sociais”, anunciada pelo Ministro Gilberto Kassab, é uma das medidas mais polêmicas hoje no setor. Aparentemente, o Ministro quis fazer um agrado à Eletros, associação que reúne os fabricantes de TV da Zona Franca de Manaus. A Eletros anda meio triste porque não queria mais carregar um software brasileiro, que é obrigatório nos aparelhos montados aqui no Brasil. É o Ginga, aquele personagem da mais longa e confusa “novela” da TV brasileira. Segundo a Eletros, o Ginga encarece cada aparelho em R$ 50,00 e não serve para nada.

O Ministro começou explicando à Eletros que não poderia fazer isso, porque há alguns anos, vários documentos assinados preveem a obrigatoriedade do software, que torna os aparelhos de TV máquinas interativas. A questão é que a família Ginga cresceu e as coisas ficaram muito diferentes. A implementação que ainda é obrigatória nos aparelhos de TV é o “avô” do Ginga, muito limitado, quase não conversa. O Ginga C, “neto” mais novo, é o ninja da família Ginga. Faz de tudo, precisa ver! O Ginga C é justamente a geração que está no set-top box “social”. O apelido “social” vem do fato de ele ser gratuito, distribuído pelo Governo Federal para as famílias carentes que fazem parte do Cadastro Único da Assistência Social. Esse tipo de compensação se vê em todos os países onde o sinal analógico está sendo desligado, foi assim até nos Estados Unidos.

O que Kassab anunciou agora, como estímulo para a Eletros, é a recompra dos set-top boxes sociais que as fabricantes aceitarem de clientes, como parte do pagamento de um televisor novo. O raciocínio é simplista demais. Considera que uma TV nova sintoniza o sinal digital, portanto dispensa conversor (set-top box). Se você perdeu o lance, faça um “replay” nessa leitura e vai perceber que o Ministro está propondo trocar um Ginga da geração “avô” – que está embarcado nos televisores – por um Ginga C (“ninja”) que está no conversor social. Agora entendeu?

NÃO SE RESOLVE EM FAMÍLIA

O custo de uma versão para outra é o mesmo, porque o Ginga é gratuito para a população. O que está em jogo é a questão social, que o Governo jura ter como prioridade. Um pacote de aplicativos, com várias funcionalidades para a população, está disponível, também de graça, para qualquer interessado. Mas só roda no Ginga C. O pacote inclui o Brasil 4D (serviços públicos em geral), o aplicativo “Bolsa Família” (facilita muito a gestão do serviço social) e o “Quero Ver Cultura” (um OTT com filmes, documentários e outras produções nacionais). Esses aplicativos foram desenvolvidos há poucos anos pela estatal EBC – Empresa Brasileira de Comunicação e outros órgãos do Governo Federal. Nos dias de hoje, depois de tantos avanços nos celulares e tablets, o vovô Ginga não consegue oferecer nada interessante, muito menos rodar um Brasil 4D, por exemplo. Portanto, a população carente perderia a possibilidade de contar com serviços públicos gratuitos, para entrar numa dívida por um televisor novo. Isso sem falar na infinidade de outros aplicativos que podem ser desenvolvidos, com várias funções. Desde que tenha um Ginga C na plataforma do televisor para rodar.

Ademais, você já fez as contas do custo de toda a logística reversa para esses conversores sociais chegarem de volta até o Governo? Depois o armazenamento e redistribuição, sabe-se lá como e para quem? E tem o principal, o pagamento do valor para os fabricantes que venderem o televisor novo e pegarem o conversor como parte do pagamento. Será que ninguém na praça vai pensar em um mercado negro, pagando baratinho pelo conversor social que algum carente recebeu de graça? O Governo pode pagar com descontos fiscais, pode encontrar caminhos para evitar parte desses riscos. Mas onde vão parar os conversores recomprados é um tipo de problema para o qual vai ser muito difícil encontrar solução.

O Ministro Kassab poderia ajudar a todos dando uma outra sugestão aos fabricantes. Já que mais de 80% dos televisores vendidos hoje no Brasil são do tipo smart, eles poderiam aproveitar a plataforma de informática disponível nesses modelos para carregar o Ginga C. Assim estariam oferecendo muitas funcionalidades a mais em seus produtos. Porém, se o interesse dos fabricantes de TV é inviabilizar uma solução brasileira, que tende a crescer muito e fazer concorrência a outros equipamentos que eles produzem, então não é o caso de um Ministro brasileiro se preocupar em atende-los.

A COISA ESTÁ CRESCENDO

O Ginga C é uma plataforma capaz de turbinar uma smart TV sintonizada em canais da TV aberta. E esses canais estão conquistando mais espaço entre as opções de lazer do público. Um levantamento recente, feito pelo Ibope na cidade de São Paulo, mostra que o consumo de canais de TV aberta subiu 7% este ano, em comparação com o mesmo período de 2015. Enquanto isso, os canais pagos tiveram uma leve queda, inferior a 1%. O crescimento da audiência nas redes gratuitas foi constatado em todos os horários medidos pelo instituto.

A TV aberta está crescendo muito em qualidade, com avanços tecnológicos surpreendentes. O mundo todo está lançando um novo olhar sobre essa via de comunicação, que no Brasil é a de maior penetração. Essa realidade só faz aumentar a importância do Ginga C, enquanto tecnologia brasileira competitiva, num cenário de negócios onde só os países desenvolvidos têm espaço. Ele expande o potencial da TV para além do entretenimento através do vídeo, ou informação ao vivo. Por isso, pode acrescentar muito à experiência que deu nova importância à sala de estar em todo o mundo.

Fonte: EiTV Blog

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Sep 21

O governo deve atender, parcialmente, o pleito dos fabricantes de televisores, que demandaram do Ministério de Ciência, Tecnologia, Comunicações e Inovações a análise de uma forma de apoiar a indústria diante dos custos de implementação do Ginga nos aparelhos de TV. O ministro Gilberto Kassab disse que nesse momento é impossível trabalhar com subsídio e que a decisão sobre a manutenção do Ginga como política pública está tomada. A solução negociada, então, é no sentido de que os fabricantes de TV aceitem como parte do pagamento o conversor de TV digital que está sendo distribuído aos integrantes do Cadastro Único nas cidades que terão o desligamento de TV digital até 2018.

Segundo Kassab, a EAD (Entidade Administradora da Digitalização), que hoje compra e distribui os conversores, recompraria os equipamentos de forma que os recursos subsidiassem a venda de TVs digitais. “O cidadão recebe gratuitamente o conversor. Se ele quiser ter um televisor, ele vai na loja e dá o conversor como parte do pagamento. O ministério recompra, sem nenhum custo para o governo”, disse ele, explicando que o valor ainda seria calculado. “Eles estão estudando, gostaram da nossa contrapartida e entenderam que não haverá subsídio. Se a indústria quiser usar isso como crédito, o governo recompra, enquanto precisarmos de conversores para distribuir”. Kassab, posteriormente, explicou que na verdade a recompra seria feita pela EAD. “A EAD precisa dos decodificadores e essa política faz com que eles precisem encomendar menos decodificadores”.

Segundo apurou este noticiário, a proposta ainda não foi levada à EAD e às teles, mas é possível que seja aceita porque, em linhas gerais, é parecida com uma proposta que já havia sido discutida ainda no governo Dilma e que previa que a EAD pudesse distribuir aos usuários, alternativamente, vouchers que poderiam ser trocados na compra de aparelhos de TV digital.

Critério de desligamento

Segundo Gilberto Kassab, a polêmica sobre os percentuais para desligamento da TV analógica em Brasília foram resolvidos e será usado o “critério do Ibope”. Kassab não detalhou, contudo, se será o critério do Ibope definido pelo Gired na cidade de Rio Verde ou se será a proposta do Ibope com um deflator para as TVs de tela plana, o que geraria, nesse momento, uma redução do índice de digitalização de Brasília em cerca de um ponto percentual. De qualquer maneira, Kassab assegurou que o desligamento em Brasília acontecerá na data prevista, no final de outubro.

Fonte: Tela Viva

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Sep 16

Faltam 40 dias para o dia previsto para o desligamento dos sinais analógicos de televisão no Distrito Federal e em cidades próximas à capital. Mas as emissoras de televisão, operadoras móveis, Anatel e governo ainda discutem qual a metodologia de pesquisa será considerada para verificar quão preparados estão os domicílios afetados, um universo de quase 4 milhões de pessoas.

“Estamos buscando um entendimento, o que deve acontecer na próxima reunião do Gired, em 5 de outubro. Há ainda algumas divergências sobre como enquadrar as televisões de tela plana na pesquisa”, explica o coordenador do grupo de implementação da digitalização, o conselheiro da Anatel Rodrigo Zerbone.

Trata-se da pesquisa que mede a preparação dos lares. Pelas regras do processo de transição para a TV Digital, os sinais analógicos só podem ser desligados quando 93% dos domicílios são considerados aptos a receber os sinais digitais. Mas para desligar a goiana Rio Verde, cidade-piloto do cronograma, as emissoras de televisão aceitaram alterar critérios de forma a inflar o percentual – e ainda assim o desligamento acabou sendo feito quatro meses depois da data prevista, e com oito pontos percentuais abaixo da meta.

Entre ajustes feitos ainda no ano passado, a pesquisa passou a considerar que todos os lares que contassem com algum tipo de aparelho de TV de tela fina como preparados para o desligamento analógico. Mantida essa lógica, a pesquisa indica que 85% dos domicílios estão prontos.

Mas ao se aproximar do ‘apagão’ no terceiro maior mercado publicitário do país, os radiodifusores se mostram preocupados. E apresentaram uma metodologia diferente, um pouco mais rigorosa. Como resultado, no lugar dos 85% medidos pelo Ibope em agosto, seriam 79% os lares aptos a receber os sinais digitais.

Mesmo considerando-se que a margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais e, portanto, com 90% é possível desligar, o índice apontado pelas emissoras de TV está 11 pontos abaixo da meta, contra os 5 pontos da metodologia usada em Rio Verde.

Na tentativa de chegar a um entendimento, o próprio Ibope apresentou ao Gired um novo ‘puxadinho’ na pesquisa: a adoção de um deflator ao percentual encontrado de lares com televisores de tela plana. Segundo o instituto, somente 8% dos lares com aparelhos como esses não estão prontos.

Adotado esse deflator no resultado final, o percentual de lares preparados para a TV Digital em Brasília e outros nove municípios (Águas Lindas, Cidade Ocidental, Cristalina, Formosa, Luziânia, Novo Gama, Planaltina, Santo Antônio do Descoberto e Valparaíso) cairia para 84%.

É este o caminho que o coordenador do Gired espera aprovado no próximo encontro, em 5 de outubro. Depois disso, a próxima reunião do grupo será em 25 de outubro, na qual serão discutidos os resultados da pesquisa a ser apresentada na véspera – para a decisão sobre manter ou adiar o desligamento.

Fonte: Convergência Digital

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Sep 15

O Brasil já tem um padrão de interatividade e precisa se articular para usar essa tecnologia mundialmente. E a Intel sustenta o interesse de usar o Ginga na camada de interatividade para usar o canal de dados de retorno da TV Digital, revelou o diretor de Inovação da Intel Brasil, Max Leite.

“O Ginga é um padrão e isso é bem importante. O Brasil é um laboratório mundial para outras regiões emergentes, como a África. Como usar a TV digital para inserir a população para inserir no mundo da economia digital. O consumidor já sabe usar a TV. E a interatividade vem para o mundo desse usuário”, reportou o executivo, que nesta quarta-feira, 14/09, participou da 16ª Rio Wireless, organizada pela Network Eventos, no Rio de Janeiro.

O executivo, em entrevista à CDTV do portal Convergência digital, observa que o Brasil é um país continental e um dos maiores mercados emergentes realizando a migração da TV analógica para a TV digital. Nós encaramos a TV digital como uma oportunidade de inclusão de dados. Há um canal de dados de 10 Mbits de retorno que é incrível para o Brasil”, sinaliza Max Leite. O executivo da Intel Brasil também fala sobre o momento do Brasil na implantação da Internet das Coisas. Assistam a entrevista.

Fonte: Convergência Digital

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Sep 13

O GIRED, órgão responsável pela migração do serviço analógico de TV para a TV digital, não tem competência para definir política pública e não vai debater o Ginga, além do que já foi discutido – a inclusão do software de interatividade no conversor, com a revisão feita para minimizar os custos de produção, revelou o coordenador do GIRED e conselheiro da Anatel, Rodrigo Zerbone, em entrevista à CDTV, do portal Convergência Digital, durante a 16ª Rio Wireless, organizada pela Network Eventos, no Rio de Janeiro.

Zerbone explicou que o pleito da ELETROS – de tirar o Ginga da exigência do Processo Produtivo Básico na fabricação de TVs – encaminhado ao Governo será analisado pelos órgãos competentes: os ministérios envolvidos, MCTIC e Ministério do Desenvolvimento e Comércio. Até lá, fica valendo o que já foi discutido e aprovado – por consenso – com relação aos conversores: o ginga C está embutido como recurso de interatividade.

“Fizemos uma consulta formal aos ministérios que cuidam das políticas públicas relacionadas ao Ginga se eles iriam manter as apostas no software e a resposta foi positiva. Por isso, implementamos o Ginga no conversor, mesmo com a revisão feita para minimizar os custos. É preciso ficar claro que o GIRED não tem competência para decidir se o Ginga sai ou não de um PPB ou, numa forma mais ampla, de decidir política pública no país”, reforçou Zerbone.

O conselheiro da Anatel falou ainda sobre os temas à mesa no GIRED e do processo de migração para a TV Digital. Assistam a entrevista.

Fonte: Convergência Digital

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Sep 13

O preço é a maior barreira no acesso à internet, segundo a 11ª edição da pesquisa TIC Domicílios divulgada hoje (13). O valor do serviço foi apontado como impedimento pelos moradores de 60% dos 32,8 milhões de domicílios que não estão conectados a rede. Entre as residências em que não há uso da internet, 30 milhões pertencem às classes C,D e E.

O estudo foi realizado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), e pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). Foram feitas entrevistas pessoais com abordagem em 23.465 domicílios em todo o território nacional, entre novembro de 2015 e junho de 2016.

Entre o último estudo, feito em 2014, e amostra atual, houve variação de apenas 1 ponto percentual no número de domicílios com acesso à rede. Eram 50% e agora são 51%, totalizando 34,1 milhões de residências. A barreira do custo é uma das razões, segundo o gerente do Cetic.br, Alexandre Barbosa, para a qual não houve avanço significativo no uso de 2014 para 2015 (base atual). O que pode significar, de acordo com ele, que a expansão no modelo atual possa ter chegado ao limite.

“Nas classes A e B nós podemos dizer que temos os mesmos índices de países europeus”, acrescenta Barbosa. Nos domicílios da classe A, o índice de acesso é de 97% e nos da classe B, 82%, enquanto nos de classe C o índice fica em 49% e nos de classes D e E, 16%.

Outro problema, segundo o gerente do Cetic, é a indisponibilidade do serviço em algumas regiões. “Em algumas áreas, como no Norte e áreas rurais, a segunda barreira é a disponibilidade do acesso. A menos que você use uma conexão via satélite, em muitas áreas do território nacional você não tem nenhuma operadora chegando”, destaca.

Para contornar esses problemas, Barbosa defende uma regulação mais forte do mercado, como forma de reduzir os preços, e uma revisão dos tributos que incidem sobre o serviço. “No Brasil nós carregamos, no que a gente paga no acesso, uma proporção muito significativa de impostos.”, ressalta.

Celulares

Barbosa lembrou ainda a importância de as políticas públicas levarem em consideração o uso do telefone móvel como porta de entrada para a rede. A pesquisa mostra também que o telefone celular é o dispositivo utilizado para o acesso individual da internet pela maioria dos usuários: 89%, seguido pelo computador de mesa (40%), computador portátil ou notebook (39%), tablet (19%), televisão (13%), e videogame (8%). De acordo com o levantamento, 56% da população brasileira usaram a internet no telefone celular nos três meses antes da pesquisa. A proporção era de 47%, em 2014, e de 31% em 2013.

O tipo de conexão mais utilizada nos celulares passou a ser o wifi, com 87% dos usuários, seguido pelo 3G ou 4G (72%). Em 2014, o wifi correspondia a 74%, e o 3G ou 4G, a 82%.

Fonte: EBC Agência Brasil

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Sep 13

interatividade_folhaFabricantes de aparelhos eletrônicos e operadoras de telefonia pediram ao governo o fim da obrigatoriedade de instalação de um software desenvolvido por pesquisadores brasileiros para televisores e equipamentos usados para transmissão e conversão de sinais de televisão digital.

Uma das principais bandeiras dos governos petistas na época do lançamento da TV digital no país, o software brasileiro, conhecido como Ginga, tem como função viabilizar o acesso dos telespectadores a conteúdos interativos que o sistema digital permite transmitir junto com a programação das emissoras.

Com a troca de governo e a posse do presidente Michel Temer (PMDB), a obrigatoriedade virou alvo das empresas. A Eletros, associação que representa os fabricantes de aparelhos eletrônicos, enviou cartas a ministros de Temer pedindo o fim da exigência.

Desde 2012, todos os televisores saem da fábrica com receptores do sinal de TV digital embutidos e o software da interatividade. O Ginga está instalado em 90% dos aparelhos vendidos desde então.

O projeto, iniciado com o incentivo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e executado no governo Dilma Rousseff, era conectar os televisores para que, via Ginga, fosse possível transformá-los em um portal para serviços do governo à população, especialmente os mais pobres.

Seria possível, por exemplo, marcar consultas na rede pública de saúde e procurar empregos com o controle remoto. Mas praticamente não há aplicativos desenvolvidos para o sistema nacional.

Um levantamento recente apresentado ao grupo que estuda o assunto no governo mostrou que há 150 aplicativos exclusivos para o Ginga no Brasil e em outros países da América Latina. No Brasil, são somente dois, criados pelos ministérios da Cultura e do Desenvolvimento Social.

RESERVA DE MERCADO
Ginga precisa ser instalado em todos os aparelhos da cadeia da TV digital

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SEM USO

Existem mais de 2 milhões de aplicativos desenvolvidos para rodar em plataformas da Apple e do sistema Android, incluindo serviços populares como o Netflix e o YouTube. A SmartTV, usada por fabricantes asiáticos como a Samsung e a LG, tem 180 mil.

“O consumidor brasileiro paga por uma coisa que não usa”, afirmou o presidente da Eletros, Lourival Kiçula. “Hoje, a interatividade na TV acontece via internet. A instalação do Ginga deveria ser opcional para as empresas.”

Segundo Kiçula, o software representa R$ 50 no preço final de um aparelho de TV. “Numa TV de 65 polegadas, o preço do Ginga não chega a pesar”, disse. “Em televisores menores, faz diferença.”

Para as operadoras de telefonia, o problema é o custo dos conversores digitais que eles se comprometeram a fornecer a participantes do Bolsa Família. A doação foi uma compensação acertada em 2014, quando o governo antecipou o processo de desligamento do sinal da TV analógica para liberar frequências usadas pelas emissoras e assim ampliar serviços em redes de telefonia celular 3G.

Até 2018, as teles gastarão cerca de R$ 2,2 bilhões na compra de 12,8 milhões de conversores. Cada um custa cerca de R$ 170, dos quais cerca de R$ 10 ficam com empresas que desenvolvem o Ginga.

As principais fornecedoras do Ginga são a EiTV!, a Mopa e a Totvs. Um dos sócios da Mopa é o professor Guido Lemos, da Universidade Federal da Paraíba, que defende o software nacional desde que o governo iniciou as discussões sobre a TV digital no país.

“Minha participação é pequena, sou investidor”, disse Lemos. “Meus alunos são os donos, e não participo da gestão da companhia, mas trabalho pelo setor porque ajudei a desenvolver o Ginga.”

Recentemente, ele apresentou ao governo resultados de testes feitos em bairros pobres de João Pessoa (PB) com um aplicativo criado pela Câmara dos Deputados para fornecer informações sobre os parlamentares. “Foi muito bem aceito”, disse Lemos.

 

Fonte: Folha de São Paulo

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