Sep 21

O governo deve atender, parcialmente, o pleito dos fabricantes de televisores, que demandaram do Ministério de Ciência, Tecnologia, Comunicações e Inovações a análise de uma forma de apoiar a indústria diante dos custos de implementação do Ginga nos aparelhos de TV. O ministro Gilberto Kassab disse que nesse momento é impossível trabalhar com subsídio e que a decisão sobre a manutenção do Ginga como política pública está tomada. A solução negociada, então, é no sentido de que os fabricantes de TV aceitem como parte do pagamento o conversor de TV digital que está sendo distribuído aos integrantes do Cadastro Único nas cidades que terão o desligamento de TV digital até 2018.

Segundo Kassab, a EAD (Entidade Administradora da Digitalização), que hoje compra e distribui os conversores, recompraria os equipamentos de forma que os recursos subsidiassem a venda de TVs digitais. “O cidadão recebe gratuitamente o conversor. Se ele quiser ter um televisor, ele vai na loja e dá o conversor como parte do pagamento. O ministério recompra, sem nenhum custo para o governo”, disse ele, explicando que o valor ainda seria calculado. “Eles estão estudando, gostaram da nossa contrapartida e entenderam que não haverá subsídio. Se a indústria quiser usar isso como crédito, o governo recompra, enquanto precisarmos de conversores para distribuir”. Kassab, posteriormente, explicou que na verdade a recompra seria feita pela EAD. “A EAD precisa dos decodificadores e essa política faz com que eles precisem encomendar menos decodificadores”.

Segundo apurou este noticiário, a proposta ainda não foi levada à EAD e às teles, mas é possível que seja aceita porque, em linhas gerais, é parecida com uma proposta que já havia sido discutida ainda no governo Dilma e que previa que a EAD pudesse distribuir aos usuários, alternativamente, vouchers que poderiam ser trocados na compra de aparelhos de TV digital.

Critério de desligamento

Segundo Gilberto Kassab, a polêmica sobre os percentuais para desligamento da TV analógica em Brasília foram resolvidos e será usado o “critério do Ibope”. Kassab não detalhou, contudo, se será o critério do Ibope definido pelo Gired na cidade de Rio Verde ou se será a proposta do Ibope com um deflator para as TVs de tela plana, o que geraria, nesse momento, uma redução do índice de digitalização de Brasília em cerca de um ponto percentual. De qualquer maneira, Kassab assegurou que o desligamento em Brasília acontecerá na data prevista, no final de outubro.

Fonte: Tela Viva

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Sep 16

Faltam 40 dias para o dia previsto para o desligamento dos sinais analógicos de televisão no Distrito Federal e em cidades próximas à capital. Mas as emissoras de televisão, operadoras móveis, Anatel e governo ainda discutem qual a metodologia de pesquisa será considerada para verificar quão preparados estão os domicílios afetados, um universo de quase 4 milhões de pessoas.

“Estamos buscando um entendimento, o que deve acontecer na próxima reunião do Gired, em 5 de outubro. Há ainda algumas divergências sobre como enquadrar as televisões de tela plana na pesquisa”, explica o coordenador do grupo de implementação da digitalização, o conselheiro da Anatel Rodrigo Zerbone.

Trata-se da pesquisa que mede a preparação dos lares. Pelas regras do processo de transição para a TV Digital, os sinais analógicos só podem ser desligados quando 93% dos domicílios são considerados aptos a receber os sinais digitais. Mas para desligar a goiana Rio Verde, cidade-piloto do cronograma, as emissoras de televisão aceitaram alterar critérios de forma a inflar o percentual – e ainda assim o desligamento acabou sendo feito quatro meses depois da data prevista, e com oito pontos percentuais abaixo da meta.

Entre ajustes feitos ainda no ano passado, a pesquisa passou a considerar que todos os lares que contassem com algum tipo de aparelho de TV de tela fina como preparados para o desligamento analógico. Mantida essa lógica, a pesquisa indica que 85% dos domicílios estão prontos.

Mas ao se aproximar do ‘apagão’ no terceiro maior mercado publicitário do país, os radiodifusores se mostram preocupados. E apresentaram uma metodologia diferente, um pouco mais rigorosa. Como resultado, no lugar dos 85% medidos pelo Ibope em agosto, seriam 79% os lares aptos a receber os sinais digitais.

Mesmo considerando-se que a margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais e, portanto, com 90% é possível desligar, o índice apontado pelas emissoras de TV está 11 pontos abaixo da meta, contra os 5 pontos da metodologia usada em Rio Verde.

Na tentativa de chegar a um entendimento, o próprio Ibope apresentou ao Gired um novo ‘puxadinho’ na pesquisa: a adoção de um deflator ao percentual encontrado de lares com televisores de tela plana. Segundo o instituto, somente 8% dos lares com aparelhos como esses não estão prontos.

Adotado esse deflator no resultado final, o percentual de lares preparados para a TV Digital em Brasília e outros nove municípios (Águas Lindas, Cidade Ocidental, Cristalina, Formosa, Luziânia, Novo Gama, Planaltina, Santo Antônio do Descoberto e Valparaíso) cairia para 84%.

É este o caminho que o coordenador do Gired espera aprovado no próximo encontro, em 5 de outubro. Depois disso, a próxima reunião do grupo será em 25 de outubro, na qual serão discutidos os resultados da pesquisa a ser apresentada na véspera – para a decisão sobre manter ou adiar o desligamento.

Fonte: Convergência Digital

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Sep 15

O Brasil já tem um padrão de interatividade e precisa se articular para usar essa tecnologia mundialmente. E a Intel sustenta o interesse de usar o Ginga na camada de interatividade para usar o canal de dados de retorno da TV Digital, revelou o diretor de Inovação da Intel Brasil, Max Leite.

“O Ginga é um padrão e isso é bem importante. O Brasil é um laboratório mundial para outras regiões emergentes, como a África. Como usar a TV digital para inserir a população para inserir no mundo da economia digital. O consumidor já sabe usar a TV. E a interatividade vem para o mundo desse usuário”, reportou o executivo, que nesta quarta-feira, 14/09, participou da 16ª Rio Wireless, organizada pela Network Eventos, no Rio de Janeiro.

O executivo, em entrevista à CDTV do portal Convergência digital, observa que o Brasil é um país continental e um dos maiores mercados emergentes realizando a migração da TV analógica para a TV digital. Nós encaramos a TV digital como uma oportunidade de inclusão de dados. Há um canal de dados de 10 Mbits de retorno que é incrível para o Brasil”, sinaliza Max Leite. O executivo da Intel Brasil também fala sobre o momento do Brasil na implantação da Internet das Coisas. Assistam a entrevista.

Fonte: Convergência Digital

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Sep 13

O GIRED, órgão responsável pela migração do serviço analógico de TV para a TV digital, não tem competência para definir política pública e não vai debater o Ginga, além do que já foi discutido – a inclusão do software de interatividade no conversor, com a revisão feita para minimizar os custos de produção, revelou o coordenador do GIRED e conselheiro da Anatel, Rodrigo Zerbone, em entrevista à CDTV, do portal Convergência Digital, durante a 16ª Rio Wireless, organizada pela Network Eventos, no Rio de Janeiro.

Zerbone explicou que o pleito da ELETROS – de tirar o Ginga da exigência do Processo Produtivo Básico na fabricação de TVs – encaminhado ao Governo será analisado pelos órgãos competentes: os ministérios envolvidos, MCTIC e Ministério do Desenvolvimento e Comércio. Até lá, fica valendo o que já foi discutido e aprovado – por consenso – com relação aos conversores: o ginga C está embutido como recurso de interatividade.

“Fizemos uma consulta formal aos ministérios que cuidam das políticas públicas relacionadas ao Ginga se eles iriam manter as apostas no software e a resposta foi positiva. Por isso, implementamos o Ginga no conversor, mesmo com a revisão feita para minimizar os custos. É preciso ficar claro que o GIRED não tem competência para decidir se o Ginga sai ou não de um PPB ou, numa forma mais ampla, de decidir política pública no país”, reforçou Zerbone.

O conselheiro da Anatel falou ainda sobre os temas à mesa no GIRED e do processo de migração para a TV Digital. Assistam a entrevista.

Fonte: Convergência Digital

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Sep 13

O preço é a maior barreira no acesso à internet, segundo a 11ª edição da pesquisa TIC Domicílios divulgada hoje (13). O valor do serviço foi apontado como impedimento pelos moradores de 60% dos 32,8 milhões de domicílios que não estão conectados a rede. Entre as residências em que não há uso da internet, 30 milhões pertencem às classes C,D e E.

O estudo foi realizado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), e pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). Foram feitas entrevistas pessoais com abordagem em 23.465 domicílios em todo o território nacional, entre novembro de 2015 e junho de 2016.

Entre o último estudo, feito em 2014, e amostra atual, houve variação de apenas 1 ponto percentual no número de domicílios com acesso à rede. Eram 50% e agora são 51%, totalizando 34,1 milhões de residências. A barreira do custo é uma das razões, segundo o gerente do Cetic.br, Alexandre Barbosa, para a qual não houve avanço significativo no uso de 2014 para 2015 (base atual). O que pode significar, de acordo com ele, que a expansão no modelo atual possa ter chegado ao limite.

“Nas classes A e B nós podemos dizer que temos os mesmos índices de países europeus”, acrescenta Barbosa. Nos domicílios da classe A, o índice de acesso é de 97% e nos da classe B, 82%, enquanto nos de classe C o índice fica em 49% e nos de classes D e E, 16%.

Outro problema, segundo o gerente do Cetic, é a indisponibilidade do serviço em algumas regiões. “Em algumas áreas, como no Norte e áreas rurais, a segunda barreira é a disponibilidade do acesso. A menos que você use uma conexão via satélite, em muitas áreas do território nacional você não tem nenhuma operadora chegando”, destaca.

Para contornar esses problemas, Barbosa defende uma regulação mais forte do mercado, como forma de reduzir os preços, e uma revisão dos tributos que incidem sobre o serviço. “No Brasil nós carregamos, no que a gente paga no acesso, uma proporção muito significativa de impostos.”, ressalta.

Celulares

Barbosa lembrou ainda a importância de as políticas públicas levarem em consideração o uso do telefone móvel como porta de entrada para a rede. A pesquisa mostra também que o telefone celular é o dispositivo utilizado para o acesso individual da internet pela maioria dos usuários: 89%, seguido pelo computador de mesa (40%), computador portátil ou notebook (39%), tablet (19%), televisão (13%), e videogame (8%). De acordo com o levantamento, 56% da população brasileira usaram a internet no telefone celular nos três meses antes da pesquisa. A proporção era de 47%, em 2014, e de 31% em 2013.

O tipo de conexão mais utilizada nos celulares passou a ser o wifi, com 87% dos usuários, seguido pelo 3G ou 4G (72%). Em 2014, o wifi correspondia a 74%, e o 3G ou 4G, a 82%.

Fonte: EBC Agência Brasil

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Sep 13

interatividade_folhaFabricantes de aparelhos eletrônicos e operadoras de telefonia pediram ao governo o fim da obrigatoriedade de instalação de um software desenvolvido por pesquisadores brasileiros para televisores e equipamentos usados para transmissão e conversão de sinais de televisão digital.

Uma das principais bandeiras dos governos petistas na época do lançamento da TV digital no país, o software brasileiro, conhecido como Ginga, tem como função viabilizar o acesso dos telespectadores a conteúdos interativos que o sistema digital permite transmitir junto com a programação das emissoras.

Com a troca de governo e a posse do presidente Michel Temer (PMDB), a obrigatoriedade virou alvo das empresas. A Eletros, associação que representa os fabricantes de aparelhos eletrônicos, enviou cartas a ministros de Temer pedindo o fim da exigência.

Desde 2012, todos os televisores saem da fábrica com receptores do sinal de TV digital embutidos e o software da interatividade. O Ginga está instalado em 90% dos aparelhos vendidos desde então.

O projeto, iniciado com o incentivo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e executado no governo Dilma Rousseff, era conectar os televisores para que, via Ginga, fosse possível transformá-los em um portal para serviços do governo à população, especialmente os mais pobres.

Seria possível, por exemplo, marcar consultas na rede pública de saúde e procurar empregos com o controle remoto. Mas praticamente não há aplicativos desenvolvidos para o sistema nacional.

Um levantamento recente apresentado ao grupo que estuda o assunto no governo mostrou que há 150 aplicativos exclusivos para o Ginga no Brasil e em outros países da América Latina. No Brasil, são somente dois, criados pelos ministérios da Cultura e do Desenvolvimento Social.

RESERVA DE MERCADO
Ginga precisa ser instalado em todos os aparelhos da cadeia da TV digital

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SEM USO

Existem mais de 2 milhões de aplicativos desenvolvidos para rodar em plataformas da Apple e do sistema Android, incluindo serviços populares como o Netflix e o YouTube. A SmartTV, usada por fabricantes asiáticos como a Samsung e a LG, tem 180 mil.

“O consumidor brasileiro paga por uma coisa que não usa”, afirmou o presidente da Eletros, Lourival Kiçula. “Hoje, a interatividade na TV acontece via internet. A instalação do Ginga deveria ser opcional para as empresas.”

Segundo Kiçula, o software representa R$ 50 no preço final de um aparelho de TV. “Numa TV de 65 polegadas, o preço do Ginga não chega a pesar”, disse. “Em televisores menores, faz diferença.”

Para as operadoras de telefonia, o problema é o custo dos conversores digitais que eles se comprometeram a fornecer a participantes do Bolsa Família. A doação foi uma compensação acertada em 2014, quando o governo antecipou o processo de desligamento do sinal da TV analógica para liberar frequências usadas pelas emissoras e assim ampliar serviços em redes de telefonia celular 3G.

Até 2018, as teles gastarão cerca de R$ 2,2 bilhões na compra de 12,8 milhões de conversores. Cada um custa cerca de R$ 170, dos quais cerca de R$ 10 ficam com empresas que desenvolvem o Ginga.

As principais fornecedoras do Ginga são a EiTV!, a Mopa e a Totvs. Um dos sócios da Mopa é o professor Guido Lemos, da Universidade Federal da Paraíba, que defende o software nacional desde que o governo iniciou as discussões sobre a TV digital no país.

“Minha participação é pequena, sou investidor”, disse Lemos. “Meus alunos são os donos, e não participo da gestão da companhia, mas trabalho pelo setor porque ajudei a desenvolver o Ginga.”

Recentemente, ele apresentou ao governo resultados de testes feitos em bairros pobres de João Pessoa (PB) com um aplicativo criado pela Câmara dos Deputados para fornecer informações sobre os parlamentares. “Foi muito bem aceito”, disse Lemos.

 

Fonte: Folha de São Paulo

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Sep 13

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Não. Não é notícia velha, embora a impressão seja essa para muitos que acompanham de perto a implantação da TV Digital no Brasil. É notícia fresquinha. Nessa sexta-feira, 9 de setembro, a Eletros, associação que reúne os fabricantes de TVs, revelou o envio ao novo governo brasileiro de uma carta pedindo o fim da obrigatoriedade do Ginga, o software 100% brasileiro que permite a interatividade da chamada TV aberta, gratuita, que recebe o sinal pelo ar, sem a necessidade de pagar uma assinatura.

O pedido acontece menos de um mês depois do novo ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab determinar que o  modelo único de conversor de TV digital, que será pago pelas operadoras e distribuído gratuitamente aos beneficiários dos programas sociais do governo federal, inclusive os inscritos no Bolsa Família, inclua obrigatoriamente o Ginga. Em janeiro deste ano, por pressão das operadoras no Gired (Grupo de Implantação da TV Digital), moradores inscritos no Cadastro Único de Programas do Governo Federal da cidade de Rio Verde, cidade no interior de Goiás onde o fim da TV analógica chegou primeiro, receberam conversores de TV digital sem o software que permite acessar o recurso de interatividade, apenas com um seletor de canais, ou ‘zapper’, que de acordo com a Entidade Administradora do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (EAD), responsável pela gestão do processo de migração do sinal de TV no Brasil, atende plenamente a função de garantir que a população continue tendo acesso aos canais de TV aberta, após o desligamento do sinal analógico.

Os dois fatos estão intimamente ligados, dizem fontes do setor. E parecem realmente, já que os argumentos contrários ao Ginga, tanto da Eletros, quanto das operadoras, são rigorosamente os mesmos: um recurso que ninguém usa e que encarece o custo dos equipamentos de recepção, sejam eles televisores ou conversores.

De fato a interatividade é um recurso pouco usado na TV aberta. Situação que pode mudar agora, finalmente, se o governo mantiver o interesse de usar a interatividade da TV digital para ampliar o alcance dos serviços de governo eletrônico.

O Ginga tem muitos inimigos e um único aliado: o governo
Se você ouviu falar pouco do Ginga, não sabe exatamente o potencial da interatividade na TV aberta, isso se deve, em parte, à falta de interesse da própria indústria, que preferiu incentivar a produção de conteúdo, também pouco usado, para as Smart TVs. Sem interesse da indústria, as emissoras de TV também investiram pouco da interatividade. Temos apenas alguns poucos programas e telenovelas da Globo, e um portal do SBT, escondidos do público.

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No início, não tinha aplicação porque não tinha receptor, não tinha receptor porque não tinha aplicação… A coisa começou a mudar quando o governo decidiu emitir  uma portaria obrigando os fabricantes de televisores a embutir o Ginga em todas as TVs vendidas no país, e criou programas de incentivo ao desenvolvimento de aplicações interativas, embalado pela convergência dos mundos brodcast e broadband. Com o Ginga eleito pela União Internacional de Telecomunicações padrão para IPTV, começava a surgir um novo caminho, convergente, para a interatividade.

A indústria de recepção, que inclui os fabricantes de TV, tentou matar o sistema ainda lá no início da implantação da TV Digital, e não conseguiu.  Depois, em 2011. E em 2012.

Com a proximidade do desligamento do sinal analógico, o governo foi forçado a definir regras para liberação do espectro de 700MHz, usado pelos radiodifusores. Nessa mesma época, o Brasil 4D, projeto piloto da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) financiado pelo Banco Mundial, ajudou a comprovar o uso da interatividade na TV aberta em projetos sociais do governo (fotos abaixo). O Brasil 4D ajudou a fazer com que, em 2015, as portarias sobre o apagão analógico passassem a contemplar a interatividade como recurso obrigatório dos conversores distribuídos para a população de baixa renda. Compromisso reafirmado no novo governo.

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Segundo fontes próximas ao assunto com as quais conversei nesta sexta-feira, há mais ou menos três meses, quando as operadoras ensaiaram derrubar essa obrigação da portaria e colocar o zapper no lugar  dos conversores interativos para cumprir a obrigação de não deixar nenhum brasileiro sem TV aberta a partir da liberação do espectro de 700Mhz para a telefonia celular, deputados da Frente Parlamentar pela Democratização das Comunicações, o Ministério Público e Tribunal de Contas da União (TCU) tiveram a sua quota de contribuição para que o ministro Kassab interviesse no sentido de manter a interatividade nos conversores, via Ginga.

Não por acaso, o professor André Barbosa, ex-EBC e responsável pelo programa Brasil 4D, desabafando em um post no Facebook, escreveu: “(…) só agora, depois da decisão do ministro Kassab de incluir o Ginga nas caixinhas conversoras para 12 milhões de famílias [o desenvolvimento de aplicações interativa] vai se tornar uma realidade viável”. A portaria de Kassab é de 26 de agosto. Confira abaixo o que diz o Anexo A.

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O que mais ouço contra o Ginga é que não se cria mercado obrigando os fabricantes a instalarem um sistema. Concordo, em parte.

Como alguém que acompanha esse assunto há muito tempo, posso dizer que  governo resistiu ao máximo à decisão de tornar o Ginga obrigatório. Somente nove anos após a edição do decreto que criou o SBTVD-T todos os aparelhos passaram a ter que trazer o Ginga. Só se chegou ao extremo da obrigatoriedade  por culpa da própria indústria, que desprezou o sistema. Experimente entrar em uma loja que venda TV e perguntar ao vendedor o que significa aquele selo DTVi, colado na tela. Se der a sorte de topar com um que saiba explicar, peça para que demonstre a funcionalidade. Não se forma mercado sem educá-lo.

Na entrevista que comecei a fazer com o presidente da Eletros, Lourival Kiçula, neste sexta-feira, ouvi dele o mesmo argumento que ouvi de um representante das operadoras de telefonia: “O consumidor brasileiro paga por uma coisa que não usa”.  Não usa porque não conhece, argumentei. “Não houve nenhuma divulgação por parte do governo”, rebateu Kiçula. Mas não cabia também aos fabricantes divulgarem o sistema? E aos radiodifusores, que desprezaram a interatividade na TV aberta enquanto puderam? E nunca chegaram a desenhar um modelo de negócio. Se preocuparam apenas em aumentar a qualidade de vídeo.

Além disso, tem razão André Barbosa quando diz em seu post no Facebook que “o processo de migração da TV Digital  está começando de fato agora, o que faz com que tudo se torne perfeitamente possível com o aumento concreto na oferta de mais aplicativos e vídeos interativos por órgãos do governo federal, estadual e municipal, empresas públicas e privadas”.

Questionei Kiçula também sobre o valor de R$ 50 a mais no preço final de cada televisor, atribuído ao Ginga. Ele já cairá com a retirada da obrigatoriedade do Java na norma padrão de interatividade, perguntei. O presidente da Eletros ficou de enviar o a composição de custo detalhada do Ginga na segunda-feira, 12 de setembro. Mesmo dia em que o Gired se reúne e, com certeza, abordará o tema, uma vez que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações já confirmou que está analisando o pedido da Eletros. Volto ao assunto assim que tiver as informações.

Não é segredo para ninguém que há eco na direção da EAD para o argumento de que  a interatividade tem se mostrado uma ferramenta pouco útil para os integrantes do Cadastro Único. Uma pesquisa feita com esse público no município de Rio Verde, primeira cidade que teve o sinal analógico desligado no Brasil teria demonstrado isso.

A reportagem da Folha que revelou o pleito dos fabricantes também revelou o custo dos conversores gratuitos para a população de baixa renda. Diz que, até 2018, as operadoras gastarão cerca de R$ 2,2 bilhões na compra de 12,8 milhões de conversores. Cada um custa cerca de R$ 170, dos quais cerca de R$ 10 ficam com empresas que desenvolvem o Ginga. Mas, segundo apurei, a retirada do Java no Ginga, junto com a redução da memória RAM necessária e, de quebra, a retirada da saída HDMI do conversor, reduziu o custo unitário dos conversores para as operadoras de telefonia de aproximadamente US$ 20 para US$ 15,80. Só o licenciamento do Java (JVM Me) para a Oracle, que deixa de existir, significa uma economia de algo em torno de U$ 0,8 a U$ 1,5 por conversor.  Mas isso significa que o custo total ainda está distante dos U$ 10 de cada zapper. É uma questão econômica.  Acontece que o Ginga é o menor dos problemas. O grande vilão é a cotação do dólar. Para compensar, o negócio é cortar o que não interessa.

O mesmo vale para os fabricantes de TV, que viram o mercado encolher no primeiro trimestre do ano. Com a crise, o volume de vendas caiu 28% nos três primeiros meses de 2016, em relação ao mesmo período de 2015.Os números do segundo trimestre ainda não foram divulgados. Será que os jogos olímpicos ajudaram a compensar a queda de 4,37% da atividade econômica?

Entre os fabricantes e as operadoras a crença é a de que sem o Ginga, a distribuição da caixinha e a venda de TVs digitais poderia ser ampliada. Mas perderíamos a oportunidade de usar a TV como instrumento de política pública. E em tempos de BIG Data, convém o governo olhar com cuidado para o tamanho da oportunidade que pode estar jogando fora, caso abra mão do Ginga. Ainda mais agora que a EBC caminha para se tornar uma TV estatal.

Antes de qualquer coisa é recomendável que a EBC teste de fato as aplicações do Brasil 4D dirigidas aos beneficiários Cadastro Único de Programas do Governo Federal nas primeiras cidades onde o sinal analógico foi desligado. Invista em divulgação dos serviços disponíveis. Compartilhe conhecimento e treine os governos estaduais e municipais e fazerem uso da tecnologia, ainda que através de parcerias entre as diferentes esferas de poder. E ajude com as políticas para acesso a planos de banda larga móveis baratos, até mesmo subsidiados pelos governo, no modelo de tarifação reversa, para viabilizar o canalde retorno, uam vez que os conversores perderam a oportunidade de embutir um chip de telefonia (Edge, 3G/4g).

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Como bem disse David Britto, da Totvs, em resposta a uma postagem no Facebook, “a  TV Digital é a plataforma mais eficiente de distribuição de conteúdo e aplicativos que existe. Milhões de pessoas são simultaneamente beneficiadas por conteúdo gratuito a um custo extremamente baixo se comparado ao mundo IP. Nada foi feito ainda para explorar este potencial. Ela pode integrar-se facilmente ao mundo IP criando experiências inovadoras. Serviços de governo, como política de estado, podem e devem tirar proveito deste potencial para levar educação e informação aos cidadãos”.

O pecado do Ginga
Em seu post no Facebook, André Barbosa tangencia alguns pontos importantes sobre o futuro do middleware criado no país. Nos últimos anos, o sistema evoluiu bem como o middleware convergente por excelência para TV/Internet. Há quem diga que o Ginga abre as portas dos serviços OTT para o mundo broadcast. O que não interessa nem às teles, nem aos fabricantes de TV. Para que padronizar o mercado com um software aberto, se é possível usar padrões proprietários para assegurar uma receita extra?

Segundo André Barbosa, “o Ginga poderá ser usado como browser na próxima geração de TV Digital, que permitirá a total convergência com a Internet sem perder suas características de simultaneidade de recepção na transmissão da informação, sua gratuidade e especialmente a capacidade de transmitir dados, aplicativos e vídeos interativos de caráter educativo, de capacitação profissional e de serviços de saúde, movimentação bancária, de programas de habitação, saneamento, segurança ao lado dos serviços de Internet, com toda sua majestade e cujo interesse só tende a crescer até o limite dos interesses em jogo, alguns inconfessáveis e de resultados imprevisíveis”.

Vou além. André não disse, mas quem acompanha a área e os debates no Fórum Brasileiro de TV Digital, sabe que a substituição do Java  pelo HTML 5 na especificação do Ginga despertou o interesse da Globo em usar o middleware como suporte para o Globo Play. Afinal de contas, dá trabalho manter o Globo Play em diferentes plataformas.

As três principais fornecedoras do Ginga,  EiTV!, a Mopa e a Totvs (TQTVD) já trabalham com outras empresas para desenvolvimento de plataforma plataformas IBB (Integrated Broadband/Broadcast). Entre elas, estariam a EnterPlay (dona da primeira plataforma brasileira de streaming de vídeo) e a Intel.

A Intel tem estudado o uso do canal de dados da TV Digital como forma de ampliar a cobertura de banda larga para soluções de Internet das Coisas. E começa a ter interesse pelo Ginga para inclusão no seu PC Sticker. Tentei conversar com o diretor de Inovação da Intel Brasil, Max Leite, para detalhar esses projetos, mas não consegui. Fico devendo.

Posso apenas dizer que já ouvi do próprio Max que o o Brasil pode tirar proveito do fato de a TV Digital estar ampliando a sua cobertura para criar um novo canal de conectividade que possibilite soluções criativas de IoT e serviços para cidades inteligentes usando a mobilidade (3G/4G) como canal de retorno. O Ginga teria um papel importante na criação de um padrão aberto para conteúdo.

Na minha opinião, ser padronizado e ser aberto é hoje o maior dos pecados do Ginga. Para o bem ou para mal. Seja para acusar EiTV, Mopa e TQTVD de estarem tentando monopolizar o mercado, seja para possibilidade de ter todo um ecossistema padrão para desenvolvimento de aplicações que vão rodar na TV, sem pedir licença aos fabricantes de TV. E ter algo como um OTT para o mundo broadcast, transformando as empresas de telefonia em meras fornecedoras de canal de retorno.

Além do mais, matar o Ginga sem antes colocá-lo a prova de fato, divulgando as aplicações para que os consumidores decidam se devem ou não usá-lo (em especial a população de baixa renda que depende dos serviços de e-gov), se presta, se é útil, se é ruim. Ou, se como cheguei a ouvir, “o Ginga é mais uma jabuticaba sem uso”. A exclusão _ e a má divulgação _ priva o consumidor da opção de escolha. Não é a indústria de recepção, nem as operadoras, que devem determinar o que o consumidor quer. Está aí a TV 3D para não me deixar mentir. Se o mercado é soberano, o consumidor é o rei. Deixe-o experimentar e opinar.

Fonte: IDGNow

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Sep 13

Novo governo, nova investida. O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações informa que está avaliando um pedido apresentado pela associação de fabricantes de televisores para a “a retirada da obrigatoriedade da instalação do software Ginga na conversão do sinal digital para a TV”.

Segundo relata matéria do jornal Folha de S. Paulo, desta sexta-feira, 09/09, a Eletros lamenta o preço adicional nos televisores, que calcula da ordem de R$ 50 por unidade, e pede para que o Ginga – tecnologia 100% nacional – passe a ser opcional. Até porque, as principais fabricantes – Samsung e LG têm sistemas operacionais próprios para interatividade. Segundo o MCTIC, “as secretarias relacionadas ao tema estão analisando o documento para tomar uma decisão sobre o assunto”.

Bem resumidamente, o Ginga é um sistema que ‘traduz’ programações interativas de maneira que rodem em qualquer equipamento. E ao servir também como interface, está em lugar privilegiado para virar uma espécie de app store brasileira.

A inclusão desse software só é obrigatória para os televisores fabricados no Brasil que recebam os incentivos fiscais da Lei de Informática. Na prática, é o caso de todos os aparelhos feitos no país. Entrou em vigor em 2013 (75%) e desde então garante os benefícios tributários se 90% da produção incluir o Ginga.

A estimativa é que essa política tenha resultado em cerca de 40 milhões de aparelhos de TV em uso no Brasil aptos a receber conteúdos interativos. Mas o custo deve mesmo revoltar os fabricantes. Afinal, R$ 50 é o mesmo que a SejaDigital paga por conversores que rodam o Ginga C, versão muito mais robusta do software. O PPB de televisores não exige mais que o Ginga A.

Ainda segundo o MCTIC, “não houve qualquer alteração na política da televisão digital no Brasil que se baseia em três funcionalidade: mobilidade, alta definição e interatividade.”

10 anos de Ginga

O pedido da Eletros de ‘matar’ o Ginga nas TVs chega um ano depois a morte do principal idealizador do software de interatividade: o professor Luiz Fernando Soares, da PUC/Rio, considerado o ‘pai’ do Ginga.

No ano passado, fez uma década que o Ginga – então ainda chamado de Maestro – foi proposto ao Sistema Brasileiro de TV Digital. A criação do middleware foi uma parceria do Laboratório de Telemídia, do Departamento de Informática da PUC-RJ, coordenado por LF, e Guido Lemos, do Núcleo de Extensão em Aplicações de Vídeo Digital (Lavid) da UFPB.

Mais do que um avanço tecnológico desenvolvido no Brasil, o Ginga é uma ferramenta superior aos padrões de TV Digital adotados na Europa e nos Estados Unidos no campo da interatividade – com recursos que sequer existem por lá, como a sincronização de diferentes mídias ou a facilidade de o conteúdo ser acessado pela televisão, tablet, smartphone e isso ser gerenciado pelo provedor.

Logo após a morte do professor Luiz Fernando Soares, foi criado o Instituto Ginga para consolidar os avanços da tecnologia. O responsável pelo projeto, professor Sérgio Colcher, coordenador do evento e professor do Laboratório TeleMídia, ligado ao Departamento de Informática do CTC/PUC-Rio, à época foi taxativo ao falar do diferencial do software brasileiro. “Ele é software livre. Todo mundo pode desenvolver com o Ginga. Foi, aliás, esse diferencial que fez a UIT reconhecer a tecnologia como padrão mundial para o IPTV”, mencionou.

Fonte: Convergência Digital

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Sep 13

Antonio Carlos Martelleto (foto), presidente da EAD, a entidade responsável pela operação do desligamento do sinal analógico de TV (switch-off), fez um balanço das ações da empresa, do primeiro desligamento feito no país, em Rio Verde (GO) e dos desafios futuros. Ele falou em painel sobre o switch-off no congresso SET 2016 nesta terça, 30.

Ele lembra que no evento do ano passado apresentou um cronograma que previa que em 2016 seriam desligados 15 milhões de domicílios. “Fomos muito otimistas”, diz. O cronograma foi revisto e um novo decreto foi publicado ontem (leia aqui).

Martelleto conta que neste período, e com a experiência de Rio Verde, a entidade avançou no entendimento das suas atribuições e sua estruturação. “Montamos uma estrutura do zero. Tivemos até que mudar o nome, porque éramos confundidos com Ensino a Distancia ou Escola de Arte Dramática”, brinca. Assim, a EAD criou a identidade Seja Digital, como é conhecida a empresa agora. A campanha de esclarecimento da população leva esta marca e tem como referência o site www.sejadigital.com.br. “Criamos também uma segunda identidade, para a mitigação dos problemas de interferência, a www.tvperfeita.com.br. Será usada num segundo momento após a digitalização, e também nas cidades onde não haverá desligamento, e portanto não precisam do site de migração para o digital”, conta.

Como principal desafio para 2017 o executivo aponta o fato de grande parte de domicílios de baixa renda não serem atendidos por programas sociais. Segundo ele, na primeira fase do switch-off, em 2016, serão atingidos dois clusters (Rio Verde e Brasília e arredores), que somam 11 cidades e 4 milhões de habitantes. Nesta região, 29% dos domicílios são cadastrados em programas sociais e 59% são de classes A, B e C1, portanto com poder aquisitivo para as TVs digitais ou os set-top boxes.

Já em 2017, serão atendidos 15 clusters, com 356 cidades e 71 milhões de habitantes, pegando cidades como São Paulo, Goiânia, Belo Horizonte, Fortaleza, Campinas, Ribeirão Preto e outras. Nestas cidades, a proporção de beneficiários de programas sociais é de 28%, e de classes A/B/C1 de 52%, enquanto 20% dos domicílios não estão em nenhuma das duas situações, ou seja, não têm poder aquisitivo e não receberão o set-top gratuitamente.

Fonte: Tela Viva

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Sep 13

Saiu no dia 29 de agosto de 2016, a portaria de Gilberto Kassab que define que o conversor da TV digital deverá ser distribuído para todos do Bolsa Família e do Cadastro Único terá que vir com interatividade, ou com o Ginga. Agora, teles e radiodifusores não se entendem sobre a cobertura dos sinais digitais no Distrito Federal. Governo terá que arbitrar os critérios. Data para o desligamento da TV analógica está marcada para 26 de outubro.

Portaria do ministro Gilberto Kassab publicada hoje, 29, confirmou a decisão comunicada aos integrantes do Gired (grupo que conduz a transição da TV digital) há alguns dias, de que o conversor da TV digital financiado pelas operadoras de celular não poderia ser o zapper, (só com capacidade para receber os sinais de TV) devendo ter também a capacidade de promover a interatividade, ou seja ter o middleware nacional, o Ginga. Além disso, será distribuído indistintamente para o público do Bolsa Família e para os listados no Cadastro Único ( o que multiplica por três os beneficiários), o que também não estava previsto em política anterior.

Mas o Ginga que virá nessas novas caixinhas não será aquele capaz de trazer a interatividade plena, pois tem característica simples, classificado como Ginga NCL, mais barato para conseguir se encaixar no orçamento disponível da EAD, empresa encarregada de fazer a encomenda e a compra dos conversores da TV analógica para a digital.

Essa caixinha não virá com porta HDMI, o que significa que não terá capacidade de receber alta resolução, mas terá porta USB, para acesso à internet pela rede celular, se as operadoras quiserem vender pacotes mais baratos.

A portaria faz também alguns pequenos ajustes na lista de cidades que terão os canais analógicos desligados e o cronograma até 2023. Elas não chegam a mil. As demais, ou não precisarão ser desligadas ou serão depois dessa data.

Disputa

Se essa decisão não agradou nem às teles nem aos radiodifusores, que já tinham acordado entre si que seria melhor distribuir o conversor sem qualquer interatividade para todos do Cadastro Único, decisão que agora foi derrubada por Kassab, os dois grupos passam a se desentender pela cobertura do sinal digital e o consequente desligamento da TV analógica, no Distrito Federal, decisão que deverá ser arbitrada pelo ministério nessa próxima sexta-feira.

Tudo porque a pesquisa do Ibope considerou que todas as TVs de tela fina, em Brasília foram consideradas digitais, critério questionado pelos radiodifusores que alegam que pelo menos 30% as TVs de tela fina foram feitas ainda sem o conversor digital embutido. Mesmo que muitas dessas TVs tenham acesso às assinaturas de TV paga (aí sim, todas digitais) as emissoras não concordaram que no DF já tenha se alcançado 74% de cobertura digital, conforme apontou a última pesquisa. O Gired refez o critério e reduziu a conta para 72%, mas radiodifusão resolveu endurecer e bater firme contra o resultado. E também incluiu novos questionamentos sobre as antenas, o que diminuiria a base da cobertura no DF para 66%, o que fez com que as operadoras de celular também fincassem posição pela pesquisa inicial.

Agora, só o MCTIC poderá arbitrar, afinal qual o critério será utilizado e qual é a cobertura que se chegou até agora. Tudo isso porque só se desliga da TV analógica quando 93% dos lares já tiverem capacidade de receber a TV digital. A data para o desligamento está marcada para 26 de outubro. A reunião do Gired está prevista para essa sexta-feira.

Fonte: Tele Síntese

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