ago 28

O esforço para garantir a 93% da população a recepção do sinal de TV digital pode se resumir a atender aproximadamente um terço da população, o que não tornará o processo trivial. Segundo Marcelo Martins, diretor de novos negócios da Century que participou do SET Expo nesta quarta, 27, dos 68 milhões dos lares com TV, 24 milhões dependem dos sinais da TV aberta. O restante recebe os canais por satélite – 26 milhões de lares dependem da banda C – ou TV por assinatura – 18 milhões.

É importante notar que as bases da TV paga e do satélite continuam avançando sobre a de lares que dependem da TV aberta. A TV por assinatura reduziu o ritmo de crescimento, mas ainda cresce dois dígitos por ano. Já a base do satélite, conta Martins, também avança significativamente. Entre 3 milhões e 3,5 milhões de parabólicas são fabricadas ao ano no Brasil. Esta conta inclui reposição e a própria TV paga, com as antenas de DTH, mas aproximadamente metade pode ser considerada ampliação da base, uma vez que cerca de 1,5 milhão de receptores de banda C (analógica e digital) são feitos anualmente pela indústria.

Não há números confiáveis sobre a real fatia de lares que recebem os sinais terrestres digitais. “O que ouvimos no mercado, no varejo, é que a base de TV recebendo sinal digital pelo ar é muito pequena”, diz Martins. “Acertamos na tecnologia (no desenvolvimento do SBTVD), mas a comunicação da TV digital foi falha. Os concorrentes foram espertos. O mercado de TV por assinatura se apropriou do termo digital na comunicação”, opina. “Aqueles dois terços não vão voltar para a TV terrestre. Precisamos chegar a apenas a um terço”, completa.

Mesmo com a base de lares dependentes da recepção terrestre não sendo tão grande, o desafio para garantir que passem a receber será hercúleo. Aproximadamente 14 milhões de televisores são colocados no mercado ao ano desde 2011, a grande maioria com receptores digitais. No entanto, a maior parte não recebe sinal pela antena. Entre os que recebem sinais terrestres, podem perder essa capacidade quando a faixa dos 700 MHz for destinada a outros serviços. “Não é um filtro de R$ 10 que vai resolver o problema”, diz Martins. Segundo o engenheiro, nos grandes centros, 70% a 80% das estruturas de recepção são antenas coletivas em condomínios que estão preparadas apenas para o VHF. E a maior parte dos que já recebem o sinal digital terrestre o faz através de antena interna ou de sistemas coletivos inapropriados. “Quando houverem 20 mil torres 4G na faixa de 700 MHz em São Paulo gerando um nível de ruído que os receptores não são capazes de lidar, todos os receptores do mercado serão impactados”, diz. “Ainda não são feitos receptores na norma que contemple a convivência entre os serviços”, completa.

Para ele, o cronograma do desligamento analógico está acelerado, e isso terá impacto no negócio da TV aberta. “A fraca adesão ao DTV terrestre, somada ao desligamento prematuro do analógico e à interferência dos serviços na faixa dos 700 MHz são uma combinação perigosa. O impacto será direto na receita das emissoras”, diz.

A vez das caixinhas

Para Marcelo Martins, o receptor externo volta a ser uma promessa de salvação para a TV digital. Apontado como tendência de consumo no início das transmissões digitais, o equipamento acabou não conquistando mercado, até por conta dos incentivos fiscais que levaram à inclusão dos receptores digitais nos próprios monitores de TV. “O set-top box micou. O boom não aconteceu”, diz Martins. O recorde de produção do equipamento foi em 2012, com cerca de 130 mil caixas, menos de 1% do volume de televisores feitos no mesmo ano. Com uma base grande de telas de alta defiição no mercado com potenciais problemas de interferência, a solução volta a ser o receptor externo. “A escala vai ser através do set-top box. Não podemos mais boicotar o conversar em favor dos televisores com recepção. Será o mesmo que boicotar a TV digital”, diz.

Na última segunda-feira, o vice-presidente de negócios da Samsung, Benjamin Sicsu, afirmou que essa saída não é considerada satisfatória pela indústria. “Nosso setor sempre acreditou que a melhor solução para chegar aos 93% é com o equipamento final (televisores completos). Não acreditamos que seja através da digitalização de equipamentos analógicos”, disse.

Fonte: Tela Viva

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ago 28

A Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão (SET) anunciou durante o SET Expo os vencedores do Prêmio SET 2014. Lançado em 2010, o prêmio recompensa empresas e profissionais que oferecem contribuições relevantes ou inovadoras para o desenvolvimento tecnológico da televisão brasileira.

Os finalistas do prêmio, dividido em seis categorias, foram selecionados pela Diretoria Técnica da SET, que considerou as três melhores indicações por categoria. Os vencedores foram escolhidos em votação aberta na Internet, por profissionais do setor.

Vejam quais foram os vencedores.

Soluções para Transmissão em ISDB-T – Hitachi Kokusai Linear Equipamentos Eletrônicos S/A, com o produto Shelter Outdoor para Retransmissão ISDB-T. Trata-se da integração de sistemas através de shelter outdoor para retransmissão de sinal ISDB-T com sistema modular para aplicação em locais de difícil acesso.
Projeto de interatividade para televisão – EBC, com o Projeto BRASIL 4D, que facilita o acesso a informações e serviços públicos para a população de baixa renda, por meio da televisão digital pública interativa.
Projeto de mobilidade para conteúdo audiovisual – ACERP, com a TV INES, plataforma de produção e distribuição de conteúdos audiovisuais específicos para deficientes auditivos. Distribuído para diversos dispositivos.
Produto inovador para produção e pós-produção de conteúdo audiovisual – Sony Electronics, com a Integração Completa em 4K. São câmeras para eventos esportivos, dramaturgia e cinema, mesas com suporte à produção SD/HD/4K e sistemas de transmissão ao vivo SD/HD/4K.
Solução para produção, distribuição e arquivamento de conteúdo audiovisual em nuvem – AD Digital, com o Media Fast Transfer. Trata-se de solução em SaaS projetada para transferir grandes arquivos a partir da web. Camada de inteligência que provê a aceleração na distribuição de arquivos.
Artigo publicado na Revista da SET – O switch off dos Técnicos e Engenheiros Analógicos, de Luiz Gurgel. O switch off da TV analógica está chegando e com ele virá o “desligamento” dos técnicos e engenheiros de TV que não se prepararam para o mundo digital.
Durante a cerimônia, foram feitas homenagens a Fernando Mariano, pela decisiva contribuição para a fundação da SET. Também foi homenageado Fernando Bittencourt, ex-diretor geral de Engenharia da TV Globo e ex-presidente da SET, por sua contribuição ao desenvolvimento da TV digital no Brasil e pela internacionalização do sistema ISDB-T.

Start-up

Também foi realizado no evento o concurso de inovação e startups, que teve como vencedor o Netshow.me, site de conteúdo ao vivo voltado para artistas e seus fãs. Além de um troféu e um certificado da SET, a startup recebeu US$ 60 mil em créditos da plataforma Azure, da Microsoft, e participação no programa BizSpark Plus da empresa, que envolve diversos produtos, mentoria e relacionamento para promover o negócio.

Fonte: Convergência Digital

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ago 28

Uma baita ‘saia justa’ aconteceu na SET Expo, evento realizado na capital paulista, e que reúne os radiodifusores. O Fórum SBTVD, criado em 2006 por Decreto Presidencial para fomentar a TV digital no país, não foi citada no edital da Anatel e, especialmente, não está garantida no Gired,  grupo de planejamento estratégico formado por representantes dos radiodifusores, teles e governo, que terá a missão de desenhar e planejar a transição da TV analógica para a TV digital.

“Não me sinto confortável para pedir um assento no Gired aos radiodifusores”, desafou o presidente do Fórum SBTVD, Roberto Franco. “Se o Gired vai definir especificações e planejamento para a massificação da TV Digital, tínhamos que estar com assento nele. Afinal fomos nós que definimos a estratégia da adoção do ISDB-T e fizemos um trabalho ao longo desses oito anos”, criticou. Franco informou que está tentando mobilizar o governo e a Anatel, mas que, até agora, não teve resposta ao pleito.

Nos corredores da SET Expo, há, porém, críticas ao Fórum SBTVD, que nos últimos tempos, perdeu espaço e prestígio. “Durante as negociações do edital 700 Mhz, dos estudos de interferência LTE e TV Digital, o Fórum SBTVD pouco se manifestou. Por quê”, indaga uma fonte do governo. Na prática, o Gired pode vir a ser um grupo de trabalho relevante a partir de 2015.

Isso porque, entre outras missões, o grupo vai definir a especificação técnica dos 14 milhões de set-top boxes para os beneficiários do Bolsa Família e dos filtros que será distribuída a toda a base dos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) a fim de garantir a recepção da TV digital livre de interferências.

O que surpreende e causa a ‘saia justa’ política é que o Fórum SBTVD foi criado por decreto governamental em 2006 com a missão de auxiliar e estimular a criação e melhoria do sistema de transmissão e recepção de sons e imagens digitais no Brasil, propiciando padrão e qualidade compatíveis com as exigências dos usuários. Segundo as definições oficiais, cabe ao Fórum:

As atribuições desse Fórum são:

I – Identificar e harmonizar os requisitos do sistema;

II – Definir e gerenciar as especificações técnicas;

III – Promover e coordenar a cooperação técnica entre: emissoras do serviço de radiodifusão de sons e imagens, fabricantes dos equipamentos de transmissão de sinais de televisão terrestre, fabricantes dos equipamentos de recepção de sinais da televisão terrestre, indústrias de software e entidades de ensino e pesquisa; IV – Propor soluções para questões relacionadas à propriedade intelectual envolvidas no sistema brasileiro de televisão digital terrestre;

V – Propor e promover soluções para questões relacionadas à capacitação de recursos humanos;

VI – Promover e apoiar a divulgação do sistema brasileiro no país e no exterior.

Fonte: Convergência Digital

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ago 28

O projeto Brasil 4D, que usa a TV Digital para levar serviços à população, ganhou mais uma vez o prêmio da Sociedade de Engenharia de Televisão (SET) de ‘inovação em interatividade’. A iniciativa, da Empresa Brasil de Comunicação, EBC, já levou este ano o prêmio Frida, do Lacnic e da Internet Society, em reconhecimento pela ‘criação e desenvolvimento de capacidades e conteúdos’.

O Brasil 4D se baseia em um conversor de sinais digitais que traz o middleware de interatividade Ginga e a partir dele permite a oferta de serviços públicos, até aqui, em saúde, Previdência, ofertas de emprego, etc. Foi primeiro testado com 100 famílias da Paraíba e depois 300 no Distrito Federal.

Esse conversor do projeto Brasil 4D é a base para os equipamentos que serão distribuídos a 1 milhão de lares no programa Minha Casa Minha Vida e, potencialmente, 13 milhões inscritos no Bolsa Família por conta da licitação da faixa de 700 MHz.

Fonte: Convergência Digital

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ago 26

A digitalização da TV ainda está muito distante da realidade dos seis milhões de lares da cidade de São Paulo. Essa é a constatação de um estudo realizado pelo Fórum SBTVD e apresentado na SET Expo. O estudo diz que 51% dos lares paulistanos dependem da TV aberta para assistir a TV e apenas 9% desses lares têm TVs com o sinal digital. “Temos muito para trabalhar e essa é a prova”, diz David Britto, do Fórum SBTVD. Dados dão conta que, no ano passado, existiam 20 milhões de TVs com Ginga no país.

O levantamento do Fórum SBTVD mostra ainda que a política do governo de distribuição de conversores, inicialmente com alvo nos beneficiários do Bolsa Família e a distribuição de 14 milhões de conversores, tem uma razão de ser. E mais: como aconteceu em 2007, quando os fabricantes de TVs resistiram à ideia dos conversores e do próprio uso do Ginga, o sistema de interatividade desenvolvido no Brasil, hoje também há arestas para serem aparadas nessa área.

Ao participar de painel sobre o edital 700 MHz, o vice-presidente da Samsung, Benjamin Sicsú, revelou a preocupação dos fabricantes, que embutem o conversor nos aparelhos de TVs, deixou claro a sua não tão boa vontade de ter os conversores como política estratégica.”Nosso setor sempre acreditou que a melhor solução para chegar aos 93% é com o equipamento final (televisores completos). Não acreditamos que seja através da digitalização de equipamentos analógicos”.
Sicsú foi além. “Precisamos pensar bem no modelo a ser adotado. Quem comprou TVs no último ano, vai ter que trocar a sua? Vai ter que comprar um conversor? Temos que pensar que as TVs têm conversores com Ginga embutidos. Esses conversores podem e devem ser usados”, disse. A disputa fica clara como o foi em 2007, quando os fabricantes de TVs decidiram colocar conversores embutidos, com as suas versões do Ginga e com pouco uso efetivo pelo consumidor.
A estratégia do conversor para as TVs mais antigas acabou sendo posta de lado, uma vez que o custo também não chegou ao pretendido à época pelo governo – R$ 250,00. Neste novo conceito de conversores, o custo está sendo repassado para as operadoras de telecomunicações – em especial para o programa Bolsa Família. Mas há a preocupação com quem não faz parte desse projeto.

“Há muitos brasileiros que têm TVs antigas e não estão no Bolsa Família. Os conversores podem ser uma saída, mas temos que pensar no filtro. Eu estou acreditando que a ‘máxima do Bernardo’ será cumprida: não haverá tela preta por conta da interferência do 4G. Mas acho que o ritmo de migração está sendo acelerado demais. A TV está em qualquer lugar do Brasil. O celular não”, destacou o vice-presidente do Grupo Bandeirantes, Walter Ceneviva

Fonte: Convergência Digital

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ago 26

Assim que saiu o edital da faixa de 700 MHz, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) – que representa a Globo e o SBT – reclamou. Para elas, o valor previsto para ressarcir os radiodifusores é pouco. Assim, “a Abert estuda medidas cabíveis a serem adotadas”.

“A entidade considera insuficiente o valor de R$ 3,6 bilhões reservado ao pagamento dos custos decorrentes da redistribuição dos canais de TV e RTV, aos investimentos no switch off da televisão analógica, e às soluções para os problemas de interferências da banda larga na TV digital”, diz nota da Abert.

“Conforme reiteradas vezes declarado às autoridades públicas competentes, os radiodifusores calculam um valor em muito superior ao constante do edital”, segue a missiva. As emissoras chegaram a sugerir que esperavam praticamente o dobro – cerca de R$ 6 bilhões – com base na experiência do Japão.

Para as tevês, “a garantia de aportes complementares, na hipótese de insuficiência de recursos para a execução das atividades de mitigação, como proposto no edital, gera insegurança jurídica quanto ao seu efetivo cumprimento, por apresentar caráter abrangente”.

Já o sindicato nacional das operadoras móveis preferiu não se manifestar. Nesse caso, porque as estratégias das empresas são distintas diante da licitação, prevista para 30/9. Além do valor previsto para os equipamentos de transmissão e recepção da TV Digital, o edital prevê um preço mínimo total de R$ 7,7 bilhões pelo uso da faixa.

Fonte: FNDC

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ago 26

“Não vamos prejudicar um setor em benefício do outro”, prometeu o presidente da Anatel, João Rezende, ao participar da SET Expo, evento dos radiodifusores na capital paulista, nesta segunda-feira, 25/08, cobrado de uma ação em relação ao edital 700 Mhz e o posicionamento das operadoras móveis.
Por sua vez, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, depois de anunciar medidas pró-radiodifusores, sustentou que é hora deles ‘refazerem as contas”. “Os valores fixados pela Anatel foram feitos e refeitos com o TCU. Não há como ter erro”, frisou. O tema edital 700 MHz dominou cerimônia de abertura e os bastidores da SET Expo.
Os radiodifusores deixaram claro que o destino da EAD – a entidade administrativa dos recursos para a digitalização e que irá gerir os R$ 3,6 , com controle integral das teles compradoras das faixas- preocupa. “Essa empresa vai ter vida útil de pelo menos 15 anos. Quem vai fiscalizá-la?”, disse um radiodifusor, que pediu para não ser identificado. Nos bastidores, os radiodifusores querem saber quem terá o controle da gestão da transição da TV analógica para a TV Digital – no período de 2015 a 2018 – e temem perder espaço e prestígio para as teles.
O presidente da Abert, Daniel Slaviero,reclamou dos R$ 3,6 bilhões destinados às TVs para a destinação da faixa de 700 MHz à banda larga móvel. “São insuficientes”, disse. As contas da Abert dão conta da necessidade de um aporte de R$ 6 bilhões.
O presidente da Anatel, João Rezende, e o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo – que ficou apenas para anunciar portarias que beneficiam os radiodifusores – adotaram uma postura de ‘boa vizinhança’ e evitaram as rotas de tensão. Mas o presidente da Anatel não deixou de responder diretamente ao presidente da Abert. “Não vamos mudar os valores do edital. Confiamos nos técnicos da Agência e as contas foram feitas e refeitas pelo TCU”, disse.
Uma possível ação da Abert na Justiça – o que poderia impedir o leilão no dia 30 de setembro – não é descartada. Nos bastidores da SET, há executivos da própria entidade dos radiodifusores defendendo a medida, mas é considerada um tiro no pé por outros executivos. “Todas as reivindicações dos radiodifusores foram atendidas na redação do edital. Não vejo como ter uma brecha para liminar judicial”, destacou um executivo e representante do governo.
Na abertura da SET Expo também ficou claro que há disputas internas entre os radiodifusores. Quem vai ter assento no Gired, grupo estratégico que vai definir as políticas de migração da TV Digital, fomenta uma disputa. Há quem diga que o Forum SBTVD está fora da disputa.O número de assentos pode variar de quatro a seis, conforme o número de operadoras compradoras de faixa.
Essas vagas – que são equivalentes entre as teles e os radiodifusores- seriam ocupadas pelas entidades ligadas à radiodifusão. O ponto é que o edital exigirá os conversores – cerca de 13 milhões para a população de baixa renda – e a produção local de equipamentos, o que, hoje, não existe para atender a exigência de preferência para a tecnologia nacional.

Fonte: FNDC

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ago 26

Retirar a previsão de que aportes adicionais necessários para o ressarcimento da radiodifusão seriam compensados na renovação das outorgas enfraquece o edital de licitação de venda da faixa de 700 MHz. Essa é a opinião da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e TV (Abert).

Conforme nota divulgada na última quinta, 21, a associação estuda medidas cabíveis contra o edital de venda da faixa. De acordo com o diretor geral da Abert, Luis Roberto Antonik, em princípio, essa medida seria um pedido de impugnação do edital junto à comissão de licitação da Anatel.

“Nossa reclamação é com relação ao valor. Tínhamos calculado valores maiores – entre R$ 4,5 bilhões e R$ 5 bilhões”, afirma ele. Sem a garantia de que as teles possam reaver os depósitos adicionais, caso sejam necessários, a associação teme que, se faltar recursos, a Anatel não tenha instrumentos que possam garantir os aportes adicionais das teles.

Segundo Antonik, a Abert, por enquanto, não pensa em ação judicial. “Nesse momento, não. Se formos fazer alguma coisa, é a impugnação do edital”.

A retirada do mecanismo que previa a compensação dos aportes adicionais no momento da renovação da outorga foi feita a pedido do Tribunal de Contas da União (TCU). O órgão de controle questionou a Anatel se essa compensação poderia acontecer sem a devida previsão orçamentária e, caso a empresa não pudesse renovar a outorga, se isso não se configuraria enriquecimento ilícito do poder público.

Fonte : Tela Viva

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ago 26

Embora o leilão da faixa de 700 MHz não tenha nenhum compromisso de cobertura, o que gerou várias críticas à Anatel de que o leilão seria meramente arrecadatório, haverá benefícios sociais indiretos.

O primeiro será a distribuição de 14 milhões de set-top boxes para os beneficiários do Bolsa Família e mais uma quantidade não revelada de filtros que será distribuída a toda a base dos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) a fim de garantir a recepção da TV digital livre de interferências.

O preço mínimo global ficou em R$ 7,711 bilhões, mais R$ 3,615 bilhões de ressarcimento à radiodifusão. Caso as quatro empresas optem por cumprir as metas de 2,5 GHz com qualquer faixa, aí o valor arrecado pelo Tesouro sobe para R$ 8,260 bilhões.

“Serão 1,1 mil radiodifusores remanejados. O que a Anatel fez foi calcular o que cada um vai receber e estimamos o preço do set-top box e dos filtros e, em função disso, fizemos o cálculo e dividimos pelos lotes”, explica o conselheiro Jarbas Valente sobre o valor do ressarcimento à radiodifusão.

Além disso, o leilão deverá garantir a expansão do serviço celular para 4,5 mil distritos rurais que hoje não contam com o serviço. Isso porque, caso as teles decidam cumprir as metas de 2,5 GHz com qualquer faixa, uma das contrapartidas é levar o SMP aos distritos com mais de mil habitantes dentro do raio de 30 km da sede do município. A outra contrapartida é elevar a capacidade das estações radiobase (ERBs) para 1 Gbps em 2017.

O presidente da Anatel, João Rezende, comentou a retirada da previsão de que os aportes adicionais para o remanejamento, caso fossem necessários, constituiriam um crédito a ser descontado no pagamento do ônus da renovação das outorgas. Rezende nega que possa haver problemas para conseguir esses recursos, já que agora as teles não resgatam o dinheiro no futuro. “Toda a regulamentação da Anatel já diz que quem entra tem que pagar o remanejamento da faixa. E o edital é claríssimo”, afirma.

Em relação à possibilidade ou não de o leilão atrair novos investidores, Rezende preferiu não fazer previsões. “Acho que tem vantagem também para o novo entrante, mas dificilmente a gente consegue fazer um prognóstico sobre isso”, afirma ele.

Fonte: Tela Viva

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ago 26

Já está disponível o edital da faixa de 700 MHz, fatia do espectro que, espera a Anatel, vai turbinar a oferta de 4G no Brasil até o fim desta década. Para usar essa privilegiada radiofrequência, porém, as operadoras móveis terão que pagar, pelo menos, R$ 1,9 bilhão por cada uma das quatro outorgas de cobertura nacional.

Com o rateio do ressarcimento às emissoras de televisão, que passarão a transmitir em outros endereços do espectro, a conta mínima chegará a R$ 2,8 bilhão a cada uma das grandes operadoras celular. Junto às fatias das áreas da CTBC e Sercomtel, o leilão vai a R$ 7,7 bilhões em outorgas e R$ 3,6 bilhões em indenizações e na digitalização da televisão. Pelo menos R$ 11,3 bilhões.

Na prática, esse valor é R$ 560 milhões maior porque cada uma das empresas que comprou espectro de 2,5 GHz, em 2012, seguramente vai aportar o adicional – entre R$ 138,2 milhões e R$ 155,1 milhões – pelo “bônus” de poder utilizar outras radiofrequências para cumprir metas de cobertura daquela licitação.

Essa metodologia foi a base do convencimento que levou o Tribunal de Contas da União, na véspera, a remover a decisão que impediu a publicação do edital nas últimas duas semanas. Outra, foi uma maior clareza nos distintos papéis da Entidade Administradora da Digitalização e do Grupo de Implementação da Digitalização.

A primeira será uma sociedade privada, constituída pelas teles vencedoras do leilão para operacionalizar a transição no uso da faixa. É nessa sociedade, a EAD, que serão aportados os R$ 3,615 bilhões – em quatro parcelas até 2018. Já o grupo, ou Gired, com governo, Anatel, teles e tevês, define as metas e cronogramas desse processo.

Terão direito ao ressarcimento as emissoras em operação um ano antes dos desligamento analógico, ou que comprovem investimentos com esse objetivo. Esse ressarcimento não será em dinheiro, mas “exclusivamente por meio da aquisição e instalação, ou adaptação, quando possível, de equipamentos e infraestrutura essenciais ao funcionamento dos novos canais”.

Também serão distribuídos antenas receptoras e conversores de sinal digital para 13 milhões de inscritos no Bolsa Família. Se sobrar dinheiro daquele orçamento, o público poderá ser ampliado. A EAD também terá que distribuir filtros contra interferência sempre que necessário. Mas poderá propor a antecipação do cronograma de desligamento quando entender viável.

A abertura das propostas será em 30/9, a partir das 10h, na sede da Anatel, em Brasília. O leilão da faixa e 700 MHz se constitui em seis lotes de blocos de frequência 10+10 MHz, para uso em caráter primário, por 15 anos renováveis. Caso sobre algum desses seis primeiros, quebram-se em lotes de 5+5 MHz.

A aquisição dos blocos de frequência em si não traz obrigações de cobertura, mas a opção pelo citado “bônus” de usar qualquer faixa para cumprir metas de 2,5 GHz implica em dois compromissos: levar telefonia móvel aos distritos rurais com mais de mil habitantes – até 30km do distrito sede; e interconectar estações radio base com fibras ópticas até o fim de 2017.

O edital também repete exigências de nacionalização de equipamentos. Até o fim de 2016, 65% das aquisições das vencedoras devem seguir a regra prevista, sendo 50% deles via Processo Produtivo Básico (portanto, fabricados no país) e 15% com tecnologia nacional – percentual este que sobe para 20% entre 2017 e 2022. O portal Convergência Digital disponibiliza a íntegra do edital de 700 Mhz.

Fonte : Convergência Digital

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