abr 09

Por meio de duas portarias publicada nesta quinta-feira, 03/04, no Diário Oficial da União, os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação; e do desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, definiram o processo produtivo básico (PPB) para equipamentos de transmissão de sinal de TV Digital.
O PPB para os fabricantes fora do Polo Industrial de Manaus será o seguinte:
I – montagem e soldagem de todos os componentes nas placas de circuito impresso;
II – montagem das partes elétricas e mecânicas, totalmente desagregadas, em nível básico de componentes; e
III – integração das placas de circuito impresso e das demais partes elétricas e mecânicas na formação do produto final, montadas de acordo com os incisos I e II acima.
Apenas o inciso terceiro (integração de placas de circuito impresso) fica proíbida a terceirização da produção. E no inciso primeiro fica dispensada na produção local, para um percentual máximo de 15%, a montagem dos componentes e circuitos impressos, de todas as placas utilizadas nos equipamentos de transmissão de sinais de TV Digital produzidos no ano calendário.
A portaria também dispensa temporariamente a produção local ( montagem) dos seguintes módulos ou subconjuntos:
1. Fonte de alimentação chaveada com “hot swap” / redundância N+1, saída de 48 VDC, potência superior a 1.000 W e controle de monitoramento;
2. Placa utilizada como módulo de conversão de corrente contínua/contínua (CC/CC)
As mesmas regras se aplicam à indústria instalada no Polo industrial de Manaus.

Fonte: Convergência Digital

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abr 09

Embora resiginados de que “o processo é irreversível” – ou seja, haverá leilão da faixa de 700 MHz – os radiodifusores insistem que há um certo atropelo no processo de preparação do edital. Nada de novo por aqui, visto que o que querem as TVs é que o cronograma da Anatel respeite o domínio das informações.

“Estamos sendo repetitivos, mas é uma questão lógica: testes, regulamento e depois o edital. Como publicar a consulta do edital antes do resultado dos testes? Como aferir quantos filtros precisa? Em que regiões? Falta resolver cobertura dos custos e proteção das interferências”, frisou o diretor-geral da Abert, Luis Roberto Antonik, ao falar para deputados da Comissão de Ciência e Tecnologia.

O Brasil, diz ele, tem a vantagem de ver o que deu certo e errado em outros países onde esse tema já avançou, como nos EUA, Canadá, Europa e Japão. “O governo está fazendo a coisa certa pelo modo errado: não segue o mesmo sequenciamento de processo que observamos em outros países, de modo que as interferências e o levantamento de custos sejam perfeitamente identificados.”

O resultado, segundo a Abert, é que haverá um susto na hora de a conta ser paga. “Os valores serão surpreendentes, bilhões de reais. O governo vai comprar set top box em quantidade enorme. É uma grande quantidade de filtros que teremos que comprar e distribuir à população. Como dimensionar isso exatamente antes dos testes?”, insiste Antonik.

Segundo a Anatel, ainda está sendo trabalhada a ideia de compra e distribuição de conversores digitais – visto que boa parte dos brasileiros ainda não tem televisor capaz de receber a nova tecnologia. Esses equipamentos já trariam embutidos os filtros para recepção. E há os próprios filtros que precisam ser instalados, em geral diretamente nas antenas, individuais ou coletivas.

As emissoras de televisão na realidade sustentam que o tamanho do cheque por aqui será muito parecido com o que foi indicado no caso do Japão – lá a conta chegou a US$ 3 bilhões, ou mais de R$ 6 bilhões. O estudo de caso japonês foi entregue à Anatel há cerca de um ano, mas na época foi tratado como exagero dos radiodifusores.

O governo, porém, fugiu da discussão na Câmara. O Ministério das Comunicações indicou que não teria nenhum especialista no tema disponível – estariam todos em Las Vegas para a feira anual de radiodifusores dos EUA. O Ministério da Fazenda sequer respondeu à CCT. Não é segredo, no entanto, que a pressa do Executivo é em contar com o dinheiro do leilão ainda no exercício fiscal de 2014.

Fonte: Convergência Digital

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abr 09

Emissora que mais investiu na transição para o digital desde a implantação do ISDB-T no Brasil, em 2007, a Globo diz não saber se haverá o desligamento do sinal analógico (switch-off) em alguma cidade já em 2015, prazo estipulado pelo Ministério das Comunicações para o início do processo.

Perguntado por este noticiário, o diretor-geral da Globo, Carlos Henrique Schroder, lembra que até a Copa a rede deverá ter 70% de cobertura no sistema digital, mas que não existe informação sobre o número de pessoas que estão efetivamente captando o sinal, nem oficial e nem levantada pela própria emissora, que não fez nenhuma pesquisa para saber o alcance deste sinal.

Ele disse ainda que estão acompanhando de perto os testes de interferência dos sinais de DTV com os de celular 4G, que estão sendo feitos paralelamente pelas teles e pelas emissoras. Pelo tom da conversa, infere-se que é considerada muito baixa a possibilidade de qualquer desligamento analógico co curto prazo.

Fonte: Tela Viva

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abr 04

Evento internacional lança no Brasil o projeto GLOBAL ITV, que propõe novo marco à televisão digital interativa

“GLOBAL ITV”, consórcio entre universidades brasileiras e instituições europeias, busca soluções para a convergência da TV com a Internet, tendo como foco a interatividade e interoperabilidade entre sistemas do Brasil e da União Europeia

No próximo dia 14 de abril, às 17h30, o CITI/USP – Centro Interdisciplinar de Tecnologias Interativas da Universidade de São Paulo – realizará a cerimônia de lançamento, no Brasil, do projeto GLOBAL ITV. A cerimônia faz parte da programação do segundo encontro internacional do grupo de pesquisadores do projeto e será realizada no Auditório Professor Romeu Landi, na Escola Politécnica da USP. O evento é aberto ao público geral e à imprensa. Devem compor a mesa oficial os coordenadores do projeto no Brasil e na Europa, além de autoridades da Diretoria da Escola Politécnica da USP, Pró-Reitoria de Pesquisa e Reitoria da USP. O evento terá também transmissão pela IPTV USP. O encerramento da cerimônia contará com a participação do CoralUSP, sob regência de Marcia Hentschel, que irá apresentar um repertório de canções brasileiras, com temas de Tom Jobim, Caetano Veloso e Luiz Gonzaga.

O projeto GLOBAL ITV foi contemplado na 2ª Chamada Brasil-EU nº 13/2012 do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que integra o Programa de Cooperação Brasil-União Europeia em parceria com o Seventh Framework Programme (FP7). Intitulado de Global ITV: interoperabilidade de sistemas de TV interativos e híbridos: uma nova proposta de avanço para o futuro, tem o objetivo de desenvolver uma plataforma de TV que propicie aos usuários novas funcionalidades e serviços multimídia e que explore as potencialidades dos modelos de radiodifusão terrestre e de Internet de forma conjunta e interoperável. O projeto busca também conciliar o legado regional dos sistemas de TV Digital do Brasil e da União Europeia, bem como desenvolver modelos de negócio para mercados mundiais a partir das tendências das SmartTV, além de serviços de utilidade pública. O projeto reúne 17 instituições parceiras, entre universidades e empresas brasileiras e europeias (ver lista abaixo).

Durante a cerimônia de abertura, o público presente deve ser apresentado às várias fases do projeto. Durante 2 anos, serão elaborados estudos e protótipos, além de aplicações e serviços que serão validados por testes técnicos e de usabilidade com públicos de diferentes regiões do Brasil e da Europa. Além dos coordenadores brasileiros do projeto, Dr. Marcelo Knörich Zuffo e Dr. Moacyr Martucci, estarão presentes o coordenador do lado europeu Dr. Ralf Neudel, da IRT (Institut fuer Rundfunktechnik, Alemanha), além de representantes de quatro instituições europeias parceiras. O primeiro encontro do projeto ocorreu em Munique na Alemanha, em janeiro de 2014. Desta vez no Brasil, na USP, os pesquisadores brasileiros e internacionais devem se reunir para discutir estratégias relacionadas à continuidade e andamento do projeto.

No cenário desafiador da convergência tecnológica na área de radiodifusão e banda larga, o projeto busca desenvolver sistemas interativos para TV Digital que possam ser compatíveis com outros sistemas desenvolvidos no mundo. “Hoje em dia, os sistemas de TV Digital são restritos a mercados regionais, como o próprio Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre, o ISDB-Tb”, explica Dr. Marcelo Knörich Zuffo, coordenador do projeto no lado brasileiro. “Com isso, espera-se que seja criado o alicerce para uma plataforma global interoperável”, destaca o professor Dr. Moacyr Martucci, líder da USP no Consórcio.

Parceiros europeus e brasileiros envolvidos no desenvolvimento do projeto:
Institut fuer Rundfunktechnik GmbH, IRT (Alemanha)
Aqua-Consult Ingenieros, S.L. – A-CING (Espanha)
Fraunhofer-Gesellschaft zur Förderung der angewandten Forschung e.V. – FRAUNHOFER (Alemanha)
TDF – TDF (França)
Retevisión – AbertisTelecom – RETEVISION (Espanha)
Symelar Innovación SLU – SYMELAR (Espanha)
European Broadcasting Union – EBU (Suíça)
World Wide Web Consortium at GEIE ERCIM- W3C (França)
Universidade de São Paulo – USP (Brasil)
Universidade Católica de Brasília – UCB (Brasil)
Universidade Federal do Pará – UFPA (Brasil)
Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP (Brasil)
Associação do Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico – LSI-TEC (Brasil)
Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP (Brasil)
Universidade Federal do ABC – UFABC (Brasil)
Rede Bandeirantes de Televisão – BAND TV (Brasil)
HXD Interactive Television – HXD (Brasil)

Serviço:

Evento: Cerimônia de abertura do 2° Encontro Internacional de Pesquisadores do GLOBAL ITV.
Data e Horário: 14 de abril de 2014, segunda-feira, às 17h30.
Local: Auditório Professor Romeu Landi, na Escola Politécnica da USP (Av. Prof. Luciano Gualberto, travessa 3, nº 380, Cidade Universitária, São Paulo, SP).

Transmissão pela IPTV USP:
http://iptv.usp.br/portal/transmission.action?idItem=21605

Observações: para facilitar o acesso aos parceiros ou às demais fontes presentes para entrevistas à veículos de comunicação, por favor, solicitem a mediação de Luiza Morandini.

Contato:

Luiza Morandini
Global iTV
Centro Interdisciplinar em Tecnologias Interativas (CITI-USP)
11 3091-4248 | 11 986847754
globalitv@lsi.usp.br

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mar 31

Cerca de 220 famílias no Paranoá, cidade a 25 quilômetros de Brasília, passaram a ter acesso mais fácil a uma série de serviços públicos. Pelo controle remoto da televisão, elas poderão consultar vagas de emprego, calendários de vacinação e obter informações sobre benefícios sociais e de aposentadoria. Elas receberam hoje (29) apartamentos do Programa Minha, Casa Minha Vida com a tecnologia Brasil 4D, coordenada pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Construídos com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), os 224 apartamentos com a tecnologia foram destinados a famílias que ganham até R$ 1,6 mil, que compõem a faixa de renda mais baixa do Minha Casa Minha Vida. Desse total, 14 imóveis foram adaptados para pessoas com deficiência.

As unidades compõem a primeira fase de um conjunto habitacional que terá 6.240 apartamentos de R$ 65 mil cada. Todas as unidades terão a tecnologia Brasil 4D. As famílias pagarão parcelas de 5% da renda mensal, com prestação mínima de R$ 25.

Na cerimônia de entrega, o ministro das Cidades, Gilberto Magalhães Occhi, elogiou a qualidade dos apartamentos. “O que estamos construindo é com o esforço e a geração de todo um trabalho. Aqui vocês entram na residência com a cabeça erguida e com a paz de espírito”, declarou.

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, advertiu os beneficiários de que as unidades habitacionais não podem ser comercializadas depois da entrega. “Não vendam o apartamento. É um patrimônio para a sua família. Quem vender o imóvel não poderá entrar em outro programa habitacional”, aconselhou.

Os testes com a tecnologia Brasil 4D começaram no ano passado em João Pessoa, onde 100 famílias tiveram acesso à plataforma Ginga, criada e desenvolvida no Brasil. Por meio de um conversor, na tela da TV, os moradores têm acesso às ofertas de empregos, aos cursos de capacitação e a orientações para obtenção de documentos, além de informações sobre serviços e benefícios do governo federal, como aposentadoria, campanhas de saúde e programas Bolsa Família e Brasil Carinhoso, entre outros.

O projeto funciona em parceria com empresas de telefonia, por meio de conexões 3G, usada em telefones móveis. Em dez anos, o Brasil 4D deve estar disponível para as 13 milhões de famílias beneficiadas pelo Minha Casa, Minha Vida. Somente no Distrito Federal, a expectativa é oferecer a tecnologia a 30 mil unidades até o fim do ano.

O Projeto Brasil 4D deve ser testado na cidade de São Paulo entre abril e maio. Os temas oferecidos serão saúde e educação. Os usuários poderão agendar consultas no Sistema Único de Saúde (SUS). Participarão do teste 2,5 mil famílias no primeiro semestre e mais 2,5 mil no segundo semestre.

Coordenador e idealizador do Brasil 4D, André Barbosa, chefe da assessoria da presidência da EBC, explicou que a ideia nasceu da necessidade de fornecer serviços disponíveis nos sites dos órgãos públicos a uma parcela da população sem acesso à internet. “A única maneira de entregar esses serviços é pela televisão”, declarou. Segundo ele, os testes estão surpreendendo: “A gente imaginava que as possibilidades fossem algumas, mas os resultados foram além das possibilidades”.

Entre os parceiros no projeto estão o Banco do Brasil, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a Caixa Econômica Federal, o DataSUS, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Totvs, HMATV, Oi, a Telebras e governo do Distrito Federal.

Fonte: Agência Brasil

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mar 31

Foram Selecionados para participar da Oficina de Desenvolvimento do II Seminário e Desenvolvimento em TV Digital Ginga-DF que começará no dia 31/03/2014 e vai até 04/04/2014, sempre das 19h as 22:30h as seguintes pessoas:

  • Leonardo Coutinho De Souza
  • Daniel Elmar Da Silva
  • Claudio Oliveira
  • Camila Ribeiro Rodrigues
  • Rubens Magalhães Rodrigues
  • Anddrei Artaxexes De Jesus Ferreira
  • Rafael Vieira Rodigues
  • William Santos Rocha
  • Luiz Eduardo Ximenes Neto
  • Rodrigo Souza Ribeiro
  • Mariane Cunha Barbosa Lima
  • José Quintino Júnior
  • Aline Mirian Souza Lima
  • Kamila De Lima Braga
  • Anderson Pereira De Lima Jeranimo

Estamos aguardando a confirmação das pessoas sorteadas no Twitter, os nomes selecionados foram:

  • @leonardobr
  • @RogerioASerafim

Agradecemos a participação de todos e esperamos que façam bom proveito dessa oportunidade.

Atenciosamente,

Coordenação do Evento

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mar 28

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mar 28

Termina hoje o período de inscrição para a Oficina de TV Digital, que será realizada entre 31 de março e 4 de abril, no laboratório de informática do bloco K da Universidade Católica de Brasília. A oficina é gratuita. As inscrições podem ser feitas no link: http://festivaltaguatinga.com.br/inscricoes/2014/seminario/oficina.

Conheça mais sobre a oficina aqui: http://www.gingadf.com.br/seminario/ii/#

A oficina será ministrada por Watson Odilon, aluno de Mestrado em Comunicação na UCB, pós-graduado em Sistemas Distribuídos pela UnB, trabalha como analista de sistemas do Conselho Federal da OAB, é membro da Associação Cultural Faisca e Coordenador do Grupo Ginga-DF, tem mais de 13 anos de experiência em desenvolvimento de softwares e pelo menos 6 anos em desenvolvimento de aplicativos interativos para TV Digital.

Confira abaixo uma entrevista na qual Watson dá alguns detalhes sobre a oficina e seu assunto principal:

Festival Taguatinga: Muita gente não sabe o que é a TV Digital. Quando alguém te pergunta o que é a TV Digital, o que você costuma responder?

Watson: TV Digital é a melhora na qualidade do som e da imagem, além dessas duas coisas que já fazem muita diferença no assistir televisão, também teremos aplicações interativas, onde o telespectador deixa de ficar numa posição passiva na frente da televisão e passa a interagir através do controle remoto, podendo ver mais informações sobre o programa que está assistindo, isso tudo sem necessidade de estar conectado com a internet, agora se tiver conexão com a internet será possível até responder enquetes.

Festival Taguatinga: Para você, qual a importância da TV Digital?

Watson: Uma das principais que posso dizer é a inclusão social, através da TV Digital as pessoas que não possuem acesso a internet poderão receber pela televisão informações úteis sem sair de casa. O Projeto Brasil 4D realizado na Paraíba com famílias que recebem o Bolsa Família (http://www.gingadf.com.br/blogGinga/?p=2601), foi disponibilizado aplicativos interativos com informações sobre saúde, empregos, informações financeiras, etc, e mostrou que essas famílias conseguiram reduzir despesas.

Festival Taguatinga: Na sua percepção, em quanto tempo os brasileiros encararão a TV Digital como algo do dia a dia, algo que todo mundo usa?

Watson: Isso acontecerá muito rápido, só que para isso acontecer o governo tem que divulgar com campanhas nacionais e apresentar os benefícios que a TV Digital tem.

Festival Taguatinga: Os leigos no assunto podem acreditar que estarão aptos a fazer uma aplicações interativas básica para TV Digital depois da oficina?

Watson: Sem dúvida, após essa oficina todos terão conhecimento suficiente para desenvolverem aplicações básicas utilizando praticamente todas as funções do controle remoto.

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mar 28

Amanhã será realizado o Seminário de Desenvolvimento de TV Digital (http://www.gingadf.com.br/seminario/ii/#), a partir das 8h, no auditório do bloco K da Universidade Católica de Brasília. As inscrições pode ser feitas até hoje: http://festivaltaguatinga.com.br/inscricoes/2014/seminario/oficina. Entre os palestrantes convidados está o professor argentino Julio Bertolotti. Em entrevista por e-mail, o professor comenta alguns tópicos interessantes referentes ao uso da TV Digital. A entrevista completa, em espanhol está logo abaixo:

Festival Taguatinga: Qual a sua visão sobre e TV Digital?

Julio: Não acredito que qualquer tecnologia em si mesma pode ser considerada revolucionária sem levar em conta o uso ou aplicação que se possa dar numa sociedade, um grupo humano, ou, ainda, um indivíduo. Tendemos a pensar, com certeza induzidos pelo marketing, que os dispositivos ou avanços técnicos são simplesmente revolucionários. A televisão digital é, antes de tudo, uma evolução da televisão analógica que melhora notavelmente a qualidade e capacidade de transmissão de imagens e sons, facilita um melhor uso do espectro radiofônico e incorpora novas prestações ou serviços como, por exemplo, a interatividade. Não quero estender-me na discussão do que é TV Digital e o que não é, para qualquer usuário ou telespectador não está claro o limite entre um serviço de televisão via satélite digital e um conteúdo de vídeo transmitido por internet ou a televisão digital terrestre. Agora, falemos de TDT ou televisão digital terrestre. Creio que o desenvolvimento da televisão digital terrestre em nossos países não é apenas um intercâmbio ou atualização dos transmissores e receptores, mas uma oportunidade de ampliar as capacidades de comunidades até hoje isoladas, firmando a necessidade de discutir as politicas de comunicação para projetar novas estratégias e conteúdos superadores. A interatividade é uma oportunidade de estabelecer vínculos enriquecedores entre TV e internet e outras meios. Abre-se um horizonte para a geração de novos serviços informativos e participativos. Isso, tenho certeza, não é revolucionário para um habitante de Tóquio ou de Nova York, mas sim para um cidadão de nossos países nos quais o acesso à tecnologia é mais caro e difícil.

Festival Taguatinga: 1) La televisión digital puede ser considerado revolucionaria? ¿Por qué?

Julio: No creo que ninguna tecnología en sí misma pueda ser considerada revolucionaría sin tener en cuenta el uso o aplicación que le pueda dar una sociedad, un grupo humano o, incluso, un individuo. Tendemos a pensar, seguramente inducidos por el marketing, que los dispositivos o avances técnicos son revolucionarios sin más. La televisión digital es, antes que nada, una evolución de la televisión analógica que mejora notablemente la calidad y capacidad de transmisión de imágenes y sonidos, facilita un mejor uso del espectro radioeléctrico e incorpora nuevas prestaciones o servicios como, por ejemplo, la interactividad. No quiero extenderme en la discusión de qué es TV digital y qué no; para cualquier usuario o televidente no está claro el límite entre un servicio de televisión satelital digital y un contenido de video transmitido por internet o la televisión digital terrestre.
Ahora, hablemos de TDT o televisión digital terrestre. Creo que el despliegue de la televisión digital terrestre en nuestros países no es solamente un recambio o actualización de los transmisores y receptores, sino una oportunidad de ampliar las capacidades de cobertura de comunidades hasta hoy aisladas, planteando la necesidad de rediscutir las políticas de comunicación para diseñar nuevas estrategias y contenidos superadores. La interactividad es una posibilidad de establecer vínculos enriquecedores entre la TV e internet y otros medios. Se abre un horizonte para la generación de nuevos servicios informativos y participativos. Esto, estoy seguro, no es revolucionario para un habitante de Tokio o de Nueva York, pero si lo es para un ciudadano de nuestros países en los que el acceso a la tecnología es más costoso y difícil.

Creo que la producción de contenidos audiovisuales requiere de una o varias revoluciones. Es preciso que los productores de contenidos, en el sentido más amplio del término, desde los guionistas hasta los diseñadores, pasando por los directores y desarrolladores de software, trabajen en conjunto con otras disciplinas – ingenierías, psicología, sociología, marketing, etc.- para repensar los modos de producción, más allá de la calidad de la imagen, para explorar nuevos procedimientos y poéticas que enriquezcan el medio. Esto implica no dar por sentado y cerrado el Medio, la televisión, sino ponerse en el lugar de rediseñar el medio. Buscar la convergencia y la hibridez entre los medios, los contenidos y las audiencias, sin olvidarnos de las otras plataformas. Así sí podríamos estar en un terreno fértil para las revoluciones.

Festival Taguatinga: 2) En su opinión, ¿en cuánto tiempo brasileños y argentinos van a usar la televisión digital de forma regular?

Julio: Estamos cerca, tenemos muchísimo en común, pero algunas diferencias.

Podríamos responder a esta pregunta con las fechas establecidas para el apagón analógico, es decir el momento en el que los transmisores analógicos de televisión se apaguen para que solo funcionen los digitales. En la Argentina sigue programado para el 2019; en Brasil tengo entendido que se pospuso para el 2018 y que podría volver a posponerse para el 2020. Hay que considerar de todos modos que es un proceso gradual, que habrá localidades o regiones en los que, incluso, ya se puede haber producido.

Argentina ya tiene 82 plantas de transmisión operativas, lo cual cubre potencialmente el 82% de la población[1], pero gran parte de ese público posible está siendo irradiado pero no tiene instalados aún los nuevos receptores que permitan sintonizar la señal digital. Esta red de plantas transmisoras pertenece a la empresa ARSAT que retransmite los canales públicos y ofrece el servicio de transmisión a los canales locales privados.

Por otra parte, y esto es una diferencia con respecto a Brasil, Argentina tiene un porcentaje altísimo de la población conectada a la televisión paga por cable. Las empresas proveedoras de servicio de cable tienen la obligación de incorporar las señales de aire que estén en su zona de cobertura. Surge la discusión sobre los servicios anexos, la interactividad, por ejemplo, y la necesidad de desarrollar sistemas que permitan el acceso a estos nuevos recursos tanto para aquellos que tengan un receptor de televisión digital por aire como para los que estén viendo la señal a través de una conexión de cable.

Es necesario tener políticas activas tanto para la instalación y adecuación de las plantas transmisoras, como para facilitar la producción y adquisición de los dispositivos receptores. Esto es política industrial en relación con la política comunicacional.

En Argentina se entregaron decodificadores gratuitamente a familias de bajos recursos y a jubilados pero esto se realizó sin suficiente información y sin que hubiera una fuerte oferta de canales digitales. Debemos ser informados convenientemente, no solamente como consumidores, sino como ciudadanos. Muchos están comprando una costosa pantalla de LED que no tiene actualizado el software para la interactividad. Como podemos ver estamos en medio de un proceso con muchas facetas que requiere de grupos de trabajo multidisciplinarios que vean más allá del circunstancial cambio de un aparato de televisión por otro.

Festival Taguatinga: 3) ¿Podría comentar en una breve declaración sobre el asunto que usted discuta en el Seminario en Brasília?

Julio: Durante el Seminario trataré de describir con más detalle el estado del despliegue de la televisión digital en Argentina y mostraré algunos de los desarrollos producidos por las Universidades Nacionales en el campo de la interactividad. Mi punto de vista es el de un productor de contenido. Intentaré extender la reflexión hacia otros recursos tecnológicos ya incorporados por gran cantidad de población (internet, la telefonía móvil, por ejemplo) y la necesaria complementación de esos medios y la televisión.

Fonte: Festival Taguatinga de Cinema

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mar 27

É com prazer que anunciamos Luiz Fernando Gomes Soares como Palestrante do II Seminário e Desenvolvimento de TV Digital Ginga-DF.

Tema – Aplicações Interativas na TV Digital

Formado em Engenharia Elétrica – Eletrônica, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Obteve o M.Sc. em Engenharia Elétrica pela mesma Universidade, assim como o doutorado em Informática. O pós-doutorado em Ciência da Computação foi obtido pela École Nationale Superieure des Télécommunications – Paris. Membro titular da Academia Nacional de Engenharia. Professor Titular do Departamento de Informática da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Foi o responsável pelo desenvolvimento do middleware Ginga-NCL do Sistema Brasileiro de TV Digital e Recomendação ITU-T para serviços IPTV. É o atual representante da academia no Módulo Técnico da Câmara Executiva do Fórum de TV Digital Brasileiro e de seu Conselho Deliberativo. É co-editor do H.761 WG 16 no ITU-T e Coordenador do GT de Middleware do Fórum SBTVD.

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